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Purgatório Convida reúne bartenders do Panamá, Guatemala, Rio e São Paulo em Salvador

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Único bar do Norte e Nordeste no ranking Top 500 Bars 2025, o Purgatório recebe Amano, Chichimeco, Diacá, Nosso, SubAstor e São Miguel em noite que confirma Salvador como rota da coquetelaria latino-americana

Na quinta-feira, 28 de maio, às 19h30, o Purgatório realiza mais uma edição do Purgatório Convida, com bartenders e casas do Panamá, da Guatemala, do Rio de Janeiro e de São Paulo. A noite reúne Amano, Chichimeco, Diacá, Nosso, SubAstor e São Miguel em uma das endereços de coquetelaria mais relevantes do país, e posiciona Salvador no circuito de encontros que vêm redesenhando o mapa da bebida autoral nas Américas.

A edição deste mês não é só programação de bar. É um indicador. Quando seis casas atravessam fronteiras e fusos para passar uma noite atrás de um mesmo balcão, o lugar onde isso acontece deixa de ser coadjuvante. Salvador, por décadas associada quase exclusivamente à cozinha tradicional baiana no imaginário de fora, vem ocupando outros espaços na conversa gastronômica. O Purgatório Convida é uma dessas evidências.

Uma noite, seis casas, quatro territórios

O encontro é conduzido por Jonatan Albuquerque, bartender e diretor criativo do Purgatório, em torno de um princípio simples: trazer para Salvador profissionais que estão produzindo coquetelaria de identidade forte em seus territórios. Não se trata de importar referência por importar. Trata-se de aproximar repertórios que, juntos, fazem o público local entender em que ponto da curva está a cena que ele frequenta.

Direto da Cidade do Panamá, o Amano chega representado por Pascual Tejada. A casa panamenha traduz uma certa elegância latino-americana feita de bons destilados, clássicos bem executados e autoria sem afetação. É a presença de quem entende que coquetelaria de personalidade não precisa ser barulhenta para ser memorável.

Da Guatemala vêm duas vozes complementares. O Chichimeco, com Manuel Javier e Juan-Pablo Diaz, traz uma coquetelaria amarrada ao território, aos ingredientes mesoamericanos e à camada cultural que sustenta o que se bebe no país. Já o Diacá, representado por Sindi Karina Barillas, opera no campo da cozinha que valoriza natureza, sazonalidade, produtores e ancestralidade, levando ao Purgatório um vocabulário que combina ingredientes locais e leitura contemporânea.

Do Rio de Janeiro, dois nomes. O Nosso, em Ipanema, será representado por Daniel Estevan, com a leveza carioca que sabe equilibrar técnica, ingrediente brasileiro e bebida feita para compartilhar. O São Miguel participa com Laura Pavanato, reforçando a presença da nova geração carioca em uma noite que pede repertório amplo.

De São Paulo, o SubAstor chega com Alex Sepulchro. A casa paulistana é referência consolidada de coquetelaria brasileira reconhecida dentro e fora do país, com técnica refinada e identidade que não cede a modismos.

Por que isso importa para Salvador

Salvador construiu, nos últimos anos, uma cena de bares e coquetelaria que começou pequena, quase confidencial, e hoje sustenta endereços com lugar definido na conversa nacional. O Purgatório é o caso mais visível desse movimento, mas não está sozinho. A cidade tem hoje balcões com programa próprio, cartas com identidade, bartenders que pesquisam ingrediente local e formam público.

O Top 500 Bars é um termômetro útil dessa transformação. Quando um bar de Salvador aparece como único representante do Norte e Nordeste no ranking de 2025, o que está em jogo não é só o prêmio. É a inserção de uma região inteira em um mapa que, durante muito tempo, ignorou tudo o que ficava ao norte do Rio de Janeiro. O Purgatório Convida é a forma prática de esse reconhecimento virar troca, e não apenas selo.

Receber, em uma mesma noite, casas do Panamá, da Guatemala, do Rio e de São Paulo é colocar Salvador no fluxo. É dizer, sem precisar dizer, que a cidade está em condições de hospedar conversa de alto nível com pares latino-americanos e brasileiros. Para o público que frequenta o Purgatório, é a oportunidade de provar, num único balcão, leituras de bebida que normalmente exigiriam quatro passagens aéreas.

O formato e o que esperar

Edições anteriores do Purgatório Convida tiveram lotação rápida e atmosfera de noite única. A proposta não é a de um festival com estandes paralelos. É uma noite de balcão, com os convidados ocupando o espaço do bar e servindo criações próprias ao público presente. O resultado fica em algum ponto entre o jantar especial, o intercâmbio profissional aberto e a experiência sensorial de quem está ali pela bebida bem feita.

Os lugares são limitados, e o valor da reserva é convertido integralmente em consumação. Vale acionar a casa com antecedência.

Serviço

Evento: Purgatório Convida
Data: quinta-feira, 28 de maio
Horário: 19h30 Local: Purgatório, Salvador (BA)
Convidados: Amano (Panamá), Chichimeco (Guatemala), Diacá (Guatemala), Nosso (Rio de Janeiro), São Miguel (Rio de Janeiro), SubAstor (São Paulo)
Informações: Instagram.


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Paris bebe diferente

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A sommelière baiana inicia em Paris um diário de viagem pela cena dos vinhos naturais de baixa intervenção, com escala em Gaillac, a região que sobreviveu à padronização do mercado.

Existe uma França do vinho que raramente aparece nos roteiros oficiais. Não é a dos châteaux monumentais, nem a das grandes maisons de Champagne, nem a dos rótulos cotados em leilão. É uma França mais silenciosa, feita de pequenos produtores de vinhos naturais que voltaram a fermentar com leveduras nativas, reduziram o uso de enxofre e reaprenderam a confiar no tempo. É também a França que Carol Souzah, sommelière e colunista do Muito Gourmet, decidiu atravessar nesta viagem que começa em Paris e segue rumo a Gaillac, no sudoeste do país.

A escolha do destino diz muito sobre o momento da cena natural francesa. Enquanto Borgonha e Bordeaux seguem disputando manchetes e preços, regiões como Gaillac vêm preservando algo que o mercado massivo perdeu: identidade. É essa cena que Carol acompanha de perto, em uma viagem que mistura curadoria, afeto e o reencontro com vinhos que passaram pelo seu antigo bar no Brasil sem nunca terem sido visitados na origem. A coluna que você lê a seguir é a primeira de uma série, e abre com uma cena parisiense que sintetiza, em poucas linhas, o que torna a relação dos franceses com o vinho tão particular.

Paris bebe diferente

Pensei nisso quase imediatamente ao entrar no Septime La Cave. Quando cheguei, o bar ainda estava relativamente vazio. Garrafas abertas ocupavam o balcão inteiro, os vinhos eram servidos nas pequenas taças ISO, aquelas clássicas de degustação, e os garçons falavam dos produtores com uma intimidade muito natural, como quem comenta amigos antigos. Pouco tempo depois, o espaço começou a lotar. As mesinhas e lugares disponíveis se ocuparam rapidamente e uma fila de pessoas passou a beber vinho em pé na porta, conversando entre taças e garrafas compartilhadas, como se aquela movimentação já fizesse parte da paisagem cotidiana da cidade.

Nada ali parecia preocupado em transformar o vinho em objeto de reverência. E pra mim é justamente isso que torna essa cena tão interessante.

O vinho como parte da vida, não como ritual

Em uma das mesas, um casal dividia uma garrafa enquanto uma criança pequena desenhava ao lado. Observei a maneira como conversavam com os garçons, a naturalidade da cena, a ausência completa daquela ideia de que vinho precisa ser um ritual formal. O vinho ali parecia ocupar o mesmo lugar que o pão, o café ou o jantar de terça-feira. Parte da vida.

Como sommelière, me interessa muito perceber como os franceses, especialmente dentro da cena dos vinhos naturais, conseguem manter essa relação cotidiana com o vinho mesmo quando falam de fermentações espontâneas, mínima intervenção e vinhos que muitas vezes fogem completamente dos padrões mais clássicos e previsíveis de aroma, textura e estrutura.

Gaillac, a próxima parada

Existe também uma camada pessoal nessa viagem. Nos próximos dias, seguimos para Gaillac, no sudoeste da França, uma região que há algum tempo desperta minha curiosidade. E talvez tudo isso fique ainda mais especial porque faço essa viagem ao lado de duas grandes amigas que tenho na vida, o que transforma essa experiência em algo ainda mais simbólico e afetivo para mim.

Já provei vinhos de Gaillac em degustações, alguns inclusive passaram pela curadoria do meu antigo bar de vinhos no Brasil, mas nunca imaginei que pisaria naquele território. Curiosamente, é uma região que não ocupou muito espaço na minha formação mais tradicional sobre vinhos franceses, talvez por isso exista ainda mais encanto em finalmente conhecê-la diretamente de sua origem.

Quando se fala em França, quase sempre as atenções recaem sobre Borgonha, Bordeaux, Champagne ou Rhône. Gaillac permanece um pouco à margem dos grandes holofotes, e talvez justamente por isso tenha preservado algo extremamente interessante: uma cena de pequenos produtores mais livres, experimentais e profundamente conectados ao território.

A região é uma das mais antigas da França em produção vitícola, com registros que remontam ao período romano, mas hoje chama atenção por outra razão. Muitos produtores locais vêm apostando em agricultura orgânica, biodinâmica e vinificações de mínima intervenção, trabalhando com fermentações espontâneas, pouco uso de enxofre e variedades autóctones que sobreviveram ao tempo e à padronização do mercado.

O que os vinhos naturais franceses estão me ensinando

Até agora, uma das coisas que mais tem me chamado atenção é como muitos dos vinhos que provei aqui desmontam uma ideia ainda bastante comum sobre os vinhos naturais. Existe um imaginário de que todo vinho natural será excessivamente ácido, oxidado, turvo demais ou marcado por aromas muito extremos de fermentação, estábulo, cidra ou kombucha. Claro que essa estética mais “funk” existe e também ocupa seu espaço dentro do movimento, mas o que encontrei até agora foram, principalmente, vinhos leves, frescos, equilibrados, cheios de fruta e com uma pureza muito bonita.

Talvez justamente por isso a cena dos vinhos naturais franceses me pareça tão interessante: ela não gira em torno de um único estilo. Existe diversidade, intenção e, acima de tudo, uma busca muito honesta por identidade.

Existe algo que me atrai muito nesse tipo de vinho: a sensação de que cada garrafa carrega menos maquiagem e mais terroir.

Nosso roteiro passa também por Cordes-sur-Ciel, Albi e produtores artesanais como Domaine Vins Antonin. Quero entender como essas pessoas vivem, cultivam e pensam o vinho em um momento em que muitas vinícolas na França parece revisitar sua própria tradição através de uma geração menos interessada em rigidez e mais preocupada com identidade.

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Oriente Fast renova rodízio japonês no Rio Vermelho e prepara rebranding

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Casa do bairro mais boêmio de Salvador estreia três criações autorais no rodízio e no menu à la carte, antecipando uma nova fase da marca

O Oriente Fast, restaurante japonês com endereço fixo no Rio Vermelho, em Salvador, acaba de incluir três criações autorais no seu rodízio e no menu à la carte. As novidades chegam no momento em que a casa antecipa um rebranding completo, que será anunciado oficialmente em breve. Para quem busca rodízio japonês em Salvador com cardápio extenso, o restaurante segue como uma das referências do bairro, agora com peças que misturam técnica oriental, ousadia contemporânea e até uma piscadela para a alta gastronomia francesa.

As estreias são três: o Oriente Roll, o Niguiri Brulée e o Nori Roll. Cada uma propõe um caminho diferente dentro do mesmo cardápio, e juntas sinalizam o tom que o Oriente Fast quer assumir na próxima fase da marca: menos previsível, mais autoral.

Niguiri Brulée: quando a culinária francesa encontra o salmão

A peça mais comentada das estreias é o Niguiri Brulée, releitura que aproxima a sobremesa clássica francesa do niguiri tradicional. A base é um niguiri de salmão, coberto por um creme finalizado no maçarico, criando aquela casquinha caramelizada característica do brûlée. O resultado é um contraste entre o doce sutil do topping maçaricado e a textura macia do peixe cru, com o arroz funcionando como ponte de equilíbrio.

É o tipo de criação que divide opiniões em rodízio japonês: parte do público adora a ousadia, parte prefere o sashimi puro. O Oriente Fast aposta na primeira ala, e o Niguiri Brulée tem cara de peça que vai entrar na rotina dos clientes fiéis.

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Niguiri Brulée – Foto: Divulgação

Oriente Roll e Nori Roll: o autoral da casa

O Oriente Roll é a aposta da casa em textura. Leva salmão batido, aioli levemente apimentado e farofa de tempurá, servido sobre arroz com gergelim. A farofa entra para criar contraste crocante com a cremosidade do salmão batido, e o aioli adiciona uma camada de calor controlado, sem dominar.

Já o Nori Roll trabalha com uma ideia parecida, mas em outra direção: salmão temperado batido, crocante de tempurá e aioli, servido em cama de arroz e envolvido por uma folha de alga nori fresca. A alga não é só embalagem, é parte ativa da peça, trazendo aquele frescor levemente marinho que equilibra a riqueza do recheio.

As três criações já entraram no rodízio fixo e no à la carte da casa, que reúne mais de 70 peças entre sushis, sashimis, rolls especiais e preparos quentes.

Rio Vermelho, polo japonês de Salvador

O Oriente Fast está num bairro que talvez seja, hoje, o maior corredor de culinária japonesa de Salvador. O Rio Vermelho concentra desde restaurantes de bairro até casas autorais, em uma extensão que vai da Rua da Paciência até a Borges dos Reis. Para o turista que chega à cidade procurando boa comida japonesa, e para o soteropolitano que quer um rodízio sem precisar atravessar Salvador, o bairro virou destino quase obrigatório.

O rebranding antecipado pelo Oriente Fast aparece nesse contexto. A casa quer reposicionar a marca dentro de uma cena que ficou mais competitiva e mais exigente, com público que já não se contenta com peças padronizadas. As três novas criações funcionam como prévia desse reposicionamento: cardápio com mais autoria, técnica visível e identidade própria.

oriente fast
Oriente Fast, no Rio Vermelho – Foto: Divulgação

Onde fica e como ir

O Oriente Fast fica na Rua Borges dos Reis, 46, Rio Vermelho, Salvador. Funciona todos os dias, no almoço e no jantar. Mais informações e atualizações sobre o rebranding pelo Instagram da casa: @orientefast.

Perguntas Frequentes

Onde fica o Oriente Fast em Salvador?

O Oriente Fast fica na Rua Borges dos Reis, 46, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia. A casa funciona todos os dias, nos horários de almoço e jantar.

O Oriente Fast tem rodízio japonês?

Sim. O Oriente Fast oferece rodízio japonês com mais de 70 peças, incluindo sushis, sashimis, rolls especiais, preparos quentes e as três novas criações da casa: Oriente Roll, Niguiri Brulée e Nori Roll.

O que é o Niguiri Brulée?

O Niguiri Brulée é uma criação autoral do Oriente Fast que combina niguiri de salmão com um topping maçaricado no estilo da sobremesa francesa crème brûlée. A peça mistura técnica francesa e tradição japonesa, criando contraste entre doce caramelizado e peixe cru.

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Bahia Vinho Show 2026: 10 Anos e Muito Além do Vinho

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Em uma década, o maior evento de vinhos do Norte/Nordeste virou território de destilados e cafés. A virada diz muito sobre o consumidor baiano.

O Bahia Vinho Show 2026 acontece nos dias 29 e 30 de maio, no Hotel Vila Galé, em Ondina, Salvador, e chega à sua décima edição com uma mudança que vai além da idade redonda: o evento que nasceu dedicado ao vinho agora abraça destilados, cafés especiais e outras descobertas que conversam com o paladar contemporâneo. Os ingressos estão disponíveis no Sympla, a partir de R$ 147, e a programação se divide entre uma sessão B2B, das 14h às 17h, para convidados com CNPJ, e a abertura ao público final e profissionais, das 18h às 22h. Mas a notícia real aqui não é a agenda. É o que essa ampliação revela sobre como Salvador passou a beber.

Dez anos não é só aniversário. É um termômetro.

Manter um evento de bebidas vivo por uma década no Nordeste não é trivial. O Bahia Vinho Show chega aos dez anos como o maior do segmento no Norte/Nordeste, e isso, por si só, já contaria uma história. Mas o dado mais interessante não está no tempo de estrada e sim no que o evento escolheu fazer com ele.

Há dez anos, falar de vinho em Salvador ainda era, em boa medida, um gesto de iniciação. O público era menor, mais técnico, e a cultura de bebida girava em torno de um eixo só. A cidade que chega a 2026 é outra. O consumidor baiano de hoje transita entre uma taça de tinto, um destilado bem construído e um café de origem com a mesma curiosidade, e exige de cada um deles a mesma profundidade. O Bahia Vinho Show não criou esse movimento. Ele o leu, e decidiu acompanhar.

A virada do Bahia Vinho Show 2026: de feira de vinho a território de cultura de bebida

Aqui está o ponto que merece atenção. A grande novidade da edição comemorativa não é uma atração isolada, é uma mudança de natureza. O evento deixa de se definir pelo produto (vinho) e passa a se definir pela experiência (a cultura da bebida em sentido amplo).

Na prática, isso significa que a já consagrada seleção de rótulos divide espaço, este ano, com destilados, cafés especiais e outras descobertas sensoriais. A proposta é transformar o Bahia Vinho Show em um ponto de encontro entre diferentes culturas de bebida, conectando tendências e oferecendo uma vivência mais plural. É uma aposta editorialmente honesta: reconhece que o paladar contemporâneo não é monogâmico e que o público que aprecia um Malbec encorpado é, com frequência, o mesmo que investiga um single malt ou um café fermentado.

Para uma cidade como Salvador, onde a cena de bebidas especiais ainda está em formação se comparada aos eixos Rio-São Paulo-Sul, esse tipo de curadoria ampliada cumpre uma função que vai além do entretenimento: ela educa o paladar coletivo e acelera o amadurecimento de um mercado inteiro.

Dois eventos em um: a estrutura B2B e a abertura ao público

A divisão da programação não é detalhe logístico, é estratégia de mercado, e revela bem a maturidade da proposta.

Das 14h às 17h, o espaço funciona em formato B2B, com acesso para convidados com CNPJ. É a janela de negócios: importadoras, restaurantes, sommeliers, compradores e a engrenagem profissional que sustenta a cadeia da bebida na Bahia. Um evento que reserva um bloco inteiro para o trade entende que cultura de bebida não se faz só no copo do consumidor, mas também na mesa de negociação que coloca o rótulo na prateleira.

Das 18h às 22h, as portas se abrem para o público final e profissionais. É o momento da degustação livre, da descoberta, da troca, a parte vibrante e democrática do evento, onde o entusiasta encontra o que o trade movimentou horas antes.

Degustação às cegas com Esmeralda Stallone

Entre os destaques da programação, a sommelière italiana Esmeralda Stallone conduz uma palestra de degustação às cegas no dia 30. O exercício de provar sem ver o rótulo é, talvez, a metáfora mais precisa do que o Bahia Vinho Show propõe nesta edição: tirar os rótulos, no sentido literal e simbólico, e deixar que o paladar guie a descoberta. As vagas são limitadas, o que faz da atividade uma das mais concorridas da grade.

Esmeralda Stallone
Esmeralda Stallone – Foto: Alex Romano

Por que isso importa para quem bebe em Salvador

O Bahia Vinho Show 2026 não está apenas comemorando uma década. Está sinalizando que a cena de bebidas da Bahia saiu da fase de iniciação e entrou na fase de repertório. Quando um evento consegue, no mesmo ambiente, sustentar uma roda de negócios B2B, uma degustação às cegas conduzida por uma sommelière italiana e uma travessia entre vinhos, destilados e cafés, o que ele está dizendo é simples: o público daqui está pronto para mais. E essa, mais do que qualquer line-up, é a verdadeira notícia.

Perguntas Frequentes

Quando e onde acontece o Bahia Vinho Show 2026?

O Bahia Vinho Show 2026 acontece nos dias 29 e 30 de maio de 2026, no Hotel Vila Galé, em Ondina, Salvador. A sessão B2B ocorre das 14h às 17h (acesso para convidados com CNPJ) e a abertura ao público final e profissionais das 18h às 22h.

Quanto custam os ingressos do Bahia Vinho Show?

Os ingressos estão disponíveis no Sympla, a partir de R$ 147. As vagas para atividades especiais, como a degustação às cegas, são limitadas.

O que muda na edição de dez anos do Bahia Vinho Show?

A principal novidade é a ampliação da experiência: além da seleção de vinhos, a edição comemorativa incorpora destilados, cafés especiais e outras descobertas sensoriais, transformando o evento em um ponto de encontro entre diferentes culturas de bebida.

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Mistura Contorno 10 anos: Celebração com jantar a seis mãos dedicado ao mar da Bahia

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Uma década de cozinha de raiz: Andréa Ribeiro reúne dois chefs convidados para uma noite de memória, território e sabores da Baía de Todos-os-Santos

O Mistura Contorno completa 10 anos em maio e marca a data com um jantar exclusivo a seis mãos no dia 21, no restaurante, na Ladeira do Gabriel, em Salvador. À frente da noite está a chef Andréa Ribeiro, que recebe os convidados Nivaldo Francisco de Souza, do Fogo & Mar (Santa Catarina), e Elismar Anselmo, do Pescatore (Aracaju), para um menu em múltiplas etapas com sugestões de harmonização. A celebração transforma o aniversário da casa em uma homenagem às marisqueiras, aos pescadores e à cultura do mar baiano.

Dez anos que carregam três décadas

Os 10 anos do Mistura Contorno não começam em 2015. Eles começam muito antes, na trajetória de Andréa Ribeiro, uma cozinheira que construiu seu repertório ao longo de mais de três décadas dedicadas aos ingredientes e sabores da Bahia. O restaurante, instalado na Ladeira do Gabriel, no Cloc Marina Residence, é o ponto de chegada de um percurso longo, e a celebração de aniversário foi pensada para traduzir exatamente isso.

“Esses 10 anos representam uma história construída ao longo de mais de três décadas dedicadas à gastronomia, com respeito aos ingredientes e sabores da nossa terra”, afirma a chef. A frase resume a proposta da casa: uma cozinha que não persegue modismos, mas aprofunda raízes. Aqui, dendê, mandioca, produtos da agricultura familiar e o repertório afetivo da cozinha baiana não são tendência, são fundação.

A data redonda virou pretexto para algo maior do que um jantar comemorativo. Virou declaração de identidade.

Um encontro a seis mãos entre Bahia, Sul e Sergipe

Para a segunda temporada desse formato, Andréa Ribeiro chamou dois chefs que dialogam com o mar a partir de territórios diferentes.

Nivaldo Francisco de Souza comanda o Fogo & Mar, em Santa Catarina, e chega a Salvador com um currículo de peso: é o atual vencedor do Campeonato Continental de Paella, disputado no Uruguai, e ganhador do Prêmio Dólmã como chef representante da Região Sul do Brasil. Sua cozinha traz a perspectiva do litoral catarinense e o domínio técnico de quem trabalha o mar em alta temperatura.

Elismar Anselmo, do Pescatore, em Aracaju, entra com outra camada. Pesquisador das tradições da gastronomia do cerrado, ele aporta um olhar que cruza o sertão e o litoral, expandindo a conversa para além da costa.

O resultado é um menu a seis mãos que não soma apenas três cozinhas. Soma três leituras de Brasil, costuradas pela água: a Baía de Todos-os-Santos, o litoral sul e a interseção sergipana entre cerrado e mar. Pratos inéditos, ingredientes regionais e técnicas contemporâneas se encontram em etapas pensadas para serem percorridas com calma, acompanhadas de harmonizações sugeridas.

Mistura Contorno 10 anos: A homenagem está no centro do prato

Por trás da estrutura do evento existe um gesto que define o tom da noite, e da própria casa. O jantar é uma homenagem explícita às marisqueiras da Baía de Todos-os-Santos, aos pescadores e à cultura do mar da Bahia.

Não é um detalhe decorativo. É o eixo. As marisqueiras, mulheres que extraem o sustento do mangue e da maré, sustentam boa parte da gastronomia baiana sem aparecer no cardápio. Os pescadores que abastecem as cozinhas da cidade raramente são nomeados. Ao colocar essas figuras no centro de um jantar de aniversário, o Mistura Contorno faz uma escolha editorial e política: reconhece a origem.

“Queríamos celebrar esse momento olhando para o mar da Baía de Todos-os-Santos, para as marisqueiras, para os pescadores e para tudo o que inspira a cozinha do Mistura desde o início, como a agricultura familiar, o dendê, a mandioca e os produtos regionais”, diz Andréa Ribeiro. “Vai ser uma noite muito especial, cheia de memória, emoção e experiências que traduzem quem somos.”

A programação do Mistura Contorno 10 anos também reserva espaço para a cultura: o samba raiz entra como elemento de ancestralidade, conectando a mesa à memória afetiva da Baía de Todos-os-Santos. Comida, música e território no mesmo gesto.

Por que esse jantar importa

Salvador tem uma cena gastronômica que muitas vezes olha para fora em busca de validação. O Mistura Contorno faz o movimento contrário: olha para a maré, para o mangue, para quem cata o marisco. Em uma cidade à beira da maior baía do Brasil, celebrar 10 anos virando o rosto para a água e para quem vive dela é um posicionamento raro e necessário.

É um jantar, sim. Mas é também um lembrete de onde vem o sabor.


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Salvador Restaurant Week 2026 começa quinta-feira com mais de 100 participantes

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Festival gastronômico vai de 14 de maio a 14 de junho com menus completos a preços fixos entre R$ 59,90 e R$ 119, sob o tema “A Cozinha dos Campeões”

O festival Salvador Restaurant Week 2026 começa nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, e segue até 14 de junho, reunindo mais de 100 restaurantes da capital baiana e de Feira de Santana em um circuito de menus completos a preços fixos. Durante 30 dias, o leitor pode escolher entre entrada, prato principal e sobremesa por valores que variam de R$ 59,90 (almoço Tradicional) a R$ 119 (jantar Premium), em casas que vão de cantinas italianas consagradas a rooftops contemporâneos.

É o festival gastronômico mais longevo do calendário soteropolitano, e nesta edição alcança um dos maiores rosters da sua história. A amplitude do evento transforma o período em algo que pode ser lido como um mapa anual da cena gastronômica de Salvador: quem participa, quem estreia, quem retorna, quem aposta em qual cozinha. Para o público, é a chance de cruzar finalmente o portão daquele restaurante que sempre esteve no radar e nunca entrou no roteiro.

Um mês para conhecer (ou revisitar) a cena gastronômica de Salvador

A proposta da Restaurant Week é simples e venceu pela consistência: cardápios desenhados especificamente para o festival, com três tempos de prato, a um valor previsível e atrativo. O modelo cria uma janela de descoberta que dificilmente se repete no resto do ano. Restaurantes que costumam funcionar com tickets médios mais altos abrem suas portas para um público que talvez não os frequentasse com regularidade. Endereços já estabelecidos aproveitam para reforçar a clientela. Casas novas se apresentam ao mercado.

Nesta edição, o festival se espalha por bairros como Pituba, Itaigara, Horto Florestal, Rio Vermelho, Itapuã, Barra, Brotas, Ondina, Mucugê, além de presenças em shoppings (Salvador Shopping, Salvador Norte Shopping, Shopping da Bahia, Shopping Paralela, Shopping Barra, Mundo Plaza, Boulevard Side, Spot Barra, Paseo Itaigara, Alphaville). A lista também inclui restaurantes de Feira de Santana, ampliando o alcance regional do festival.

“A Cozinha dos Campeões”: o tema da 27ª edição

A curadoria temática deste ano propõe uma homenagem à gastronomia das oito seleções campeãs da Copa do Mundo: Brasil, Itália, Alemanha, França, Argentina, Espanha, Inglaterra e Uruguai. Os restaurantes participantes desenvolveram pratos que dialogam com momentos icônicos do futebol, apelidos de seleções e nomes de jogadores que marcaram época. A Azzurra italiana, a Celeste Olímpica uruguaia, a final de 1998, Pelé, Maradona, Messi, Platini e Ronaldo Fenômeno aparecem como referências em releituras que cruzam memória esportiva e tradição culinária.

A proposta dá aos chefs uma camada extra de narrativa para trabalhar, e ao público uma chave de leitura que torna o cardápio mais lúdico do que de costume.

Os três tipos de menu e os valores

A estrutura de preços da Salvador Restaurant Week 2026 segue dividida em três faixas, permitindo que cada restaurante se posicione conforme sua proposta e ticket médio habitual.

Menu Week Tradicional: R$ 59,90 no almoço e R$ 74,90 no jantar.

Menu Week Plus: R$ 73,90 no almoço e R$ 94,90 no jantar.

Menu Week Premium: R$ 99,00 no almoço e R$ 119,00 no jantar.

A cada menu, o cliente pode optar por acrescentar R$ 2,00 destinados às Obras Sociais Irmã Dulce, em ação social que se tornou marca do festival.

Salvador Restaurant Week 2026
Croquete de Camarão, uma das entradas do Arento – Foto: Divulgação

A lista completa dos restaurantes participantes do Restaurant Week 2026

  1. 33 Contemporâneo
  2. A Taberna
  3. AL Mare
  4. Antique Bistrô
  5. Amada Lisboa
  6. Amado (Salvador Shopping)
  7. Ainá Lamen | Almacen Pepe (Horto)
  8. Almacen Pepe (Shopping Barra)
  9. Alfredo’Ro
  10. Alfredo’Ro Trattoria & Forneria (Salvador Shopping)
  11. Allê Varanda Bar
  12. Arento
  13. Artmalte Restaurante e Cervejaria
  14. Azougue (Salvador Shopping)
  15. Azougue (Salvador Norte Shopping)
  16. Azougue Prime
  17. Baby Beef Sport
  18. Barbacoa
  19. Barravento
  20. Bella Napoli
  21. Bistrô Casa Tua
  22. Boteco Português
  23. Bottino Ristorante Italiano
  24. Buddha Bistrô Asiático
  25. Blue Praia
  26. Cantina Cosa Nostra
  27. Cantina Castello
  28. Cantina Volpi (Pituba)
  29. Cantina Volpi (Ondina)
  30. Cantina Volpi (Paseo Itaigara)
  31. Cantina Volpi (Alphaville)
  32. Cantina Volpi (Salvador Shopping)
  33. Canto
  34. Carvão Cozinha de Fogo
  35. Casa Iryna
  36. Casa 24 Forneria (Feira de Santana)
  37. Casa de Moá (Feira de Santana)
  38. Casa Di Vina
  39. Casarìa
  40. Casarão 17
  41. Casa Chálabi
  42. Cazinha Bistrô
  43. Cazolla (Pituba)
  44. CÖA Restaurante
  45. Confraria das Ostras
  46. Cork Wine Lab
  47. Chez Bernard
  48. di Giuseppe
  49. Di Liana
  50. El Carreiro
  51. Ferreiro Café
  52. Forneria Bottino
  53. Gattai
  54. Genaro
  55. Gero
  56. Grissini Bistrô (Feira de Santana)
  57. Il Filetto Ristorante
  58. Jabú Restô & Bar
  59. James Steakhouse
  60. Jota Gastronomia
  61. Ki-Mukeka (Salvador Shopping)
  62. Ki-Mukeka (Shopping Paralela)
  63. Ki-Mukeka (Shopping Barra)
  64. Ki-Mukeka (Salvador Norte Shopping)
  65. La Bottega
  66. La Café Bistrô
  67. La Lupa
  68. La Pasta Gialla
  69. La Pulperia (Mucugê)
  70. La Pulperia (Brotas)
  71. La Pulperia (Itaigara)
  72. Lafayette
  73. Le Vin Restobar (Pituba)
  74. Leto Gastronomia
  75. Lilás
  76. Lotti (Marina)
  77. Lotti (Salvador Shopping)
  78. Lôro (Bahia Marina)
  79. Mamma Jamma (Shopping Barra)
  80. Mamma Jamma (Shopping da Bahia)
  81. Maria Mata Mouro
  82. Martim Pescador (Shopping da Bahia)
  83. Martim Pescador (Shopping Paralela)
  84. Martim Pescador (Pituba)
  85. Masala
  86. Medieval Gastro Pub
  87. Megiro
  88. MiniBar Gem
  89. Miss Kōh
  90. Mistura (Itapuã)
  91. Moara
  92. Muy Massa
  93. Mōrea Asian Fusion
  94. Ori (Horto Florestal)
  95. Ori Rooftop (Centro)
  96. Pala7 Rooftop
  97. Palles
  98. Pasárgada Kebab Grill & Bar
  99. Passeio da Vitória
  100. Pasta em Casa (Rio Vermelho)
  101. Pasta em Casa (Paralela)
  102. Peixe Voador Rooftop
  103. Pereira (Shopping da Bahia)
  104. Pereira (Shopping Paralela)
  105. Pereira (Barra)
  106. Peruvian Chicken Pollo a La Brasa
  107. Pirambeira
  108. Preta Bistrô
  109. Preta Tira Chapéu
  110. Principote
  111. Proa Gastrobar
  112. Purgatório
  113. Racletto
  114. RED
  115. Regalo Pizzeria (Pituba)
  116. Regalo Pizzeria (Vilas)
  117. Riz Bistrot Risoteria
  118. Salvador Dali
  119. Sagratto Café Bar
  120. Santiago Culinária Ibérica (Club Espanhol)
  121. Santiago Culinária Ibérica (Shopping Barra)
  122. Segreto Ristorantino
  123. Sette Restaurante
  124. Seven Café & Bistrô (Spot Barra)
  125. Seven Café & Bistrô (Boulevard Side)
  126. Seven Café & Bistrô (Salvador Shopping)
  127. Seven Café & Bistrô (Mundo Plaza)
  128. Seven Café & Bistrô (Shopping da Bahia)
  129. Silva Cozinha | Soho (Shopping Paseo)
  130. Soho (Bahia Marina) | Tokai (Shopping Barra)
  131. Torre de Pizza
  132. Une Cozinha
  133. Villa Restaurante
  134. Vim Vim Trattoria
  135. Vini Figueira Gastronomia
  136. Vini Figueira Mar
  137. Vishnu
  138. Vona Ristorante
  139. Yaya
  140. Zaffe
  141. Zūuk

Serviço Salvador Restaurant Week 2026

Evento: Salvador Restaurant Week 2026
Período: 14 de maio a 14 de junho de 2026

Menus e valores:

  • Menu Week Tradicional: R$ 59,90 (almoço) e R$ 74,90 (jantar)
  • Menu Week Plus: R$ 73,90 (almoço) e R$ 94,90 (jantar)
  • Menu Week Premium: R$ 99,00 (almoço) e R$ 119,00 (jantar)

Ação social: R$ 2,00 por menu destinados às Obras Sociais Irmã Dulce. Site oficial: www.restaurantweek.com.br Instagram oficial do festival: @salvadorrestaurantweek

Perguntas Frequentes

Quando é a Salvador Restaurant Week 2026?

A 27ª edição da Salvador Restaurant Week acontece de 14 de maio a 14 de junho de 2026, totalizando 30 dias de programação com menus exclusivos em mais de 100 restaurantes da capital baiana e de Feira de Santana.

Quanto custa o menu da Restaurant Week em Salvador?

Os menus se dividem em três faixas. O Tradicional custa R$ 59,90 no almoço e R$ 74,90 no jantar. O Plus sai por R$ 73,90 (almoço) e R$ 94,90 (jantar). O Premium é vendido por R$ 99,00 (almoço) e R$ 119,00 (jantar). Há ainda a opção de doar R$ 2,00 por menu para as Obras Sociais Irmã Dulce.

Quais restaurantes participam da Salvador Restaurant Week 2026?

Mais de 100 restaurantes participam da 27ª edição, incluindo casas consagradas como Amado, Lafayette, Soho, Gero, Lôro, Ori, Maria Mata Mouro, Casa Iryna, Mistura, Jota Gastronomia, além de unidades de redes como Cantina Volpi, Ki-Mukeka, Pereira, Martim Pescador, La Pulperia e Seven Café & Bistrô. A lista completa está disponível em restaurantweek.com.br.

Qual é o tema da 27ª Salvador Restaurant Week?

O tema desta edição é “A Cozinha dos Campeões”, uma homenagem à gastronomia das oito seleções já campeãs da Copa do Mundo: Brasil, Itália, Alemanha, França, Argentina, Espanha, Inglaterra e Uruguai. Os restaurantes apresentam releituras inspiradas em momentos icônicos do futebol e nas tradições culinárias desses países.


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Álvares Gastrobar abre no Rio Vermelho com a primeira Choperia Amstel do Nordeste

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Casa de mais de 400 m² homenageia Diogo Álvares, o Caramuru, e reúne parrilla, boteco autoral e música ao vivo a partir de 19 de maio

O Rio Vermelho ganha, em 19 de maio de 2026, um endereço que costura história, gastronomia e cerveja em pé de igualdade. O Álvares Gastrobar abre as portas no coração do bairro com uma proposta tripla: cortes na parrilla, petiscos de boteco em versão autoral e a primeira Choperia Amstel do Nordeste, conceito inédito na região. A casa ocupa um imóvel de mais de 400 metros quadrados e leva no nome uma referência direta a Diogo Álvares, o Caramuru, figura histórica que liga o Rio Vermelho às origens da própria Bahia colonial.

Caramuru, o nome que costura o bairro à sua origem

Batizar uma casa de Diogo Álvares no Rio Vermelho não é gesto decorativo. Foi na faixa de praia que hoje atende por esse nome que o náufrago português, no início do século XVI, se uniu aos tupinambás, casou com Catarina Paraguaçu e construiu a ponte que viabilizaria a fundação de Salvador anos depois. O bairro carrega essa memória nos detalhes, da igreja de Sant’Ana ao próprio nome das ruas, e o Álvares Gastrobar se posiciona como mais um capítulo desse fio narrativo. A escolha sinaliza uma leitura editorial do bairro.

Parrilla, petisco autoral e a cozinha de boteco em outra camada

O cardápio se organiza em torno de três frentes. A parrilla entra como protagonista de carnes, trazendo a tradição da brasa argentino-uruguaia para o universo do boteco baiano. Ao lado dela, os petiscos clássicos da cena de Salvador ganham releituras autorais, com técnica e ingredientes que escapam do óbvio. A proposta busca o equilíbrio raramente bem resolvido entre sofisticação e informalidade, e promete entregar a casualidade do balcão sem abrir mão do cuidado da cozinha.

Choperia Amstel: o primeiro endereço do Nordeste

O diferencial cervejeiro é o que coloca o Álvares no mapa nacional já na estreia. A casa será a primeira Choperia Amstel do Nordeste, conceito que opera em poucos endereços selecionados pelo país e que combina serviço dedicado da marca holandesa, ambientação temática e foco no chope puro malte. Para Salvador, é uma ampliação real do repertório cervejeiro da cidade, ainda concentrado em poucas casas especializadas. Para o Rio Vermelho, é mais uma camada na vocação boêmia que define o bairro há décadas.

Música ao vivo como parte do projeto, não como acessório

O Álvares Gastrobar também reserva espaço para apresentações musicais dentro da casa. A decisão dialoga com a vocação do Rio Vermelho como polo cultural de Salvador, onde a fronteira entre bar, palco e ponto de encontro sempre foi porosa. A música ao vivo entra como parte estrutural da experiência, não como atração eventual.

Quem está por trás

À frente do negócio estão Rôni Cézar, sócio responsável pela trajetória do Boteco de Passagem, casa consolidada no circuito boêmio soteropolitano, e Gilson Freitas, nome conhecido no setor de eventos da cidade. A dupla reúne, na prática, duas competências que costumam viver separadas: operação consistente de bar de bairro e leitura de público para experiências de maior porte.

“É combinação cultural completa, porque além de unir o conceito de boteco com experiências gastronômicas, o Álvares abre espaço para música e cultura, valorizando ainda mais este bairro tão tradicional da cidade”, afirma Rôni Cézar.

Serviço

Álvares Gastrobar Abertura: 19 de maio de 2026 Endereço: Rio Vermelho, Salvador (BA) Instagram: @alvaresgastrobar.


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Quando um restaurante cresce, a carta de vinhos precisa crescer junto

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Sommelière Carol Souzah conta os bastidores da nova carta de vinhos do Silva Cozinha, que reabriu na Rua Chile com adega ampliada e curadoria assinada pela Del Maipo Wines.

Reposicionar um restaurante exige muito mais do que ampliar o salão ou redesenhar o cardápio. Quando uma casa muda de escala, cada camada da experiência precisa ser repensada, e a carta de vinhos é uma das que mais comunicam o novo momento ao cliente. Foi exatamente esse o desafio enfrentado pelo Silva Cozinha em sua reabertura na Rua Chile, em Salvador, sob a curadoria da sommelière executiva Carol Souzah, colunista do Muito Gourmet.

Na coluna desta semana, Carol abre os bastidores do processo criativo por trás de uma carta de vinhos: como pensar uma adega que dialogue com a cozinha contemporânea da casa, por que treinar a equipe de salão é tão importante quanto escolher os rótulos, e como construir uma carta que oriente o cliente em vez de intimidá-lo. É um olhar técnico e ao mesmo tempo afetivo sobre o ofício do sommelier dentro de um restaurante em transformação.

Carol Souzah, responsável pela nova Carta de Vinhos do Silva Cozinha - Foto: Nivaldo Filho
Carol Souzah, responsável pela nova Carta de Vinhos do Silva Cozinha – Foto: Nivaldo Filho

Quando um restaurante cresce, a carta de vinhos precisa crescer junto

A mudança de endereço de um restaurante raramente é apenas geográfica. Quando uma casa cresce, amplia sua estrutura ou reposiciona sua proposta gastronômica, quase tudo ao redor precisa acompanhar o movimento, inclusive a forma como o vinho participa da experiência.

A reabertura do Silva Cozinha, agora na Rua Chile, trouxe exatamente esse desafio. A nova fase da casa chega com uma operação maior, uma adega mais robusta e uma proposta gastronômica que busca aprofundar ainda mais sua relação com ingredientes brasileiros, técnicas contemporâneas e serviço.

E, quando um restaurante muda de escala, a carta de vinhos não pode continuar a mesma.

O erro de pensar o vinho por último

Existe um erro comum em muitas reestruturações gastronômicas: pensar primeiro na arquitetura, depois no cardápio e deixar o vinho apenas como complemento final. Na prática, o vinho precisa ser pensado desde o início, porque ele também comunica posicionamento, ticket médio, experiência e identidade.

Uma casa que amadurece gastronomicamente precisa revisar sua seleção de rótulos, entender o novo perfil de consumo do cliente, reorganizar margens, criar coerência entre cozinha e salão e, principalmente, preparar a equipe para contar essa nova história.

Uma curadoria pensada para o cliente contemporâneo

Foi dentro desse processo que aconteceu o reposicionamento da curadoria da nova carta do Silva, trabalho que desenvolvo como sommelière executiva da casa. Mais do que selecionar rótulos, a proposta foi construir uma carta consultiva, descritiva e funcional, pensada para o cliente contemporâneo, que deseja beber bem sem precisar dominar os termos técnicos do universo do vinho.

Todos os vinhos da carta pertencem ao portfólio da Del Maipo Wines, importadora com mais de mil rótulos de diferentes regiões produtoras do mundo. E talvez uma das partes mais fascinantes desse trabalho tenha sido justamente mergulhar nesse universo tão amplo para construir uma seleção criteriosa, coerente e estratégica para o novo momento da casa. Entre tantas possibilidades, a curadoria buscou equilíbrio entre identidade gastronômica, estilo de serviço, perfil de público e experiência à mesa, trazendo rótulos que conversam entre si e com a proposta contemporânea do Silva.

A ideia foi construir uma carta que ajudasse na decisão. Menos intimidação, mais orientação.

Uma simbologia para guiar o cliente

Além das descrições acessíveis, a carta ganhou uma simbologia própria de harmonização, criada para tornar a experiência mais intuitiva e aproximar o cliente das possibilidades entre prato e vinho sem transformar a escolha em algo técnico ou intimidador. Ao lado dos rótulos, pequenos ícones indicam afinidades gastronômicas, como peixes, frutos do mar, ostras, cogumelos, carnes grelhadas, pratos mais estruturados ou preparações picantes.

Mais do que um recurso visual, essa linguagem funciona como uma espécie de guia de navegação da carta. A ideia foi permitir que o cliente consiga identificar, de maneira simples e rápida, quais vinhos tendem a conversar melhor com aquilo que deseja comer, criando autonomia na escolha e estimulando harmonizações mais interessantes à mesa.

O salão como extensão da adega

Outro ponto fundamental nesse tipo de mudança é o treinamento da equipe. Não adianta ter uma adega impressionante se o salão não consegue traduzir aquela seleção para o cliente. O vinho, dentro do restaurante, precisa circular através da fala do garçom, da segurança do atendimento e da confiança na sugestão.

Treinar uma nova equipe em um restaurante reposicionado não significa transformar garçons em sommeliers. Significa construir repertório, escuta e formas mais humanas de conduzir a venda do vinho. E isso passa por uma etapa essencial: a degustação. O garçom precisa provar os rótulos da casa, conhecer estilos, perceber diferenças e criar memória sensorial. Só assim a indicação deixa de ser decorada e passa a ser verdadeira, feita com segurança, propriedade e confiança na experiência que está oferecendo ao cliente.

No fim, uma adega bem construída não serve apenas para armazenar garrafas. Ela funciona como extensão da cozinha, da hospitalidade e da identidade da casa.

Crescer com coerência

O movimento mais interessante de um restaurante em transformação é entender que crescer não significa apenas ocupar um espaço maior, mas elevar, com intenção, cada detalhe da experiência. Da cozinha ao salão, da arquitetura ao serviço do vinho, tudo precisa conversar na mesma direção.

Na nova fase do Silva Cozinha, essa visão aparece com clareza. O olhar estratégico do chef Ricardo Silva e da empresária Luciana Mastique se revela justamente no cuidado com os detalhes, na compreensão de que reposicionar uma casa exige mais do que estética ou expansão: exige coerência, identidade e evolução em todas as camadas da experiência.

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Perguntas Frequentes

Por que a carta de vinhos precisa ser repensada quando um restaurante muda de fase?

Porque o vinho comunica posicionamento, ticket médio e identidade da casa. Quando o restaurante amadurece, a carta também precisa acompanhar o novo perfil de consumo, criar coerência com a cozinha e refletir o momento da operação.

Quem assina a curadoria da nova carta de vinhos do Silva Cozinha?

A curadoria é assinada pela sommelière executiva Carol Souzah, colunista do Muito Gourmet. Todos os rótulos pertencem ao portfólio da Del Maipo Wines, importadora com mais de mil referências de diferentes regiões produtoras do mundo.

Como a nova carta do Silva Cozinha facilita a escolha do cliente?

A carta traz descrições acessíveis e uma simbologia própria de harmonização. Ícones ao lado dos rótulos indicam afinidades com peixes, frutos do mar, ostras, cogumelos, carnes grelhadas, pratos estruturados e preparações picantes, criando autonomia na escolha à mesa.


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Royal Charlotte: o licor de mel de cacau baiano que conquistou o mundo chega à Europa

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Premiado como o licor brasileiro mais reconhecido do planeta, a marca nascida na Bahia faz seu lançamento oficial no continente europeu pelo Lisbon Bar Show e abre vendas para todo o mercado da União Europeia.

Royal Charlotte é o primeiro e único licor fino de mel de cacau com infusão de especiarias do mundo, criado na Bahia depois de cinco anos de desenvolvimento, e acaba de cruzar o Atlântico para iniciar sua operação oficial na Europa. O lançamento acontece em Lisboa, durante o Lisbon Bar Show, considerado o maior encontro de bebidas, coquetelaria e hospitalidade de Portugal. A partir de agora, o licor passa a ser comercializado em marketplaces, empórios especializados, bares e restaurantes de todo o continente europeu.

A chegada à Europa coroa uma trajetória que começou como aposta improvável e se converteu em reconhecimento internacional. Em 2024, a marca foi consagrada campeã mundial no World Liqueur Awards, em Londres, somando cinco medalhas de ouro em design e prata em sabor. O título de licor brasileiro mais premiado do mundo deixou de ser projeção de marketing para virar argumento de prateleira em algumas das casas mais exigentes da gastronomia internacional.

royal charlotte
Royal Charlotte leva o mel de cacau da Bahia para o mercado europeu – Foto: Divulgação

A Bahia que viaja sem caricatura

A história da Royal Charlotte começa na Costa do Cacau baiana, onde fica o Banco Royal Charlotte, formação oceânica que dá nome à marca. A escolha do nome não é detalhe ornamental. Conecta o licor ao Atlântico, à fauna marinha do litoral sul da Bahia, à geografia da cabruca e ao imaginário das grandes descobertas. A garrafa branca, de presença quase escultural, e o rótulo com camadas de referências traduzem visualmente essa narrativa.

A matéria-prima é o mel de cacau, néctar que escorre da polpa fresca do fruto durante a fermentação inicial das amêndoas. É um líquido raro, de doçura delicada, leve acidez cítrica e perfil aromático único, historicamente desperdiçado pela cadeia produtiva do chocolate. Transformar esse subproduto em licor premium é gesto técnico e simbólico ao mesmo tempo: revaloriza um insumo da agricultura baiana e propõe ao mundo uma leitura sofisticada do que o Brasil pode produzir quando deixa de copiar e passa a inventar.

“Levar a Royal Charlotte para a Europa é levar um pedaço da Bahia, mas não de forma caricata. É apresentar um Brasil sofisticado, criativo, sensorial e capaz de competir com os melhores produtos do mundo”, afirma Gérson Almeida, fundador e CEO da marca.

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Gérson Almeida – Foto: Divulgação

Da ANUGA ao Lisbon Bar Show

O caminho até a operação europeia foi pavimentado pela passagem da marca pela ANUGA, na Alemanha, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do planeta. A boa recepção do público profissional internacional confirmou um interesse que já vinha sendo sinalizado por compradores e curadores de bebidas. Lisboa surgiu como destino natural: porta de entrada cultural e logística para o resto da Europa, com cena de coquetelaria sofisticada e afinidade linguística com o produtor.

No Lisbon Bar Show, a Royal Charlotte ocupa estande próprio e usa a feira como vitrine para apresentar o licor a importadores, distribuidores e profissionais de bar. A participação coincide com o início efetivo das vendas para todo o continente.

Para Edno Alves, sócio e CFO da Royal Charlotte, o timing é estratégico. “Consumidores e profissionais da hospitalidade buscam cada vez mais produtos com história, autenticidade e diferenciação. A Royal Charlotte não é apenas mais um licor na prateleira, mas uma nova leitura sobre o que o Brasil pode entregar ao mundo”, afirma.

O licor no copo: por que bartenders se interessam

A dimensão técnica é o que sustenta a narrativa. Royal Charlotte tem perfil aromático complexo, com notas frutadas que vêm do mel de cacau, camadas de especiarias da infusão proprietária e textura aveludada que se comporta bem em diferentes preparações. Pode ser consumido puro, com gelo, em shots, em harmonizações com sobremesas e queijos, e principalmente em coquetelaria autoral, onde encontra seu uso mais expressivo.

No Brasil, o licor já circula em endereços de referência da alta coquetelaria, como Purgatório (Salvador), Amargot (São Paulo), Nosso (Rio de Janeiro), Zimbro (Goiânia) e Âmbar (Curitiba). Essa rotação em casas de prestígio funcionou como laboratório vivo: cada bartender testou, reinterpretou e devolveu para a marca um repertório de aplicações que hoje compõe o argumento internacional.

Antes mesmo da feira, a Royal Charlotte protagoniza uma ativação especial em Lisboa. No dia 16 de maio, a marca entra como guest bartender no Barbela, casa do brasileiro Lula Mascella, sócio fundador do Picco, em São Paulo. A operação fica a cargo de Tom Oliveira, mixologista carioca à frente do Oliveira Cocktail e embaixador do sistema de carbonatação Preshh. No Oliveira Cocktail, o Banoffee, drink criado com Royal Charlotte, tornou-se um dos campeões de pedido da casa.

“Royal Charlotte me permite usar a criatividade em coquetéis dos mais variados tipos, sempre mantendo o Brasil como destaque”, resume Tom Oliveira.

Brasilidade líquida, agora também europeia

A Royal Charlotte chega à Europa cumprindo um movimento que poucas marcas brasileiras de bebidas conseguiram executar: estrear no continente já com prova social construída em casa, premiações internacionais consolidadas e uma narrativa de marca que dialoga com origem, design e técnica em pé de igualdade. Não é o licor brasileiro que pede passagem. É o licor brasileiro que chega como referência.

Para a Bahia, há um simbolismo extra. O mel de cacau que durante décadas foi descartado nos terreiros das fazendas vira ingrediente premium em coquetéis servidos em Lisboa, Londres e, em breve, em outras capitais europeias. É o tipo de história que o Atlântico atravessa com gosto.

Onde encontrar e como comprar

A partir do Lisbon Bar Show, a Royal Charlotte passa a ser distribuída em toda a Europa via marketplaces, empórios de bebidas premium, bares e restaurantes selecionados. No Brasil, segue disponível em casas parceiras e nos canais de venda direta da marca.

Perguntas Frequentes

O que é o licor Royal Charlotte?

Royal Charlotte é o primeiro e único licor fino de mel de cacau com infusão de especiarias do mundo. Foi criado na Bahia, no Brasil, e tem como base o néctar extraído da polpa fresca do cacau, conhecido como mel de cacau.

Por que a Royal Charlotte é considerada o licor brasileiro mais premiado do mundo?

A marca conquistou o título de campeã mundial no World Liqueur Awards de Londres, somando cinco medalhas de ouro em design e prata em sabor. Esse conjunto de prêmios em uma das principais premiações internacionais de licores consolidou o reconhecimento.

Onde comprar Royal Charlotte na Europa?

Após o lançamento oficial no Lisbon Bar Show, em Lisboa, a Royal Charlotte passa a ser comercializada em marketplaces, empórios especializados, bares e restaurantes de todo o continente europeu.


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Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista: a Bahia das montanhas que você ainda não conhece

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Entre Vitória da Conquista e Barra do Choça, uma jornada sensorial pelas fazendas que estão redesenhando o turismo na Bahia.

A Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista é um roteiro turístico que conecta Vitória da Conquista a Barra do Choça por meio de fazendas produtoras, torrefações e experiências sensoriais em torno do café de especialidade. Em altitudes que chegam a 1.000 metros, com paisagem de montanhas e neblina, a rota oferece ao visitante o acesso direto à cadeia produtiva — do grão à xícara — em uma região que é hoje a maior produtora de cafés especiais da Bahia.

Nesta sétima edição da coluna, Brenda Matos, barista, especialista em cafés especiais e colunista do Muito Gourmet, nos leva por uma das experiências mais transformadoras que a Bahia tem a oferecer fora do circuito litorâneo. O turismo rural tem crescido de forma expressiva no Brasil nos últimos anos, e o Planalto da Conquista desponta como um dos seus capítulos mais saborosos. A palavra é de Brenda.

Turismo de Origem: O despertar da Rota dos Cafés Especiais no Planalto da Conquista

Na maioria das vezes, quando pensamos em viajar pela Bahia, o que nos vem à mente são praias, muito sol e uma caipirinha à beira-mar. Existe muito disso, é verdade, mas há também um “continente” de montanhas, vales, neblina e sabores complexos que está redefinindo o turismo no nosso estado.

O turismo rural no Brasil cresceu mais de 30% nos últimos três anos, revelando um público que busca reconexão e significado em suas experiências. Essa nova forma de viver a Bahia une história, belas paisagens e uma imersão sensorial incrível com um aroma inconfundível: o café.

Um grande exemplo dessa potência é a Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista, uma jornada que interliga Vitória da Conquista a Barra do Choça através da cultura dos cafés de especialidade e do que há de mais vivo nas fazendas locais.

O Coração Produtor da Bahia

O Planalto da Conquista sempre se destacou pela capacidade produtora e pela qualidade de seus grãos, sendo Barra do Choça o principal município produtor de cafés especiais da região. Para quem vive nas grandes cidades, o acesso é privilegiado: é possível chegar pelo aeroporto de Vitória da Conquista, que serve como porta de entrada para essa imersão.

O que faz dessa rota algo singular é a possibilidade de tornar palpável a rastreabilidade da cadeia e a aproximação com todo o processo produtivo, do “grão à xícara”. Durante o percurso, o visitante pode:

  • Visitar fazendas históricas e premiadas, ouvindo relatos de quem vive a cafeicultura desde a década de 1970.
  • Participar de cuppings (degustações técnicas) e vivências sensoriais em torrefações locais.
  • Apreciar o paisagismo rural, com vistas panorâmicas de relevos montanhosos em altitudes que chegam a 1.000 metros.
rota dos cafés especiais
Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista: a Bahia das montanhas que você ainda não conhece

Autenticidade como Destino

Diferente do turismo de massa, a Rota do Café oferece a autenticidade como seu principal elemento. O roteiro, que pode ser dividido em alguns dias de visitas, permite que o viajante presencie o pôr do sol entre os cafezais e entenda que cada xícara carrega a história, a dedicação e o esforço de comunidades inteiras.

Nos vemos na estrada?

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Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista: a Bahia das montanhas que você ainda não conhece

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