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Turismo

Roteiro de um dia no Centro Histórico de Salvador

Roteiro de um dia no Centro Histórico de Salvador
Foto: Unsplash - Gabriel Yuji

Hoje vamos fazer um roteiro de um dia no centro histórico de Salvador, será um passeio rápido e cheio de história da cidade onde nasceu o Brasil. Se você é turista e caiu por aqui, ótimo. Mas se você é soteropolitano, esse passeio é principalmente para você. Então, vamos lá:

Comece o seu roteiro pela Praça Castro Alves. Apenas observe e contemple o prédio do atual Hotel Fasano e sua fachada que ainda conta com a inscrição “A Tarde”. O local era a principal redação do maior jornal da cidade e foi cuidadosamente restaurado para abrigar o hotel mais confortável da capital baiana. A propósito, o hotel abriga também o sofisticado Restaurante Fasano.

Inicialmente, historiadores relatam que o português Tomé de Souza teria desembarcado pela primeira vez no então Arraial do Pereira, onde hoje se encontra a praia do Porto da Barra (agora você entende o nome do restaurante, né?). Na ocasião, se tratava de uma pequena vila, de poucos moradores. Na visita, o local, entretanto, não agradou a Tomé de Souza, em razão da sua vulnerabilidade defensiva.

Ele teria então navegado até a praia onde hoje se encontra a cidade baixa e decidido pela fundação da cidade na sua parte mais alta, com visão para toda a baía. O ponto estratégico escolhido levou em conta a visão panorâmica do mar, por onde as ameaças poderiam chegar, já que o objetivo maior era a fundação de uma cidade-fortaleza. Apenas imagine a mente estratégica do fundador quando tomou essa decisão que moldaria os contornos da cidade para sempre.

Em razão disso, a praça Castro Alves é como se fosse uma espécie de marco do que era a Salvador orginal. Quando fundada por Tomé de Souza, a cidade tinha seus limites até ali. Esses limites, aliás, eram demarcados por uma muralha ao redor de todo o perímetro da cidade. Para além da praça, o território era dominado por povos originários, muitos dos quais foram escravizados para a construção da cidade.

Estando ali, pare um pouco para observar a estátua em homenagem ao poeta abolicionista que dá nome à praça. Castro Alves está representado como se estivesse a declamar uma poesia. O poeta, na praça, está de costas para a Baía de Todos os Santos e de frente para a sociedade desigual que permeava toda a sua obra de crítica social. Entretanto, dessa praça, você pode fazer o oposto do poeta e observar a linda vista da Baía de Todos os Santos da sua balaustrada. Imperdível.

Siga subindo pela Rua Chile, que tem esse nome em razão de uma homenagem à marinha chilena que visitou a cidade em julho de 1902. Você verá logo o lindíssimo edifício triangular onde se encontra instalado o Fera Palace Hotel, com seus lindos salões que já abrigaram até mesmo um Cassino. O restaurante Omí, localizado nesse hotel, é a sua melhor escolha.

Gravura de Salvador ainda murada, como planejada por Tomé de Souza
Gravura de Salvador ainda murada, como planejada por Tomé de Souza – Acervo do Fera Palace Hotel

Subindo a Rua Chile, você chegará à Praça Tomé de Souza, onde além da atual Prefeitura de Salvador, encontra-se o icônico Elevador Lacerda. Aprecie o primeiro elevador urbano do mundo e símbolo da cidade de Salvador. O ponto é ideal para fotos. Além disso, não deixe de descer em uma das suas cabines em direção à cidade baixa, a passagem custa apenas algumas moedas.

Já na parte mais baixa da cidade, vá em direção à Basílica Santuário Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira do estado da Bahia. A igreja é um exemplar lindíssimo de construção do século XVII e guarda em seu interior lindos altares. Cada pedacinho da sua fachada esculpida foi trazido da Europa em um trabalho que se prolongou por muitos anos e teve um custo elevadíssimo.

Entre na Basílica, aprecie o seu lindo e riquíssimo interior e as imagens que permeiam suas laterais. Aqui vamos te contar um segredo muito bem guardado de uma experiência incrível. Muito pouca gente sabe que, na sua parte lateral direita, um pouco escondididinha, podem ser visitadas as ruínas da igreja construída anteriormente, em 1549. As paredes ainda mostram as técnicas de construção da época. É emocionante visitar essa capela centenária impregnada da história do país.

Hora de subir de volta pelo Elevador Lacerda e se dirigir em direção à Praça da Sé. Faça uma paradinha estratégica para tomar um sorvete na tradicional Sorveteria A Cubana. Compre o seu sabor predileto ou experimente algum dos sabores originais do local, feitos com frutas e deliciosos em qualquer escolha.

Após, siga subindo e você logo vai poder ver o Monumento da Cruz Caída, do talentosíssimo artista baiano Mário Cravo, um de seus mais belos trabalhos. O monumento marca o local onde anteriormente existia o altar da Catedral da Sé, por isso a simbologia da escultura. As passarelas de ferro de hoje, inclusive, marcam o traçado original da catedral demolida e, por isso, possuem desenho do formato da igreja original, demarcando o local de suas ruínas.

Siga em direção ao Largo do Terreiro de Jesus e contemple a maior concentração urbana de igrejas que você vai conhecer. Elas estarão todas ao seu redor. Sugerimos que você visite a lindíssima e recém restaurada catedral da Sé de Salvador, com teto que lembra o fundo de um barco e altar riquíssimo todo revestido de folhas de ouro.

Na Sé há também um órgão na parte de cima e, se você der sorte, poderá ouvir o seu lindo som majestoso. Aproveite para depositar as suas preces ao altar do Padroeiro da Cidade, que é São Francisco Xavier, não o Senhor do Bonfim, como se poderia imaginar. Ah, mais uma coisa, visite a lindíssima Sacristia e aprecie seus ornamentados altares.

Ao sair da Sé, atravesse o Largo do Terreiro de Jesus e vá em direção ao Largo do Cruzeiro de São Francisco, que fica em frente à Igreja de São Francisco de Assis, uma obra prima da arte colonial brasileira. Com interior inteiro de madeira entalhada e coberta com folhas de ouro, esse é um local icônico e imperdível na cidade. É tão lindo que emociona.

Recuperado da emoção de uma visita à igreja e convento franciscanos, desça em direção ao Largo do Pelourinho. De fato, o nome remete a um local de castigos de escravizados, mas usualmente ele não era destinado a tal fim na Salvador colonial e hoje reúne baianos e turistas com um casario encantador ao redor. É a foto icônica da cidade que você não pode deixar de ter.

Para finalizar, encerre a sua visita na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída por uma das primeiras irmandades do país, a irmandade dos homens pretos. Símbolo de fé e resistência essa igreja é imperdível para quem pretende entender melhor como o país foi construído, depois que ele nasceu aqui, nesse local que hoje visitamos.

Para brindar o encerramento da visita você não pode deixar de experimentar um cravinho, bebida à base da mais brasileira das bebidas, desde os tempos coloniais, a cachaça. Há diversos locais que oferecem a bebida no Centro Histórico, mas o bar O Cravinho é o símbolo dessa bebida clássica do local. Continue a curtir e aproveitar a boemia do bairro, com seus muitos bares, restaurantes, ladeiras, personagens e cantinhos a descobrir. O pelourinho é um daqueles lugares que nunca dormem. Aproveite!

E já que você está no Centro Histórico de Salvador, fica a dica para conhecer a nossa lista de Restaurantes no Santo Antônio Além do Carmo, que fica bem próximo ao largo do Pelourinho e que encanta pela vista da baía, bem como pela gastronomia.

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