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Uma crônica do filme O Menu: Chef Slowik

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Deleite-se com a crônica saborosa do Professor Tibério Alfredo Silva sobre o filme ‘O Menu’ e o chef Slowik: aprecie a audaciosa trama gastronômica de sucesso da Star+.

Nessa crônica sobre O Menu, filme exibido pela streamer Star+, o Professor de gastronomia e hotelaria Tibério Alfredo Silva nos convida à sua reflexão sobre o longa metragem e seu protagonista, o gélido chef Slowik (Ralph Fiennes).

Essa é uma ocasião de celebração, pois é com essa crônica estreante que, com grande satisfação, recebemos o Professor Tibério como colaborador do Muito Gourmet. Com vasta experiência na área gastronômica e uma paixão inabalável pela culinária, o Professor alimentará nossas mentes, a partir de agora, compartilhando seus pensamentos, reflexões e um pouco da história da gastronomia.

O seu primeiro texto para o Muito Gourmet é uma intervenção com muitas reflexões e aprendizados. De fato, é um privilégio e um prazer tê-lo conosco para compartilhar seus conhecimentos com os nossos leitores.

Sinopse do filme O Menu

O filme O Menu conta a história de Margot (Anya Taylor-Joy), uma jovem convidada por Tyler (Nicholas Hoult) para jantar em um restaurante famoso e exclusivo, liderado pelo chef Slowik (Ralph Fiennes) em uma ilha distante.

Lá, eles encontram outros convidados especiais, como um astro de cinema, operadores do mercado financeiro, uma crítica gastronômica e um casal milionário. O que era para ser uma noite agradável com comida especial e bons drinks, torna-se um pesadelo quando surpresas chocantes são reveladas.

Review do Filme O Menu
Cenas do Filme O Menu – Foto: Reprodução

Depois desse petisco de introdução, vamos à crônica:

Chef Slowik

Fui conhecer o trabalho do Chef Slowik, Julian Slowik do restaurante Hawthorn.

Já no receptivo percebi algo de diferente na Casa:

“- Estejam à vontade para observar os cozinheiros a inovar.

Mas, por favor, não fotografem os nossos pratos.

O Chef crê firmemente que a beleza das suas criações reside na sua natureza efêmera”.

Disse a fleumática Elsa, uma mistura indecifrável de hostess e maitre.

Ela foi enfática em proibir o uso dos celulares durante o Menu Degustação.

Por mim tudo bem, mas percebi que muita gente do grupo ficou desconfortável com a regra.

Eu não sei se por acanhamento ou preocupação em não atrapalhar a equipe de compenetrados cozinheiros no serviço, mas ninguém se aproximou da cozinha aquário.

Havia um certo constrangimento no ar, um silêncio incômodo entre os convidados.

Ou será que era impressão minha?

Será que a expectativa de conhecer o Chef Slowik, sempre cercado de muito mistério, ou a falta do celular nas mãos deixou todos calados?

Creio que o silêncio que vinha da cozinha contribuiu para a inibição geral. Não se ouvia uma única conversa sequer entre os cozinheiros, apenas os sons vindos das panelas.

A situação durou pouco no relógio, mas pareceu uma eternidade na alma.

Do fundo da cozinha, surge o Chef. Passos lentos, olhar de scanner, pausa dramática e se apresenta:

“- Sou o Chef Julian Slowik e esta noite teremos o prazer de lhes alimentar.

Durante as próximas horas vocês vão ingerir gordura, sal, açúcar, proteína, bactérias, fungos, várias plantas e animais e, por vezes, ecossistemas inteiros.

Mas tenho que lhes pedir uma coisa. Só uma.

Não comam.

Provem.

Saboreiem.

Apreciem.

Atentem a cada pedaço de comida que põem na boca.

Sejam conscienciosos.

Mas não comam.

O nosso Menu é precioso demais para isso.

E olhem à sua volta.

Aceitem. Aceitem tudo”.

A postura carismática do Chef me fez obedecer e olhei à minha volta.

Pensei que era para observar aquele ambiente minimalista, elegante na medida certa, revelando um bom gosto sem ostentação.

Não encontrei os defectíveis espaços instagramáveis, uma atitude muito inteligente e coerente com a proposta do Hawthorn.

Mas quanta ingenuidade a minha. Que pensamento óbvio. E logo me toquei que o que estava à minha volta eram as pessoas; era a isso que o Chef se referia.

Não conhecia o grupo, aparentemente muito eclético.

Fiz cara de “bons amigos”, mas não deu muito certo não; três ou quatro trocas de olhares simpáticos e só.

Por um lado, foi bom, pois pude assim me concentrar no Amuse Bouche que acabara de chegar.

Interessante: não havia garçons. Os próprios enigmáticos cozinheiros traziam as suas criações.

Pepino-melão comprimido em vinagre, neve de leite e renda chamuscada.

Levei meu primeiro tapa: não sabia nem por onde começar a degustar a criação.

Usei a tuile de algas para capturar as esferas de pepino e um pouco da neve translúcida.

Senti o olhar do Chef Slowik me fulminando de longe.

E rapidinho chegou o Couvert.

Em diferenciada porcelana branca, vieram 5 ramequins com molho rico, molho emulsionado, molho quente, molho frio e molho geleificado.

E ele, mais uma vez, se pronunciou:

“- O pão existe sob várias formas há mais de 12.000 anos.

Especialmente entre os pobres.

Farinha e água.

O que pode ser mais simples?

E como Jesus nos ensinou a orar?

Foi implorando o pão nosso de cada dia.

Ainda hoje, os cereais representam 65% de toda agricultura.

Os gregos antigos mergulhavam o pão seco em vinho ao desjejum.

O pão: o alimento do homem comum.

Mas vocês, meus caros clientes, não são o homem comum.

E por isso, esta noite, não terão pão!

Nosso couvert será o “prato de pão sem pão e os acompanhamentos salgados.

Neste espírito, por favor, apreciem os acompanhamentos desacompanhados.

O pão que não vão comer hoje foi feito com um trigo ancestral da Ucrânia Ocidental chamado Red Fife, produzido por nossos parceiros do Projeto Cerealístico de Tehachapi 1 dedicado à conservação de cereais tradicionais”.

A fala do Chef foi contundente, quase em tom de ameaça.

Desta vez, o silêncio no salão foi levemente quebrado por murmúrios de insatisfação e aquele barulhinho característico de quando se ajeita o corpo na cadeira demostrando desconforto.

Como vou comer, “ops” desculpa Chef, como vou apreciar isso? Será que é com as pontas dos dedos? Pensei, mas não tive coragem de me pronunciar.

E o segundo tapa eu recebi agora:

Na mesa próxima, bem em frente à minha, a jovem blogueira (sei disso, porque ela já havia divulgado no Foyer ser uma digital influencer gastronômica) fez um delicado aceno para a maitre Elsa.

Deu para ouvir claramente a moça:

“- Eu entendo o conceito do prato, mas eu gostaria de uma cestinha de pães, pode ser um pão italiano, mesmo. ”

E o contato veio na fala pausada da Maitre:

“- Você vai comer menos do que deseja e mais do que merece”.

Algo de muito estranho e sinistro estava por acontecer neste jantar.

Quem assistiu percebeu que eu estou falando de “O Menu” dirigido por Mark Mylod.

Um filme de suspense ambientado em um restaurante, que usa da gastronomia para desenvolver a trama e construir inteligentes críticas de temas complexos, como pretensão, vaidade, reconhecimento, distinções sociais e obsessão.

O Menu é um ótimo filme gastronômico no qual o prato principal não é a refeição, mas ela é a régua que mede o caos da história.

Nas mesas do Hawthorn está a “pretensão” na figura da crítica de gastronomia, para quem nenhum prato está bem realizado, nada é satisfatório e, o que é bom, poderia ser melhor.

Fazendo coro com a pretensão, soma-se a presença do Editor de Revista, igualmente presunçoso, sempre pronto a oferecer concordâncias para assanhar as críticas ferinas.

A “vaidade” é escancarada nos clientes que se exibem em determinados restaurantes pelo status, apenas por aparência e pela necessidade insana de mostrar que os “frequentam”.

Estes então, até agora, procuram desconsolados o espaço instagramável que não existe no Hawthorn.

O “reconhecimento” é questionado nas relações entre os cozinheiros e os clientes que não conseguem valorizar os serviços de hospitalidade.

A necessidade de “reconhecimento” também vem do comensal que quer mostrar seus conhecimentos gastronômicos a cada prato que chega à mesa. Suplicando um pouco de elogio ou a atenção do Chef.

Traz à lembrança aqueles clientes que necessariamente querem abrir um debate com o sommelier a respeito do vinho escolhido, principalmente se tiverem uma plateia para ouvir as suas “enofilias”.

Interessante que este é o primeiro a angariar, de nós espectadores, a antipatia pelo personagem.

Migas de humor refinado ficam por conta do sommelier e sua peculiar forma de apresentar os vinhos harmonizados com o Menu Degustação do Hawthorn.

O chef Slowik (Ralph Fiennes) personifica a “obsessão” pela perfeição e a frustração pela profissão, na medida em que ele declara ter se enganado tentando satisfazer pessoas impossíveis de satisfazer, por não entenderem o nível do seu trabalho.

As “distinções sociais” aparecem sob várias formas, mas ela se torna palpável no cheeseburger da personagem Margot, interpretada pela magnífica Anya Taylor-Joy.

O mesmo sanduíche vai cutucar memórias afetivas do Chef Slowik e potencializar as suas frustrações para o desfecho da trama.

Confesso que demorei um pouco para me animar em assistir “O Menu” que foi lançado no final do ano passado 2022, por achar que seria um arremedo de “Jogos Mortais”.

Foi aí que eu recebi o meu terceiro tapa. O filme é realmente muito bom, tem um roteiro intrigante e um suspense que nos segura do couvert à sobremesa.

Em tempo: estudantes de Gastronomia, “O Menu” rende um excelente TCC. Fica a dica e me chamem para a sua Banca de Avaliação.

O longa está disponível na Plataforma de streaming STAR+.

1 O objetivo do Tehachapi Heritage Grain Project (Califórnia) é preservar e cultivar grãos orgânicos tradicionais que são naturalmente tolerantes à seca e com baixo teor de glúten.

por tiberio

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Deu Match: cerveja artesanal, petiscos e música boa na Vila Cervejeira em Lauro de Freitas

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Festival que acontece nos dias 5, 6 e 7 de maio no Mercadão da Bahia

Se você é fã de cerveja artesanal, petiscos saborosos e música boa, então precisa conferir a Vila Cervejeira do Mercadão da Bahia. Esse festival, que é aberto ao público, acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de maio no Mercadão da Bahia, centro comercial de Lauro de Freitas. Prepare-se para curtir bandas e músicas de diversos estilos em um espaço descontraído especialmente preparado para a ocasião.

Cervejas artesanais de qualidade

As cervejarias artesanais de Lauro de Freitas marcarão presença no festival. Entre elas, destacam-se 2 de Julho, Capitânia, Divas do Tio Chico, Feyh Bier, Hibrida, Milésima, Mindubier, Nujel’m e Proa. A Vila Cervejeira do Mercadão é um marco para Lauro de Freitas, que se consolida como polo da cerveja artesanal na Bahia. O município é responsável por 9 das 24 cervejarias existentes no estado.

Deliciosos petiscos para acompanhar

As operações de alimentação prepararam uma variedade de petiscos deliciosos com cardápios especiais que harmonizam com as cervejas. Entre as opções, estão bolinhos de brisket, bolinho de bobó de camarão, escondidinho, caldo de sururu, ceviche, torresmo, bolinho de feijoada e de carne com queijo coalho, porções de abará e acarajé, entre outros, tudo com o preço fixo de R$ 19,90.

Música para todos os gostos

O evento contará com uma programação musical diversificada que passeará por diversos estilos, desde jazz, rock, pop, blues até forró, sertanejo e samba.

Programação Sexta-feira – 5/5

Na sexta-feira (5/5), a abertura ficará por conta da banda Bago de Jazz, às 13h, e, a partir das 19h, será a vez da banda Kingsmen.

Programação Sábado – 6/5

No sábado (6/5), os shows serão da banda A Feira, às 16h, e de Julio Caldas, a partir das 19h.

Programação Domingo – 7/5

Já no domingo (7/5), a animação ficará por conta de U Tal do Xote, às 13h, e Água Fresca às 16h.

A Vila Cervejeira do Mercadão da Bahia

O festival é uma realização do Mercadão da Bahia, com apoio da Prefeitura de Lauro de Freitas e produção da Lícia Fabio Produções e da Lupa Promoções. Uma excelente oportunidade para se divertir com amigos e família enquanto aprecia as melhores cervejas artesanais, petiscos saborosos e música boa. Tim-tim!

Vila Cervejeira do Mercadão no Mercadão da Bahia
Mercadão da Bahia – Foto: Divulgação

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Gelato Borelli anuncia nova unidade em Salvador; saiba onde

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Parece que o calor de Salvador fez bem para a Gelato Borelli, a marca está expandindo seus negócios em Salvador.

Depois de apenas 8 meses desde a sua primeira loja na cidade, a gelateria está inaugurando uma nova unidade em formato de quiosque no L1 do Salvador Shopping no próximo 2 de maio.

O novo formato de quiosque e produtos exclusivos

O novo quiosque de 12 m² no Salvador Shopping será dedicado exclusivamente à venda de produtos de gelateria, sem o serviço de cafeteria. Isso garante que os clientes possam aproveitar o melhor da marca em um ambiente específico para os seus gelatos.

Quiosque 3D - Borelli Salvador Shopping
Quiosque 3D – Borelli Salvador Shopping – Foto: Divulgação

Planos de expansão da Borelli em Salvador

Os empresários Thiago Studart, Antonio Studart e Hugo Copello, responsáveis pela franquia da Gelato Borelli em Salvador, estão investindo na abertura de novas lojas na cidade e região metropolitana.

Além da nova unidade no shopping, a empresa também planeja adquirir um stand móvel para levar seus produtos para eventos como casamentos, aniversários e formaturas.

Com a nova unidade, serão geradas 7 vagas de trabalho direto na capital baiana. A empresa também planeja abrir mais 3 lojas nos próximos 2 anos em Salvador e Região Metropolitana, ampliando sua presença e oferecendo seus produtos de qualidade para mais pessoas.

carrinho borelli

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Cien Fuegos celebra 28 anos e anuncia nova unidade na Pituba

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O Cien Fuegos, restaurante e casa de entretenimento ao estilo mexicano, está completando 28 anos de existência. Em comemoração a essa data tão especial, o empresário André Garin anunciou a abertura de uma nova unidade do estabelecimento em Salvador. O novo restaurante será inaugurado ainda neste semestre na Pituba, um local estratégico da cidade.

A equipe do Cien Fuegos está trabalhando intensamente na construção do novo espaço, que será a primeira filial da marca na cidade de Salvador. A expectativa é que o restaurante proporcione aos clientes uma experiência única e inesquecível.

Novos projetos de crescimento estão sendo planejados para a marca Cien Fuegos. A possibilidade de franquear a marca para outras capitais brasileiras está sendo estudada e em breve será anunciada.

A história do Cien Fuegos

O Cien Fuegos é um restaurante e casa de entretenimento que se tornou referência em gastronomia mexicana no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Fundado há 28 anos, o estabelecimento foi criado para proporcionar aos clientes uma experiência diferenciada, com a influência da culinária mexicana e uma programação musical variada.

Com um ambiente descontraído e aconchegante, o Cien Fuegos conquistou o coração dos baianos e dos turistas que visitam a cidade. Além disso, o restaurante se tornou palco de diversas apresentações musicais e eventos culturais ao longo dos anos.

Um local clássico para comemoração de aniversário na cidade, não é mesmo?

Cien Fuegos - Rio Vermelho
Cien Fuegos – Rio Vermelho – Foto: Divulgação

A nova unidade do Cien Fuegos na Pituba

A inauguração do novo restaurante do Cien Fuegos na Pituba é um marco importante na história do estabelecimento. Com uma localização privilegiada, o novo empreendimento irá oferecer aos clientes uma experiência gastronômica ainda mais completa e diversificada.

A equipe responsável pela construção do novo restaurante está trabalhando arduamente para garantir que o local seja aconchegante e agradável aos clientes. A decoração será inspirada na cultura mexicana, com elementos típicos do país e uma atmosfera descontraída.

Expansão da marca Cien Fuegos

Com o sucesso do Cien Fuegos em Salvador, o empresário André Garin está planejando expandir a marca para outras capitais brasileiras. A possibilidade de franquear o restaurante para outras regiões do país está sendo estudada e em breve será anunciada.

A marca Cien Fuegos é sinônimo de qualidade e diversão. Com uma equipe dedicada e apaixonada pela gastronomia mexicana, o estabelecimento tem como objetivo proporcionar aos clientes uma experiência única e inesquecível.

Vida longa ao Cien Fuegos!

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A sommelière brasileira Gaby Benicio, premiada no Guia Michelin pela sua abordagem poética e autoral

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O prestigioso Guia Michelin continua a trazer à tona surpreendentes restaurantes ao redor do mundo. Dessa vez, fez a gente voltar os nossos olhos e a atenção para o Äponem, instalado na construção medieval, o Auberge du Presbytère, na pequena cidade Vailhan, no departamento de Hérault, no sul da França. O local é o resultado do trabalho da Cheffe Amélie Darvas e da sommelière Gaby Benicio, uma francesa e uma brasileira, que deixaram Paris e instalaram o restaurante em uma idílica, rural e tranquila vila, escolha que surpreendeu muita gente.

Isso porque, Gaby Benicio, já era uma sommelière reconhecida mundialmente por seu trabalho autoral e poético e tinha uma carreira de sucesso antes mesmo da mudança. O seu restaurante anterior, em Paris, o Haï Kaï, no 11º arrondissement, ficava à margem do canal Saint-Martin e era um sucesso. Entretanto, cheffe e sommelière caíram de amores pelo Auberge du Presbytère e suas hortas e resolveram largar a metrópole, trocando-a por um verdadeiro projeto de vida que resolveram nomear de Äponem.

O nome Äponem, aliás, vem da língua da tribo indígena Pataxó e significa felicidade. Nome muito apropriado, aliás, pois se existe algum lugar em que ela pode ser encontrada, não temos dúvida que é em um local em que é possível plantar, colher e viver em harmonia e de forma coerente com os seus valores. Talvez seja essa a razão pela qual a talentosa dupla realizou esse ambicioso projeto.

O Äponem, apesar de contar com uma estrela Michellin, está longe de ser como aquele local implacável, feroz e intenso de muitas cozinhas da alta gastronomia estrelada. Tudo é pensado para que no local reine uma tranquilidade, em equilíbrio com a paz reinante na vila e à exuberante natureza ao redor. O local também é reconhecido por suas práticas sustentáveis com o meio ambiente. Além disso, também promove um modelo vanguardista de trabalho isonômico, no qual todos recebem o mesmo salário, desde os que trabalham nos canteiros até a chefia da cozinha.

A seleção dos vinhos teve essa mesma inspiração ao ser montada por Gaby Benicio. A carta do restaurante é vivaz e audaciosa e composta de vinhos biodinâmicos, revelando a escolha extraordinária da sommelière pela pureza. Ela também revela o seu engajamento e espírito esperançoso, o qual fica demonstrado na sua escolha pela horizontalização dos poderes na hierarquia do seu restaurante. A profissional pauta suas escolhas em uma linha de sommellerie cultural, integrando história e vivências sensoriais e trazendo sua assinatura autoral, promovendo uma experiência enriquecedora e memorável para seus clientes.

Em razão de tudo isso, ela recebeu o prix de la sommellerie du guide Michelin, ou, o prêmio de sommelier do Guia Michelin em 2023, prêmio que homenageia personalidades reconhecidas pela transmissão de conhecimento, serviço e sommellerie, sendo a primeira condecorada com o prêmio inédito lançado pelo Guia para personalidades reconhecidas pela transmissão de conhecimento, serviço e sommellerie.

O prêmio, além de mostrar ao mundo inteiro o talento de Gaby Benicio, também demonstra que é possível fazer alta gastronomia de uma forma justa, igualitária e com baixo impacto na natureza. Uma grande inspiração!

Gaby Benicio
Gaby Benicio – Foto: Divulgação

Fonte: Vin / Le Figaro / Assessoria

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Dia do Churrasco: 5 tipos de churrasco ao redor do mundo

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O churrasco é um prato popular em todo o mundo, com diferentes tipos , e diversas culturas e países adicionando seu próprio toque especial. No Brasil, o Dia do Churrasco é comemorado em 24 de abril, uma data que celebra a deliciosa tradição de se reunir com amigos e familiares para preparar e desfrutar de um bom churrasco.

5 tipos de churrasco ao redor do mundo

Neste artigo, vamos explorar 5 tipos de churrasco ao redor do mundo, desde as carnes até as técnicas de preparação e os temperos utilizados:

O Churrasco Argentino

O argentino, também conhecido como asado, é uma tradição em todo o país. A carne é geralmente grelhada em um fogão a lenha ou carvão, e a técnica consiste em cozinhar lentamente a carne em espetos. O asado é frequentemente temperado com sal grosso e é servido com chimichurri, uma mistura de ervas frescas, alho e vinagre.

Asado Argentino - Foto: Reprodução
Asado Argentino – Foto: Reprodução

O Churrasco Coreano

O coreano, conhecido como bulgogi, é uma das comidas mais populares na Coreia do Sul. A carne é cortada em fatias finas e marinada em uma mistura de molho de soja, açúcar, óleo de gergelim, alho e cebola antes de ser grelhada. É servido com arroz e outros acompanhamentos como kimchi, uma mistura fermentada de legumes.

Curiosidade: Em Salvador temos um restaurante que você pode experimentar um autêntico bulgogi. O Kion Korean Cuisine localizado na Pituba oferece um cardápio inteiro dedicado à culinária koreana, fica a dica.

Bulgogi - Churrasco Koreano
Bulgogi – Churrasco Koreano – Imagem: Reprodução

O Churrasco Brasileiro

O brasileiro é conhecido em todo o mundo pela variedade de cortes de carne utilizados. O churrasco brasileiro é frequentemente servido em rodízios, onde os clientes recebem um fluxo constante de diferentes cortes de carne grelhada em espetos, o famoso “espeto corrido”.

A carne é temperada com sal grosso e e servida com uma infinidade de acompanhamentos. Esse a gente conhece bem, rs!

O Churrasco Americano

O americano, – vulgo BBQ – é uma tradição que varia de estado para estado, mas geralmente consiste em cozinhar carne de porco ou bovina em um churrasco ou defumador. A carne é temperada com uma mistura de açúcar mascavo, pimenta, alho em pó e páprica. O churrasco americano é normalmente servido acompanhado com molho barbecue.

American Barbecue - Churrasco Americano
American Barbecue – Churrasco Americano – Foto: Elements

O Churrasco Africano

O africano é uma tradição que se estende por todo o continente, com muitos países adicionando seu próprio toque especial. Em países como a África do Sul, o churrasco é conhecido como braai e é frequentemente servido com uma variedade de carnes, incluindo carne bovina, suína e de aves. A carne é frequentemente temperada com uma mistura de especiarias, como pimenta preta, cominho, coentro e gengibre.

Braai - Churrasco Sul-africano - Foto: Reprodução
Braai – Churrasco Sul-africano – Foto: Reprodução

Uma tradição deliciosa em todo o mundo, e cada país tem sua própria maneira de preparar e temperar a carne e coloca-la para assar.

No dia de hoje, o importante é celebrar e apreciar essas diferenças culturais e experimentar novos sabores ao lado dos nossos!

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Uma análise da série O Urso: Os altos e baixos do mundo dos restaurantes

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No Brasil exibida no streaming da Star+, a Série O Urso (The Bear) surpreende. Misturando um pouco de comédia, drama em um ambiente super realista e caótico de uma cozinha, a série tem como protagonista um jovem Chef, Carmen Berzatto.

O local, chamado The Beef, que fica no centro da cidade de americana de Chicago, é herdado pelo chef, que passa a tentar transformá-lo em um negócio viável e de sucesso. 

A trama se desenvolve com os dramas que passam a ser vivenciados pelo jovem e talentoso chef que encontra uma equipe de funcionários dedicados, mas em um negócio em frangalhos.

Passando por temas como família, amizade e dificuldades profissionais, a série é envolvente e emocionante e toca em questões sensíveis, especialmente quando se trata do competitivo mercado de restaurantes.

Atenção: até aqui, você leu apenas uma sinopse da série O Urso.

A partir daqui, nosso texto trará fatos e informações bem detalhadas sobre as questões que envolvem a trama, seus personagens, acertos e desacertos.

Fica o aviso: se você ainda não viu a primeira temporada da série, recomendamos que pare por aqui e vá direto assistir a história emocionante. 

Caso você já tenha visto ou não se importe com spoilers, continue lendo e desvende, junto conosco, alguns dos temas abordados pela série.

Um disclaimer importante antes da análise dá série

Como toda boa série, bom filme ou um bom livro, O Urso é uma obra múltipla que pode ser observada sob diversas camadas. Sob a perspectiva de alguém lidando com o luto pela perda de um ente querido, ou talvez de alguém que enfrenta um problema de um parente com drogas, ou sobre a união de um time no “campo de guerra”, a amizade ou pelo drama psicológico travado pelo protagonista. A série é realmente profunda em interpretações.


Se você é um aficionado pela série O Urso, nós entendemos tudo isso. Porém, neste artigo, vamos tentar priorizar o ângulo de um restaurante como um negócio: feito por pessoas e para pessoas, e, quais lições podemos tirar disso.

imagem da série o urso da star+
Série O Urso (The Bear) Foto: Reprodução

O que fazer quando um restaurante está à beira do abismo?

Uma das questões centrais da série é a penúria financeira pela qual passa o The Beef, que vende basicamente sanduíches de carne para a classe trabalhadora. O local está à beira da falência, seus clientes minguam e seus equipamentos parecem quebrar a todo instante.

Essa temática toca em pontos essenciais do ramo de restaurantes, cuja taxa de sucesso de empreendimentos é pequena. Aliás, o negócio de restaurantes é um dentre os mais arriscados que alguma pessoa pode pensar em investir, uma vez que apenas uma pequena parte consegue sobreviver aos 3 primeiros anos após a abertura.

Diante de toda essa situação, o que a série acaba por mostrar é a sucessão de desventuras que um novo Chef proprietário passa ao tentar reerguer o seu negócio, com estratégias que vão desde trabalhar incansavelmente até aceitar realizar despedidas de solteiro com stripers em seu salão principal, desafiando as regras mínimas de higiene.

O novo proprietário que chega parece percorrer todos os caminhos que normalmente se vê por aí na tentativa de salvar um restaurante, na vida real. Certamente se trata de uma boa demonstração sobre o que não fazer ao realizar essa tentativa.

Degenerados

Divorciados com problemas com a ex-mulher, imigrantes, desprovidos de beleza com habilidades de leitura de uma célula procarionte, falidos, descabelados e frustrados. Essa é a equipe encontrada no restaurante pelo novo e talentoso chef, outro degenerado e mentalmente perturbado, com olhos esbugalhados e insone.

Entretanto, contra todas as possibilidades, a cozinha do restaurante The Beef, caótica, suja e sem qualquer padrão de procedimentos, formada pela também improvável junção de pessoas marginalizadas meio que funciona, ainda que precariamente. No local, há uma anarquia nas ações de todos os seus cozinheiros.

O certo é que nada nessa cozinha indica um potencial de sucesso. O local parece fadado à uma rápida e vertiginosa descida ao fundo do poço se considerarmos apenas a união dos ingredientes de baixa qualidade encontrados. Surpreendentemente, o restaurante sobrevive, ainda que por apenas um fio, semana a semana, mês a mês. Qual seria o segredo?

Ao longo dos episódios da série O Urso, gradativamente, o que era uma equipe de degenerados, se mostra uma coesa “família” que trabalha em sintonia, movida pelo sentimento de conexão e pertencimento entre seus membros. Fica claro, ali, que todos aparecem para trabalhar dia a dia, apenas para não decepcionar uns aos outros. Há afeto, ligação entre eles, uma identificação mútua e uma sensação de que ali é o lugar deles no mundo, onde seus defeitos não interferem negativamente nas relações pessoais. Há, portanto, uma certa estabilidade entre os degenerados.

Essa estabilidade, entretanto, parece ter sido construída ao longo do tempo, ao longo do qual os vínculos foram se formando. Uma alta rotatividade de membros de uma cozinha impede a formação desses elos, dissolvendo a possibilidade da criação de um ingrediente fundamental para o sucesso: harmonia. 

Esse é o ingrediente que dá a liga entre os degenerados membros de uma cozinha, o senso de coletividade e irmandade presente em toda a equipe, ingrediente essencial que mantém todos unidos e permite que a cozinha funcione e possa até mesmo evoluir. Sem isso, nada parece que seria possível.

A perfeição inspira

A chegada de um novo Chef, inicialmente, perturba a caótica atmosfera reinante. Carmen é, talentoso, obcecado, formado por prestigiosos estabelecimentos e recém saído do então melhor restaurante do mundo, aporta nessa cozinha com tendência ao aleatório e caótico.

Bem devagar, esse novo Chef, apenas usando a linguagem do fazer, ao invés do falar, arrasta, pelo exemplo, todos os demais para sua busca pela perfeição. O seu perfeccionismo encontra a inexatidão e essa colisão de realidades transforma a todos. Muito embora monossilábico e calado, o novo integrante da cozinha comunica muito mais do que o seu primo e colega de trabalho verborrágico e fanfarrão, o qual causa interferência nas relações, na verdade.

O ponto central aqui é que a busca pela perfeição em uma cozinha é um caminho a ser trilhado de uma forma árdua, dedicada e incansável. Entretanto, embora pareça difícil, não é impossível e pode ser acessado por qualquer um que se disponha a se dedicar com afinco, persistência e constância. Viver a cozinha é uma metáfora da vida, é sempre um partir, voltar e repartir.

O vórtice do caos, entretanto, ao mesmo tempo em que é influenciado pelo novo Chef também o  influencia e transforma. Tragado por questões burocráticas e tensões familiares como resultado dos anos em que passou a se dedicar obsessivamente a buscar a perfeição, o Chef parece perfeito somente ao cozinhar, enquanto sua estabilidade mental beira o abismo e sua vida pessoal é desértica.

Não é difícil perceber que o perfeccionismo do Chef, leva mesmo à sua imperfeição em todos os demais domínios, de modo que ele precisa mais dos demais membros da cozinha, do que eles, de Carmen.

Brigada Francesa

Em um determinado momento, em uma reviravolta, a cozinha passa a ser organizada no modelo de brigada francesa, com tarefas bem definidas entre seus membros, padronização de atividades e rígida estrutura hierárquica. Um tremendo plot twist.

Será mesmo essa a melhor forma de organizar uma cozinha? Inicialmente, parece que sim, pois separando bem as tarefas de cada membro, o local passa a ser mais silencioso, menos anárquico e muito mais limpo e organizado.

De outro lado, as relações pessoais parecem se deteriorar pouco a pouco, uma vez que a rigidez e  inflexibilidade vão minando o brilho das pessoas, e pior, diminuindo o espaço para a criatividade.

A pressão parece subir seu nível tal qual a temperatura de um caldo em redução, de forma lenta e gradativa, tornando as relações densas e, o pior, tensas. O resultado são várias explosões seguidas dos membros da equipe, espalhando molho quente para todos os lados. 

Além disso, nessa busca por salvar o local, a tentativa de organização acaba por abafar o potencial criativo de cada membro da cozinha. Uma linha de produção de bengalas da União Soviética tem mais espaço criativo que uma cozinha organizada rigidamente à risca da brigada francesa. Ora, a imaginação precisa de espaço, a criação só nasce onde tem espaço para se desenvolver. 

Hierarquia, rigidez, obediência e níveis de poder tornam a cozinha um local tão fértil para a criação de comida inspiradora quanto a cozinha de um exército. Uma cozinha, portanto, para lidar com algo tão poderoso quanto o alimento, que pode inspirar e emocionar, tem de ser algo diferente de uma tropa disposta a responder, sempre em alto e bom som, um “Sim, Chef”. 

Caindo aos pedaços

Ao longo da série O Urso dá para perceber que o local tem uma apresentação deplorável. Sua fachada é cinza e tediosa. Os seus painéis de neon não combinam com absolutamente nada, ficou tudo parado no tempo.

O restaurante, desde o início, parece um lugar apenas para se alimentar e não para degustar um alimento de qualidade.

A decoração do local parece ter sido pensada para o desconforto dos seus visitantes, é a síntese de um lugar intragável, excessivamente iluminado e desconfortável.

Nada ali é acolhedor e não parece haver qualquer preocupação com isso. Desde o letreiro até a hostilidade do caixa do local, nada ali tem beleza. A classificação baixa pela Vigilância Sanitária exposta na entrada compõe o quadro desolador. 

Essa é uma preocupação deixada completamente de lado pelo novo Chef, às voltas com questões mais urgentes, como fazer as pazes com o seu passado e superar um luto. O local é tão sombrio e monocromático como parece ser o humor do seu novo Chef.

Marketing desastroso

A primeira e única tentativa do Chef de realizar uma propaganda do local, em um jornal da cidade, resulta em uma confusão generalizada na porta do estabelecimento, provando que muita gente no mesmo local ao mesmo tempo não é sinônimo de sucesso, mas sim de fracasso.

Isso prova que um bom marketing de restaurante não é aquele que resulta em raivosos, aleatórios, acidentais e famintos clientes em uma fila na porta do estabelecimento. Os clientes que buscam os restaurantes não o fazem para perder a paciência, mas sim para viver uma boa experiência no local e voltam quando ficam marcados pela mesma. 

Completamente desassistido no quesito marketing, o Chef, após a traumática derrota, abandona os planos de propaganda para o local. Entretanto, apesar de todos os demais esforços em outros quesitos, não vemos a clientela aumentar ou se tornar fiel ao longo dos episódios. 

No quesito marketing, em mais uma reviravolta da série, um dia o local é visitado por um crítico de gastronomia que escreve uma nota sobre o local, comentando sobre um prato – que aliás, nem fazia parte do cardápio -, e o faz receber um recorde de pedidos online

De fato, nos dias de hoje, um restaurante precisa muito mais do que promoções para se manter em alta, especialmente em tempos de redes sociais e com a busca por informações online. 

Afinal, o que salva um restaurante?

Ao fim e ao cabo da primeira temporada da série O Urso, já dá pra ver que a receita para o sucesso de um restaurante é tal e qual a de um bom prato. É a combinação de ingredientes de qualidade, que se harmonizam entre si com a prática perfeita, com equilíbrio, criatividade e uma boa apresentação.

Enquanto isso, aguardamos ansiosamente pela segunda temporada que tem previsão de estreia para o segundo semestre – entre junho e setembro -, de 2023. Sim, chef!

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Dia da Mandioca: para celebrar a data, a Chef Tereza Paim ensina receita especial

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O Dia Nacional da Mandioca, comemorado em 22 de abril, é uma oportunidade para celebrar a importância desse alimento versátil e valioso presente na cultura alimentar do Brasil. Reconhecida pela ONU como o alimento do século XXI, a mandioca é um ingrediente fundamental na gastronomia do Restaurante Casa de Tereza e do Tabuleiro da Chef.

Dia da Mandioca: um pouco da história e curiosidades

A mandioca é uma planta nativa da América do Sul, cultivada há mais de 10 mil anos pelos povos originários. É um alimento muito versátil, utilizado na produção de farinhas, féculas, polvilhos e diversos pratos típicos da culinária brasileira, como a tapioca, o beiju, a macaxeira e o escondidinho.

Além de ser um alimento nutritivo e saboroso, a mandioca tem grande importância econômica para o Brasil, sendo um dos principais produtos agrícolas do país. A mandioca é utilizada na produção de etanol, ração animal, papel, celulose, entre outros produtos.

A mandioca é um ingrediente presente em diversas cozinhas do Brasil e é conhecida por diferentes nomes em cada região do país. Em algumas partes do país, é chamada de macaxeira, enquanto em outras é conhecida como aipim ou maniva. É um alimento versátil, até em como é chamado a depender da região, e que está presente em diversos pratos típicos da culinária brasileira.

A Chef Tereza e a Mandioca

A chef Tereza Paim inclui a mandioca em diversos pratos, como acompanhamento das moquecas da casa, a base do Bobó de camarão, caldinhos, entre outros. Para a chef, a mandioca é a raiz do Brasil, um produto dominado pelos nossos povos originários e que é consumido de várias maneiras em todo o mundo. Segundo Tereza, a mandioca é o ingrediente-mãe da cozinha brasileira.

O Tabuleiro da Chef (@tabuleirodachef), loja online de produtos assinados por Tereza Paim, oferece uma das grandes paixões da chef: as farofas. Produzidas com insumos de agricultores familiares da capital baiana, as farofas são feitas com um blend de três farinhas de mandioca da Bahia e são exportadas para fora do Brasil.

chef tereza paim e a mandioca

Bolinho de mandioca, carne-seca e queijo coalho

Que tal celebrar o Dia Nacional da Mandioca preparando um delicioso Bolinho de mandioca, carne-seca e queijo coalho? Confira abaixo a receita de Tereza Paim, que está em seu livro “Na Mesa da Baiana – Receitas, histórias, temperos e espírito tipicamente baianos”.

Receita

Rendimento: 20 porções Tempo de preparo: 1h

Ingredientes

  • 1kg de mandioca descascada e cortada em pedaços
  • 150g de farinha de trigo
  • 100g de manteiga
  • 3 ovos
  • 250g de queijo parmesão ralado
  • 100ml de leite
  • Sal a gosto
  • 150g de queijo coalho picadinho
  • 150g de carne-seca desfiada
  • 200g de farinha de rosca
  • 1l de óleo para fritar
  • Água (quanto baste)

Modo de preparo

  1. Em uma panela funda, leve a mandioca ao fogo alto com pouca água (somente o suficiente para cobrir os pedaços). À medida que a água for evaporando, coloque água fria para dar um choque térmico, o que ajuda a mandioca ficar mais tenra.
  2. Quando a mandioca estiver tenra, desligue o fogo e escorra a água (mas não jogue fora).
  3. Passe a mandioca cozida, ainda morna, por um moedor para formar uma pasta.
  4. Em uma tigela, misture a pasta da mandioca ainda morna, com a farinha de trigo, a manteiga, os ovos, o parmesão, o leite e o sal. Em seguida, sove essa massa por mais ou menos 15 minutos. Se achar que ela ainda está muito dura, inclua um pouco de água do cozimento (30ml a cada vez), sovando e checando a textura até estar macia.
  5. Divida a massa em pedaços e molde os bolinhos, recheando cada um com o queijo coalho picadinho e a carne-seca desfiada.
  6. Coloque os bolinhos sobre uma assadeira e leve ao congelador por 20 minutos.
  7. Retire do congelador, molhe cada bolinho em um pouco de leite e em seguida empane com a farinha de rosca, cobrindo todos os lados.
  8. Aqueça o óleo em uma panela ou frigideira funda.
  9. Frite os bolinhos submersos em óleo bem quente e sirva.
bolinho de mandioca

Ao seguir esta receita, você terá um delicioso Bolinho de mandioca, carne-seca e queijo coalho para celebrar o Dia Nacional da Mandioca. Aproveite essa iguaria e celebre a riqueza cultural do nosso país!

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Vila Cervejeira do Mercadão: Lauro de Freitas receberá evento cervejeiro em maio

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A Vila Cervejeira do Mercadão é um evento imperdível para os amantes de cerveja artesanal. Com entrada livre, o festival será realizado nos dias 5, 6 e 7 de maio no Mercadão da Bahia, um centro comercial localizado em Lauro de Freitas.

Com um ambiente descontraído e inovador, o festival reunirá empreendedores locais que vão oferecer uma grande variedade de cervejas artesanais, petiscos saborosos e uma programação musical diversificada.

Vila Cervejeira do Mercadão: Diversão garantida para todos os públicos

Nos dias de evento, sexta e sábado, a Vila Cervejeira do Mercadão estará aberta das 12h às 22h, enquanto no domingo o horário será das 12h às 20h. Além da grande variedade de cervejas artesanais, o público poderá desfrutar de uma programação musical animada para todos os gostos.

Na gastronomia, as operações de alimentação do Mercadão da Bahia irão preparar um cardápio especial de petiscos para acompanhar as cervejas selecionadas.

Assim, o fim de semana será completo, reunindo cerveja artesanal, gastronomia e muita música em um só lugar.

Lauro de Freitas: um polo cervejeiro em destaque na Bahia

O festival Vila Cervejeira do Mercadão é um marco para Lauro de Freitas, que se consolida como polo cervejeiro na Bahia.

O município já conta com nove das 24 cervejarias artesanais existentes no estado. O festival é uma realização do Mercadão da Bahia com a produção da Lícia Fabio Produções e da Lupa Promoções.

Valorize a produção local

Não perca a oportunidade de prestigiar os produtores locais nesse festival. Reúna seus amigos e familiares e venha desfrutar de uma ótima experiência cervejeira. A entrada é gratuita, e a diversão é garantida.

Uma excelente oportunidade para saborear o melhor da produção local, saborear petiscos deliciosos e curtir muita música. O festival é uma realização do Mercadão da Bahia com a produção da Lícia Fabio Produções e da Lupa Promoções.

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Bartenders & Baristas Challenge 2023: Inscrições abertas; saiba como participar

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O Licor 43, marca espanhola de licores, anuncia a sétima edição do Bartenders & Baristas Challenge 2023. Pela primeira vez, a final mundial da competição será realizada em Madri, capital da Espanha e uma das cidades mais importantes para mixologia, gastronomia, arte e entretenimento.

O Desafio

Desde 2017, o Licor 43 convoca bartenders e baristas de todo o mundo para mostrar sua experiência e imaginação na arte de combinar Licor 43 e café. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas no site oficial da competição até o dia 15 de maio.

O desafio é criar uma receita exclusiva contendo Licor 43 e café. Para a edição Bartenders & Baristas Challenge 2023, a marca levará os finalistas da competição global para um mergulho em coquetéis, cafés e na cultura da capital de seu país, Madri.

As Etapas

O campeonato terá sua final brasileira em julho, em São Paulo, e a grande final será realizada em Madri, de 16 a 19 de outubro. O Brasil irá se juntar a outros oito mercados importantes do Licor 43 em todo o mundo para a competição: Estônia, México, Espanha, Alemanha, EUA, Colômbia, Peru e Costa Rica.

Cada país terá seu júri – formado por especialistas em coquetéis, cafés e gastronomia – para eleger o vencedor local que concorrerá na Grande Final. O vencedor mundial de 2023 receberá uma bolsa para investir em equipamentos profissionais e cursos de desenvolvimento de carreira, fará parte do corpo de jurados do próximo B&B Challenge, além de se tornar o Coffee Master Licor 43, em 2024, participando dos principais eventos internacionais da marca.

O Casamento Perfeito

O café faz parte da história do Licor 43 há muito tempo, desde o Café Asiático em Cartagena e o Café Barraquito, em Tenerife, na década de 1950, até o Carajillo nos dias atuais. “Existe um casamento natural de aromas e sabores entre o Licor 43 e o café”, acrescenta Julian Fernández, diretor de marketing da Zamora Company. “E nos últimos sete anos que realizamos esta competição, podemos ver a inspiração que essa combinação tem servido para os bartenders e baristas.”

Drink Tropicália -Thalita - Cacho -Campeã Global 2021
Drink Tropicália -Thalita – Cacho – Campeã Global 2021

Como Participar

Os interessados em participar do Licor 43 Bartenders & Baristas Challenge 2023 devem acessar o site oficial da competição. Lá, eles poderão se inscrever até o dia 15 de maio e terão a chance de mostrar suas habilidades em combinar o Licor 43 e o café, com a possibilidade de ganhar uma experiência única em Madri e uma bolsa para investir em suas carreiras.

Não perca a oportunidade de participar dessa competição global que une a arte da mixologia e barismo em uma combinação perfeita de sabores. Inscreva-se já!

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