Início Blog

Bahia Vinho Show 2026: 10 Anos e Muito Além do Vinho

0

Em uma década, o maior evento de vinhos do Norte/Nordeste virou território de destilados e cafés. A virada diz muito sobre o consumidor baiano.

O Bahia Vinho Show 2026 acontece nos dias 29 e 30 de maio, no Hotel Vila Galé, em Ondina, Salvador, e chega à sua décima edição com uma mudança que vai além da idade redonda: o evento que nasceu dedicado ao vinho agora abraça destilados, cafés especiais e outras descobertas que conversam com o paladar contemporâneo. Os ingressos estão disponíveis no Sympla, a partir de R$ 147, e a programação se divide entre uma sessão B2B, das 14h às 17h, para convidados com CNPJ, e a abertura ao público final e profissionais, das 18h às 22h. Mas a notícia real aqui não é a agenda. É o que essa ampliação revela sobre como Salvador passou a beber.

Dez anos não é só aniversário. É um termômetro.

Manter um evento de bebidas vivo por uma década no Nordeste não é trivial. O Bahia Vinho Show chega aos dez anos como o maior do segmento no Norte/Nordeste, e isso, por si só, já contaria uma história. Mas o dado mais interessante não está no tempo de estrada e sim no que o evento escolheu fazer com ele.

Há dez anos, falar de vinho em Salvador ainda era, em boa medida, um gesto de iniciação. O público era menor, mais técnico, e a cultura de bebida girava em torno de um eixo só. A cidade que chega a 2026 é outra. O consumidor baiano de hoje transita entre uma taça de tinto, um destilado bem construído e um café de origem com a mesma curiosidade, e exige de cada um deles a mesma profundidade. O Bahia Vinho Show não criou esse movimento. Ele o leu, e decidiu acompanhar.

A virada do Bahia Vinho Show 2026: de feira de vinho a território de cultura de bebida

Aqui está o ponto que merece atenção. A grande novidade da edição comemorativa não é uma atração isolada, é uma mudança de natureza. O evento deixa de se definir pelo produto (vinho) e passa a se definir pela experiência (a cultura da bebida em sentido amplo).

Na prática, isso significa que a já consagrada seleção de rótulos divide espaço, este ano, com destilados, cafés especiais e outras descobertas sensoriais. A proposta é transformar o Bahia Vinho Show em um ponto de encontro entre diferentes culturas de bebida, conectando tendências e oferecendo uma vivência mais plural. É uma aposta editorialmente honesta: reconhece que o paladar contemporâneo não é monogâmico e que o público que aprecia um Malbec encorpado é, com frequência, o mesmo que investiga um single malt ou um café fermentado.

Para uma cidade como Salvador, onde a cena de bebidas especiais ainda está em formação se comparada aos eixos Rio-São Paulo-Sul, esse tipo de curadoria ampliada cumpre uma função que vai além do entretenimento: ela educa o paladar coletivo e acelera o amadurecimento de um mercado inteiro.

Dois eventos em um: a estrutura B2B e a abertura ao público

A divisão da programação não é detalhe logístico, é estratégia de mercado, e revela bem a maturidade da proposta.

Das 14h às 17h, o espaço funciona em formato B2B, com acesso para convidados com CNPJ. É a janela de negócios: importadoras, restaurantes, sommeliers, compradores e a engrenagem profissional que sustenta a cadeia da bebida na Bahia. Um evento que reserva um bloco inteiro para o trade entende que cultura de bebida não se faz só no copo do consumidor, mas também na mesa de negociação que coloca o rótulo na prateleira.

Das 18h às 22h, as portas se abrem para o público final e profissionais. É o momento da degustação livre, da descoberta, da troca, a parte vibrante e democrática do evento, onde o entusiasta encontra o que o trade movimentou horas antes.

Degustação às cegas com Esmeralda Stallone

Entre os destaques da programação, a sommelière italiana Esmeralda Stallone conduz uma palestra de degustação às cegas no dia 30. O exercício de provar sem ver o rótulo é, talvez, a metáfora mais precisa do que o Bahia Vinho Show propõe nesta edição: tirar os rótulos, no sentido literal e simbólico, e deixar que o paladar guie a descoberta. As vagas são limitadas, o que faz da atividade uma das mais concorridas da grade.

Esmeralda Stallone
Esmeralda Stallone – Foto: Alex Romano

Por que isso importa para quem bebe em Salvador

O Bahia Vinho Show 2026 não está apenas comemorando uma década. Está sinalizando que a cena de bebidas da Bahia saiu da fase de iniciação e entrou na fase de repertório. Quando um evento consegue, no mesmo ambiente, sustentar uma roda de negócios B2B, uma degustação às cegas conduzida por uma sommelière italiana e uma travessia entre vinhos, destilados e cafés, o que ele está dizendo é simples: o público daqui está pronto para mais. E essa, mais do que qualquer line-up, é a verdadeira notícia.

Perguntas Frequentes

Quando e onde acontece o Bahia Vinho Show 2026?

O Bahia Vinho Show 2026 acontece nos dias 29 e 30 de maio de 2026, no Hotel Vila Galé, em Ondina, Salvador. A sessão B2B ocorre das 14h às 17h (acesso para convidados com CNPJ) e a abertura ao público final e profissionais das 18h às 22h.

Quanto custam os ingressos do Bahia Vinho Show?

Os ingressos estão disponíveis no Sympla, a partir de R$ 147. As vagas para atividades especiais, como a degustação às cegas, são limitadas.

O que muda na edição de dez anos do Bahia Vinho Show?

A principal novidade é a ampliação da experiência: além da seleção de vinhos, a edição comemorativa incorpora destilados, cafés especiais e outras descobertas sensoriais, transformando o evento em um ponto de encontro entre diferentes culturas de bebida.

Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Mistura Contorno 10 anos: Celebração com jantar a seis mãos dedicado ao mar da Bahia

0

Uma década de cozinha de raiz: Andréa Ribeiro reúne dois chefs convidados para uma noite de memória, território e sabores da Baía de Todos-os-Santos

O Mistura Contorno completa 10 anos em maio e marca a data com um jantar exclusivo a seis mãos no dia 21, no restaurante, na Ladeira do Gabriel, em Salvador. À frente da noite está a chef Andréa Ribeiro, que recebe os convidados Nivaldo Francisco de Souza, do Fogo & Mar (Santa Catarina), e Elismar Anselmo, do Pescatore (Aracaju), para um menu em múltiplas etapas com sugestões de harmonização. A celebração transforma o aniversário da casa em uma homenagem às marisqueiras, aos pescadores e à cultura do mar baiano.

Dez anos que carregam três décadas

Os 10 anos do Mistura Contorno não começam em 2015. Eles começam muito antes, na trajetória de Andréa Ribeiro, uma cozinheira que construiu seu repertório ao longo de mais de três décadas dedicadas aos ingredientes e sabores da Bahia. O restaurante, instalado na Ladeira do Gabriel, no Cloc Marina Residence, é o ponto de chegada de um percurso longo, e a celebração de aniversário foi pensada para traduzir exatamente isso.

“Esses 10 anos representam uma história construída ao longo de mais de três décadas dedicadas à gastronomia, com respeito aos ingredientes e sabores da nossa terra”, afirma a chef. A frase resume a proposta da casa: uma cozinha que não persegue modismos, mas aprofunda raízes. Aqui, dendê, mandioca, produtos da agricultura familiar e o repertório afetivo da cozinha baiana não são tendência, são fundação.

A data redonda virou pretexto para algo maior do que um jantar comemorativo. Virou declaração de identidade.

Um encontro a seis mãos entre Bahia, Sul e Sergipe

Para a segunda temporada desse formato, Andréa Ribeiro chamou dois chefs que dialogam com o mar a partir de territórios diferentes.

Nivaldo Francisco de Souza comanda o Fogo & Mar, em Santa Catarina, e chega a Salvador com um currículo de peso: é o atual vencedor do Campeonato Continental de Paella, disputado no Uruguai, e ganhador do Prêmio Dólmã como chef representante da Região Sul do Brasil. Sua cozinha traz a perspectiva do litoral catarinense e o domínio técnico de quem trabalha o mar em alta temperatura.

Elismar Anselmo, do Pescatore, em Aracaju, entra com outra camada. Pesquisador das tradições da gastronomia do cerrado, ele aporta um olhar que cruza o sertão e o litoral, expandindo a conversa para além da costa.

O resultado é um menu a seis mãos que não soma apenas três cozinhas. Soma três leituras de Brasil, costuradas pela água: a Baía de Todos-os-Santos, o litoral sul e a interseção sergipana entre cerrado e mar. Pratos inéditos, ingredientes regionais e técnicas contemporâneas se encontram em etapas pensadas para serem percorridas com calma, acompanhadas de harmonizações sugeridas.

Mistura Contorno 10 anos: A homenagem está no centro do prato

Por trás da estrutura do evento existe um gesto que define o tom da noite, e da própria casa. O jantar é uma homenagem explícita às marisqueiras da Baía de Todos-os-Santos, aos pescadores e à cultura do mar da Bahia.

Não é um detalhe decorativo. É o eixo. As marisqueiras, mulheres que extraem o sustento do mangue e da maré, sustentam boa parte da gastronomia baiana sem aparecer no cardápio. Os pescadores que abastecem as cozinhas da cidade raramente são nomeados. Ao colocar essas figuras no centro de um jantar de aniversário, o Mistura Contorno faz uma escolha editorial e política: reconhece a origem.

“Queríamos celebrar esse momento olhando para o mar da Baía de Todos-os-Santos, para as marisqueiras, para os pescadores e para tudo o que inspira a cozinha do Mistura desde o início, como a agricultura familiar, o dendê, a mandioca e os produtos regionais”, diz Andréa Ribeiro. “Vai ser uma noite muito especial, cheia de memória, emoção e experiências que traduzem quem somos.”

A programação do Mistura Contorno 10 anos também reserva espaço para a cultura: o samba raiz entra como elemento de ancestralidade, conectando a mesa à memória afetiva da Baía de Todos-os-Santos. Comida, música e território no mesmo gesto.

Por que esse jantar importa

Salvador tem uma cena gastronômica que muitas vezes olha para fora em busca de validação. O Mistura Contorno faz o movimento contrário: olha para a maré, para o mangue, para quem cata o marisco. Em uma cidade à beira da maior baía do Brasil, celebrar 10 anos virando o rosto para a água e para quem vive dela é um posicionamento raro e necessário.

É um jantar, sim. Mas é também um lembrete de onde vem o sabor.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Salvador Restaurant Week 2026 começa quinta-feira com mais de 100 participantes

0

Festival gastronômico vai de 14 de maio a 14 de junho com menus completos a preços fixos entre R$ 59,90 e R$ 119, sob o tema “A Cozinha dos Campeões”

O festival Salvador Restaurant Week 2026 começa nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, e segue até 14 de junho, reunindo mais de 100 restaurantes da capital baiana e de Feira de Santana em um circuito de menus completos a preços fixos. Durante 30 dias, o leitor pode escolher entre entrada, prato principal e sobremesa por valores que variam de R$ 59,90 (almoço Tradicional) a R$ 119 (jantar Premium), em casas que vão de cantinas italianas consagradas a rooftops contemporâneos.

É o festival gastronômico mais longevo do calendário soteropolitano, e nesta edição alcança um dos maiores rosters da sua história. A amplitude do evento transforma o período em algo que pode ser lido como um mapa anual da cena gastronômica de Salvador: quem participa, quem estreia, quem retorna, quem aposta em qual cozinha. Para o público, é a chance de cruzar finalmente o portão daquele restaurante que sempre esteve no radar e nunca entrou no roteiro.

Um mês para conhecer (ou revisitar) a cena gastronômica de Salvador

A proposta da Restaurant Week é simples e venceu pela consistência: cardápios desenhados especificamente para o festival, com três tempos de prato, a um valor previsível e atrativo. O modelo cria uma janela de descoberta que dificilmente se repete no resto do ano. Restaurantes que costumam funcionar com tickets médios mais altos abrem suas portas para um público que talvez não os frequentasse com regularidade. Endereços já estabelecidos aproveitam para reforçar a clientela. Casas novas se apresentam ao mercado.

Nesta edição, o festival se espalha por bairros como Pituba, Itaigara, Horto Florestal, Rio Vermelho, Itapuã, Barra, Brotas, Ondina, Mucugê, além de presenças em shoppings (Salvador Shopping, Salvador Norte Shopping, Shopping da Bahia, Shopping Paralela, Shopping Barra, Mundo Plaza, Boulevard Side, Spot Barra, Paseo Itaigara, Alphaville). A lista também inclui restaurantes de Feira de Santana, ampliando o alcance regional do festival.

“A Cozinha dos Campeões”: o tema da 27ª edição

A curadoria temática deste ano propõe uma homenagem à gastronomia das oito seleções campeãs da Copa do Mundo: Brasil, Itália, Alemanha, França, Argentina, Espanha, Inglaterra e Uruguai. Os restaurantes participantes desenvolveram pratos que dialogam com momentos icônicos do futebol, apelidos de seleções e nomes de jogadores que marcaram época. A Azzurra italiana, a Celeste Olímpica uruguaia, a final de 1998, Pelé, Maradona, Messi, Platini e Ronaldo Fenômeno aparecem como referências em releituras que cruzam memória esportiva e tradição culinária.

A proposta dá aos chefs uma camada extra de narrativa para trabalhar, e ao público uma chave de leitura que torna o cardápio mais lúdico do que de costume.

Os três tipos de menu e os valores

A estrutura de preços da Salvador Restaurant Week 2026 segue dividida em três faixas, permitindo que cada restaurante se posicione conforme sua proposta e ticket médio habitual.

Menu Week Tradicional: R$ 59,90 no almoço e R$ 74,90 no jantar.

Menu Week Plus: R$ 73,90 no almoço e R$ 94,90 no jantar.

Menu Week Premium: R$ 99,00 no almoço e R$ 119,00 no jantar.

A cada menu, o cliente pode optar por acrescentar R$ 2,00 destinados às Obras Sociais Irmã Dulce, em ação social que se tornou marca do festival.

Salvador Restaurant Week 2026
Croquete de Camarão, uma das entradas do Arento – Foto: Divulgação

A lista completa dos restaurantes participantes do Restaurant Week 2026

  1. 33 Contemporâneo
  2. A Taberna
  3. AL Mare
  4. Antique Bistrô
  5. Amada Lisboa
  6. Amado (Salvador Shopping)
  7. Ainá Lamen | Almacen Pepe (Horto)
  8. Almacen Pepe (Shopping Barra)
  9. Alfredo’Ro
  10. Alfredo’Ro Trattoria & Forneria (Salvador Shopping)
  11. Allê Varanda Bar
  12. Arento
  13. Artmalte Restaurante e Cervejaria
  14. Azougue (Salvador Shopping)
  15. Azougue (Salvador Norte Shopping)
  16. Azougue Prime
  17. Baby Beef Sport
  18. Barbacoa
  19. Barravento
  20. Bella Napoli
  21. Bistrô Casa Tua
  22. Boteco Português
  23. Bottino Ristorante Italiano
  24. Buddha Bistrô Asiático
  25. Blue Praia
  26. Cantina Cosa Nostra
  27. Cantina Castello
  28. Cantina Volpi (Pituba)
  29. Cantina Volpi (Ondina)
  30. Cantina Volpi (Paseo Itaigara)
  31. Cantina Volpi (Alphaville)
  32. Cantina Volpi (Salvador Shopping)
  33. Canto
  34. Carvão Cozinha de Fogo
  35. Casa Iryna
  36. Casa 24 Forneria (Feira de Santana)
  37. Casa de Moá (Feira de Santana)
  38. Casa Di Vina
  39. Casarìa
  40. Casarão 17
  41. Casa Chálabi
  42. Cazinha Bistrô
  43. Cazolla (Pituba)
  44. CÖA Restaurante
  45. Confraria das Ostras
  46. Cork Wine Lab
  47. Chez Bernard
  48. di Giuseppe
  49. Di Liana
  50. El Carreiro
  51. Ferreiro Café
  52. Forneria Bottino
  53. Gattai
  54. Genaro
  55. Gero
  56. Grissini Bistrô (Feira de Santana)
  57. Il Filetto Ristorante
  58. Jabú Restô & Bar
  59. James Steakhouse
  60. Jota Gastronomia
  61. Ki-Mukeka (Salvador Shopping)
  62. Ki-Mukeka (Shopping Paralela)
  63. Ki-Mukeka (Shopping Barra)
  64. Ki-Mukeka (Salvador Norte Shopping)
  65. La Bottega
  66. La Café Bistrô
  67. La Lupa
  68. La Pasta Gialla
  69. La Pulperia (Mucugê)
  70. La Pulperia (Brotas)
  71. La Pulperia (Itaigara)
  72. Lafayette
  73. Le Vin Restobar (Pituba)
  74. Leto Gastronomia
  75. Lilás
  76. Lotti (Marina)
  77. Lotti (Salvador Shopping)
  78. Lôro (Bahia Marina)
  79. Mamma Jamma (Shopping Barra)
  80. Mamma Jamma (Shopping da Bahia)
  81. Maria Mata Mouro
  82. Martim Pescador (Shopping da Bahia)
  83. Martim Pescador (Shopping Paralela)
  84. Martim Pescador (Pituba)
  85. Masala
  86. Medieval Gastro Pub
  87. Megiro
  88. MiniBar Gem
  89. Miss Kōh
  90. Mistura (Itapuã)
  91. Moara
  92. Muy Massa
  93. Mōrea Asian Fusion
  94. Ori (Horto Florestal)
  95. Ori Rooftop (Centro)
  96. Pala7 Rooftop
  97. Palles
  98. Pasárgada Kebab Grill & Bar
  99. Passeio da Vitória
  100. Pasta em Casa (Rio Vermelho)
  101. Pasta em Casa (Paralela)
  102. Peixe Voador Rooftop
  103. Pereira (Shopping da Bahia)
  104. Pereira (Shopping Paralela)
  105. Pereira (Barra)
  106. Peruvian Chicken Pollo a La Brasa
  107. Pirambeira
  108. Preta Bistrô
  109. Preta Tira Chapéu
  110. Principote
  111. Proa Gastrobar
  112. Purgatório
  113. Racletto
  114. RED
  115. Regalo Pizzeria (Pituba)
  116. Regalo Pizzeria (Vilas)
  117. Riz Bistrot Risoteria
  118. Salvador Dali
  119. Sagratto Café Bar
  120. Santiago Culinária Ibérica (Club Espanhol)
  121. Santiago Culinária Ibérica (Shopping Barra)
  122. Segreto Ristorantino
  123. Sette Restaurante
  124. Seven Café & Bistrô (Spot Barra)
  125. Seven Café & Bistrô (Boulevard Side)
  126. Seven Café & Bistrô (Salvador Shopping)
  127. Seven Café & Bistrô (Mundo Plaza)
  128. Seven Café & Bistrô (Shopping da Bahia)
  129. Silva Cozinha | Soho (Shopping Paseo)
  130. Soho (Bahia Marina) | Tokai (Shopping Barra)
  131. Torre de Pizza
  132. Une Cozinha
  133. Villa Restaurante
  134. Vim Vim Trattoria
  135. Vini Figueira Gastronomia
  136. Vini Figueira Mar
  137. Vishnu
  138. Vona Ristorante
  139. Yaya
  140. Zaffe
  141. Zūuk

Serviço Salvador Restaurant Week 2026

Evento: Salvador Restaurant Week 2026
Período: 14 de maio a 14 de junho de 2026

Menus e valores:

  • Menu Week Tradicional: R$ 59,90 (almoço) e R$ 74,90 (jantar)
  • Menu Week Plus: R$ 73,90 (almoço) e R$ 94,90 (jantar)
  • Menu Week Premium: R$ 99,00 (almoço) e R$ 119,00 (jantar)

Ação social: R$ 2,00 por menu destinados às Obras Sociais Irmã Dulce. Site oficial: www.restaurantweek.com.br Instagram oficial do festival: @salvadorrestaurantweek

Perguntas Frequentes

Quando é a Salvador Restaurant Week 2026?

A 27ª edição da Salvador Restaurant Week acontece de 14 de maio a 14 de junho de 2026, totalizando 30 dias de programação com menus exclusivos em mais de 100 restaurantes da capital baiana e de Feira de Santana.

Quanto custa o menu da Restaurant Week em Salvador?

Os menus se dividem em três faixas. O Tradicional custa R$ 59,90 no almoço e R$ 74,90 no jantar. O Plus sai por R$ 73,90 (almoço) e R$ 94,90 (jantar). O Premium é vendido por R$ 99,00 (almoço) e R$ 119,00 (jantar). Há ainda a opção de doar R$ 2,00 por menu para as Obras Sociais Irmã Dulce.

Quais restaurantes participam da Salvador Restaurant Week 2026?

Mais de 100 restaurantes participam da 27ª edição, incluindo casas consagradas como Amado, Lafayette, Soho, Gero, Lôro, Ori, Maria Mata Mouro, Casa Iryna, Mistura, Jota Gastronomia, além de unidades de redes como Cantina Volpi, Ki-Mukeka, Pereira, Martim Pescador, La Pulperia e Seven Café & Bistrô. A lista completa está disponível em restaurantweek.com.br.

Qual é o tema da 27ª Salvador Restaurant Week?

O tema desta edição é “A Cozinha dos Campeões”, uma homenagem à gastronomia das oito seleções já campeãs da Copa do Mundo: Brasil, Itália, Alemanha, França, Argentina, Espanha, Inglaterra e Uruguai. Os restaurantes apresentam releituras inspiradas em momentos icônicos do futebol e nas tradições culinárias desses países.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Álvares Gastrobar abre no Rio Vermelho com a primeira Choperia Amstel do Nordeste

0

Casa de mais de 400 m² homenageia Diogo Álvares, o Caramuru, e reúne parrilla, boteco autoral e música ao vivo a partir de 19 de maio

O Rio Vermelho ganha, em 19 de maio de 2026, um endereço que costura história, gastronomia e cerveja em pé de igualdade. O Álvares Gastrobar abre as portas no coração do bairro com uma proposta tripla: cortes na parrilla, petiscos de boteco em versão autoral e a primeira Choperia Amstel do Nordeste, conceito inédito na região. A casa ocupa um imóvel de mais de 400 metros quadrados e leva no nome uma referência direta a Diogo Álvares, o Caramuru, figura histórica que liga o Rio Vermelho às origens da própria Bahia colonial.

Caramuru, o nome que costura o bairro à sua origem

Batizar uma casa de Diogo Álvares no Rio Vermelho não é gesto decorativo. Foi na faixa de praia que hoje atende por esse nome que o náufrago português, no início do século XVI, se uniu aos tupinambás, casou com Catarina Paraguaçu e construiu a ponte que viabilizaria a fundação de Salvador anos depois. O bairro carrega essa memória nos detalhes, da igreja de Sant’Ana ao próprio nome das ruas, e o Álvares Gastrobar se posiciona como mais um capítulo desse fio narrativo. A escolha sinaliza uma leitura editorial do bairro.

Parrilla, petisco autoral e a cozinha de boteco em outra camada

O cardápio se organiza em torno de três frentes. A parrilla entra como protagonista de carnes, trazendo a tradição da brasa argentino-uruguaia para o universo do boteco baiano. Ao lado dela, os petiscos clássicos da cena de Salvador ganham releituras autorais, com técnica e ingredientes que escapam do óbvio. A proposta busca o equilíbrio raramente bem resolvido entre sofisticação e informalidade, e promete entregar a casualidade do balcão sem abrir mão do cuidado da cozinha.

Choperia Amstel: o primeiro endereço do Nordeste

O diferencial cervejeiro é o que coloca o Álvares no mapa nacional já na estreia. A casa será a primeira Choperia Amstel do Nordeste, conceito que opera em poucos endereços selecionados pelo país e que combina serviço dedicado da marca holandesa, ambientação temática e foco no chope puro malte. Para Salvador, é uma ampliação real do repertório cervejeiro da cidade, ainda concentrado em poucas casas especializadas. Para o Rio Vermelho, é mais uma camada na vocação boêmia que define o bairro há décadas.

Música ao vivo como parte do projeto, não como acessório

O Álvares Gastrobar também reserva espaço para apresentações musicais dentro da casa. A decisão dialoga com a vocação do Rio Vermelho como polo cultural de Salvador, onde a fronteira entre bar, palco e ponto de encontro sempre foi porosa. A música ao vivo entra como parte estrutural da experiência, não como atração eventual.

Quem está por trás

À frente do negócio estão Rôni Cézar, sócio responsável pela trajetória do Boteco de Passagem, casa consolidada no circuito boêmio soteropolitano, e Gilson Freitas, nome conhecido no setor de eventos da cidade. A dupla reúne, na prática, duas competências que costumam viver separadas: operação consistente de bar de bairro e leitura de público para experiências de maior porte.

“É combinação cultural completa, porque além de unir o conceito de boteco com experiências gastronômicas, o Álvares abre espaço para música e cultura, valorizando ainda mais este bairro tão tradicional da cidade”, afirma Rôni Cézar.

Serviço

Álvares Gastrobar Abertura: 19 de maio de 2026 Endereço: Rio Vermelho, Salvador (BA) Instagram: @alvaresgastrobar.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Quando um restaurante cresce, a carta de vinhos precisa crescer junto

0

Sommelière Carol Souzah conta os bastidores da nova carta de vinhos do Silva Cozinha, que reabriu na Rua Chile com adega ampliada e curadoria assinada pela Del Maipo Wines.

Reposicionar um restaurante exige muito mais do que ampliar o salão ou redesenhar o cardápio. Quando uma casa muda de escala, cada camada da experiência precisa ser repensada, e a carta de vinhos é uma das que mais comunicam o novo momento ao cliente. Foi exatamente esse o desafio enfrentado pelo Silva Cozinha em sua reabertura na Rua Chile, em Salvador, sob a curadoria da sommelière executiva Carol Souzah, colunista do Muito Gourmet.

Na coluna desta semana, Carol abre os bastidores do processo criativo por trás de uma carta de vinhos: como pensar uma adega que dialogue com a cozinha contemporânea da casa, por que treinar a equipe de salão é tão importante quanto escolher os rótulos, e como construir uma carta que oriente o cliente em vez de intimidá-lo. É um olhar técnico e ao mesmo tempo afetivo sobre o ofício do sommelier dentro de um restaurante em transformação.

Carol Souzah, responsável pela nova Carta de Vinhos do Silva Cozinha - Foto: Nivaldo Filho
Carol Souzah, responsável pela nova Carta de Vinhos do Silva Cozinha – Foto: Nivaldo Filho

Quando um restaurante cresce, a carta de vinhos precisa crescer junto

A mudança de endereço de um restaurante raramente é apenas geográfica. Quando uma casa cresce, amplia sua estrutura ou reposiciona sua proposta gastronômica, quase tudo ao redor precisa acompanhar o movimento, inclusive a forma como o vinho participa da experiência.

A reabertura do Silva Cozinha, agora na Rua Chile, trouxe exatamente esse desafio. A nova fase da casa chega com uma operação maior, uma adega mais robusta e uma proposta gastronômica que busca aprofundar ainda mais sua relação com ingredientes brasileiros, técnicas contemporâneas e serviço.

E, quando um restaurante muda de escala, a carta de vinhos não pode continuar a mesma.

O erro de pensar o vinho por último

Existe um erro comum em muitas reestruturações gastronômicas: pensar primeiro na arquitetura, depois no cardápio e deixar o vinho apenas como complemento final. Na prática, o vinho precisa ser pensado desde o início, porque ele também comunica posicionamento, ticket médio, experiência e identidade.

Uma casa que amadurece gastronomicamente precisa revisar sua seleção de rótulos, entender o novo perfil de consumo do cliente, reorganizar margens, criar coerência entre cozinha e salão e, principalmente, preparar a equipe para contar essa nova história.

Uma curadoria pensada para o cliente contemporâneo

Foi dentro desse processo que aconteceu o reposicionamento da curadoria da nova carta do Silva, trabalho que desenvolvo como sommelière executiva da casa. Mais do que selecionar rótulos, a proposta foi construir uma carta consultiva, descritiva e funcional, pensada para o cliente contemporâneo, que deseja beber bem sem precisar dominar os termos técnicos do universo do vinho.

Todos os vinhos da carta pertencem ao portfólio da Del Maipo Wines, importadora com mais de mil rótulos de diferentes regiões produtoras do mundo. E talvez uma das partes mais fascinantes desse trabalho tenha sido justamente mergulhar nesse universo tão amplo para construir uma seleção criteriosa, coerente e estratégica para o novo momento da casa. Entre tantas possibilidades, a curadoria buscou equilíbrio entre identidade gastronômica, estilo de serviço, perfil de público e experiência à mesa, trazendo rótulos que conversam entre si e com a proposta contemporânea do Silva.

A ideia foi construir uma carta que ajudasse na decisão. Menos intimidação, mais orientação.

Uma simbologia para guiar o cliente

Além das descrições acessíveis, a carta ganhou uma simbologia própria de harmonização, criada para tornar a experiência mais intuitiva e aproximar o cliente das possibilidades entre prato e vinho sem transformar a escolha em algo técnico ou intimidador. Ao lado dos rótulos, pequenos ícones indicam afinidades gastronômicas, como peixes, frutos do mar, ostras, cogumelos, carnes grelhadas, pratos mais estruturados ou preparações picantes.

Mais do que um recurso visual, essa linguagem funciona como uma espécie de guia de navegação da carta. A ideia foi permitir que o cliente consiga identificar, de maneira simples e rápida, quais vinhos tendem a conversar melhor com aquilo que deseja comer, criando autonomia na escolha e estimulando harmonizações mais interessantes à mesa.

O salão como extensão da adega

Outro ponto fundamental nesse tipo de mudança é o treinamento da equipe. Não adianta ter uma adega impressionante se o salão não consegue traduzir aquela seleção para o cliente. O vinho, dentro do restaurante, precisa circular através da fala do garçom, da segurança do atendimento e da confiança na sugestão.

Treinar uma nova equipe em um restaurante reposicionado não significa transformar garçons em sommeliers. Significa construir repertório, escuta e formas mais humanas de conduzir a venda do vinho. E isso passa por uma etapa essencial: a degustação. O garçom precisa provar os rótulos da casa, conhecer estilos, perceber diferenças e criar memória sensorial. Só assim a indicação deixa de ser decorada e passa a ser verdadeira, feita com segurança, propriedade e confiança na experiência que está oferecendo ao cliente.

No fim, uma adega bem construída não serve apenas para armazenar garrafas. Ela funciona como extensão da cozinha, da hospitalidade e da identidade da casa.

Crescer com coerência

O movimento mais interessante de um restaurante em transformação é entender que crescer não significa apenas ocupar um espaço maior, mas elevar, com intenção, cada detalhe da experiência. Da cozinha ao salão, da arquitetura ao serviço do vinho, tudo precisa conversar na mesma direção.

Na nova fase do Silva Cozinha, essa visão aparece com clareza. O olhar estratégico do chef Ricardo Silva e da empresária Luciana Mastique se revela justamente no cuidado com os detalhes, na compreensão de que reposicionar uma casa exige mais do que estética ou expansão: exige coerência, identidade e evolução em todas as camadas da experiência.

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Perguntas Frequentes

Por que a carta de vinhos precisa ser repensada quando um restaurante muda de fase?

Porque o vinho comunica posicionamento, ticket médio e identidade da casa. Quando o restaurante amadurece, a carta também precisa acompanhar o novo perfil de consumo, criar coerência com a cozinha e refletir o momento da operação.

Quem assina a curadoria da nova carta de vinhos do Silva Cozinha?

A curadoria é assinada pela sommelière executiva Carol Souzah, colunista do Muito Gourmet. Todos os rótulos pertencem ao portfólio da Del Maipo Wines, importadora com mais de mil referências de diferentes regiões produtoras do mundo.

Como a nova carta do Silva Cozinha facilita a escolha do cliente?

A carta traz descrições acessíveis e uma simbologia própria de harmonização. Ícones ao lado dos rótulos indicam afinidades com peixes, frutos do mar, ostras, cogumelos, carnes grelhadas, pratos estruturados e preparações picantes, criando autonomia na escolha à mesa.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Royal Charlotte: o licor de mel de cacau baiano que conquistou o mundo chega à Europa

0

Premiado como o licor brasileiro mais reconhecido do planeta, a marca nascida na Bahia faz seu lançamento oficial no continente europeu pelo Lisbon Bar Show e abre vendas para todo o mercado da União Europeia.

Royal Charlotte é o primeiro e único licor fino de mel de cacau com infusão de especiarias do mundo, criado na Bahia depois de cinco anos de desenvolvimento, e acaba de cruzar o Atlântico para iniciar sua operação oficial na Europa. O lançamento acontece em Lisboa, durante o Lisbon Bar Show, considerado o maior encontro de bebidas, coquetelaria e hospitalidade de Portugal. A partir de agora, o licor passa a ser comercializado em marketplaces, empórios especializados, bares e restaurantes de todo o continente europeu.

A chegada à Europa coroa uma trajetória que começou como aposta improvável e se converteu em reconhecimento internacional. Em 2024, a marca foi consagrada campeã mundial no World Liqueur Awards, em Londres, somando cinco medalhas de ouro em design e prata em sabor. O título de licor brasileiro mais premiado do mundo deixou de ser projeção de marketing para virar argumento de prateleira em algumas das casas mais exigentes da gastronomia internacional.

royal charlotte
Royal Charlotte leva o mel de cacau da Bahia para o mercado europeu – Foto: Divulgação

A Bahia que viaja sem caricatura

A história da Royal Charlotte começa na Costa do Cacau baiana, onde fica o Banco Royal Charlotte, formação oceânica que dá nome à marca. A escolha do nome não é detalhe ornamental. Conecta o licor ao Atlântico, à fauna marinha do litoral sul da Bahia, à geografia da cabruca e ao imaginário das grandes descobertas. A garrafa branca, de presença quase escultural, e o rótulo com camadas de referências traduzem visualmente essa narrativa.

A matéria-prima é o mel de cacau, néctar que escorre da polpa fresca do fruto durante a fermentação inicial das amêndoas. É um líquido raro, de doçura delicada, leve acidez cítrica e perfil aromático único, historicamente desperdiçado pela cadeia produtiva do chocolate. Transformar esse subproduto em licor premium é gesto técnico e simbólico ao mesmo tempo: revaloriza um insumo da agricultura baiana e propõe ao mundo uma leitura sofisticada do que o Brasil pode produzir quando deixa de copiar e passa a inventar.

“Levar a Royal Charlotte para a Europa é levar um pedaço da Bahia, mas não de forma caricata. É apresentar um Brasil sofisticado, criativo, sensorial e capaz de competir com os melhores produtos do mundo”, afirma Gérson Almeida, fundador e CEO da marca.

royal charlotte licor de cacau 3
Gérson Almeida – Foto: Divulgação

Da ANUGA ao Lisbon Bar Show

O caminho até a operação europeia foi pavimentado pela passagem da marca pela ANUGA, na Alemanha, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do planeta. A boa recepção do público profissional internacional confirmou um interesse que já vinha sendo sinalizado por compradores e curadores de bebidas. Lisboa surgiu como destino natural: porta de entrada cultural e logística para o resto da Europa, com cena de coquetelaria sofisticada e afinidade linguística com o produtor.

No Lisbon Bar Show, a Royal Charlotte ocupa estande próprio e usa a feira como vitrine para apresentar o licor a importadores, distribuidores e profissionais de bar. A participação coincide com o início efetivo das vendas para todo o continente.

Para Edno Alves, sócio e CFO da Royal Charlotte, o timing é estratégico. “Consumidores e profissionais da hospitalidade buscam cada vez mais produtos com história, autenticidade e diferenciação. A Royal Charlotte não é apenas mais um licor na prateleira, mas uma nova leitura sobre o que o Brasil pode entregar ao mundo”, afirma.

O licor no copo: por que bartenders se interessam

A dimensão técnica é o que sustenta a narrativa. Royal Charlotte tem perfil aromático complexo, com notas frutadas que vêm do mel de cacau, camadas de especiarias da infusão proprietária e textura aveludada que se comporta bem em diferentes preparações. Pode ser consumido puro, com gelo, em shots, em harmonizações com sobremesas e queijos, e principalmente em coquetelaria autoral, onde encontra seu uso mais expressivo.

No Brasil, o licor já circula em endereços de referência da alta coquetelaria, como Purgatório (Salvador), Amargot (São Paulo), Nosso (Rio de Janeiro), Zimbro (Goiânia) e Âmbar (Curitiba). Essa rotação em casas de prestígio funcionou como laboratório vivo: cada bartender testou, reinterpretou e devolveu para a marca um repertório de aplicações que hoje compõe o argumento internacional.

Antes mesmo da feira, a Royal Charlotte protagoniza uma ativação especial em Lisboa. No dia 16 de maio, a marca entra como guest bartender no Barbela, casa do brasileiro Lula Mascella, sócio fundador do Picco, em São Paulo. A operação fica a cargo de Tom Oliveira, mixologista carioca à frente do Oliveira Cocktail e embaixador do sistema de carbonatação Preshh. No Oliveira Cocktail, o Banoffee, drink criado com Royal Charlotte, tornou-se um dos campeões de pedido da casa.

“Royal Charlotte me permite usar a criatividade em coquetéis dos mais variados tipos, sempre mantendo o Brasil como destaque”, resume Tom Oliveira.

Brasilidade líquida, agora também europeia

A Royal Charlotte chega à Europa cumprindo um movimento que poucas marcas brasileiras de bebidas conseguiram executar: estrear no continente já com prova social construída em casa, premiações internacionais consolidadas e uma narrativa de marca que dialoga com origem, design e técnica em pé de igualdade. Não é o licor brasileiro que pede passagem. É o licor brasileiro que chega como referência.

Para a Bahia, há um simbolismo extra. O mel de cacau que durante décadas foi descartado nos terreiros das fazendas vira ingrediente premium em coquetéis servidos em Lisboa, Londres e, em breve, em outras capitais europeias. É o tipo de história que o Atlântico atravessa com gosto.

Onde encontrar e como comprar

A partir do Lisbon Bar Show, a Royal Charlotte passa a ser distribuída em toda a Europa via marketplaces, empórios de bebidas premium, bares e restaurantes selecionados. No Brasil, segue disponível em casas parceiras e nos canais de venda direta da marca.

Perguntas Frequentes

O que é o licor Royal Charlotte?

Royal Charlotte é o primeiro e único licor fino de mel de cacau com infusão de especiarias do mundo. Foi criado na Bahia, no Brasil, e tem como base o néctar extraído da polpa fresca do cacau, conhecido como mel de cacau.

Por que a Royal Charlotte é considerada o licor brasileiro mais premiado do mundo?

A marca conquistou o título de campeã mundial no World Liqueur Awards de Londres, somando cinco medalhas de ouro em design e prata em sabor. Esse conjunto de prêmios em uma das principais premiações internacionais de licores consolidou o reconhecimento.

Onde comprar Royal Charlotte na Europa?

Após o lançamento oficial no Lisbon Bar Show, em Lisboa, a Royal Charlotte passa a ser comercializada em marketplaces, empórios especializados, bares e restaurantes de todo o continente europeu.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista: a Bahia das montanhas que você ainda não conhece

0

Entre Vitória da Conquista e Barra do Choça, uma jornada sensorial pelas fazendas que estão redesenhando o turismo na Bahia.

A Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista é um roteiro turístico que conecta Vitória da Conquista a Barra do Choça por meio de fazendas produtoras, torrefações e experiências sensoriais em torno do café de especialidade. Em altitudes que chegam a 1.000 metros, com paisagem de montanhas e neblina, a rota oferece ao visitante o acesso direto à cadeia produtiva — do grão à xícara — em uma região que é hoje a maior produtora de cafés especiais da Bahia.

Nesta sétima edição da coluna, Brenda Matos, barista, especialista em cafés especiais e colunista do Muito Gourmet, nos leva por uma das experiências mais transformadoras que a Bahia tem a oferecer fora do circuito litorâneo. O turismo rural tem crescido de forma expressiva no Brasil nos últimos anos, e o Planalto da Conquista desponta como um dos seus capítulos mais saborosos. A palavra é de Brenda.

Turismo de Origem: O despertar da Rota dos Cafés Especiais no Planalto da Conquista

Na maioria das vezes, quando pensamos em viajar pela Bahia, o que nos vem à mente são praias, muito sol e uma caipirinha à beira-mar. Existe muito disso, é verdade, mas há também um “continente” de montanhas, vales, neblina e sabores complexos que está redefinindo o turismo no nosso estado.

O turismo rural no Brasil cresceu mais de 30% nos últimos três anos, revelando um público que busca reconexão e significado em suas experiências. Essa nova forma de viver a Bahia une história, belas paisagens e uma imersão sensorial incrível com um aroma inconfundível: o café.

Um grande exemplo dessa potência é a Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista, uma jornada que interliga Vitória da Conquista a Barra do Choça através da cultura dos cafés de especialidade e do que há de mais vivo nas fazendas locais.

O Coração Produtor da Bahia

O Planalto da Conquista sempre se destacou pela capacidade produtora e pela qualidade de seus grãos, sendo Barra do Choça o principal município produtor de cafés especiais da região. Para quem vive nas grandes cidades, o acesso é privilegiado: é possível chegar pelo aeroporto de Vitória da Conquista, que serve como porta de entrada para essa imersão.

O que faz dessa rota algo singular é a possibilidade de tornar palpável a rastreabilidade da cadeia e a aproximação com todo o processo produtivo, do “grão à xícara”. Durante o percurso, o visitante pode:

  • Visitar fazendas históricas e premiadas, ouvindo relatos de quem vive a cafeicultura desde a década de 1970.
  • Participar de cuppings (degustações técnicas) e vivências sensoriais em torrefações locais.
  • Apreciar o paisagismo rural, com vistas panorâmicas de relevos montanhosos em altitudes que chegam a 1.000 metros.
rota dos cafés especiais
Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista: a Bahia das montanhas que você ainda não conhece

Autenticidade como Destino

Diferente do turismo de massa, a Rota do Café oferece a autenticidade como seu principal elemento. O roteiro, que pode ser dividido em alguns dias de visitas, permite que o viajante presencie o pôr do sol entre os cafezais e entenda que cada xícara carrega a história, a dedicação e o esforço de comunidades inteiras.

Nos vemos na estrada?

brenda site
Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista: a Bahia das montanhas que você ainda não conhece

Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Existe amor em SP: 6 endereços para beber (e comer) bem em São Paulo

0

Do balcão consagrado da Vila Madalena ao bar escondido perto da Paulista, o sommelier Dan Morais mapeia onde a capital paulista entrega comida honesta, coquetelaria precisa e hospitalidade de verdade

Quem vive Salvador sabe que hospitalidade não se finge: ou a casa recebe bem, ou não recebe. É com esse filtro baiano que o gastrônomo, mixologista e sommelier de cerveja Dan Morais, colunista do Muito Gourmet, atravessa São Paulo nesta terceira coluna e seleciona seis endereços onde comida, bebida e atendimento se encontram no mesmo nível. De clássicos da Vila Madalena a bares quase secretos perto da Paulista, o roteiro vai do picadinho do Astor ao laboratório de coquetelaria do The Door, passando pela cozinha brasileira do Fitó na Pinacoteca, pelo amargor irreverente do Amargot, pelo verão cenográfico do Irina Beira de Praia e pelo ritual japonês do The Punch. Boa leitura!


Tudo existe em São Paulo

Tudo existe em São Paulo: tem bar escondido, boteco elegante, balcão pequeno, restaurante com comida de verdade, casa de coquetelaria premiada e locais que já valem a visita só pelo clima.

Mas, no fim das contas, o que faz um lugar ser legal não é só o drink bonito ou o prato bem servido, mas o conjunto: atendimento bom, ambiente gostoso, comida que segura a mesa e bebida feita com cuidado. É chegar e se sentir em casa!

Conheça agora alguns destinos irreverentes e inusitados, para curtir uma São Paulo diferente e receptiva, que nem coração de mãe: onde sempre cabe mais um!

Astor e SubAstor

O Astor, na Vila Madalena, é um clássico paulistano: tem chopp bem tirado, cozinha de raiz, balcão bonito e serviço seguro. É o tipo de lugar que funciona tanto para jantar quanto para começar a noite. Não deixe de experimentar o sensacional picadinho (feito à perfeição) e o steak tartare (clássico!).

Descendo as escadas, chegamos ao mágico SubAstor: luz baixa, coquetelaria precisa e uma atmosfera mais intimista. Sob o comando de Alex Sepulchro, o Sub leva a uma experiência imersiva, com uma carta que traduz o Brasil nos copos, clássicos da casa e coquetéis icônicos. Os meus favoritos são o Sub Zero Martini (BEM gelado e com ótimos garnishes) e o Mata Atlântica (cordial de cambuci, whisky Bulleit Bourbon, aguardente de pera e orange bitter).

Fitó Contemporânea

O Fitó é daqueles lugares em que comida e coquetelaria falam alto: a casa traz a cozinha brasileira da chef Cafira, com muita influência nordestina, cheia de sabor, afeto e prato bem servido. Na barra, a carta de Renata Adoracion é uma aula de sustentabilidade e sabor, trazendo também ótimas opções não alcoólicas.

Localizado na Pinacoteca de São Paulo, é uma parada perfeita para quem quer comer antes de seguir para os bares, ou até fazer dali o programa principal. Tem personalidade, ambiente vivo e uma hospitalidade que vem muito pela mesa farta. Carpaccio Sertanejo e Arroz Caipira são ótimas pedidas para comer. Já nos drinks, o Gal (mocktail com suco de uva branca, limão e água de flor de laranjeira) e o Cajuína Spritz (cajuína, calda de caju, bitter de laranja, espumante) roubam a cena!

Amargot

O Amargot é, como diz Gabriel Queiroz, sócio da casa, incontestável! Com uma hospitalidade de dar inveja e clima irreverente, é uma das melhores noites de SP! A casa, que comemorou recentemente seus 4 anos, celebrou o aniversário em grande estilo, com nomes importantes da coquetelaria no mesmo clima de sempre: como uma grande família!

É um lugar para provar, curtir uma boa música com os amigos, conversar com o Rasta no balcão e entender que amargo também pode ser gostoso, elegante e muito refrescante. É um bar com muita personalidade, mas que recebe bem todo tipo de público: desde quem está começando a explorar esse universo aos mais chegados. Não saia sem provar o Tiramisu (Jack Daniel’s, Royal Charlotte, banana, caramelo salgado e espresso) e o Fitz pra Gringo (gin com infusão de goiaba, limão siciliano e bitter Nib).

amargot 01 pri morales
Amargot – Foto: Pri Morales

The Door

O The Door, casa do mago da coquetelaria Sylas Rocha, tem aquele charme de bar escondido: entrada discreta, ambiente mais fechado e luz baixa colocam a noite em outro ritmo. Mas, de simples, o lugar retrô não tem nada: é palco de um laboratório onde, unindo ciência e alquimia, Sylas e sua equipe entregam uma verdadeira experiência.

É um ótimo lugar para encontro, conversa longa ou para quem quer fugir um pouco do movimento da rua. Os drinks autorais fazem toda diferença, ajudando a completar essa sensação de descoberta, mas sem perder o conforto de um bar acolhedor. Se permita provar o No Bloody, Mary! (suco de tomate clarificado, vodka com fatwashing de bacon, shoyu destilado no rotavapor, cambuci clarificado, tajin e tabasco) é a ciência extraindo o melhor sabor do coquetel!

the door 01
The Door – Foto: Dan Morais

Irina Beira de Praia

O Irina Beira de Praia tem uma proposta deliciosa: trazer o clima de praia do Nordeste para São Paulo. A casa tem comida solar, ambiente descontraído e aquele clima leve, carregando toda a regionalidade, identidade e carisma da chef Irina Cordeiro.

A premissa não é fingir que a cidade tem mar, mas criar um estado de espírito. Um lugar aconchegante para pedir bons pratos, beber algo gostoso e deixar a conversa rolar. Os picles da casa, o tartare de carne do sol e a casquinha de siri são maravilhosos (dica boa: todos sem lactose!). Nos drinks, criações de Hugo Merchan, peça o inusitado Cenoura e Bronze (dirty martini de beterraba, laranja e picles de cenoura), Marola (rum, maracujá, manjericão e flor de sabugueiro) ou o Mocktail de Tomate (xarope de tomate, limão, água com gás e alecrim).

The Punch

Numa singela portinha em uma galeria ao lado da Paulista, se encontra o The Punch: intimista, preciso e muito atento aos detalhes. Com inspiração nos bares de coquetéis japoneses (ascendência do casal de donos Ricardo Miyazaki e Naomi), os anfitriões têm um jeito de receber mais pacato e cuidadoso, quase ritualístico!

É um bar para sentar no balcão, trocar uma ideia com os donos, explicar o que gosta, observar o preparo e beber com calma. Tudo aqui é pensado: gelo, copo, diluição, tempo e serviço. Uma experiência mais intimista, ideal para quem gosta de alta coquetelaria bem executada. Sinta-se à vontade para pedir o que mais gostar (ou o que for sugerido), mas os que eu mais gostei na ocasião foram um Penicillin (a versão com Black Label, limão, gengibre, mel e o whisky brasileiro Union Extra Turfado finalizando) e uma versão do Petanque (Disaronno, Jerez Fino, bitter, sal e amêndoa).

the punch 01
The Punch – Foto: Dan Morais

No fim, o que vale é se sentir confortável!

Esses lugares são bem diferentes entre si: tem praia imaginária, balcão japonês, cozinha brasileira, bar escondido, coquetelaria premiada, bar balada e clássico paulistano.

Mas todos têm algo em comum: são lugares onde a experiência passa pelo cuidado. Cuidado no prato, no copo, no atendimento e no jeito como a casa conduz o cliente.

Porque sair em São Paulo pode ser acelerado, caro e, às vezes, caótico. Mas quando se acerta o lugar, tudo muda: a cidade fica mais leve, a mesa mais gostosa, e o que fica é aquela memória que faz a gente querer voltar. Porque, afinal, existe amor em SP!

por dan morais
Existe amor em SP: 6 endereços para beber (e comer) bem em São Paulo

Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Silva Cozinha abre na Rua Chile com menu repaginado e nova carta de vinhos

0

Restaurante do chef Ricardo Silva inicia soft opening em 4 de maio no Centro Histórico de Salvador, com vista para a Baía de Todos os Santos

O Silva Cozinha inaugura sua nova fase no nº 7 da Rua Chile, no Centro Histórico de Salvador, em soft opening a partir desta segunda-feira, 4 de maio. Sob o comando do chef Ricardo Silva, o restaurante deixa o Rio Vermelho e se instala em um dos endereços mais simbólicos da cidade, com vista direta para a Baía de Todos os Santos e o Forte de São Marcelo. A mudança chega acompanhada de um cardápio repaginado, nova carta de vinhos assinada pela sommelière Carol Souzah e bar reformulado sob batuta de Diogo Ávila.

Um endereço com peso histórico e vista privilegiada

A Rua Chile não é um endereço qualquer. Foi a primeira rua comercial do Brasil, palco da elite soteropolitana no início do século XX e, depois de décadas de esvaziamento, vive hoje um momento de retomada gastronômica e cultural. É nesse contexto que o Silva Cozinha aterrissa, ocupando um espaço com janelões que emolduram a baía como quem oferece um cartão postal a cada refeição.

O salão combina elementos que dialogam com o casario histórico da região: paredes em pedra aparente, cortinas de contas em tons terrosos, mesas de mármore claro e cadeiras estofadas em laranja. A luz natural que entra pela manhã e o pôr do sol que tinge o ambiente no fim da tarde transformam o espaço em dois restaurantes diferentes ao longo do dia.

Ricardo Silva e a evolução de uma cozinha autoral

Para quem acompanhava o Silva Cozinha no Rio Vermelho, a mudança não significa ruptura, mas amadurecimento. O chef Ricardo Silva preserva a essência que construiu sua trajetória, revisitando alguns clássicos da casa em versões repaginadas, e abre espaço para novas criações que evidenciam a evolução criativa da equipe.

silva cozinha ricardo silva 02 nivaldo filho
Ricardo Silva – Foto: Nivaldo Filho

Ao lado do chef, a sub-chef Ianca Nascimento e a confeiteira Anana Campos compõem o time de cozinha. A proposta segue ancorada em técnica apurada, ingredientes de qualidade e diálogo com a identidade gastronômica baiana, agora com mais maturidade e ambição.

Carta de vinhos com assinatura de Carol Souzah

A nova carta de vinhos do Silva Cozinha leva a curadoria da sommelière Carol Souzah, que também integra o time de colunistas do Muito Gourmet. Com seleção que inclui rótulos exclusivos da importadora Del Maipo/Meus Vinhos, a proposta é oferecer harmonizações pensadas em conjunto com o cardápio, fugindo do lugar comum das cartas de restaurante na cidade.

A escolha reforça uma tendência que tem ganhado força em Salvador: o vinho deixa de ser coadjuvante e passa a ser parte central da experiência gastronômica, com curadoria especializada e seleção que acompanha a identidade da casa.

Bar reformulado com Diogo Ávila e Rafael Almeida

A coquetelaria também ganha protagonismo na nova fase. O bartender Diogo Ávila passa a integrar o time do Silva Cozinha e assume o comando do bar ao lado de Rafael Almeida. A dupla traz uma carta de drinks pensada para dialogar com a cozinha, ampliando a experiência além do binômio prato-vinho.

silva cozinha drink 01
Drinks autorais pelas mãos de Diogo Ávila e Rafael Almeida ampliam a experiência da casa. Foto: Gabriel Brawne

Soft opening: o que esperar

A fase de soft opening é, por definição, um período de ajustes finos. O restaurante abre ao público em formato de testes para calibrar serviço, fluxo de cozinha e experiência geral antes da operação plena.

Para o cliente, é a oportunidade de conhecer a casa em seu momento de afinação, com a atenção redobrada que esse tipo de abertura costuma proporcionar.

Serviço

Silva Cozinha Endereço: Rua Chile, nº 7, Centro Histórico, Salvador, Bahia Soft opening: a partir de 4 de maio de 2026 Reservas no WhatsApp.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Da Talli amplia menu de brunch em Salvador com croissant de goiabada e matchá autoral

0

Padaria artesanal da Pituba aposta em criações que unem técnica francesa, ingredientes brasileiros e a onda global do chá verde japonês

Quem procura brunch em Salvador acaba de ganhar um motivo a mais para atravessar a cidade até a Pituba. A Da Talli Padaria Artesanal, referência em fermentação natural e viennoiserie no bairro, expandiu seu cardápio de brunch com criações autorais que dialogam entre a tradição da panificação francesa e a despensa brasileira. Entre as novidades, um croissant batizado de Anita Garibaldi recheado com cream cheese, gorgonzola e goiabada cascão sintetiza a proposta da casa: técnica europeia, alma tropical.

Localizada na Rua das Hortênsias, número 288, a padaria fundada pela gastróloga Talita Nascimento se consolida como um endereço onde o tempo entra na receita antes da farinha. “Nossos pães e folhados são produzidos artesanalmente, respeitando cada etapa do processo natural”, afirma Talita. É essa filosofia que sustenta a expansão do brunch, momento em que a casa vinha sendo cobrada pelo público fiel a oferecer mais opções para quem prolonga a manhã de fim de semana ou quer escapar do almoço convencional durante a semana.

Croissant Anita Garibaldi: o sotaque baiano da viennoiserie

A nova estrela do menu é uma daquelas criações que parecem óbvias depois de prontas, mas que exigem coragem para chegar até ali. O Croissant Anita Garibaldi parte da estrutura clássica da viennoiserie, com suas camadas de manteiga e fermentação lenta, e recebe um recheio que faz pouca cerimônia com a tradição: cream cheese para a cremosidade, gorgonzola para a intensidade, goiabada cascão para o doce com personalidade. O manjericão fresco que finaliza a peça acerta a costura entre os elementos, equilibrando o conjunto com uma nota herbácea que arremata sem suavizar.

O nome do croissant, em homenagem à revolucionária ítalo-brasileira, não é gratuito. A escolha sintetiza o gesto editorial da Da Talli: trazer para a mesa de brunch da Pituba uma narrativa que atravessa fronteiras com elegância e sem pedir licença.

Croissant Anita Garibaldi 1
Croissant Anita Garibaldi – Foto: Guiga Motta

Mais que pão na mesa: pratos para prolongar a manhã

Para quem prefere começar o dia com algo mais substancial, o Cuscuz Marroquino com Ovo Perfeito assume o papel de prato principal. A base temperada leva ratatouille da casa e bacon, e vem acompanhada de rúcula, pétalas de cebola roxa e um ovo de gema mole no ponto exato. É o tipo de prato que conversa bem tanto com o café da manhã estendido quanto com o almoço enxuto.

A leveza também encontrou espaço no novo cardápio. A Saladinha de Camarão combina mix de alfaces, agrião e rúcula com croutons da casa, amêndoas e lascas de parmesão. Funciona como entrada, como acompanhamento ou como prato único para quem busca um brunch mais leve.

Essas novidades se somam ao repertório já consolidado da casa, que inclui a baguete tradicional feita com as farinhas Irati e integral Fazenda Vargem, o croissant clássico, o pain au chocolat, o folhado de queijo de cabra, o cinnamon roll e o mini sonho, entre outros itens da viennoiserie e da padaria de fermentação natural.

cuscuz marroquino
Cuscuz Marroquino – Foto: Guiga Motta

A era do matchá chega à Pituba

Acompanhando a expansão global das bebidas funcionais, a Da Talli incorporou ao serviço uma linha dedicada ao matchá. O destaque é uma criação autoral que segue a mesma lógica do Croissant Anita Garibaldi: o Matchá com Goiabada Cascão, em que a redução artesanal de goiabada encontra o chá verde japonês em uma combinação que parece improvável até o primeiro gole.

Para o público mais conservador no copo, o Matchá Latte tradicional, disponível com leite animal ou vegetal, agora integra o cardápio fixo. A aposta posiciona a Da Talli entre as primeiras casas de Salvador a tratar o matchá não como modismo passageiro, mas como categoria estabelecida na carta de bebidas.

Serviço

Da Talli Padaria Artesanal Endereço: Rua das Hortênsias, 288, Pituba, Salvador Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 19h. Sábado e domingo, das 8h às 13h.

Perguntas Frequentes

Onde fica a Da Talli Padaria Artesanal em Salvador?

A Da Talli fica na Rua das Hortênsias, 288, no bairro da Pituba, em Salvador. A padaria atende de segunda a sexta, das 8h às 19h, e aos sábados e domingos, das 8h às 13h.

Quais são as novidades do brunch da Da Talli?

O novo cardápio de brunch traz o Croissant Anita Garibaldi, recheado com cream cheese, gorgonzola, goiabada cascão e manjericão; o Cuscuz Marroquino com Ovo Perfeito, com ratatouille e bacon; a Saladinha de Camarão; e uma linha dedicada ao matchá, incluindo o Matchá com Goiabada Cascão e o Matchá Latte tradicional.

O que é fermentação natural e por que ela importa?

Fermentação natural é o processo em que o pão cresce a partir de leveduras selvagens cultivadas em fermento próprio, sem fermento biológico industrial. O resultado é um pão de digestão mais fácil, sabor mais complexo e maior tempo de conservação. Na Da Talli, esse processo é a base de toda a panificação da casa.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!