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Opinião

4 motivos para não aguentarmos mais o “Cardápio QR Code”

4 motivos para não aguentarmos mais "Cardápios QR Code"
4 motivos para não aguentarmos mais "Cardápios QR Code"

A pandemia decorrente da Covid-19 trouxe inúmeras modificações no modo de vida de todos nós, uma delas foi o Cardápio QR Code. Tivemos de nos adaptar a experiências que jamais pensamos que ocorreriam, como lavar as mãos de forma consciente e repetidas vezes, usar aplicativos de comunicação para realizar reuniões e comprar, cuidar e acumular plantas em casa. Isso sem contar que desviamos de uma nuvem de gafanhotos, assistimos a uma interação recorde no Tinder, notebook virou item de material escolar para crianças e todos nós compramos sapateira, cachorro e bicicletas. Além disso, todo mundo também começou a fazer pão caseiro.

Com a diminuição e flexibilização das regras, regamos as plantas, desligamos os notebooks e calçamos os sapatos esquecidos nas sapateiras do lado de fora da porta de casa e pudemos, finalmente, ir para a rua e voltar a frequentar bares e restaurantes. Foi um marco finalmente poder comer uma refeição de qualidade em outro ambiente que não aquele no qual ficamos confinados um grande período de tempo. Pudemos, enfim, comer um pão feito por quem entende de pão artesanal.

Entretanto, bares e restaurantes também sofreram os efeitos da pandemia e precisaram criar novos procedimentos para garantir a segurança de seus trabalhadores e clientes. Foi necessário adotar um maior distanciamento social, uma higienização mais cuidadosa, promover a ventilação dos ambientes e dotar todos de máscaras faciais. Passamos por tudo isso sem reclamar. Todavia, o que não dá pra passar em branco é o bendito cardápio de QR Code.

Jogue a primeira pedra quem não praguejou contra o cardápio nesse formato. Foi e tem sido difícil se adaptar a ele e, por conta disso, não vemos a hora dele ir embora definitivamente. Eis aqui algumas razões da nossa falta de simpatia em relação a esse tipo de Menu:

1. Vamos conversar?

Acho que todos nós concordamos quando dizemos que o momento de confinamento estrito já passou e, agora, o que queremos é poder conviver, conversar olho no olho e dialogar com as outras pessoas da mesa sobre as melhores opções do cardápio. Entretanto, o formato de lista, abas e links do cardápio digital dificulta para o leitor essa interação, esse debate sobre o melhor prato.

Como existem basicamente dois tipos de pessoas, as que escolhem rapidamente o que irão comer e as que precisam de mais tempo para isso, o cardápio online dificultou esse debate entre elas, essa conversa sobre se devemos pedir o camarão ou o salmão. Sem acesso rápido a todas as opções fica mais difícil analisar todas as alternativas e criar bons argumentos para a melhor escolha.

Nós amamos ler o cardápio inteiro e conversar com as demais pessoas da mesa sobre os pratos disponíveis, trocando experiências e o QR Code nos retirou um pouco dessa possibilidade.

2. Qual a sua história?

O Menu impresso, do ponto de vista estético, dá o tom do lugar. Ele pode ser bonito, elegante, com letras cuidadosamente desenhadas em um papel gostoso ao toque. Pode ter um formato despojado e descontraído, contendo ilustrações feitas à mão. Já o cardápio online não comporta, em seu formato digital, a possibilidade de aguçar os sentidos do tato e da visão.

Além disso, os menus impressos costumavam ter uma parte muito especial na qual se contava um pouquinho da história do local, dando contexto e personalidade à experiência, o que foi perdido no cardápio acessado por QRCode avesso a alusões ao passado analógico.

3. Vamos sair um pouquinho do celular?

Vamos combinar que saímos de casa para tentar passar algumas horas longe das telas, principalmente do celular. Durante um período excessivamente longo, não pudemos encontrar com quem realmente importa e olhar no olho. Agora que podemos, chegamos ao restaurante e imediatamente já estamos novamente grudados na tela do celular.

Enquanto olhamos o Menu digital, notificações aparecem na tela, mudamos de aplicativo e, quando vemos, já estamos assistindo a um porco-espinho bebê brincar com um gatinho. É difícil manter a concentração e escolher o que iremos comer com tantas distrações ao mesmo tempo.

Antes do cardápio desse formato, era até mesmo considerado de bom tom deixar o celular dentro da bolsa ou do bolso, para dar atenção total a quem nos acompanhava. Entretanto, isso se inverteu e, hoje, para poder fazer a nossa escolha, precisamos deixar o olho no olho de lado e prestar atenção aos nossos smartphones. É um teste de resistência aos constantes estímulos por notificações que surgem repetidamente.

4. Qual a senha do Wi-fi?

Arrisco dizer que provavelmente essa é a pergunta que mais tem sido feita pelos clientes ao chegar nos estabelecimentos. Isso porque, para acessar o menu online é preciso que o cliente, além de possuir um smartphone, tenha uma boa conexão com a internet. Para isso, os clientes já precisam chegar aos bares e restaurantes perguntando qual é a rede disponível e a senha para acesso, antes mesmo de saber quais são as opções disponíveis no cardápio local.

Feito isso, regra geral, o cardápio chega ao telefone do cliente em formato pdf e aí é um Deus nos acuda para ir do início ao fim do documento. Dessa forma, acaba sendo bem difícil montar uma refeição com três etapas de forma equilibrada indo e vindo no menu, aproximando e diminuindo o arquivo e desviando das imagens. Um verdadeiro teste de paciência.

Conclusão

Por todas essas razões chegamos à conclusão de que o Cardápio QRCode deveria estar com os dias contados. Entretanto, sabemos que a novidade chegou para ficar e é mais uma coisa com a qual teremos de conviver, junto com as plantas acumuladas e novidades que aprendemos com os tempos pandêmicos.

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