Início Blog Page 70

Tempero Brasil Portugal: conheça os 6 restaurantes participantes do festival

1

O festival luso-brasileiro, que acontece de 11 a 20 de novembro, apresenta os restaurantes que participarão da sua Rota Gastronômica.

A gastronomia portuguesa e brasileira vão estar em alta durante o Festival Tempero Brasil Portugal que acaba de divulgar a sua Rota Gastronômica.

Entre os dias 11 a 20 de novembro de 2022, os pratos prometem conquistar o paladar de turistas, brasileiros residentes e portugueses apaixonados pela boa comida.

Lisboa e Cascais estarão na rota de sabores da primeira edição do evento, que tem como tema ‘Brasil e Portugal: uma mistura de sabores’, valorizando a riqueza e saberes das duas culinárias.

De acordo com o tema, os chefs e cozinheiros participantes terão a chance de apresentar os deliciosos e belos pratos criados especialmente para a ocasião e que evidenciam os aromas e temperos dos dois países. Ou seja, uma combinação de sabores que vale a pena ser provada.

Como resultado, dentre os pratos você encontrará, versões lusitanas de vatapá, moqueca e bobó poderão ser apreciados durante todo o período do festival.

Em outras palavras, o Festival abre uma porta para reunir cultura e gastronomia dos dois países. Portanto, aproveite e entre por ela!

    Por fim, vamos conhecer os restaurantes, os pratos e seus criadores:

    Circuito nos Restaurantes – Tempero Brasil Portugal

    Siga o MuitoGourmet no Instagram!

    Leia Mais

    Vale do São Francisco recebe reconhecimento de Indicação Geográfica para vinhos da região

    2

    O Brasil vem demonstrando amadurecimento do mercado de vinhos e já registrou 105 IGs, sendo 32 Denominações de Origem e 73 Indicações de Procedência.

    Conhecido pelos vinhos tropicais, o Vale do São Francisco recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP) para vinhos finos, nobres, espumantes naturais e moscatel espumante. O registro foi publicado na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2.704 do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no dia 01 de novembro de 2022.

    A área de produção dos vinhos compreende cinco municípios localizados em dois estados do Nordeste: Lagoa Grande, Petrolina e Santa Maria da Boa Vista, em Pernambuco; e Casa Nova e Curaçá, na Bahia.

    “O reconhecimento oficial da Indicação de Procedência Vale do São Francisco para vinhos é resultado de um trabalho articulado entre produtores, universidades e instituições públicas de pesquisa. Para a valorização dos produtos típicos de um país é imprescindível essa articulação, sendo que a participação do Estado ocorre no sentido de fomentar o desenvolvimento rural e regional das cadeias de valor”, disse o chefe de Divisão de Projetos de Indicação Geográfica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wellington Gomes.

    Nesta IG em questão, destaca-se a contribuição da Embrapa Uva e Vinho na condução dos estudos técnicos. Junto com outras instituições parceiras, foi elaborado o dossiê que fez parte do pedido de registro junto ao INPI. Por sua vez, o Mapa, através da sua Coordenação de Indicação Geográfica, foi responsável pela emissão do Instrumento Oficial de Delimitação da IG. Esse documento atesta a coerência e conformidade da área territorial da IG para fins deste registro.

    Para o pesquisador Jorge Tonietto, da Embrapa Uva e Vinho, esse registro é um evento de interesse mundial pois esta é a primeira região de vinhos tropicais do mundo a reconhecer uma Indicação Geográfica com altos padrões de exigência da produção, assemelhados às IGs dos países da União Europeia. 

    Indicação de Procedência Geográfica - Vale do São Francisco
    Indicação de Procedência Geográfica – Vale do São Francisco – Divulgação

    “Para o Brasil, além de ser a primeira região a obter a Indicação Geográfica em zona tropical, sinaliza pelo crescimento da importância desta zona intertropical na produção de vinhos que tem crescido, inclusive no Brasil central, com uma viticultura diferenciada de mais de um ciclo da videira por ano. Do ponto de vista dos vinhos do Vale do São Francisco, agora eles poderão ampliar sua diferenciação por origem e qualidade, sob a tutela de controle dos produtores. Para os consumidores será uma oportunidade de encontrar vinhos genuínos e típicos da região semiárida. 

    Segundo o pesquisador, a expectativa é que a IG amplie não somente a visibilidade da região no mercado interno e internacional, como também estimule novos investimentos que irão ampliar a capacidade competitiva da produção. “No médio e longo prazos, estima-se que o desenvolvimento territorial seja impactado positivamente, fortalecido não somente pela produção vitivinícola, como também pela ampliação do enoturismo e atividades afins, com estímulo a novos investimentos, com alcance sobre a infraestrutura regional”, comemorou Tonietto.

    Iniciada em 1960, a atual área delimitada do Vale do São Francisco originou-se com a organização da produção agrícola irrigada da região. A irrigação permitiu que as terras com caatinga, até então consideradas improdutivas, se tornassem áreas verdes ao longo das margens de beira-rio. As videiras cultivadas na região são ligadas diretamente ao Rio São Francisco e desfrutam de uma região com características únicas no mundo.

    Segundo dados da Revista INPI, os atributos físicos do meio geográfico, associados à latitude e ao clima tropical semiárido, ao longo do tempo foram associados a sistemas de produção vitícola particulares. Desta forma, as videiras da região possibilitam colheitas sucessivas ao longo do ano, e tais colheitas múltiplas resultam em vinhos originais.

    “Este é um momento histórico e muito esperado pelos vitivinicultores da região, em especial aqueles estabelecidos no Vale do Submédio São Francisco, nos municípios pernambucanos de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, além de Casa Nova e Curaçá, na Bahia”, destaca José Gualberto de Freitas Almeida, presidente do Vinhovasf e da Valexport (Associação dos produtores e exportadores de hortigranjeiros e derivados do Vale do São Francisco). Para ele é a concretização de um sonho. Desde o reconhecimento da Indicação do Vale dos Vinhedos, em 2002, ele queria fazer o mesmo no Vale do São Francisco.

    A comercialização dos vinhos tropicais começou na década de 1980, de acordo com documentos encaminhados ao INPI. Atualmente, toda a área delimitada da IP Vale do São Francisco destina-se puramente à produção de videiras destinadas tão somente à elaboração dos vinhos dessa área delimitada no Nordeste brasileiro. A maioria dos produtores elaboram vinhos em vinícolas próprias. Além do comércio dos vinhos produzidos, as diversas vinícolas do Vale do São Francisco ampliaram sua participação em feiras e eventos de vinhos, bem como em eventos de gastronomia, com degustação e distribuição de folheteria.

    Vinho de Bituruna

    Outro reconhecimento de Indicação de Procedência para vinhos dado pelo Instituto Nacional foi concedido para Bituruna, município paranaense conhecido pela produção de vinhos. A decisão foi publicada no dia 18 de outubro, na Revista da Propriedade Industrial (RPI).

    De acordo com a documentação apresentada ao Instituto, a história dos vinhos de Bituruna teve início em meados de 1940. Imigrantes instalados no Rio Grande do Sul mudaram-se para a Colônia Santa Bárbara, que viria a se tornar Bituruna. Os patriarcas dessas famílias, com sua tradição de beber vinho, levaram consigo mudas de videiras para consumo próprio. Anos mais tarde, decidiram iniciar a produção de vinhos para comercializarem na cidade.

    Bituruna produz o vinho tradicional bordô e o de uvas Casca Dura Martha, de coloração rosa, peculiar da região. Entre os fatores que contribuíram para o reconhecimento de sua produção estão a melhoria genética das uvas, a industrialização das práticas artesanais e a Festa do Vinho, que atrai milhares de turistas para o município todos os anos. Em 2020, o governo do estado do Paraná concedeu a Bituruna, por meio de lei, o título de “Capital do Vinho”.

    Com estas concessões, o Brasil possui agora 105 registros de Indicação Geográfica, sendo 72 Indicações de Procedência (todas nacionais) e 32 Denominações de Origem (23 nacionais e nove estrangeiras).

    Indicações Geográficas Brasileiras

    A Indicação Geográfica é um instrumento de reconhecimento da origem geográfica, conferida a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, que detêm valor intrínseco, identidade própria, o que os distingue dos similares disponíveis no mercado.

    Além do Vale do São Francisco e Bituruna, outras regiões receberam reconhecimento de Indicação Geográfica pela produção de vinhos. É possível realizar uma rota do vinho e degustar todas as Indicações Geográficas da região Sul do Brasil, não deixando de ir a Pernambuco provar do primeiro vinho tropical do mundo. Confira aqui a lista de IGs nacionais e internacionais.

    Siga o MuitoGourmet no Instagram!

    Indicação Geográfica - Vale do São Francisco
    Foto: Elements

    Leia Mais

    Café especial é a nova cerveja artesanal? Mercado tem boom e cresce 15% ao ano

    1

    Antes o grão que era selecionado somente para exportação, hoje encontra uma crescente demanda interna.

    Assim como aconteceu com o mercado de Cerveja Artesanal – que segue em ritmo crescente e viu aumentar em 12% o número de cervejarias registradas no ano passado -, o de Café Especial também vive um boom de crescimento.

    De acordo com um levantamento do mesmo ano feito pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o consumo de cafés especiais no Brasil tem registrado um aumento médio de 15% a cada ano.

    Esse crescimento expressivo demonstra uma mudança de hábito do consumidor brasileiro. O mesmo está trocando o café comum da prateleira, por um café de melhor qualidade. Assim como vem fazendo com a cerveja tradicional, trocada pela artesanal ou puro malte.

    O que é o Café Especial?

    Café especial é o termo utilizado para nomear o café de mais alto nível disponível no mercado, o que alcança o topo.

    A nomenclatura foi citada pela primeira vez em 1974 pela norueguesa Erna Knutsen na edição impressa do Tea & Coffee Trade Journal.

    Os métodos de cultivo desses cafés apresentam padrões superiores aos cafés tradicionais e isso acaba por refletir no seu custo final. As sacas especiais podem custar até R$20 mil, enquanto as versões tradicionais ficam no valor médio de  R$2,3 mil.

    Então para ser caracterizado como especial, os grãos, que só podem ser da variedade arábica, devem apresentar três requisitos mínimos:

    3 Requisitos para um Café Especial

    1. Ser colhido através da colheita seletiva de grãos maduros
    2. Ter no máximo cinco defeitos por sacas de 350g.
    3. Ter pontuação mínima de 80 pontos na avaliação de especialistas, em notas que vão de 0 a 100 em critérios diversos como doçura, sabor residual e acidez.

    O Café Especial na Bahia

    Muita gente não sabe, mas a Bahia, em especial a Chapada Diamantina, é uma região produtora de cafés premiados e de alta qualidade, daquele tipo que antes era somente destinado ao mercado exterior.

    Segundo Luca Allegro, empreendedor do setor: “A Latitude 13 está entre os pioneiros neste mercado de cafés especiais aqui no Brasil. Pois, como produtores, vimos esse processo de especialização do mercado de cafés acontecer durante a década passada com nossos clientes importadores nos Estados Unidos e Europa. Lá, o mercado de grãos de qualidade superior está consolidado, e os nossos cafés Chapada Diamantina são muito valorizados pelas características sensoriais únicas do nosso terroir”. E complementa: “Nós começamos já em 2015 a torrar aqui no mercado nacional os mesmos grãos de qualidade que exportávamos para os Estados Unidos e Europa”.

    Os produtores baianos estão atentos à nova tendência mundial e também local, uma vez que um novo perfil de consumo do café vem florescendo e crescendo no país.

    O novo perfil de consumo de café do brasileiro

    O brasileiro ama café e está com o paladar mais exigente para essa bebida aromática e saborosa. 

    No país, os apreciadores desse tipo de grãos vêm crescendo a cada dia, cada vez mais atentos à complexidade sensorial da bebida.

    Em pesquisa realizada pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café) sobre as preferências dos consumidores no momento de escolher o café, foi observado que:

    • 25% ainda preferem o café tradicional;
    • 8% o extra-forte;
    • 11% o superior;
    • 35% o gourmet;
    • 21% têm preferência pelo café especial.

    Não é à toa que o Brasil é o segundo maior mercado consumidor de café do planeta, com um consumo de 21,5 milhões de sacas de 60 kg só no último ano. O mercado total nacional cresce cerca de 1,34% enquanto o de Cafés Especiais aumenta 15% anualmente.

    Bem como a tendência de crescimento do consumo de Cafés Especiais, surge também um mercado voltado para educar os consumidores sobre a cultura do café para além do filtro caseiro.

    Nesse sentido, o consumidor começa a se familiarizar cada vez mais com termos como moagem, torra, extração e até uma expressão que no inconsciente coletivo está diretamente ligada ao vinho: o terroir.

    Portanto, esse novo consumidor que vem se formando se preocupa mais com a origem do produto, a sua região de cultivo e o processo que aquele grão passou até chegar à sua xícara para ser bem apreciado. 

    Siga o MuitoGourmet no Instagram!

    Cafe Especial
    Café Especial – Foto: Elements

    Leia Mais

    Restaurante Origem é o brasileiro mais bem colocado no Latin America´s 50 Best Restaurants

    0

    Casa dos chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca conquistou a 52º posição e é o primeiro restaurante de Salvador e entrar no ranking latino-americano.

    Restaurante Origem é o brasileiro mais bem colocado na primeira parte da lista dos melhores restaurantes da América Latina, anunciada nesta quinta-feira, 03 de novembro.

    O Latin America’s 50 Best Restaurants divulgou os colocados entre as 51ª e 100ª posições, e a casa dos chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca aparece em 52º lugar.

    Pioneiro em servir exclusivamente menu degustação na capital baiana, o Origem é também o primeiro de Salvador a aparecer no ranking, um dos mais respeitados da gastronomia mundial. A classificação foi anunciada virtualmente, em uma prévia da cerimônia que acontece no próximo dia 15, no México, quando serão conhecidos os 50 primeiros colocados.

    “Estamos muito felizes com esse reconhecimento, pois por trás da experiência que procuramos entregar no Restaurante Origem existem pessoas que acreditam em uma gastronomia que vai além de uma simples receita, uma gastronomia que respeita toda a cadeia produtiva e que une pessoas que buscam fortalecer a cultura local”, comemora o chef Fabrício Lemos. 

     “O sentimento de vitória coletiva, sabendo que essa conquista não alegra só a mim e aos mais de 150 funcionários que trabalham conosco, mas a todos os baianos e nordestinos, é o que mais me enche de orgulho”, afirma Lisiane Arouca, comemorando a notícia no dia do seu a aniversário.

    “A minha maior alegria é poder, de alguma forma, levar o Nordeste para o mundo, mostrar para as pessoas que a nossa região tem importância no cenário gastronômico do Brasil e, agora, no da América Latina”. 

    Lisiane Arouca
    Carne do Sol - Restaurante Origem
    Carne do sol, mousseline de abóbora defumada, cuscuz com licurí e tripa – Foto: Leonardo Freire

    A Premiação

    Cerca de 300 especialistas anônimos do setor de restauração e da indústria de hospitalidade da região – com equilíbrio de gênero entre os votantes e cobertura de 21 países latino-americanos – compõem o painel de votação que resulta na lista dos melhores restaurantes da América Latina.

    Chefs e restaurateurs, escritores, críticos e bem viajados amantes da gastronomia votam, cada um, em 10 restaurantes que visitaram nos últimos 18 meses, sendo pelo menos três fora de seu país de origem.A votação e os resultados são auditados de forma independente pela Deloitte.

    Sobre o Origem: Identidade e memória nos sabores da Bahia além do dendê

    Um apaixonado por frutos do mar e uma apaixonada por doce de leite com um objetivo em comum: resgatar a identidade gastronômica da Bahia, aliando ingredientes regionais e frescos com técnicas contemporâneas de culinária.

    O chef Fabrício Lemos e a chef-pâtisserière Lisiane Arouca escolheram sua cidade natal, Salvador, para instalar o Restaurante Origem. Mas o variado cardápio que criaram – servido exclusivamente como menu degustação – propõe um passeio para além das fronteiras da capital, buscando unir sabores dos cinco biomas e 27 territórios de identidade baianos para apresentar o melhor da Bahia além do dendê. 

    Depois de 14 anos nos Estados Unidos, onde se formou pela tradicional escola de gastronomia Le Cordon Bleu e trabalhou em restaurantes da luxuosa rede de hotéis The Ritz-Carlton, Fabrício retornou ao Brasil em 2010 disposto a alavancar a culinária de seu estado. A intenção era promover uma gastronomia baiana original, que recuperasse sabores tradicionais em pratos inovadores e capazes de suscitar lembranças e emoções a cada garfada.

    Em Salvador, Fabrício passou pelo Mistura, criou o conceito do cardápio do Al Mare e ficou quatro anos à frente da cozinha do premiado Amado, de Edinho Engel, até fundar o seu Origem, com a esposa e sócia Lisiane Arouca, em 2016. O rápido sucesso da casa, que funciona apenas para jantares com reservas, consolidou os nomes dos chefs como referências da nova comida baiana e os alçou ao posto de promessas da gastronomia nacional.

    O propósito do Origem, como sugere o nome do restaurante, é o resgate da identidade, da memória e da cultura baianas por meio do paladar. Assim, nasceram receitas como o “abarajé”, combinação dos clássicos locais abará e acarajé servida com vatapá. Outras iguarias, como a carne de fumeiro de Maragogipe, a farinha de Copioba e o licuri da Caatinga, além do umbu, do siri mole e de tantas outras, também são garimpadas por Fabrício e Lisiane em seus locais de origem, junto a pequenos produtores.

    “O conceito do nosso restaurante é mostrar a Bahia além do dendê e de Salvador”, explica Fabrício Lemos. “Por isso, vamos até o interior do estado, estudando cada bioma e buscando raridades com produtores locais, a fim de desenvolver uma verdadeira gastronomia de identidade”, completa.

    O menu degustação do Origem é montado periodicamente pelos chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, priorizando a sazonalidade e o frescor dos ingredientes genuinamente locais. São cerca de 15 etapas, preparadas com técnicas gastronômicas contemporâneas: shot de boas-vindas, snacks, couvert, principais do mar e da terra, intemezzo e sobremesas variam quase que diariamente de acordo com os insumos disponíveis.

    O Chef Fabricio Lemos

    Natural de Salvador, Fabrício Lemos morou 14 anos nos Estados Unidos, onde se formou pela renomada escola de gastronomia francesa  Le Cordon Bleu.  Durante o período em que morou no exterior, trabalhou em restaurantes da luxuosa rede de hotéis The Ritz-Carlton – Key Biscayne, Coconut Grove e Amelia Island, na Flórida -, acumulando larga experiência nas culinárias mediterrânea, italiana, francesa e espanhola. Foi ali também que aprendeu a dominar a sutileza da cocção dos frutos do mar.

    Retornou a Salvador em 2010 disposto a disseminar uma nova gastronomia local. Depois de uma rápida passagem pelo Restaurante Mistura, em Itapuã, Fabrício foi responsável pela criação do conceito da cozinha do Al Mare, onde propôs um menu mais sutil em sabores e mais sofisticado na apresentação. O resultado lhe rendeu o título de Chef do Ano pela Revista Veja Comer & Beber Salvador em 2014. No ano seguinte, já estava à frente do Amado, eleito o melhor restaurante de Frutos do Mar do Brasil pela revista Gula em 2015.

    No mesmo ano, recebeu os prêmios de Chef Revelação do Brasil e de Melhor Restaurante do Nordeste para o Amado pela Revista Prazeres da Mesa. Em 2017, foi novamente escolhido Chef do Ano pela Revista Veja Comer & Beber Salvador, dessa vez pelo trabalho autoral no Restaurante Origem. A casa também foi a escolhida em três categorias da premiação em 2018: Melhor da Cidade, Melhor Variado/Contemporâneo e Chef do Ano. No ano seguinte, repetiu o feito, ganhando novamente os três prêmios, além do de Restaurante Revelação para o Ori, segunda casa do chef, aberta em 2018.

    Em janeiro de 2020, Fabrício Lemos inaugurou, novamente ao lado da esposa e sócia Lisiane Arouca, o minibar Gem. Em 2021, o casal de chefs abriu o Omí, novo restaurante do Fera Palace Hotel, onde agora assinam o conceito gastronômico de todo o setor de Alimentos e Bebidas, incluindo lobby, bar da piscina, café da manhã e room service. E, em 2022, o Segreto Ristorantino chegou para completar o grupo.

    ORIGEM chef Fabricio Lemos Foto Leonardo Freire.jpg
    Chef Fabrício Lemos – Foto: Leonardo Freire

    A Chef Lisiane Arouca

    Nascida em Salvador, Bahia, Lisiane Arouca começou a se interessar pelos doces ainda na infância. Nas férias em Ilhéus, enquanto seus primos e irmãos brincavam na rua, ela não saía da cozinha de suas tias confeiteiras. Ainda muito jovem, começou a formação acadêmica na Faculdade de Belas Artes (UFBA), mas não demorou para encontrar sua plataforma de manifestação artística: os bolos confeitados. Decidiu então seguir carreira na culinária, se formando em Gastronomia pela Estácio Bahia e no curso de Chef de Cozinha do Senac.

    Trabalhou em restaurantes de Salvador como chef confeiteira, assinando os cardápios de sobremesas, e foi sócia proprietária do 4Chef’s, empresa especializada em confeitaria personalizada, por quatro anos. Em 2016, abriu o Origem em sociedade com o chef Fabrício Lemos, seu marido. O casal abriu sua segunda casa em Salvador, o Ori, com conceito mais casual, em dezembro de 2018. No ano seguinte, Lisiane Arouca foi eleita melhor chef-pâtissière do Brasil pelo prêmio Melhores do Ano 2019, da revista especializada Prazeres da Mesa.

    Já em janeiro de 2020, Lisiane e Fabrício inauguraram o Minibar Gem.  E, em 2021, o casal de chefs abriu o Omí, novo restaurante do Fera Palace Hotel, onde agora assinam o conceito gastronômico de todo o setor de Alimentos e Bebidas, incluindo lobby, bar da piscina, café da manhã e room service. E, em 2022, o Segreto Ristorantino chegou para completar o grupo.

    ORIGEM chef Lisiane Arouca Foto Leonardo Freire
    Chef Lisiane Arouca – Foto: Leonardo Freire

    Siga o MuitoGourmet no Instagram!

    Serviço

    Restaurante Origem
    Endereço:
    Alameda das Algarobas 74 – Caminho das Árvores – Salvador/Ba.
    Funcionamento: de terça a sábado, das 18h30 à 00h.
    Reservas: (71) 99202-4587.

    Leia Mais

    FliPelô: Selecionamos 7 pratos da rota gastronômica Amado Sabores

    0

    Com 34 restaurantes participantes, os pratos da rota são inspirados em personagens do nosso Jorge Amado e estarão disponíveis até o domingo (6/11).

    Ainda dá tempo de aproveitar a FliPelô, que ocorre no Centro Histórico de Salvador, de 1° a 6 de novembro de 2022 com programação totalmente gratuita e ainda desfrutar dos pratos da rota gastronômica Amado Sabores.

    Esse ano, a FliPelô acontece presencialmente e celebra a memória e o legado de Jorge Amado, um dos escritores mais amados da Bahia. Não há como ler um livro do autor e não se identificar com um de seus personagens, especialmente seus fortes e inesquecíveis protagonistas.

    A Festa Literária Internacional do Pelourinho, ou Flipelô para os íntimos, conta com diversas atividades culturais para toda a família, com exposições, música, teatro, artesanato, lançamentos de livros e muito mais.

    A Vila Literária, esse ano esta instalada no Largo Tereza Batista, sediará lançamentos de livros e uma rica programação cultural. O local fica aberto das 10h às 21h durante toda a duração da Feira.

    A Feira envolve todo o bairro histórico da cidade e conta com 11 ateliers e galerias que podem ser visitadas e possuem obras inéditas inspiradas nos romances de Jorge. Inclusive, é possível votar no concurso cultural que escolherá a obra vencedora do prêmio Voto Popular no site do evento.

    Os museus também marcam presença e convidam os participantes da feira a conhecer as suas exposições permanentes e outras criadas especialmente para o evento. Participam a Casa do Benin, Casa do Carnaval, Memorial das Baianas, Memorial da Medicina Brasileira, Museu da Catedral da Basílica de Salvador, Museu da Gastronomia Baiana, MuNEAM, Museu do Mar Aleixo Belov, Museu Eugênio Teixeira Leal e Centro Cultural Solar Ferrão.

    Amado Sabores – Personagens de Jorge

    Em se tratando de gastronomia, a Rota Gastronômica desse ano conta com a participação recorde de restaurantes que elaboraram receitas inspiradas nos personagens literários. Os pratos possuem preços especiais e revelam a criatividade dos restaurantes participantes.

    7 Pratos da Rota Gastronômica Amado Sabores

    Entre um lançamento de livro e uma visita a museus e galerias, quando a fome apertar, a gastronomia da Feira está imperdível.

    Analisamos o cardápio de todas as 34 opções disponíveis e selecionamos as 7 que escolheríamos:

    Cuco Bistrô

    Com o sugestivo nome de Dona Flor, o prato do Cuco Bistrô é um arroz de siri e camarão levemente picante e um medalhão de filé mignon com bacon assado na brasa, acompanhados de farofa e vinagrete com aromas de pimenta de cheiro.

    Oxente Bistrô

    Uma mariscada acompanhada de arroz, pirão, farofa de dendê e feijão fradinho é o prato Vadinho, personagem do livro de Dona Flor, um de seus maridos.

    Panificadora Santo Antônio

    A Panificadora traz um kibe com pasta homus, ou melhor o kibe do Nacib. Muito apropriado e merece um Lá Ele, rs!.

    Ponto Vital

    O prato Jesuíno Galo Doido, do livro Pastores da Boite é um andu de angola, com azeite de pilão, carne de sertão e camarão seco defumado.

    Uauá

    Um frango ao molho pardo sobre uma cama macia de angu, acompanhado de arroz branco e feijão tropeiro é o prato Goleiro Bilô-bilô do livro A bola e o Goleiro.

    Por Acaso

    Uma moqueca mista com banana da terra acompanhada de arroz e pirão é o prato Isidro do Batualê, do livro O compadre de Ogum.

    Rango Vegan

    Um mix árabe composto de falafel, pão sírio, tabule e húmus é o prato Jamil Bichara (sírio) do romance A Descoberta da América pelos Turcos.

    Essa foi a nossa seleção de pratos da Flipelô, um verdadeiro passeio pelo universo de Jorge Amado.

    Vá até a FliPelô vai ser massa!

    Dica Bônus

    E para facilitar o estacionamento dos visitantes, o Delta Parking e o Bahia Park disponibilizarão vagas com a tarifa única de R$12,00. Basta pegar o selinho de Tarifa única, por exemplo, nos restaurantes participantes da Rota Gastronômica Amados Sabores.

    Leia Mais

    Com destaque para a criatividade, o Burger Fest 2022 chega à Salvador

    1

    Há 10 anos, o roteiro gastronômico que acontece por todo país preza pela criatividade, ingredientes de qualidade e excelência na produção.

    Durante todo o mês de novembro acontece em quase todo o Brasil, o maior festival de hambúrguer do país, o Burger Fest 2022.

    Antes de tudo, é importante dizer que o evento acontece desde 2012. E, nesse sentido, serve como estímulo à criatividade por parte dos chefs, que normalmente criam sabores exclusivos para a ocasião. O festival é também uma excelente oportunidade para o consumidor, que pode sair pela cidade explorando novos templos para consumo do nosso tão amado hambúrguer e quem sabe, acabar descobrindo a sua nova lanchonete preferida.

    As Estrelas do Burger Fest 2022 em Salvador

    Em primeiro lugar, vamos destacar 7 dos 16 participantes, que nos chamaram mais atenção no que se refere à criatividade e ousadia na elaboração do hambúrguer:

    Como por exemplo, a Bravo que apostou no Pastrami Burger (BF22) feito no pão australiano com Pastrami, fonduta de meia cura, molho de mostarda, picles jalapeño e rúcula, ou a Groove Burger que aposta no Pagodão Burger, que tem tudo a ver com a proposta, uma verdadeira mistura de ritmos que no final, tem swing, olha só: pão brioche da casa, hambúrguer de 100g, queijo prato derretido, camarão alho e óleo grelhado, maionese verde e Doritos.

    Contudo, a criatividade não para por aí, a proposta da Maud Burger é trazer crocância e doçura em seu Rei Maud feito com pão brioche, blend de carne 150g, queijo coalho grelhado, banana da terra empanada na farinha panko e couve crispy. Do mesmo modo, o Leo Cintra se inspira na Cosa Nostra e apresenta o Máfia BF servido num pão de sal redondo, blend do chef 160g, provolone, maionese de pesto e pepperoni crocante.

    Ainda assim, destacamos a participação do Restaurante O Porco que também busca uma referência terra-mar para o seu Costela Pig Burger feito com 180g de costela suína, queijo emmental, crispy de camarão com bacon, cebola roxa, alface americano e maionese de maçã verde.

    Em contrapartida, o Varanda Burger dá o protagonismo para quem, normalmente, é coadjuvante, o queijo, e vem com o Rei Jão servido no pão italiano, blend da casa, geléia de abacaxi com pimenta, pepperoni e uma generosa fatia de requeijão artesanal.

    E o Troféu Originalidade e Ousadia do Burger Fest 2022 vai para…

    Como resultado, depois de toda uma análise criteriosa de todas as fichas técnicas dos participantes do festival, podemos afirmar categoricamente – e achamos que ninguém irá contestar o resultado – que o troféu de originalidade e ousadia vai para o Velho Espanha que chega com o seu Samba de Verão, feito no pão delícia, creme verde, agrião e hambúrguer de arraia. Isso mesmo, de arraia! Nem precisamos dizer que estamos curiosos e pretendemos ir lá nos Barris para conferir essa preciosidade, não é mesmo?

    Os participantes do Burger Fest 2022 em Salvador

    Para poder desbravar todos os 16 estabelecimentos neste ano, vamos listar aqui todos os participantes do Burger Fest 2022 que está bem espalhado pela cidade de Salvador, em ordem alfabética:

    1. Best Burguer BahiaDoron
    2. Brabock BurgerFederação
    3. BravoPituba
    4. Brutus BurgerAlphaville
    5. CazollaPituba
    6. Esquina PaulistaPituba
    7. Groove BurgerCabula
    8. Leo Cintra CozinhaRio Vermelho
    9. Maud BurgerCosta Azul
    10. Red BurgerBarra
    11. Restaurtante O PorcoPituba
    12. River BurgerRio Vermelho
    13. Ta RebocadoBarra
    14. Varanda BurguerGarcia
    15. VarandaGourmetRio Vermelho
    16. Velho EspanhaBarris

    Agora é fazer o seu roteiro e desbravar esse mundo de oportunidades que teremos por todo o mês de novembro na décima edição do Burger Fest.

    Depois que for experimentar algum deles, vai lá no nosso Instagram e conta pra gente como foi a sua experiência!

    Leia Mais

    Dia Mundial do Veganismo: aumenta em 75% o número de pessoas que deixam de consumir carne no Brasil

    0

    Levantamento mais recente do IBOPE aponta um crescimento de 75% dos brasileiros que se declaram vegetarianos, em relação a estudos anteriores.

    A Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB , celebra o Dia Mundial do Veganismo, nesse 1° de novembro, destacando o avanço do movimento pelo não consumo de carnes e produtos de origem animal e apontando também o aumento progressivo de brasileiros que têm aderido a esse estilo de vida. Bravo!

    A entidade, fundada em 2003 e criadora do Selo Vegano, comemora esse incremento de optantes por uma dieta baseada no consumo de vegetais. A quantidade de pessoas que aderem ao vegetarianismo em todo o planeta é um movimento que parece que não vai diminuir, mas sim crescer a cada ano.

    Respeito pela vida animal, conscientização ambiental e busca por uma alimentação saudável e livre de riscos são os principais argumentos que pautam a existência do movimento vegano.

    O veganismo, inclusive, tem provocando um impacto socioeconômico positivo, com o surgimento de novos mercados especializados, que atendam a esse público desde a alimentação até a vestimenta, passando por produtos cosméticos, de higiene, farmacêuticos e diversos itens produzidos sem nada de origem animal. Nesse sentido, a SVB possui o Selo Vegano, que concede certificação confiável a esses produtos de diversos ramos.

    Um estudo da Allied Market Research aponta que o mercado vegano foi avaliado em US$ 19,7 bilhões em 2020, apresentando expectativa de crescimento para mais de US$ 36,3 bilhões até 2030.

    Um levantamento encomendado pela CNN Brasil ao Ministério da Economia aponta que nos últimos 10 anos aumentou em 500% o número de empresas abertas com o termo “vegano” no nome.

    “Entendemos que a conscientização e a decisão por deixar de consumir produtos de origem animal é um processo lento, que enfrenta fatores culturais, hábitos e conceitos arraigados, e essa mudança acontece aos poucos. Mas, percebemos que muitas pessoas têm diminuído o consumo de carne e já fazem questão de adquirir produtos que não tenham sido testados em animais”, diz Ricardo Laurino, presidente da da SVB.

    Segundo levantamento da Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC) em 2021, 46% dos brasileiros já deixam de comer carne por vontade própria pelo menos uma vez por semana.

    O estudo mais recente sobre o tema, realizado pelo IBOPE Inteligência em 2018, revela que 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos. Esse número representa um aumento de 75% em relação ao mesmo levantamento feito em 2012.

    Em questões como saúde e meio ambiente, estudos científicos comprovam os riscos do consumo de carne e a relação deste hábito com casos de câncer e problemas cardiovasculares.

    Da mesma forma, estudos internacionais revelam que a produção de carne e laticínios é responsável por 60% das emissões de gases do efeito estufa da agropecuária.

    E você, o que acha de aderir?

    Seja mais verde, faz bem para você e para o Mundo!

    Siga o MuitoGourmet no Instagram!

    Dia Mundial do Veganismo
    Foto: Elements

    Leia Mais

    Em sua sétima edição, o Bahia Vinho Show 2022 terá mais de 400 rótulos

    1

    Foi anunciada a 7ª edição do Bahia Vinho Show, mais um importante evento na cena de vinhos na Bahia.

    O Bahia Vinho Show – que acontece nos dias 17, 18 e 19 de novembro de 2022, no Hotel Vila Galé Salvador, em Ondina – vai oferecer degustação e venda de diversos tipos de vinhos, que estarão expostos em stands e contará com participação de produtores, importadores e distribuidores de vinho de todo o país.

    Além disso, o evento contará com palestras de temas voltados não somente para a formação de mão de obra, como também para os amantes de vinho e entusiastas do tema.

    No Bahia Vinho Show, também haverá mesas de queijos e pães disponíveis para os participantes que ainda poderão aproveitar e adquirir rótulos com valores praticados pelos distribuidores.

    Os ingressos, que já podem ser adquiridos, dão direito a um dia de evento e a uma taça de cristal para a degustação dos rótulos disponibilizados pelos expositores.

    Palestrantes

    O Bahia Vinho Show sempre busca apresentar uma programação diversificada para os amantes, estudantes, curiosos e conhecedores dessa bebida tão antiga e clássica que é o vinho.

    Nesse sentido, várias palestras estão programadas.

    Os primeiros confirmados para palestrar nesta sétima edição do evento são Jaime D’Oliveira (Sommelier e Juiz internacional de vinhos), Evandro Lovatel (Vitivinicultor, empresário, professor e sócio de controller da Vinícola Lovatel RS), Ricardo Henrriques (Diretor de Produção/Enólogo na Vitivinicola Santa Maria SA/Vinibrasil – Rio Sol e Enólogo-Winemaker na Global Wines), Jairo Pinto Vaz (gestor da Vinícola Vaz) e Esmeralda Alborghetti (embaixadora da importadora Vinífera Import).

    Expositores

    Com mais de 400 rótulos e 12 expositores (importadores, distribuidores e produtores), o Bahia Vinho Show vai reunir um leque diversificado de parceiros nesta sétima edição.

    Entre os importadores, distribuidores e produtores estão confirmados Vinifera, Oak Wine, Miolo, Fé Distribuidoras Ost, Global Wines, Qualimpor, Gran Cru, Zahil, Vinícola Santa Vitória, Vinícola Vaz, Sotero Wines, Vinícola Lovatel entre outros.

    Serviço:

    Evento: Bahia Vinho ShowSite oficial
    Data: 17 a 19 de novembro de 2022
    Local: Hotel Vila Galé Salvador – Ondina
    Ingressos: Sympla
    Evento para maiores de 18 anos.

    Leia Mais

    Halloween: saiba sua história e conheça os 8 pratos mais tradicionais

    1

    O Halloween é um das datas comemorativas mais espetaculares e divertidas do ano, mas sua tradição carrega uma ancestralidade que resistiu ao tempo e é presente até os dias de hoje.

    Pode se tranquilizar, esse texto sobre Halloween não vai começar com “Doces ou Travessuras”. Vamos um pouco além nesse dia das bruxas, falaremos sobre a origem do nome e sobre sua ancestralidade que permeia a data comercial de nível mundial que temos hoje.

    Falaremos também sobre curiosidades e histórias de 8 pratos tradicionais do dia das bruxas.

    Vamos começar respondendo a seguinte pergunta:

    Halloween nasceu na América ou na Irlanda?

    Em meio a críticas iniciais e olhares céticos, o Halloween há muito se espalhou no Brasil, enquanto nos Estados Unidos é uma instituição – tanto que nos EUA, um quarto dos doces vendidos anualmente se concentra no mês de outubro. No Brasil o fenômeno não é assim tão prestigiado quanto na América, mas a sua popularidade cresce a cada ano, principalmente nas redes sociais já que por sua estética singular, se destaca como um dos eventos “instagramáveis” do ano.

    No entanto, a par da novidades das redes sociais, em realidade, o Halloween é uma celebração que está enraizada na cultura irlandesa já há muito tempo. O nome vem do irlandês All Hallows’ Eve, encurtado para Hallow E’en, indicando o Dia de Todos os Santos – que é no dia seguinte, primeiro de novembro.

    A história, porém, começa um pouco antes, em tempos ainda mais remotos, quando era comemorado o Samhain, um festival pagão também conhecido como Ano Novo Celta.

    Samhain, o Ano Novo Celta e os espíritos

    Celebrado no dia 1 de novembro, no início, representava a véspera de Ano Novo, o dia que marcava o fim da colheita de uvas, e o início do inverno.

    De acordo com a cultura celta, durante a noite de 31 de outubro a fronteira entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos se aproximava, ficando menos nítida. Assim, os dois universos se fundiam e se cruzavam, e os mortos voltavam à terra para ajudar os sacerdotes celtas, os druidas, com suas previsões sobre o futuro. Uma verdadeira história à la J. R. R. Tolkien.

    Samhain, o primeiro Halloween em meio a fogueiras e máscaras

    As tradições celtas envolviam sacrifícios de animais, grandes fogueiras e máscaras. Em meio a esses costumes, estavam também presentes os trajes ritualísticos, feitos com cabeças e peles de animais. Imagina que arrepiante!

    Após serem conquistados pelos romanos, a tradição continuou nas terras celtas, mas fundiu-se com a Feralia, festas latinas dedicadas aos antepassados ​​mortos, e a celebração de Pomona, deusa das frutas cujo símbolo é a maçã – hoje ainda um dos produtos mais comuns em receitas de Halloween.

    Toda essa mistura resultou em uma incrível combinação de práticas.

    Halloween na América: das colônias à imigração

    Todavia, como o Samhain – um ritual difundido na Irlanda e no norte da Inglaterra – chegou à América? Os primeiros registros remontam à colonização britânica, especialmente em Maryland e nas colônias mais ao sul.

    A partir dali, o feriado se espalhou oficialmente na segunda metade do século 19, com a imigração em massa de pessoas do centro e norte da Europa.

    Os irlandeses, são apontados como os grandes encarregados da introdução da comemoração. Fugindo da Grande Fome (1845–1849), eles importaram a tradição e esta, ao longo dos anos, foi assumindo um caráter diferente, tornando-se o Halloween como o conhecemos hoje.

    Halloween e a tradição da abóbora

    E a abóbora, entra como nessa história?

    Símbolo da festa, a abóbora esculpida é outra prática inspirada na cultura celta. Com o objetivo de afastar os maus espíritos, inicialmente, os celtas transformavam nabos em rostos monstruosos, retirando a carne e colocando uma vela dentro para iluminar o caminho para as fogueiras e mostrar o caminho para os bons espíritos.

    Os nabos esculpidos entraram para a história do dia das bruxas como Jack O’Lanterns, originados de um famoso mito irlandês sobre um ferreiro alcoólatra chamado Jack.

    Reza a lenda que Jack, alcoolizado, fez um pacto com o diabo, mas depois foi preso e condenado a vagar pela terra como uma alma errante, com um carvão em brasa dentro de um nabo esculpido. Apavorante, imagina dar de cara com um condenado bêbado irlandês segurando um nabo!

    Já na América, a história continuou a tradição não com nabos, mas com abóboras, por causa da grande oferta do legume no país. Se te faltam nabos, use abóboras!

    Receitas típicas do Dia das Bruxas

    Vamos falar um pouco sobre o que mantém toda tradição de pé ao longo dos tempos: a comida. O que se come tradicionalmente no Halloween?

    No início, os Soul Cakes (bolos de alma) foram os protagonistas da noite de 31 de outubro, um presente dos celtas mais ricos aos mais pobres, em troca da promessa de que iram rezar por seus mortos.

    Hoje, os doces são a comida símbolo do festejo do dia das bruxas. O ritual é realizado há muito tempo por crianças, que vão de casa em casa perguntando aquilo que você já sabe o quê.

    Além de doces, chocolates, pirulitos e salgadinhos, os adultos também fazem receitas caseiras. Como vimos, as abóboras são as protagonistas, seguidas das maçãs, mas também há quem opte por preparar receitas tradicionais irlandesas em homenagem às origens do festival.

    São dessas receitas que falaremos a seguir, sendo cinco delas tradicionais dos dias de hoje e mais três que resistem ao tempo desde a Irlanda a trazem consigo toda ancestralidade da comemoração.

    Torta de Abóbora

    É um dos pratos tradicionais do Dia de Ação de Graças estadunidense. Não falta torta de abóbora no Halloween, já que a receita é perfeita para aproveitar a polpa das abóboras cortadas e usadas para a decoração.

    Normalmente, ela é feita a partir de uma base de massa quebrada, recheada com abóbora cozida e aromatizada com canela, cravo e outras especiarias.

    Torta de Abóbora Tradicional de Halloween
    Torta de Abóbora – Foto: Elements

    Divinity Candy

    Aqui encontramos um ponto de debate, rs! A definição de Dinivity Candy é “um doce tipo nougat feito com clara de ovo, açúcar e xarope de milho, ao qual se adicionam frutas secas ou desidratadas”. Para nós é Suspiro!

    Incertas são as origens do nome, embora a lenda diga que as primeiras pessoas a provar o doce ficaram tão impressionadas que exclamaram “Divino!” e, para nós, suspiraram. Até que faz sentido, não?

    O nosso suspiro, por lá também é conhecido como ‘doce do sul’, porque muitas vezes é enriquecido com nozes, típicas dos estados mais ao sul dos EUA, bem como países da América do Sul.

    Pumpkin Muffins

    São os conhecidos cupcakes, afinal de contas, na festa qualquer sobremesa vale desde que tenha abóbora.

    Muffins de abóbora também são uma das receitas mais populares, já que é muito rápida e fácil de fazer e a finalização para o dia das bruxas é feita com cobertura de canela ou com glacê de laranja.

    Claro, há muito espaço para a imaginação, principalmente nas decorações: vale tudo!

    Dia das Bruxas - Pumpkin Muffins
    Pumpkin Muffins – Foto: Elements

    Sponge Toffee

    Também conhecido como ‘Toffee de favo de mel’ por sua forma, esta criação tem uma textura esponjosa.

    Feito com açúcar mascavo, xarope de milho (ou xarope de bordo ou dourado), bicarbonato de sódio e uma pitada de vinagre, ele vem em diferentes formatos e tamanhos e é muito utilizado dentro de barras de chocolate.

    Sponge toffee
    Sponge toffee – Foto: Elements

    Maçã Caramelizada

    Já presentes desde o tempo das fogueiras e rituais pagãos de Samhain, as maçãs são um ingrediente essencial e tradicionalíssimo do Halloween.

    A receita mais deliciosa, que nunca sai de moda, é a maçã doce com cobertura crocante de caramelo.

    Uma regra: não importa qual vai ser a maçã desde que ela seja vermelha, rs!

    Maças Caramelizadas
    Maças Caramelizadas – Foto: Reprodução

    Halloween na Irlanda: receitas típicas

    Colcannon

    Um prato vegetariano saudável e cremoso, o colcannon é feito com purê de batatas e repolho ou couve, usando ingredientes opcionais, como alho-poró, cebola, cebolinha e outras ervas.

    A tradição do Dia das Bruxas é servi-lo com um anel e um dedal escondidos no prato, além de algumas moedas de boa sorte. Sorte de quem as encontra!

    Colcannon
    Colcannon – Foto: Elements

    Soul Cake

    Tradicionalmente feito para comemorar os mortos na tradição celta, o bolo de alma ainda é popular na Irlanda e em outros países.

    Os Soul cakes são grandes biscoitos temperados que vêm em diferentes variedades.

    Seja qual for a receita, a chave é a presença de especiarias e passas na massa, bem como a cruz marcada no topo de cada bolo antes de assar.

    halloween soul cake
    Soul Cake (Reprodução)

    Panqueca de batata

    Considerada por muitos a melhor da comida caseira da Irlanda, as panquecas de batata são feitas com farinha, batatas raladas, ovos, sal, pimenta e outros ingredientes opcionais, como cebola ou repolho (geralmente são usados ​​restos de vegetais).

    Elas são feitas diretamente na frigideira com um pouco de manteiga, até que se tornem discos semelhantes às panquecas clássicas.

    Por aqui, ficamos com muita vontade de experimentar todas essas comidinhas deliciosas e tradicionais do Dia das Bruxas, vestidos com nossas fantasias, afinal, tudo pode ser motivo para comer bem e comemorar, não é verdade?

    Siga o MuitoGourmet no Instagram!

    Leia Mais

    Festival Sabores do Sertão em Feira de Santana oferece mentorias individuais aos participantes

    0

    A ação é em parceria com o Senac: o Festival acontecerá de 16 de novembro a 04 de dezembro.

    A Princesinha do Sertão, como é carinhosamente chamado o município de Feira de Santana, avança em mais uma fase de preparação para o “Sabores do Sertão”, um festival gastronômico que promete agitar a cena a culinária do município.

    O evento seguirá o tema “Conexões através da Gastronomia”, uma referência a localização de Feira Santana e seu caráter como município de ligação para várias regiões da Bahia.

    O Festival acontecerá entre os dias 16 de novembro e 04 de dezembro e serão 3 categorias para a degustação: prato principal, lanches/petiscos e doce/sobremesas.

    O “Mise en Place” do Sabores do Sertão

    Enquanto o festival não inicia, os estabelecimentos estão recebendo mentorias individuais ofertadas pelo Senac, uma das instituições realizadoras do evento, junto ao Sebrae, Sindifeira de Santana, Prefeitura de Feira de Santana e ACEFS – Associação Comercial e Empresarial do município.

    As mentorias estão sendo conduzidas pelo chef profissional Uelcimar Cerqueira, professor de Gastronomia do Senac e da Universidade Estácio de Sá. Uelcimar auxilia os participantes no desenvolvimento dos pratos com técnicas especializadas, harmonia dos ingredientes, composição e apresentação das receitas, além de pontos imprescindíveis como: viabilidade, sazonalidade e identidade alimentar de cada restaurante.

    O chef e professor comentou sobre a experiência com o processo de mentoria: “agradeço pela oportunidade de mais essa participação no festival, que me possibilitou muito crescimento e empoderamento da cultura alimentar da cidade, através do contato com os diversos tipos de estabelecimentos de alimentação; é sempre muito rico dividir ideias, conhecimentos e vivências no aprendizado mútuo com gestores, e chefes dos estabelecimentos (…) fico feliz de saber que nossa culinária e cultura alimentar está sendo muito bem representada em toda a sua pluralidade étnica; marca e destaque no cenário gastronômico da Bahia”.

    Angélica Dias, Gestora do Senac em Feira de Santana, comentou sobre o andamento da ação: “os participantes já escolheram a categoria e estão se preparando para oferecer uma diversidade de sabores, priorizando o uso de produtos puramente regionais. O apoio do Senac como Instituição de Educação Profissional de referência nacional tem contribuído significativamente na organização dos estabelecimentos”.

    O clima de expectativa e preparação para o evento é compartilhado pelos participantes. Jean Souza, empresário do Taboo Steak Bar e um dos inscritos para o festival, afirma: “Levaremos o melhor do nosso cardápio com a parceria do Senac e a consultoria do chefe Uelcimar, um dos melhores da Bahia”.

    Siga o MuitoGourmet no Instagram!

    Leia Mais