Chef Ricardo Vallari abre a cozinha para nomes da gastronomia em quatro edições do Festival de Ostras, com vinhos especiais e ostras em destaque
Com o verão batendo à porta, o Proa Gastrôbar, na Pituba, confirma a segunda temporada do seu Festival de Ostras, um dos eventos mais saborosos da estação em Salvador. A partir de novembro, o chef Ricardo Vallari comanda quatro edições mensais do festival, sempre com três dias de duração, misturando sabores frescos, convidados especiais e uma atmosfera solar à beira da torneira de chope.
Nesta edição, o Festival de Ostras ganha dois temperos extras: a participação de chefs convidados no primeiro dia de cada edição e a harmonização com uma carta especial de vinhos da Meus Vinhos, parceira exclusiva do evento. As tradicionais cervejas artesanais da Proa Cervejaria seguem garantidas, servidas direto da fonte no bar da casa.
A estreia da temporada acontece de 19 a 21 de novembro, e quem abre os trabalhos ao lado de Vallari é o chef Ricardo Silva, do restaurante Silva Cozinha. Juntos, eles assinam um cardápio especial com ostras como protagonistas, criando combinações que celebram a brisa quente e a leveza do litoral baiano.
Chef Ricardo Silva – Foto: Gabriel Brawne
“O festival nasceu do desejo de valorizar o frescor e a versatilidade da ostra, trazendo combinações que conversam com o calor, a brisa e a energia da estação. Nesta edição, quisemos ir além, abrindo espaço para novas criações e harmonizações e aproximando ainda mais o público da experiência gastronômica”, conta Vallari, que carrega no DNA um misto de tradição italiana e raízes no Recôncavo baiano.
Chef Ricardo Vallari – Foto: Guiga Motta
Durante os dias do festival, o menu tradicional do Proa será suspenso, dando lugar às criações efêmeras do evento. É uma oportunidade de experimentar receitas únicas, criadas para existirem apenas naquele final de semana.
O Proa Gastrôbar funciona no Bar da Proa Cervejaria, na Rua das Hortênsias, 288, Pituba. O funcionamento é das 17h às 23h às quartas e quintas, e das 17h à 0h30 aos sábados. Mais informações no Instagram.
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Nos dias 21 e 22 de novembro de 2025, Salvador se transforma no epicentro da enogastronomia do Norte e Nordeste com a chegada da 13ª Bahia Vinho Show. Reconhecida como uma grande feira do segmento, a programação deste ano aposta na sofisticação e no conhecimento como diferenciais para encantar tanto o público apreciador quanto os profissionais do setor.
Realizado no elegante Hotel Vila Galé, em Ondina, o evento promove uma imersão completa no universo dos vinhos, reunindo mais de 200 rótulos nacionais e internacionais, apresentados por 22 empresas parceiras. Mas o grande destaque desta edição são as masterclasses comandadas pela sommelière Esmeralda Alborghetti, que prometem transformar taças em instrumentos de aprendizado.
Quando o vinho vira aula
O 13ª Bahia Vinho Show chega com um novo foco: formar, educar e aprofundar o entendimento do público sobre a complexidade dos vinhos. Na sexta-feira (21), a aula inaugural trará o tema “Vinhos Vulcânicos: descubra o que torna esses vinhos tão únicos”, explorando terroirs exóticos e características sensoriais pouco convencionais.
No sábado (22), o público será convidado a desenvolver um olhar técnico na masterclass “Aprenda a degustar como um Sommelier!”, mesclando teoria e prática sob a condução de Esmeralda Alborghetti. A experiência marca o lançamento da Sommelier School em Salvador, uma das principais escolas de formação em vinhos do país, com condições especiais de matrícula para os participantes do evento.
“Nosso público é fiel e ávido por conhecimento. Por isso, esta edição celebra a sofisticação e a diversidade do mundo dos vinhos com excelência”, afirma Ivan Baldivieso, organizador do evento.
Esmeralda Alborghetti ministrará aula na 13ª Bahia Vinho Show (Divulgação)
Conexões, negócios e rótulos exclusivos
Além da programação para o público, o Bahia Vinho Show também se posiciona como uma vitrine estratégica para o setor. Um horário exclusivo para o trade B2B permitirá conexões valiosas entre vinícolas, importadoras, distribuidores e lojistas, fomentando o mercado local.
Já para os apaixonados por vinho, será possível degustar e adquirir rótulos de alta qualidade, muitos deles com preços especiais, num ambiente que valoriza a experiência e o bom gosto. A expectativa da organização é reunir cerca de 600 participantes ao longo dos dois dias.
Serviço 13ª Bahia Vinho Show
O quê: 13ª Bahia Vinho Show
Quando: 21 e 22 de novembro de 2025
Onde: Hotel Vila Galé Salvador – Rua Morro do Escravo Miguel, 320 – Ondina, Salvador-BA
Realização: Clube Gourmet Bahia
Ingressos: à venda na plataforma Sympla (feira e masterclasses possuem entradas separadas)
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No próximo sábado, 8 de novembro, o restaurante Boia, no Horto Florestal, será palco de uma experiência rara: o chef baiano Kaywa Hilton recebe a chef franco‑congolesa Glory Kabé para um jantar a quatro mãos que promete encantar paladares e provocar reflexões sobre identidade, ancestralidade e inovação à mesa.
VIP da culinária baiana contemporânea, Kaywa Hilton se firma como um dos grandes nomes da capital baiana ao valorizar ingredientes locais com criações autorais de forte expressão. Por outro lado, a trajetória de Glory Kabé — que deixou os ares, onde atuava como comissária de bordo, para mergulhar no universo gastronômico — representa um movimento pioneiro na Europa: o afro‑vegano, mesclando cozinha vegetal e afetiva com raízes das diásporas africanas.
Intercâmbio de Sabores: Glory Kabé e Kaywa Hilton em jantar a quatro mãos no BoiaIntercâmbio de Sabores: Glory Kabé e Kaywa Hilton em jantar a quatro mãos no Boia
Entre raízes e vanguardas
A proposta do encontro vai muito além de um cardápio em conjunto — é uma narrativa entre culturas: sabores baianos, ingredientes amazônicos, técnicas contemporâneas e o olhar livre de Glory Kabé para a cozinha vegetal e ancestral. Em cinco etapas cuidadosamente desenvolvidas, o menu exclusivo convida o comensal a vivenciar um diálogo entre memórias, técnicas e ingredientes.
Imagine um prato que une dendê e quiabo a ervas selvagens, ou um preparo vegetal servido em louça artesanal que remete à África Ocidental — a fusão ocorre de forma sutil, rica e autoral. A atmosfera do Boia, com ambientação intimista, boa comida e serviço elegante, o que torna a noite ainda mais especial.
Serviço e o convite à participação
A inscrição para esse jantar exige reserva antecipada — as vagas são limitadas. O valor é de R$ 280 por pessoa (bebidas à parte). A partir das 19h do sábado (08/11) a mesa será aberta para quem deseja mergulhar nessa experiência única de sabor e cultura.
Data: sábado, 08 de novembro de 2025 Horário: a partir das 19h Local: Boia Restaurante, Rua José Avena 01, Horto Florestal, Salvador‑BA Valor: R$ 280 por pessoa (bebidas à parte)
Para os apreciadores de boa gastronomia, turistas em visita à capital baiana ou baianos apaixonados por novas sensações à mesa, este jantar representa uma oportunidade excepcional de vivenciar o encontro entre tradição e contemporaneidade.
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Chefs Hugues Mbenda, Preta e a chocolatier Naomi Martino conduzem experiência gastronômica no Centro Histórico de Salvador
Na próxima quinta-feira, 7 de novembro, às 19h, o Preta Tirachapéu, no Centro Histórico de Salvador, se transforma em passarela sensorial para um jantar que une três territórios culinários: África, França e Brasil. A proposta é conduzida por três nomes que carregam história, técnica e ancestralidade nos temperos: o chef congolês Hugues Mbenda, a baiana Preta e a maître chocolatier Naomi Martino.
A noite promete ser mais que um simples jantar, será uma travessia entre continentes por meio dos sabores. Ao custo de R$300 por pessoa, a experiência marca o segundo capítulo de uma colaboração que começou em setembro, na França, e agora desembarca em solo baiano com novos aromas e ingredientes locais.
Diálogos afro-diaspóricos no prato
Nascido em Kinshasa e formado na França, Hugues Mbenda é um dos expoentes da nova gastronomia africana na Europa. À frente do Bistrô Kin, em Marselha, o chef é conhecido por sua cozinha híbrida que costura raízes congolesas com ingredientes mediterrâneos. Ao lado de Preta, ele já protagonizou uma versão francesa do evento, agora, é a vez da Bahia receber esse encontro de saberes e sabores.
Preta, por sua vez, é uma força viva na cena gastronômica soteropolitana. Responsável por casas como o Preta da Ilha dos Frades, o Preta e o Casarìa no próprio Palacete Tirachapéu, o Peixe Voador na Rua Chile e o Preta Bistrô no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, ela inscreve a identidade afro-baiana em tudo o que serve.
Hugues Mbenda e Preta (Divulgação)
Chocolate de terroir como símbolo de fusão
O jantar no Preta Tirachapéu também contará com a participação especial da francesa Naomi Martino, mestre chocolatier e referência no movimento Bean to Bar. Fundadora da primeira fábrica de transformação do cacau na Guadalupe, Naomi é a única chocolateira francesa a controlar todo o processo de produção em sua terra natal, transformando o cacau guadalupense em joias gastronômicas premiadas.
Seus chocolates, com acento caribenho e técnica refinada, serão ponto de conexão entre as três culturas celebradas na noite.
Naomi Martino (Divulgação)
Música para harmonizar
A trilha sonora da noite fica por conta do duo francês Lea, formado por Laurène Petit e Arthur Vanel. Suas harmonias suaves prometem completar a imersão sensorial de uma noite que exalta o poder da culinária como linguagem universal.
Foto: Divulgação
Serviço
Jantar África – França – Brasil Onde: Preta Tirachapéu, Centro Histórico de Salvador Quando: Quinta-feira, 7 de novembro, às 19h Quanto: R$ 300 por pessoa Reservas pelo (71) 99954-2727
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Em novembro do ano passado, Salvador se despediu de um dos espaços mais queridos por quem ama vinho com alma, música boa e encontros de verdade. O Terroir Bar de Vinhos encerrou suas atividades, mas não sua história, nem seu impacto na cena enogastronômica da cidade.
Um ano depois, sua fundadora, a sommelière, jornalista, consultora e nossa colunista Carol Souzah, revisita esse capítulo com a delicadeza e a profundidade de quem viveu intensamente cada noite, cada taça, cada desafio.
Nesta coluna, Carol compartilha não apenas memórias, mas também uma reflexão generosa sobre os novos hábitos de consumo, o papel da comunicação no setor e os caminhos possíveis para o futuro dos bares e restaurantes. Um texto para ser lido com calma, de preferência, com uma boa taça ao lado.
O legado da Terroir: como um bar de vinhos em Salvador moldou uma nova geração de consumidoresO legado da Terroir: como um bar de vinhos em Salvador moldou uma nova geração de consumidoresO legado da Terroir: como um bar de vinhos em Salvador moldou uma nova geração de consumidoresAdega Terroir – Foto: Acervo pessoal
Um ano sem a Terroir, uma vida inteira de memórias: reflexões sobre o vinho e novos hábitos de vida e consumo
Um ano depois de fechar as portas, ainda sinto que a entrada continua aberta na memória e na saudade, como uma casa que a gente já não habita, mas que permanece viva nas lembranças, nas conversas e nas histórias que ficaram. Foi em novembro do ano passado que o Terroir Bar de Vinhos, um projeto que ocupou um espaço tão bonito na cena enogastronômica de Salvador, encerrou seu ciclo. Foram anos intensos e cheios de vida, com uma curadoria de vinhos sustentáveis e naturais sempre em movimento: a cada quinze dias, novos rótulos, uvas raras, histórias diferentes para contar em taças novas. O jazz, o blues e a bossa nova embalavam as noites, o ambiente era íntimo e acolhedor, um ponto de encontro entre desconhecidos que viravam amigos e amigos que se tornavam parte da casa. O Terroir era isso, uma casa viva, pulsante, que respirava vinho, música e afeto.
Hoje, revisito esse espaço que já não existe fisicamente, mas que segue vivo nas lembranças e nas marcas que deixou em mim. A Adega Terroir, como muitos ainda a chamam, foi meu grande amor e também meu maior aprendizado. Foi casa, palco, laboratório e espelho. Criá-la foi um gesto de coragem; mantê-la de pé, um exercício diário de fé. Por trás das noites cheias e dos brindes animados havia também as incertezas, as ansiedades, o medo constante de não dar conta de tudo, de segurar as pontas por mais uma semana, um mês. Vieram o cansaço, a exaustão e um burnout que talvez não tenha se curado completamente. Escrevo isso com sinceridade, porque sei que muitos que vivem da gastronomia, da arte e do vinho podem se reconhecer. E ter um bar de vinhos nessa conjuntura foi tão engrandecedor quanto desafiador. Aprendi a lidar com o imprevisível, com as mudanças de humor do mercado e do público, com a rotina que, por mais bela que fosse, também me cobrava um preço emocional alto.
Com o distanciamento do tempo, percebo que o Terroir nasceu em meio a um divisor de águas: a pandemia. Ela mudou tudo, não apenas a forma como consumimos, mas também a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o tempo, com o lazer e com o vinho. O Terroir fez parte de um grupo de bares e restaurantes que não resistiram às transformações econômicas e aos novos hábitos de consumo que vieram depois. O que antes era um ritual coletivo, para muitos, se tornou um ritual privado. Sair para beber vinho deixou de ser rotina e passou a ser acontecimento. A compra online ganhou força, o consumo em casa cresceu e, aos poucos, muitos encontros que antes enchiam os salões se tornaram mais espaçados.
Há poucas semanas, uma notícia me fez reviver muitas lembranças: a Enoteca Saint VinSaint, em São Paulo, que sempre foi uma grande inspiração para mim na época da Terroir, anunciou o encerramento de suas atividades. Por vinte anos, o espaço comandado por Lis Cereja foi uma das principais referências em vinhos naturais no Brasil. A notícia, que ecoou em todo o país, vai muito além do fechamento de uma casa, é o reflexo de um tempo que mudou. No texto em que se despede do espaço, Lis fala sobre o desafio de sustentar uma filosofia de pequenos produtores, vinhos orgânicos e biodinâmicos dentro de uma estrutura de restaurante que exigia muito mais do que paixão. Fechar, nesse contexto, não é desistir, é reconhecer a necessidade de transformação.
Percebo, nesses anos, que mesmo entre as grandes casas que seguem abertas, salvo algumas boas exceções, algo mudou. O movimento de outrora, aquele fluxo constante de mesas cheias e taças tilintando a cada noite, já não é mais o mesmo. Os salões continuam belos, os rótulos seguem excelentes, mas o ritmo é outro, mais espaçado, mais seletivo, mais silencioso. Não se trata de falta de interesse, e sim de um novo comportamento coletivo. A comodidade de comprar online e beber em casa alterou o eixo do prazer enogastronômico. O que antes era uma experiência social passou a ser um momento mais íntimo, reservado. A importância que damos ao tempo também mudou. O tempo se tornou um bem escasso, e sair para beber exige mais justificativa emocional do que antes. Há o trânsito, o cansaço do dia, as agendas que nunca se alinham entre os amigos, e a sensação constante de falta de pausa. O lazer precisa valer o esforço.
Além disso, o poder de compra diminuiu, e com ele, a frequência com que o vinho é celebrado fora de casa. Quem antes saía toda semana, hoje o faz uma vez por mês ou apenas em ocasiões especiais. O custo de vida aumentou, o lazer passou a ser planejado e o vinho, muitas vezes, virou um prazer reservado. Ainda assim, a busca por experiências autênticas e personalizadas segue crescendo, mas nem sempre se traduz em consumo presencial. Mesmo as casas mais consolidadas vivem um redesenho do público, com novos horários, dinâmicas e formas de se conectar.
E há outro fator que se impõe: a comunicação. Hoje, não basta que o restaurante ou o bar de vinhos sejam bons para prosperar. É preciso estar presente, ativo e criativo nas redes sociais. A vitrine mudou de lugar, e a comunicação passou a ser parte essencial da sobrevivência. Muitos estabelecimentos, especialmente os menores, enfrentam dificuldade nesse ponto, pois alguns não têm verba para investir em marketing digital nem equipe para criar conteúdo de qualidade constante. Mas o jogo não permite pausa. Quem não se adapta a esse modelo novo, e sem volta, acaba perdendo visibilidade, engajamento e, consequentemente, movimento. É um tal de precisar se reinventar o tempo todo que a palavra passou a me causar pavor. É um ciclo que exige energia, estratégia e presença: além de servir bem, é preciso comunicar, mostrar, criar desejo e manter o público conectado à marca o tempo todo para não ser esquecido.
Mesmo com todos os desafios que vivi, e mesmo com o fechamento, o legado do Terroir permanece. Ela deixou sementes que continuam florescendo: amigos que viraram comunidade, vinhos que despertaram descobertas, encontros que me ensinaram tanto. O formato pode ter mudado, mas a essência segue viva — esse desejo por conexão, por conversa, por taças que contam histórias e aproximam pessoas. Como sommelière, jornalista, consultora e educadora de vinhos, sinto que estamos entrando em uma nova fase do setor. E, no meu caso, o desafio agora é justamente esse: encontrar formatos que façam sentido para o tempo em que vivemos. Experiências menores, mais íntimas, itinerantes e híbridas, que toquem quem participa. Levar o encontro até o cliente, seja em casa, num restaurante parceiro ou num evento especial. Afinal, o vinho continua sendo sobre isso: sobre encontro, partilha e presença.
Um ano após o fechamento do Terroir, o balanço é de saudade, mas também de aprendizado e esperança. Que os bares e restaurantes, esses lugares que acolhem sonhos, encontros e memórias, encontrem fôlego, saúde financeira e também emocional para seus donos e equipes, que tantas vezes sofrem em silêncio. Que voltem a estar cheios de risadas, brindes e alegria. Que o vinho continue sendo um elo entre as pessoas, um convite à pausa e à presença. E aqui deixo meu agradecimento ao Terroir, aos amigos e clientes que seguem comigo até hoje no projeto Terroir Itinerante. Foi ela que me moldou como profissional, que me deu coragem, sensibilidade e experiência para tudo o que construo agora. O Terroir se foi como espaço físico, mas continua existindo nas memórias, nos vínculos e em cada taça que sigo compartilhando.
A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.
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Sambinha do Sagratto Café Bar une gastronomia, música e pôr do sol na Colina Sagrada
Na Cidade Baixa, onde o azul do céu encontra o dourado do entardecer, o Sagratto Café Bar prepara uma festa especial neste sábado, 1º de novembro. O endereço queridinho do Bonfim será palco do Sambinha do Sagratto, uma celebração cheia de afeto, tempero e música para comemorar o aniversário do chef Victor Bebé.
A partir das 16h, o espaço ganha ainda mais vida com uma roda de samba animada pelo grupo Eu Tô no Samba. O clima será de descontração, sorrisos largos e energia leve — do jeitinho que o chef gosta. O evento tem couvert de R$ 25 e contará com um cardápio especial de petiscos, churrasco, acarajé, além de drinks autorais e cerveja gelada, todos vendidos à parte.
“Celebrar mais um ano de vida no Sagratto é motivo de muita alegria e gratidão. A ideia sempre foi criar um espaço acolhedor, onde as pessoas se sintam bem, celebrem a vida e aproveitem o que há de melhor na Bahia: a boa mesa, a música e o fim de tarde do Bonfim”, conta Victor Bebé.
Victor Bebé – Foto: Divulgação
O Sagratto, localizado na emblemática Colina Sagrada, vem se firmando como um dos espaços mais autênticos da gastronomia afetiva de Salvador. Com uma vista privilegiada e uma programação cultural que mistura o tradicional ao contemporâneo, o local conquista cada vez mais o coração de soteropolitanos e turistas.
No Sambinha do Sagratto, o convite é claro: chegar cedo, brindar com os amigos e deixar-se levar pelo samba e pelos sabores baianos que fazem da Cidade Baixa um lugar tão especial.
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Evento exclusivo acontece no dia 10 de novembro e promete mergulho profundo na arte da pizza de fermentação natural
Poucos chefs em Salvador conseguem traduzir com tanta fidelidade o espírito da cozinha italiana quanto Marco Caria. Natural da Sardenha e radicado na capital baiana, o chef e pizzaiolo à frente do Isola Cucina Italiana, no Rio Vermelho, anuncia uma nova edição de sua Masterclass de Pizza Contemporânea, um verdadeiro mergulho na tradição e inovação da pizza italiana.
Chef Marco Caria – Foto: Leonardo Freire
O curso, que acontece no dia 10 de novembro, retorna após o sucesso da edição anterior, quando as inscrições se esgotaram. Com duração de 8 horas, a Masterclass é voltada tanto para profissionais da gastronomia quanto para entusiastas exigentes que desejam entender os segredos por trás da fermentação natural, do preparo artesanal das massas e das combinações de sabores que transformam a pizza em arte.
Da pandemia à referência em pizzas autorais
Foi durante a pandemia que Marco Caria decidiu incluir pizzas no cardápio do seu restaurante. O que começou como uma solução criativa para os desafios do período se tornou uma nova paixão, e um sucesso entre os clientes.
Com técnica refinada e respeito à matéria-prima, Caria rapidamente se destacou no cenário local, sendo escolhido para representar na Bahia a Casillo, uma das maiores empresas de farinhas do mundo, referência na Itália.
A nova edição da Masterclass conta com o apoio da distribuidora e importadora Senza Frontiere Brasil, e promete ir além do básico: a proposta é apresentar conceitos avançados da chamada pizza contemporânea, estilo que valoriza ingredientes de alta qualidade, processos de longa fermentação e apresentações criativas, sem abrir mão da tradição italiana.
Um curso para quem leva pizza a sério
Durante o dia inteiro de imersão, os participantes terão acesso direto à cozinha de Marco, aprendendo não apenas técnicas, mas também sua filosofia de trabalho, seu olhar estético e sua paixão pela cultura italiana. O investimento é de R$ 799, e as vagas são limitadas.
As inscrições podem ser feitas pelos telefones (75) 99169-9094 ou (71) 99220-1999. Mais detalhes estão disponíveis no perfil oficial do restaurante no Instagram: @isolacucinaitaliana.
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Em experiência pela Itália, chef do Mistura Contorno vive momentos de celebração, sabores mediterrâneos e encontros inesquecíveis em Palermo e na Puglia
Entre paredes de pedra centenárias, tapeçarias nobres e o aroma inconfundível da culinária mediterrânea, a chef baiana Andréa Ribeiro protagonizou um jantar memorável em Palermo, capital da Sicília. À frente do restaurante Mistura Contorno, um dos ícones da alta gastronomia de Salvador, Andréa foi recebida no imponente Palazzo Conte Federico para uma noite que uniu história, afeto e sabor.
O cenário não poderia ser mais inspirador: o palácio é residência da condessa Alwine Federico e de sua família, um patrimônio vivo da Sicília. O jantar, realizado em clima intimista, teve menu assinado a quatro mãos por Andréa e pela anfitriã Claudia Ott, nora da condessa. A proposta? Celebrar os frutos do mar e os ingredientes locais em pratos autorais e refinados, com o frescor que define a cozinha da chef baiana.
“Foi uma experiência incrível, em um lugar mágico, um verdadeiro portal do tempo”, compartilha Andréa. “Cozinhei com utensílios antigos, cercada de pessoas queridas, em um clima de amizade e celebração.”
Uma travessia de sabores entre Sicília e Bahia
O menu começou com clássicos revisitados: bruschetta com caponata siciliana e peixe-espada, crostini com ricota de ovelha e aliche fresca marinada. Depois, uma busiate fresca ao pesto de manjericão com seppia, preparada com técnica e delicadeza. O prato principal, peixe-espada assado com batatas, alcaparras e alecrim, foi seguido por uma sobremesa com sotaque tropical: mousse de maracujá feita com frutas colhidas no jardim do palácio.
Cada prato narrava uma história. Entre texturas e aromas, o jantar celebrou a fusão entre duas culturas gastronômicas: a italiana e a baiana. Um encontro marcado pela elegância da simplicidade, onde o Mediterrâneo serviu de pano de fundo para a criatividade da chef.
Chef Andréa Ribeiro brilha em jantar imersivo na SicíliaChef Andréa Ribeiro brilha em jantar imersivo na SicíliaChef Andréa Ribeiro brilha em jantar imersivo na SicíliaChef Andréa Ribeiro brilha em jantar imersivo na SicíliaAcervo Pessoal Chef Andréa Ribeiro
Agroturismo na Puglia: colheitas, azeites e inspiração
Após a experiência em Palermo, Andréa seguiu para a região da Puglia, onde mergulha em vivências de agroturismo: colheitas manuais, visitas a queijarias artesanais, degustações de azeites extravirgem e acompanhamento da safra de cogumelos e castanhas. “Essa vivência renova a minha inspiração”, conta. “A cozinha mediterrânea é simples, fresca e verdadeira. É a prova de que a boa mesa é uma ponte entre culturas.”
A imersão na Itália reforça um dos pilares da carreira da chef: o intercâmbio cultural como ingrediente essencial da boa gastronomia. De Salvador à Sicília, passando pelas terras férteis da Puglia, Andréa reafirma sua assinatura culinária, que combina elegância, memória afetiva e sabores do mundo.
Próxima Parada da Chef Andréa Ribeiro: São Paulo
Encerrando sua temporada italiana, a Chef Andréa Ribeiro desembarca no Brasil direto para o Mesa SP, no Memorial da América Latina. No dia 30 de outubro, Andréa participa com uma aula-show no evento promovido pela revista Prazeres da Mesa, que nesta edição discute o tema “Cozinha de amor sem fronteira, a gastronomia necessária”.
Um título que, aliás, poderia muito bem resumir o próprio caminho da chef.
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No dia 4 de novembro, o restaurante Origem, abre suas portas para um jantar exclusivo que simboliza uma ponte entre o Brasil e a França.
Os anfitriões, os chefs baianos Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, ambos reconhecidos no mundo gastronômico como World Class Chefs pelo The Best Chefs Awards 2025, receberão dois grandes nomes da gastronomia contemporânea: a chef francesa de origem beninense Georgiana Viou e a maïtre chocolatier francesa Naomi Martino. O ambiente se tornará palco de uma experiência sensorial e cultural, onde pratos e chocolates contam histórias de territórios, técnicas e paixões que se entrelaçam.
Fabrício Lemos e Lisiane Arouca – Foto: Leonardo Freire
A chef Georgiana Viou: do Bénin ao estrelato em solo francês
Georgiana Viou começou sua trajetória no cenário competitivo ao participar de concursos como o Prêmio Taittinger dos Cordon Bleus e o programa MasterChef França, onde seu instinto e energia logo se destacaram.
Formada por diversos chefs, em 2011 ela iniciou sua própria jornada em Marselha, fundando estabelecimentos como L’Atelier de Georgiana, Chez Georgiana — premiado com dois toques no guia Gault & Millau e vencedor do Troféu Jovens Talentos — e La Piscine. Em 2023, no restaurante ROUGE, localizado no Margaret Hôtel Chouleur em Nîmes, ela conquistou sua primeira estrela Michelin.
Georgiana é também autora do livro Le goût de Cotonou (Ducasse Édition, 2021), expressão de sua herança cultural beninense e francesa que desdobra sabor, identidade e técnica em cada capítulo. Ao trazer sua cozinha ao Brasil, à Salvador, ela devolve o olhar sobre ingredientes tropicais, memória e sofisticação.
Georgiana Viou – Foto: Divulgação
Naomi Martino: da Guadeloupe ao bean‑to‑bar francês com identidade
Naomi Martino comanda a primeira, e até hoje única, fábrica de chocolates finos da Guadeloupe que transforma cacau local. Sua trajetória funde herança familiar de excelência artesanal com espírito pioneiro: queria reconstruir a cadeia do cacau em sua terra natal, a ilha de Basse‑Terre no Caribe.
Embora a Guadeloupe ainda guarde pés de cacau em muitos quintais, quase ninguém o transforma em chocolate. Considerando isso uma perda, Naomi foi atrás dos agricultores, plantou seu próprio cacau, aprendeu todo o processo “bean to bar” e hoje produz barras premiadas. Com isso, tornou‑se a única chocolateira francesa a dominar localmente toda a cadeia, do grão ao chocolate fino. No jantar em Salvador, sua participação promete surpreender, seja em sobremesas que evocam o Caribe, seja em intervenções técnicas integradas ao menu principal.
Naomi Martino – Foto: Divulgação
O jantar a 8 mãos: Brasil-França em Salvador
A proposta deste jantar especial no Origem é clara: colaborar, inovar e celebrar.
Os chefs brasileiros atuando lado a lado com as convidadas francesas criam uma sinergia internacional que reverbera no sabor, no serviço e na ambientação, um verdadeiro encontro entre culturas e ingredientes.
Localizado na Alameda das Algarobas 74, no bairro Caminho das Árvores, o restaurante convida os comensais a participarem de uma noite de storytelling gastronômico.
O valor por pessoa é de R$ 450,00, com reserva pelo (71) 99202‑4587.
Seja para turistas que buscam uma experiência única em Salvador, seja para os soteropolitanos apaixonados por alta gastronomia, o evento promete um menu que foge do ordinário — com técnica, brasilidade e sofisticação francesa.
Restaurante Origem Foto: Leonardo Freire
Por que este jantar é imperdível em Salvador
A presença de nomes internacionais renomados, como Georgiana Viou e Naomi Martino, traz frescor e prestígio ao cenário gastronômico local.
A dupla baiana, Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, representa a nova geração de chefs soteropolitanos em destaque internacional.
A proposta de fusão Brasil‑França, colaborativa e criativa, valoriza ingredientes locais, técnicas francesas e a identidade cultural de Salvador.
É uma oportunidade rara de participar de um jantar conceitual, em formato “chef’s table”, com poucas vagas — reservado para quem busca mais que comer, mas viver um momento memorável.
Se você está em Salvador ou planejando visitar, marque na agenda: 4 de novembro, 19h. Uma noite onde o sabor se faz ponte e o prato vira narrativa.
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Evento em sua quinta edição com vinícolas internacionais, rótulos premiados e presença baiana de destaque
Wine Dez 2025 chega para reafirmar Salvador não apenas como um dos polos culturais mais vibrantes do país, mas também como um destino em ascensão no mundo dos vinhos. Nesta sexta-feira, 31 de outubro, das 19h às 21h30, o terceiro piso do Shopping da Bahia se transforma em uma verdadeira rota enogastronômica com a quinta edição da maior feira de vinhos do Norte e Nordeste.
Promovido pela Casa Dez em parceria com a Licia Fabio Produções, o evento reunirá cerca de 40 expositores — entre vinícolas, representantes e importadoras — apresentando mais de 600 rótulos disponíveis para degustação. Uma experiência pensada tanto para enófilos exigentes quanto para quem está apenas começando a explorar o universo dos vinhos.
Da Toscana à Chapada Diamantina: terroirs para todos os gostos
A seleção de vinhos desta edição vem de múltiplas procedências e terroirs. Estão confirmadas vinícolas de renome como a italiana Buffon, as portuguesas Taylor’s, Herdade do Esporão e Phoenix, a espanhola Pago del Vicario, além das chilenas Pérez Cruz e Casas del Bosque.
O Brasil também marca presença com força: destaque para as baianas UVVA, que desponta da Chapada Diamantina com rótulos premiados, e a vinícola Vaz. “Ampliamos o número de empresas participantes e o espaço físico da feira, refletindo o sucesso das edições anteriores”, afirma Marcos Gordilho, CEO da Casa Dez.
Wine Dez 2025 traz mais de 600 rótulos e 40 expositores ao Shopping da BahiaWine Dez 2025 traz mais de 600 rótulos e 40 expositores ao Shopping da BahiaWine Dez no Shopping da Bahia – Foto: Divulgação
Experiência sensorial e preços de feira
Mais do que um evento de degustação, a Wine Dez 2025 proporciona um contato direto com produtores, sommelieres e representantes das vinícolas. É uma chance rara de descobrir histórias por trás dos rótulos, entender processos de produção e ainda adquirir garrafas a preços especiais.
O acesso à feira é gratuito, mas para participar da degustação é necessário adquirir o ingresso de R$180, que inclui uma taça exclusiva e R$60 de cashback para compras nas lojas da Casa Dez. Uma oportunidade ideal para renovar a adega com rótulos selecionados e curadoria especializada.
Serviço Winde Dez 2025:
Data: 31/10/2025
Horário: das 19h às 21h30
Local: 3º piso do Shopping da Bahia
Valor do ingresso degustação: R$180 (com taça + R$60 de cashback)
Acesso livre à feira (sem degustação)
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