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Rumo ao Hexa: Onde Assistir à Copa do Mundo 2026 Bebendo Bem em Salvador

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Da Barra a Lauro de Freitas, o colunista Dan Morais reúne bares e restaurantes para torcer com copo cheio.

A Copa do Mundo recoloca Salvador no clima verde e amarelo, e a pergunta que move qualquer torcedor é simples: Onde Assistir à Copa do Mundo 2026 em Salvador?

Para responder, o gastrônomo, mixologista e sommelier de cervejas Dan Morais saiu a campo e montou um roteiro que vai da Barra a Lauro de Freitas, passando por Pituba, Saúde, Santo Antônio, Rua Chile, Centro Histórico e Rio Vermelho. São boteco com sambinha, varanda com vista, cervejaria artesanal, restaurante sofisticado e até after para esticar a noite. Com a estreia do Brasil contra o Marrocos abrindo a jornada rumo ao hexa, ele aponta onde cada partida vira programa. A palavra é do nosso colunista.

Rumo ao Hexa: Onde curtir a Copa do Mundo bebendo bem em Salvador

A paixão do brasileiro pelo futebol é inexplicável e, a cada 4 anos, o clima fica verde e amarelo na torcida pelo Hexa. A Copa do Mundo de futebol muda o ritmo da sociedade: almoço vira esquenta, happy hour ganha cara de arquibancada e qualquer mesa com amigos pode se transformar em ponto de encontro para torcer, comentar cada lance e brindar depois do apito final.

Em Salvador, esse ritual fica ainda melhor quando a partida vem acompanhada de bons drinks, comida gostosa e lugares que sabem receber torcida. A proposta desse breve guia não é listar apenas bares com telão, nem somente casas de coquetelaria: é reunir endereços onde dá para assistir aos jogos da Copa, beber bem e transformar cada partida em uma experiência diferente.

Tem opção para quem quer boteco cheio, varanda com vista, chope artesanal, comida baiana, restaurante mais elegante e até after no Rio Vermelho. Da Barra a Lauro de Freitas, passando pela Pituba, Saúde, Centro Histórico e Santo Antônio, selecionei alguns lugares para curtir com copo cheio, comida boa e qualidade.

Bão Petiscaria

Com unidades em diferentes pontos da cidade, o Bão abre a lista como uma escolha certeira para quem quer assistir aos jogos da Copa em clima de torcida. A casa é ideal para grupos, mesa cheia, petiscos, drinks e aquele ambiente de bar que combina com futebol.

Em vez de concentrar a experiência em um único bairro, o Bão permite que a torcida se espalhe sem abrir mão do padrão e da qualidade, com a mesma proposta: comida para compartilhar, bebida gelada e um clima descontraído para acompanhar cada lance. As casas também têm vasta programação com música ao vivo para curtir entre os jogos.

Uma boa pedida para acompanhar os jogos, além da cerveja e do chope bem gelados, é o TanGin (gin, suco de tangerina, Monin tangerina, espuma de gengibre, raspas de tangerina) e a batidinha de coco queimado da casa. Nos petiscos, o caldinho de feijão e o sarapatel roubam a cena. Ponto alto também para o Happy Hour com petiscos na promo e alguns drinks com 50% de desconto.

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Bão – Foto: Dan Morais

Pirambeira

Na recém-reformada Gilliard Muniz (Pituba), o Pirambeira tem o espírito mais direto da Copa: clima de boteco, sambinha, chope Brahma, petiscos e drinks autorais. É aquele lugar que funciona muito bem para jogo porque não tenta ser formal demais: a graça está justamente na resenha, no burburinho e na sensação de que cada lance pode virar brinde.

Casa oficial da Brahma da Copa em Salvador, mistura alma de boteco com coquetelaria criativa, trazendo baianidade, o que faz diferença para quem quer acompanhar a partida sem cair no básico. Durante a Copa, a casa inova com um telão externo e chope na área externa, para que os torcedores também consigam curtir ao ar livre.

Para beber durante o jogo, duas boas pedidas são o Salty as My Ex (Royal Charlotte, Vodka Ketel One, Limão Siciliano e Soda Salgada de Manga) e o Macetando (Vodka Ketel One Infusionada em Baunilha, Redução de Maracujá, Limão Siciliano e Carbonatado na Preshh), nomes que já entregam o humor e a personalidade do Piramba. Não deixe de comer a Croqueta de Moqueca e a Kibexinha.

Allê Varanda

No Santo Antônio Além do Carmo, o Allê é uma escolha para quem quer ver a Copa com uma paisagem linda. A casa combina varanda, vista, gastronomia e clima de encontro, criando um cenário perfeito para jogos no fim da tarde ou começo da noite.

Aqui, a experiência é menos arquibancada e mais contemplativa, mas sem perder a energia da torcida. Funciona especialmente para quem busca um jogo mais confortável, com boa comida, ambiente bonito e aquele clima de Santo Antônio que transforma qualquer saída em passeio, sendo uma das opções mais charmosas da lista.

Para beber, escolha o Vulcano (gin, gengibre, mel, tangerina, limão siciliano), o Vênus (gin, capim santo, limão siciliano, gengibre) ou uma Corona bem gelada. Da cozinha, meus preferidos são o Aceto di Gamberi (vinagrete de camarões marinados em cítricos e ervas frescas) e o Pappardelle del Pescatore (pappardelle envolto em um molho de tomate artesanal com polvo, camarões e lulas salteados).

Di Janela

Na Saúde, o Di Janela entra na lista como uma opção com sotaque baiano e clima de encontro. A casa, da chef Nara Amaral, tem uma identidade muito própria, dessas que fazem a experiência ir além da partida: comida com memória, ambiente acolhedor e cheia de energia boa.

Durante a Copa, é uma boa escolha para quem quer fugir dos circuitos mais óbvios e assistir aos jogos em um lugar com personalidade. A partida aparece como ponto de partida, mas o programa cresce com clima: pratos para compartilhar, bebida gelada, atendimento 100% e aquela sensação de que futebol também é desculpa para estar junto com a galera.

Além da clássica caipirinha e da cerveja trincando, a novidade é o drink Lá Nela (Gin Don Chilaz, Maracujá, Pimenta Doce, Coentro e Gaseificado) em homenagem a Nara. Para petiscar, vá de Camarão na Cachaça (clássico da casa), Casquinha de Siri (a farofa crocante sem lactose me ganha) e explore o cardápio.

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Di Janela – Foto: Dan Morais

Proa Cervejaria

Para os amantes da cerveja artesanal, a Proa (em Lauro de Freitas) entrega uma experiência diferente dentro da lista. A casa sai um pouco do circuito central de Salvador, mas traz um grande diferencial: a oportunidade de assistir à Copa dentro de uma cervejaria, com uma variedade de estilos pra fazer inveja! É a prova de que cerveja e futebol foram feitos um para o outro.

Aos finais de semana (sexta, sábado e domingo), a experiência ganha reforço da Marmoreio na parte de comida: com cortes de carne na brasa, hambúrguer da casa (defumado no carvão) e o sanduíche de coração (meu favorito). É aquele tipo de combinação que funciona muito bem para jogo: cerveja boa, churrasco e resenha sem muita formalidade.

No dia 13, para o primeiro jogo do Brasil na Copa, a casa ainda entra no clima junino com o Arraiá da Proa: juntando futebol, cerveja artesanal e São João em um mesmo programa. Não deixe de pedir a Sour de Caju e a Baiana Lager (essa, para cada gol do Brasil, tem uma rodada por conta da casa!). Para quem está por Lauro de Freitas ou quer sair um pouco do eixo mais tradicional, é uma pedida certeira.

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Proa – Foto: Reprodução

Silva Cozinha

O Silva entra como uma das opções mais elegantes para assistir à Copa em Salvador. No novo endereço da Rua Chile, a casa ganhou ainda mais força como experiência gastronômica, unindo cozinha autoral brasileira, vista para a Baía de Todos os Santos (uma das mais lindas, na minha opinião) e uma carta de bebidas que acompanha o tom mais sofisticado do restaurante.

Para quem quer fugir do modelo tradicional de bar lotado e transformar o jogo em almoço, jantar ou encontro mais arrumado, o Silva é uma escolha certeira. A partida entra no programa, mas divide o protagonismo com a comida, o serviço, a vista e os drinks. A casa conta também com uma adega na qual há uma bela seleção de vinhos.

Entre as sugestões para beber, vale ficar de olho no É a Bahia (Cachaça do Silva com Dendê, Soda de Coentro), Cajives Amigo (Cachaça Amburana do Silva, Soda Clarificada de Caju, Compota de Caju) e, pra entrar no clima junino, o Mungunzá Não é Canjica (Spiced Rum, Melaço, Cítricos, Clarificado com Leite de Coco, Borda de Coco Tostado com Laranja), todos criados por este que vos fala. Nas comidas, vá sem erro na Croqueta de Carne de Panela (com banana da terra e vinagrete) e no Polvo na Brasa (com batatas, tomates assados e molho romesco).

Onde Assistir à Copa do Mundo 2026 em Salvador
Cajivis Amigo – Foto: Gabriel Brawne

Palacete Tira Chapéu

No Centro Histórico, o Palacete entra como uma das experiências mais completas da Copa em Salvador: de 11 de junho a 19 de julho, o espaço se transforma na Casa Oficial da Copa na cidade, ocupando a Rua Chile com transmissões dos jogos, ativações temáticas, gastronomia e bons drinks em um dos cenários mais bonitos do Centro Histórico.

Durante o Mundial, os restaurantes Casarìa, Preta Tirachapéu e Pala7 recebem transmissões das partidas em ambientes preparados para a torcida, o que faz do Palacete uma opção para quem quer ir além de simplesmente sentar em frente à TV. A ideia aqui é transformar o jogo em programa completo: chegar cedo, circular pelo espaço, escolher onde sentar, comer bem e brindar em um lugar que já carrega história por si só.

Como parte da experiência, a casa também conta com uma carta especial de caipiroskas assinada pela Smirnoff, inspirada em seleções campeãs do mundo, além dos menus tradicionais dos restaurantes. É uma opção mais arrumada, mas ainda assim com energia de torcida: perfeita para quem quer viver a Copa com boa gastronomia, drinks autorais e clima de evento no Centro Histórico.

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Drinks no Preta Tirachapéu – Foto: Dan Morais

Chupito

Depois do apito final, o Chupito entra como aquele after de respeito. No Rio Vermelho, a casa voltou com uma proposta que mistura drinks, música e gastronomia, funcionando muito bem para quem quer esticar a noite depois do jogo.

A ideia aqui não é necessariamente escolher o Chupito como ponto principal para assistir à partida, mas como destino natural para o pós-jogo. Ganhou? Vai comemorar. Empatou? Vai comentar. Perdeu? Vai tentar esquecer. Em qualquer cenário, a casa combina com a energia do Rio Vermelho e com quem não quer encerrar a noite junto com o apito do juiz.

Para beber, além dos clássicos chupitos, peça o Baile Tropical (Absolut Vanilla, Maracujá, Caramelo Salgado, Limão e Laranja) ou, para quem não bebe álcool, o Brisa Verde (Limão, Pepino, Soda de Hortelã). Com drinks, música e clima de rua, o Chupito fecha a lista como o endereço para transformar a rodada em noitada.

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Chupito – Foto: Reprodução

Bora Brasil!

A Copa do Mundo dura mais de um mês, mas cada jogo pede um local: tem partida que combina com boteco cheio, outra com varanda e vista, com chope artesanal e churrasco, às vezes com restaurante mais elegante. Em Salvador, o bom é que dá para escolher não só onde assistir, mas como torcer.

Da Barra a Lauro de Freitas, passando pela Pituba, Rua Chile, Saúde, Santo Antônio e Rio Vermelho, a cidade oferece caminhos diferentes para viver o Mundial: o importante é reunir os amigos, chegar cedo, garantir o lugar e escolher bem o primeiro pedido.

Porque o sonho do Hexa vem, mas enquanto esperamos, vamos torcer e beber.

por dan morais
Rumo ao Hexa: Onde Assistir à Copa do Mundo 2026 Bebendo Bem em Salvador

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Descobrindo Gaillac, taça por taça: uma viagem ao sudoeste da França

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Nossa sommelière Carol Souzah percorre o sudoeste francês e encontra em Gaillac uvas ancestrais e vinhos de mínima intervenção.

Depois de mergulhar nos bares de vinho natural de Paris, nossa colunista e sommelière Carol Souzah trocou o asfalto pelas estradas estreitas do sudoeste francês.

O destino era Gaillac, uma das regiões vitícolas mais antigas da França e hoje um dos endereços mais respeitados quando o assunto é agricultura biodinâmica e vinhos de mínima intervenção.

Nesta etapa final do seu diário de viagem, Carol abre as portas de propriedades que resgatam uvas quase esquecidas, conversa com produtores apaixonados e descobre rótulos que desmentem todo o preconceito contra os naturais. É também a história de uma viagem entre amigas, em que cada taça vem acompanhada de afeto, paisagem e descoberta.

De Paris aos vinhedos

Depois dos bares de vinhos naturais de Paris, era hora de seguir para onde muitas daquelas histórias começam: os vinhedos. Paris ficou para trás pelo retrovisor e, aos poucos, a paisagem começou a mudar. O destino era Gaillac, uma região que há muito tempo eu desejava conhecer, não pelos grandes châteaux ou pelos rótulos famosos, mas pelos produtores que ajudaram a transformar o sudoeste francês em uma das referências da viticultura de mínima intervenção.

Mas essa viagem começou muito antes do embarque. Durante meses, eu e minhas duas grandes amigas, espalhadas por países diferentes, fomos construindo juntas um roteiro que misturava vinho, gastronomia e pequenas cidades. Mônica teve papel fundamental nessa organização, enquanto Letícia, que mora em Figeac, nos apresentou lugares que dificilmente encontraríamos sozinhas. Quando finalmente nos reunimos, tive a sensação de estar vivendo uma viagem que já vínhamos planejando há muito tempo.

Estradas, vilarejos e séculos de história

Seguimos de carro por estradas estreitas cercadas por campos, pequenos vilarejos de pedra, igrejas centenárias e vinhedos que pareciam surgir em todos os cantos. Ao longo do caminho, conhecemos lugares exuberantes como Rocamadour, incrustada nas falésias; Cahors, terra histórica da Malbec; a impressionante Albi, com sua arquitetura de tijolos avermelhados; e a medieval Cordes-sur-Ciel, que parece flutuar sobre as nuvens nas manhãs de neblina. Em muitos momentos, a sensação era de atravessar séculos de história. Era difícil distinguir onde terminava uma pequena vila e começava outra. Quase todas tinham alguma relação com o vinho. Mesmo os menores povoados conviviam naturalmente com vinhedos, adegas familiares e pequenas produções agrícolas, até chegarmos ao nosso destino principal: Gaillac.

Por que Gaillac

Foi justamente meu interesse pelos vinhos de mínima intervenção que me levou a Gaillac. Uma das regiões vitivinícolas mais antigas da França, ela abriga hoje produtores que são referência em agricultura orgânica, biodinâmica e vinhos de forte identidade territorial.

Agora chegou a hora compartilhar as vinícolas que conhecemos pelo caminho. Cada uma delas me ensinou algo diferente sobre vinho, território e sobre as pessoas que dedicam a vida a cultivar ambos.

Château de Haute-Serre: a outra face da Malbec

A primeira parada foi o Château de Haute-Serre, em Cahors. Conhecida principalmente por seus vinhos de Malbec, a propriedade combina história, paisagem e gastronomia de forma impressionante. Durante a degustação, um dos vinhos que mais me surpreendeu foi justamente um espumante rosé elaborado a partir da Malbec pelo método tradicional. Fresco, elegante e complexo, mostrou uma faceta da uva que eu não esperava encontrar. A experiência ficou ainda mais especial com o almoço no restaurante da propriedade, premiado com estrela Michelin, onde os pratos pareciam traduzir a identidade do sudoeste francês com a mesma precisão dos vinhos.

Domaine Michel Issaly: o vinho como modo de vida

A segunda parada nos levou ao Domaine Michel Issaly, uma referência quando o assunto são vinhos naturais em Gaillac. Ali, a agricultura biológica, biodinâmica e agroecológica não aparece como tendência, mas como modo de vida. Foi uma visita que me fez refletir sobre o quanto a observação da natureza, dos ciclos e da biodiversidade continua sendo central para muitos produtores que escolhem trabalhar com mínima intervenção. Há uma serenidade difícil de explicar naquele lugar, uma sensação de que a vinha faz parte de algo maior.

Château Les Vignals: um dia entre vinhas e ânforas

No Château Les Vignals passamos praticamente um dia inteiro imersas na rotina da propriedade. Foi uma das visitas mais completas da viagem. Além dos vinhedos cultivados em biodinâmica, conhecemos diferentes formas de vinificação que buscam reduzir ao máximo a intervenção humana. Menos barricas e mais tanques de inox, ânforas de argila e ovos de concreto. Métodos escolhidos para preservar a identidade do terroir e das uvas.

Ali conheci algumas variedades que ajudam a contar a história de Gaillac. Entre as tintas, me chamaram atenção a ancestral Prunelart, resgatada recentemente na região, além da Braucol e da Duras. Já entre as brancas, minha paixão declarada, foi impossível não me encantar com os vinhos elaborados a partir de Mauzac, Muscadelle e Sauvignon Blanc.

Domaine Gayrard: a experiência mais marcante

Mas foi no Domaine Gayrard que vivi a experiência mais marcante da viagem.

Fomos recebidas por Philippe, um dos responsáveis pela condução atual da vinícola, daqueles anfitriões que fazem a gente se sentir em casa poucos minutos depois de chegar. Sempre sorridente, generoso nas explicações e visivelmente apaixonado pelo que faz, ele nos conduziu por uma tarde que parecia não ter hora para acabar. Entre taças, histórias e caminhadas pelos vinhedos, conversamos sobre agricultura, biodiversidade e vinificação de mínima intervenção. No Domaine Gayrard, assim como em outras propriedades que visitamos em Gaillac, a busca por intervenções mais delicadas também aparece na adega, onde predominam tanques de inox, ânforas de argila e ovos de concreto, recipientes escolhidos para preservar a expressão mais autêntica das uvas e do terroir.

Talvez o que mais tenha me impressionado tenha sido o equilíbrio dos vinhos. Ainda existe quem associe vinhos naturais a excessos, defeitos ou falta de precisão. No Domaine Gayrard encontrei exatamente o contrário: vinhos elegantes, frescos, expressivos e muito bem construídos.

Entre as tintas, voltaram a me chamar atenção a Prunelart e a Duras, duas variedades que parecem traduzir muito bem a identidade local. Já entre as brancas, descobri algumas das uvas mais interessantes de toda a viagem. A Loin de l’Oeil mostrou textura e personalidade. A Mauzac confirmou sua importância histórica para a região. Mas foi a Ondenc que realmente me conquistou. Quase desaparecida durante décadas, essa antiga variedade branca de Gaillac vem sendo resgatada por produtores comprometidos com a preservação do patrimônio vitícola local. Seus vinhos combinam delicadeza, frescor e uma elegância silenciosa que permanece na memória muito depois da última taça.

Domaine Gayrard em Gailac
Domaine Gayrard – Foto: Acervo pessoal

O que fica de Gaillac

Ao final da viagem, fiquei com a sensação de que Gaillac oferece algo cada vez mais raro no mundo do vinho: a possibilidade de descoberta. Descoberta de uvas ancestrais, de produtores que seguem caminhos próprios e de uma forma de fazer vinho em que a terra continua sendo protagonista. Em tempos de tanta padronização, talvez seja justamente isso que torne a região tão especial.

Ao final da viagem, também levo a certeza de que os melhores vinhos raramente são apenas sobre vinho. São sobre encontros, afeto e histórias compartilhadas. Meu agradecimento a Mônica e Letícia, amigas de tantos anos, por terem vivido tudo isso comigo. Por cada quilômetro percorrido, cada descoberta e cada taça dividida pelo caminho.

por carol

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Jantares especiais para o Dia dos Namorados 2026 em Salvador

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Seis experiências gastronômicas para transformar o 12 de junho em uma noite inesquecível

Para quem quer celebrar o Dia dos Namorados 2026 em Salvador com uma experiência gastronômica à altura da data, a cidade oferece opções que vão muito além do jantar convencional. De menus degustação com nomes em francês a harmonizações com rótulos internacionais, passando pela cozinha ancestral baiana e pela elegância da culinária italiana, há uma proposta para cada casal e cada estilo de celebração. Confira seis endereços que prepararam programações especiais para o dia 12 de junho.

Casa de Tereza: dendê, afeto e piano ao vivo no Rio Vermelho

A chef Tereza Paim assina o Menu Denguinho 2026, e o nome já diz tudo: “denguinho é quando a comida vira abraço”, define a própria chef. No Dia dos Namorados, o Restaurante Casa de Tereza recebe os casais a partir das 18h com uma proposta que mergulha na gastronomia ancestral baiana e em suas pluralidades, embalada por show de piano ao vivo.

A experiência começa com um generoso pout-pourri de entrada: lascas de fumeiro no confit de laranja, atum no confit com batatas, caldinho de mariscos, cesta de pães, beijus e avoador, além de homus, manteiga de frutas vermelhas e manteiga de ervas. Nos pratos principais, a opção é entre a tranche de peixe em crosta cítrica com vatapá de inhame e arroz de coco verde, o risoto de carne de panela com azeitonas da Chapada Diamantina ou o risoto de cogumelos para os veganos. Para encerrar, “Delícias de Eros”: tortinha de chocolate em terrinha de cacau e frutas vermelhas, manjar com emulsão de ameixa e porto, e licor flor de limoncello da própria Tereza.

O menu inclui sugestões de harmonização assinadas pela chef, com rótulos da Pizzato e da Tabali. Valor: R$ 216 por pessoa, sem bebidas.

Reservas: (71) 99170-6475 ou (71) 3329-3016 | @casadetereza_ Endereço: Rua Odilon Santos, 45, Rio Vermelho, Salvador

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Casa de Tereza – Foto: Grupo Tereza Paim

Cork Wine Lab: a estreia do novo wine bar da Pituba em grande estilo

O Cork Wine Lab ainda está com a tinta fresca, inaugurado há pouco na Pituba, mas já escolheu uma data especial para marcar seu primeiro Dia dos Namorados: um jantar harmonizado em cinco tempos, com início às 19h30, que é ao mesmo tempo apresentação de identidade e declaração de intenções.

O menu, assinado pela chef Patrícia Veiga, percorre texturas e referências com precisão: tartare de salmão sobre telha crocante de sagu (harmonizado com Cava Dignitat Rosé, da Espanha), mini-hambúrguer Cork com mignon e gruyère (ao lado do Woven Stone Pinot Noir, da Nova Zelândia), arroz caldoso de cupim com pipocas de queijo coalho (com o Crasto Blend Tinto, do Douro), conchiglione recheado com picadinho de polvo ao molho de limão-siciliano (harmonizado com Grüner Veltliner austríaco) e, para fechar, duo de sobremesas com crush cake e bombocado do reino ao lado do Moscatel de Setúbal.

Cada taça foi escolhida para ampliar o que está no prato. É o tipo de jantar que também é aula, sem que pareça uma. O Cork nasce com a proposta de reunir wine bar, loja especializada e experiências de educação enogastronômica em um único espaço, e esse jantar resume bem essa ambição.

Reservas: @corkwinelab
Endereço: Rua das Hortênsias, 478, Pituba, Salvador
R$ 320 por pessoa, com harmonização inclusa.

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Cork Wine Lab – Foto: Divulgação

Silva Cozinha: vista para a Baía de Todos-os-Santos e gastronomia autoral no Centro Histórico

Com apenas um mês de funcionamento, o Silva Cozinha já enfrenta a prova de fogo da melhor maneira possível: abrindo o Dia dos Namorados com um menu de cinco etapas assinado pelo chef Ricardo Silva, emoldurado por uma das vistas mais privilegiadas de Salvador, com o espelho d’água da Baía de Todos-os-Santos ao fundo, a partir da Rua Chile, no Centro Histórico.

O jantar começa com um couvert generoso de biscoito de polvilho, focaccia e manteiga de mel de uruçu com flor de sal e aliche, seguido por três entradas à escolha: cappuccino de cogumelos, salada de lagosta ou taco de steak tartar com ovas de quiabo, queijo da Serra do Sincorá e mostarda Dijon. Nos pratos principais, a opção é entre o nhoque de batata-doce com bisque de camarão e ovas de salmão ou a picanha defumada com beterraba assada, picles de erva-doce, demi-glace e creme de cebola assada. A noite termina com uma sobremesa que combina crumble de leite Ninho, sorvete de baunilha, água de flor de laranjeira, ganache, gel de champagne, coulis de morango e manjericão.

O menu pode ser adaptado para clientes vegetarianos. Valor: R$ 320 por pessoa, sem harmonização.

Reservas: @silva_cozinha Endereço: Rua Chile, Centro Histórico, Salvador

Dia dos Namorados 2026 em Salvador
Silva Cozinha – Foto: Nivaldo Filho

Bistrô Casa Tua: o amor que começou na cozinha virou menu degustação

Tem algo especialmente bonito em comemorar o Dia dos Namorados em um restaurante comandado por um casal que se encontrou justamente entre panelas e fornos. Erika Peleteiro e Helder Dantas dividem a vida e a cozinha há mais de uma década. Formados no Institut Paul Bocuse, na França, e com passagens por restaurantes estrelados pelo Guia Michelin, construíram no Bistrô Casa Tua um espaço que carrega a marca dessa trajetória: técnica refinada, afeto real e um cuidado que se percebe nos detalhes.

Para o dia 12, o casal criou um menu degustação em cinco tempos com nomes em francês que funcionam como declarações. O amuse-bouche En douceur abre com creme de ervilha, salada de ervilhas com morango e ervas aromáticas. A entrada Liée à toi traz carpaccio de polvo com aioli de salsinha, vinagrete de romã e limão-siciliano. O primeiro prato, Ma moitié (“minha metade”), apresenta lagosta grelhada com ravioli de abóbora, Boursin e nuvem de bisque. O segundo, Mon amour, combina filé mignon, mil-folhas de batata, legumes glaceados e emulsão de manteiga. A sobremesa Mon cœur fecha a noite com tartelette de chocolate, caramelo e flor de sal.

Os nomes homenageiam a França que os formou, a dois. Valor: R$ 350 por pessoa, sem bebidas e taxa de serviço.

Reservas: @bistrocasatua
Endereço: Alameda das Seringueiras, 42 – Caminho das Árvores

Dia dos Namorados 2026 em Salvador
Bistrô Casa Tua – Foto: Divulgação

Cremonini Ristorante: a Itália à mesa para uma noite entre dois

Há ocasiões em que o melhor presente é uma mesa bem posta, uma taça de espumante e o tempo parado por algumas horas. O Cremonini Ristorante, assinado pelo chef Massimo Cremonini, preparou para o Dia dos Namorados um menu em cinco etapas que traduz o que a casa já pratica no cotidiano: rigor técnico, ingredientes de procedência e o calor particular da cozinha italiana.

A noite começa com uma taça de espumante de boas-vindas, abrindo o paladar para as entradas: raviolo crocante de funghi com mousseline de batata ao perfume de limão, e tartare de atum vermelho com creme de mozzarella de búfala e pipoca de alcaparras.

Nos pratos principais, o menu apresenta o gnocchi de mandioquinha com jamón, sálvia, manteiga e polvo grelhado, e o Steak Ancho de Wagyu com vieira, molho de lagosta, brócolis rama e farofa de guanciale. Para fechar, uma tuile rendada de chocolate com canela, curd de maracujá, crumble de chocolate e sorvete de pistache.

Produto selecionado, técnica apurada e a generosidade que só a cozinha italiana sabe entregar. Valor: R$ 350 por pessoa.

Dia dos Namorados 2026 em Salvador
Cremonini Ristorante – Foto: Leonardo Freire

⚠️ Nota editorial: detalhes do menu e informações de reserva serão atualizados assim que disponíveis.


Chez Bernard: seis etapas, vista para o mar e jazz francês no jantar

O Chez Bernard dispensa apresentações quando o assunto é jantar romântico em Salvador. O endereço carrega uma reputação construída com consistência, e para o Dia dos Namorados 2026 a casa apresenta seu menu mais elaborado do ano: seis etapas assinadas pelo chef Igor Almeida, disponíveis tanto no almoço quanto no jantar, com a exclusividade de que no período noturno a cantora Kauane embala a noite com jazz e clássicos franceses.

O menu abre com couvert de torradas e queijo de cabra, seguido pela entrada de vieiras seladas sobre espuma de palmito, ovas de mujol e gotas de redução de laranja navelina. Entre os pratos principais, o chef apresenta camarões ao molho de crustáceos com dauphine de inhame e azeite de coentro, e filé mignon ao molho de vinho tinto frutado com aligot cremoso e alho-poró tostado. Para limpar o paladar entre os pratos principais, granita de limão-siciliano com gengibre e hortelã. O encerramento fica por conta do Passion Bernard: coração de chocolate blend com entremet de frutas vermelhas, toque de pimenta dedo-de-moça e calda quente de chocolate.

As reservas são limitadas. Valor: R$ 480 por pessoa.

Reservas: (71) 99911-1130 (telefone ou WhatsApp) | @chezbernard

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Chez Bernard – Foto: Totti CEO

Salvador sabe celebrar

O Dia dos Namorados 2026 em Salvador tem endereço, mesa reservada e menu pensado para durar na memória. De uma cozinha baiana que abraça com dendê e afeto a um wine bar que estreia com harmonizações de alto nível, de um bistrô construído por um casal que vive o que cozinha a um clássico francês com jazz ao vivo e vista para o mar, a cidade prova uma vez mais que gastronomia, aqui, nunca é só comida. É cultura, é encontro, é celebração.

Escolha o seu endereço, faça sua reserva e entregue-se à experiência. O resto a noite resolve.


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O Nordeste Não Deve Nada a Ninguém: elas já fazem história na coquetelaria brasileira

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Premiadas, pesquisadoras e autorais, mulheres da coquetelaria nordestina mostram que a região não precisa pedir licença para ocupar o centro da cena.

A coquetelaria nordestina tem nome, tem técnica, tem território e tem reconhecimento. Nesta coluna, o gastrônomo, mixologista e sommelier de cervejas Dan Morais apresenta seis mulheres que constroem, a partir do Nordeste, uma das narrativas mais relevantes da coquetelaria brasileira contemporânea: da pesquisa botânica com PANCs à vitória em campeonato mundial, do sertão de Feira de Santana à final da Campari Bartender Competition. Um retrato necessário de uma cena que não pede validação externa porque já provou, no copo e na raça, que técnica e território não são opostos.

O Nordeste Não Deve Nada a Ninguém: elas já fazem história na coquetelaria brasileira

Por muito tempo, a coquetelaria brasileira foi narrada a partir dos mesmos centros, dos mesmos balcões e dos mesmos sotaques. Como se inovação, técnica e reconhecimento precisassem sempre sair do eixo. Como se o Nordeste coubesse apenas no lugar do exótico, do regional, do “ingrediente curioso”. Mas há uma cena viva, madura e relevante acontecendo aqui. E, em boa parte, ela tem nome de mulher.

Falar delas não é abordar o tema como “promessa”: é trajetória, prêmio, pesquisa, formação, autoria e reconhecimento. É falar de mulheres que já marcaram (e seguem marcando) a coquetelaria brasileira com repertório técnico, identidade própria e uma relação profunda com território.

Maria Bento: da terra para o copo, de verdade

Maria Bento é uma dessas referências incontornáveis. Antes de “território” virar palavrinha bonita pra aumentar preço de cardápio e o ingrediente regional virar tendência pra criar storytelling de competição, Maria já olhava para a terra como fonte de criação. Formada em Gastronomia e atualmente graduanda em Agricultura Urbana e Sustentabilidade Alimentar, ela consolida sua pesquisa no PANCQUINTAL, um laboratório vivo de biodiversidade que sustenta o conceito “Da Terra para o Copo”, o qual realmente vive e respira desde sua infância.

No PANCQUINTAL, Maria cultiva e estuda Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), resgatando sabores da Caatinga e da Mata Atlântica que muitas vezes passam longe dos menus tradicionais. Moringa, jamelão, chanana e casca de jatobá deixam de ser elementos silvestres ou periféricos para se tornarem a base de uma coquetelaria autoral, ética e territorial. Em seu trabalho, sustentabilidade não aparece como discurso de mercado, mas como prática cotidiana: manejo, reaproveitamento, cultivo, muita pesquisa e escuta da planta.

Como diz nossa rainha das PANCs: “Não se trata apenas de criar um drink, mas de entender o ciclo de vida do ingrediente. O PANCQUINTAL é onde a hospitalidade encontra a regeneração ambiental e o resgate da nossa flora”. Maria não apenas fala da terra para o povo: ela transforma a terra em pensamento líquido.

maria bento
Maria Bento – Foto: Suellen Sales

Thalita Cacho: o Tropicália que foi ao mundo

Thalita Cacho levou essa força para o mundo. Potiguar, com atuação em Recife, tornou-se campeã mundial do Licor 43 Bartenders & Baristas Challenge 2021 com o coquetel Tropicália, uma criação que une café, maracujá, manjericão e narrativa cultural brasileira.

Essa conquista não pode ser lida apenas como um prêmio individual: em uma competição internacional que cruza café e coquetelaria, ela apresentou um coquetel com técnica, equilíbrio e identidade. O nome Tropicália não surgiu por acaso: evoca um dos movimentos culturais mais importantes do Brasil e transforma essa referência em sabor, aroma e discurso.

Sua vitória mostrou que uma bartender nordestina podia ocupar o topo de uma disputa mundial sem abrir mão de brasilidade, sotaque e origem: foi justamente essa leitura cultural que deu força ao coquetel. Sommelière de Cervejas, educadora e mixologista, ela representa uma geração que entende que competir também é contar uma história e que o Nordeste tem histórias suficientes para ocupar qualquer palco.

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Thalita Cacho – Foto: Divulgação

Sol Cerqueira: Salvador em dendê, sal e pertencimento

Sol Cerqueira é a representação da nova geração que entende o coquetel como território em movimento. Sócia proprietária da VDC Produções e embaixadora de diversas marcas, colocou a Bahia em evidência na Campari Bartender Competition 2025 com o Sotero, drink que traduz Salvador em dendê, sal, folha, memória, rua e pertencimento.

Ao longo da carreira, participou de competições regionais e nacionais, conquistando reconhecimento por criatividade, identidade e inovação. Foi campeã do 2º Concurso Regional de Rabo de Galo Bahia, em 2023, campeã do Enchefs Coquetelaria Fortaleza 2024, semifinalista da Monin Cup 2024, recebeu menção honrosa por regionalidade e inovação no Campari Bartender Competition 2024, foi Top 10 no CBC 2025, Top 100 no CBC 2026 e influencer oficial da competição por dois anos consecutivos.

Mas a importância de Sol vai além da lista de premiações. Sua atuação fortalece a presença feminina atrás do balcão, amplia a visibilidade da coquetelaria baiana e mostra que Salvador não é apenas conversa pra vender drink. Em sua trajetória, a Bahia aparece como linguagem viva: no ingrediente, na hospitalidade, na cena local, nas marcas que representa e nas experiências que constrói dentro e fora do estado.

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Sol Cerqueira – Foto: Divulgação

Heloísa Carli: o sertão como potência criativa

Em Feira de Santana, Heloísa Carli amplia esse mapa a partir do sertão. Pesquisadora, fazedora de coquetéis e fundadora da Tchim-Tchim Coquetelaria de Origem, ela constrói um trabalho atravessado pela agricultura familiar, pelos saberes populares e por ingredientes como umbu, licuri, rapadura, ervas e frutas regionais.

Sua pesquisa entende a coquetelaria sertaneja como uma manifestação artística contemporânea. Não se trata apenas de usar ingredientes do interior, mas de criar uma linguagem capaz de comunicar cultura, identidade e pertencimento através de sabores, aromas e processos artesanais. Foi isso que a levou aos 10 finalistas da Campari Bartender Competition 2026.

Ao defender uma coquetelaria de origem, Helô desloca o sertão do lugar de escassez para o de potência criativa, cultural e gastronômica. Cada coquetel se torna uma narrativa sensorial, onde pequenos produtores, tecnologias populares, memória afetiva e cadeias locais também entram no copo. No trabalho dela, origem não é limite, é força.

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Heloísa Carli – Foto: Albertine Fotografia

Biruta da Terra: a primeira mulher a vencer a Campari

Biruta da Terra (ou para os íntimos, Letícia) é outro nome fundamental nessa virada. Com uma coquetelaria marcada por brasilidade, cultura popular, pesquisa de ingredientes e identidade regional, tornou-se a primeira mulher vencedora da Campari Bartender Competition.

Sua trajetória mostra que regionalidade não é ornamento. Não é decoração de taça. É estrutura criativa, técnica e política. Biruta trabalha o Brasil a partir de dentro, com atenção aos biomas, aos saberes populares, às plantas, aos rituais e às muitas formas de beber e contar histórias neste país.

Ao vencer uma das principais competições de coquetelaria do Brasil, ela não apenas conquistou um título. Ela ajudou a reposicionar o olhar sobre o que pode ser considerado relevante, técnico e contemporâneo. Biruta prova que o regional, quando tratado com profundidade, não diminui em nada a criação, mas amplia horizontes.

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Biruta – Foto: Suellen Sales

Vitória Olivier: a cena cearense que cresce com voz própria

Do Ceará, Vitória Olivier também fortalece essa cartografia. Mixologista, chefe de bar e nome ativo da cena de Fortaleza, ela vem construindo uma trajetória ligada à criação autoral, às competições e à formação de uma coquetelaria contemporânea no estado.

Vitória representa uma cena cearense que cresce com personalidade própria, conectando técnica, hospitalidade e identidade local. Sua presença em disputas nacionais e em casas relevantes reforça que o Nordeste não é uma cena única, nem uma estética fechada. É múltiplo: tem litoral, sertão, capital, interior, técnica clássica, ingrediente popular, alta coquetelaria e balcão de verdade.

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Vitória Olivier – Foto: Divulgação

O que une e o que multiplica

O que une essas mulheres não é um estilo único. Cada uma aponta para um Nordeste diferente. Há quem venha da pesquisa botânica, do café, do sertão, da cena urbana, dos campeonatos, da agricultura familiar, do bar autoral ou dos saberes populares. Mas todas desmontam a mesma ideia antiga: a de que a coquetelaria nordestina precisa ser validada por fora para existir.

Não precisa: ela já existe, já venceu! Formou gente, criou repertório, levou nome nordestino para campeonato nacional e internacional. Já provou, no copo e na raça, que técnica e território não são opostos.

Essas mulheres não estão pedindo espaço.

Elas já ocupam.

Cabe ao Brasil olhar com a seriedade que elas merecem.

por dan morais
O Nordeste Não Deve Nada a Ninguém: elas já fazem história na coquetelaria brasileira

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Purgatório Convida reúne bartenders do Panamá, Guatemala, Rio e São Paulo em Salvador

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Único bar do Norte e Nordeste no ranking Top 500 Bars 2025, o Purgatório recebe Amano, Chichimeco, Diacá, Nosso, SubAstor e São Miguel em noite que confirma Salvador como rota da coquetelaria latino-americana

Na quinta-feira, 28 de maio, às 19h30, o Purgatório realiza mais uma edição do Purgatório Convida, com bartenders e casas do Panamá, da Guatemala, do Rio de Janeiro e de São Paulo. A noite reúne Amano, Chichimeco, Diacá, Nosso, SubAstor e São Miguel em uma das endereços de coquetelaria mais relevantes do país, e posiciona Salvador no circuito de encontros que vêm redesenhando o mapa da bebida autoral nas Américas.

A edição deste mês não é só programação de bar. É um indicador. Quando seis casas atravessam fronteiras e fusos para passar uma noite atrás de um mesmo balcão, o lugar onde isso acontece deixa de ser coadjuvante. Salvador, por décadas associada quase exclusivamente à cozinha tradicional baiana no imaginário de fora, vem ocupando outros espaços na conversa gastronômica. O Purgatório Convida é uma dessas evidências.

Uma noite, seis casas, quatro territórios

O encontro é conduzido por Jonatan Albuquerque, bartender e diretor criativo do Purgatório, em torno de um princípio simples: trazer para Salvador profissionais que estão produzindo coquetelaria de identidade forte em seus territórios. Não se trata de importar referência por importar. Trata-se de aproximar repertórios que, juntos, fazem o público local entender em que ponto da curva está a cena que ele frequenta.

Direto da Cidade do Panamá, o Amano chega representado por Pascual Tejada. A casa panamenha traduz uma certa elegância latino-americana feita de bons destilados, clássicos bem executados e autoria sem afetação. É a presença de quem entende que coquetelaria de personalidade não precisa ser barulhenta para ser memorável.

Da Guatemala vêm duas vozes complementares. O Chichimeco, com Manuel Javier e Juan-Pablo Diaz, traz uma coquetelaria amarrada ao território, aos ingredientes mesoamericanos e à camada cultural que sustenta o que se bebe no país. Já o Diacá, representado por Sindi Karina Barillas, opera no campo da cozinha que valoriza natureza, sazonalidade, produtores e ancestralidade, levando ao Purgatório um vocabulário que combina ingredientes locais e leitura contemporânea.

Do Rio de Janeiro, dois nomes. O Nosso, em Ipanema, será representado por Daniel Estevan, com a leveza carioca que sabe equilibrar técnica, ingrediente brasileiro e bebida feita para compartilhar. O São Miguel participa com Laura Pavanato, reforçando a presença da nova geração carioca em uma noite que pede repertório amplo.

De São Paulo, o SubAstor chega com Alex Sepulchro. A casa paulistana é referência consolidada de coquetelaria brasileira reconhecida dentro e fora do país, com técnica refinada e identidade que não cede a modismos.

Por que isso importa para Salvador

Salvador construiu, nos últimos anos, uma cena de bares e coquetelaria que começou pequena, quase confidencial, e hoje sustenta endereços com lugar definido na conversa nacional. O Purgatório é o caso mais visível desse movimento, mas não está sozinho. A cidade tem hoje balcões com programa próprio, cartas com identidade, bartenders que pesquisam ingrediente local e formam público.

O Top 500 Bars é um termômetro útil dessa transformação. Quando um bar de Salvador aparece como único representante do Norte e Nordeste no ranking de 2025, o que está em jogo não é só o prêmio. É a inserção de uma região inteira em um mapa que, durante muito tempo, ignorou tudo o que ficava ao norte do Rio de Janeiro. O Purgatório Convida é a forma prática de esse reconhecimento virar troca, e não apenas selo.

Receber, em uma mesma noite, casas do Panamá, da Guatemala, do Rio e de São Paulo é colocar Salvador no fluxo. É dizer, sem precisar dizer, que a cidade está em condições de hospedar conversa de alto nível com pares latino-americanos e brasileiros. Para o público que frequenta o Purgatório, é a oportunidade de provar, num único balcão, leituras de bebida que normalmente exigiriam quatro passagens aéreas.

O formato e o que esperar

Edições anteriores do Purgatório Convida tiveram lotação rápida e atmosfera de noite única. A proposta não é a de um festival com estandes paralelos. É uma noite de balcão, com os convidados ocupando o espaço do bar e servindo criações próprias ao público presente. O resultado fica em algum ponto entre o jantar especial, o intercâmbio profissional aberto e a experiência sensorial de quem está ali pela bebida bem feita.

Os lugares são limitados, e o valor da reserva é convertido integralmente em consumação. Vale acionar a casa com antecedência.

Serviço

Evento: Purgatório Convida
Data: quinta-feira, 28 de maio
Horário: 19h30 Local: Purgatório, Salvador (BA)
Convidados: Amano (Panamá), Chichimeco (Guatemala), Diacá (Guatemala), Nosso (Rio de Janeiro), São Miguel (Rio de Janeiro), SubAstor (São Paulo)
Informações: Instagram.


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Paris bebe diferente

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A sommelière baiana inicia em Paris um diário de viagem pela cena dos vinhos naturais de baixa intervenção, com escala em Gaillac, a região que sobreviveu à padronização do mercado.

Existe uma França do vinho que raramente aparece nos roteiros oficiais. Não é a dos châteaux monumentais, nem a das grandes maisons de Champagne, nem a dos rótulos cotados em leilão. É uma França mais silenciosa, feita de pequenos produtores de vinhos naturais que voltaram a fermentar com leveduras nativas, reduziram o uso de enxofre e reaprenderam a confiar no tempo. É também a França que Carol Souzah, sommelière e colunista do Muito Gourmet, decidiu atravessar nesta viagem que começa em Paris e segue rumo a Gaillac, no sudoeste do país.

A escolha do destino diz muito sobre o momento da cena natural francesa. Enquanto Borgonha e Bordeaux seguem disputando manchetes e preços, regiões como Gaillac vêm preservando algo que o mercado massivo perdeu: identidade. É essa cena que Carol acompanha de perto, em uma viagem que mistura curadoria, afeto e o reencontro com vinhos que passaram pelo seu antigo bar no Brasil sem nunca terem sido visitados na origem. A coluna que você lê a seguir é a primeira de uma série, e abre com uma cena parisiense que sintetiza, em poucas linhas, o que torna a relação dos franceses com o vinho tão particular.

Paris bebe diferente

Pensei nisso quase imediatamente ao entrar no Septime La Cave. Quando cheguei, o bar ainda estava relativamente vazio. Garrafas abertas ocupavam o balcão inteiro, os vinhos eram servidos nas pequenas taças ISO, aquelas clássicas de degustação, e os garçons falavam dos produtores com uma intimidade muito natural, como quem comenta amigos antigos. Pouco tempo depois, o espaço começou a lotar. As mesinhas e lugares disponíveis se ocuparam rapidamente e uma fila de pessoas passou a beber vinho em pé na porta, conversando entre taças e garrafas compartilhadas, como se aquela movimentação já fizesse parte da paisagem cotidiana da cidade.

Nada ali parecia preocupado em transformar o vinho em objeto de reverência. E pra mim é justamente isso que torna essa cena tão interessante.

O vinho como parte da vida, não como ritual

Em uma das mesas, um casal dividia uma garrafa enquanto uma criança pequena desenhava ao lado. Observei a maneira como conversavam com os garçons, a naturalidade da cena, a ausência completa daquela ideia de que vinho precisa ser um ritual formal. O vinho ali parecia ocupar o mesmo lugar que o pão, o café ou o jantar de terça-feira. Parte da vida.

Como sommelière, me interessa muito perceber como os franceses, especialmente dentro da cena dos vinhos naturais, conseguem manter essa relação cotidiana com o vinho mesmo quando falam de fermentações espontâneas, mínima intervenção e vinhos que muitas vezes fogem completamente dos padrões mais clássicos e previsíveis de aroma, textura e estrutura.

Gaillac, a próxima parada

Existe também uma camada pessoal nessa viagem. Nos próximos dias, seguimos para Gaillac, no sudoeste da França, uma região que há algum tempo desperta minha curiosidade. E talvez tudo isso fique ainda mais especial porque faço essa viagem ao lado de duas grandes amigas que tenho na vida, o que transforma essa experiência em algo ainda mais simbólico e afetivo para mim.

Já provei vinhos de Gaillac em degustações, alguns inclusive passaram pela curadoria do meu antigo bar de vinhos no Brasil, mas nunca imaginei que pisaria naquele território. Curiosamente, é uma região que não ocupou muito espaço na minha formação mais tradicional sobre vinhos franceses, talvez por isso exista ainda mais encanto em finalmente conhecê-la diretamente de sua origem.

Quando se fala em França, quase sempre as atenções recaem sobre Borgonha, Bordeaux, Champagne ou Rhône. Gaillac permanece um pouco à margem dos grandes holofotes, e talvez justamente por isso tenha preservado algo extremamente interessante: uma cena de pequenos produtores mais livres, experimentais e profundamente conectados ao território.

A região é uma das mais antigas da França em produção vitícola, com registros que remontam ao período romano, mas hoje chama atenção por outra razão. Muitos produtores locais vêm apostando em agricultura orgânica, biodinâmica e vinificações de mínima intervenção, trabalhando com fermentações espontâneas, pouco uso de enxofre e variedades autóctones que sobreviveram ao tempo e à padronização do mercado.

O que os vinhos naturais franceses estão me ensinando

Até agora, uma das coisas que mais tem me chamado atenção é como muitos dos vinhos que provei aqui desmontam uma ideia ainda bastante comum sobre os vinhos naturais. Existe um imaginário de que todo vinho natural será excessivamente ácido, oxidado, turvo demais ou marcado por aromas muito extremos de fermentação, estábulo, cidra ou kombucha. Claro que essa estética mais “funk” existe e também ocupa seu espaço dentro do movimento, mas o que encontrei até agora foram, principalmente, vinhos leves, frescos, equilibrados, cheios de fruta e com uma pureza muito bonita.

Talvez justamente por isso a cena dos vinhos naturais franceses me pareça tão interessante: ela não gira em torno de um único estilo. Existe diversidade, intenção e, acima de tudo, uma busca muito honesta por identidade.

Existe algo que me atrai muito nesse tipo de vinho: a sensação de que cada garrafa carrega menos maquiagem e mais terroir.

Nosso roteiro passa também por Cordes-sur-Ciel, Albi e produtores artesanais como Domaine Vins Antonin. Quero entender como essas pessoas vivem, cultivam e pensam o vinho em um momento em que muitas vinícolas na França parece revisitar sua própria tradição através de uma geração menos interessada em rigidez e mais preocupada com identidade.

por carol

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Oriente Fast renova rodízio japonês no Rio Vermelho e prepara rebranding

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Casa do bairro mais boêmio de Salvador estreia três criações autorais no rodízio e no menu à la carte, antecipando uma nova fase da marca

O Oriente Fast, restaurante japonês com endereço fixo no Rio Vermelho, em Salvador, acaba de incluir três criações autorais no seu rodízio e no menu à la carte. As novidades chegam no momento em que a casa antecipa um rebranding completo, que será anunciado oficialmente em breve. Para quem busca rodízio japonês em Salvador com cardápio extenso, o restaurante segue como uma das referências do bairro, agora com peças que misturam técnica oriental, ousadia contemporânea e até uma piscadela para a alta gastronomia francesa.

As estreias são três: o Oriente Roll, o Niguiri Brulée e o Nori Roll. Cada uma propõe um caminho diferente dentro do mesmo cardápio, e juntas sinalizam o tom que o Oriente Fast quer assumir na próxima fase da marca: menos previsível, mais autoral.

Niguiri Brulée: quando a culinária francesa encontra o salmão

A peça mais comentada das estreias é o Niguiri Brulée, releitura que aproxima a sobremesa clássica francesa do niguiri tradicional. A base é um niguiri de salmão, coberto por um creme finalizado no maçarico, criando aquela casquinha caramelizada característica do brûlée. O resultado é um contraste entre o doce sutil do topping maçaricado e a textura macia do peixe cru, com o arroz funcionando como ponte de equilíbrio.

É o tipo de criação que divide opiniões em rodízio japonês: parte do público adora a ousadia, parte prefere o sashimi puro. O Oriente Fast aposta na primeira ala, e o Niguiri Brulée tem cara de peça que vai entrar na rotina dos clientes fiéis.

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Niguiri Brulée – Foto: Divulgação

Oriente Roll e Nori Roll: o autoral da casa

O Oriente Roll é a aposta da casa em textura. Leva salmão batido, aioli levemente apimentado e farofa de tempurá, servido sobre arroz com gergelim. A farofa entra para criar contraste crocante com a cremosidade do salmão batido, e o aioli adiciona uma camada de calor controlado, sem dominar.

Já o Nori Roll trabalha com uma ideia parecida, mas em outra direção: salmão temperado batido, crocante de tempurá e aioli, servido em cama de arroz e envolvido por uma folha de alga nori fresca. A alga não é só embalagem, é parte ativa da peça, trazendo aquele frescor levemente marinho que equilibra a riqueza do recheio.

As três criações já entraram no rodízio fixo e no à la carte da casa, que reúne mais de 70 peças entre sushis, sashimis, rolls especiais e preparos quentes.

Rio Vermelho, polo japonês de Salvador

O Oriente Fast está num bairro que talvez seja, hoje, o maior corredor de culinária japonesa de Salvador. O Rio Vermelho concentra desde restaurantes de bairro até casas autorais, em uma extensão que vai da Rua da Paciência até a Borges dos Reis. Para o turista que chega à cidade procurando boa comida japonesa, e para o soteropolitano que quer um rodízio sem precisar atravessar Salvador, o bairro virou destino quase obrigatório.

O rebranding antecipado pelo Oriente Fast aparece nesse contexto. A casa quer reposicionar a marca dentro de uma cena que ficou mais competitiva e mais exigente, com público que já não se contenta com peças padronizadas. As três novas criações funcionam como prévia desse reposicionamento: cardápio com mais autoria, técnica visível e identidade própria.

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Oriente Fast, no Rio Vermelho – Foto: Divulgação

Onde fica e como ir

O Oriente Fast fica na Rua Borges dos Reis, 46, Rio Vermelho, Salvador. Funciona todos os dias, no almoço e no jantar. Mais informações e atualizações sobre o rebranding pelo Instagram da casa: @orientefast.

Perguntas Frequentes

Onde fica o Oriente Fast em Salvador?

O Oriente Fast fica na Rua Borges dos Reis, 46, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia. A casa funciona todos os dias, nos horários de almoço e jantar.

O Oriente Fast tem rodízio japonês?

Sim. O Oriente Fast oferece rodízio japonês com mais de 70 peças, incluindo sushis, sashimis, rolls especiais, preparos quentes e as três novas criações da casa: Oriente Roll, Niguiri Brulée e Nori Roll.

O que é o Niguiri Brulée?

O Niguiri Brulée é uma criação autoral do Oriente Fast que combina niguiri de salmão com um topping maçaricado no estilo da sobremesa francesa crème brûlée. A peça mistura técnica francesa e tradição japonesa, criando contraste entre doce caramelizado e peixe cru.

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Bahia Vinho Show 2026: 10 Anos e Muito Além do Vinho

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Em uma década, o maior evento de vinhos do Norte/Nordeste virou território de destilados e cafés. A virada diz muito sobre o consumidor baiano.

O Bahia Vinho Show 2026 acontece nos dias 29 e 30 de maio, no Hotel Vila Galé, em Ondina, Salvador, e chega à sua décima edição com uma mudança que vai além da idade redonda: o evento que nasceu dedicado ao vinho agora abraça destilados, cafés especiais e outras descobertas que conversam com o paladar contemporâneo. Os ingressos estão disponíveis no Sympla, a partir de R$ 147, e a programação se divide entre uma sessão B2B, das 14h às 17h, para convidados com CNPJ, e a abertura ao público final e profissionais, das 18h às 22h. Mas a notícia real aqui não é a agenda. É o que essa ampliação revela sobre como Salvador passou a beber.

Dez anos não é só aniversário. É um termômetro.

Manter um evento de bebidas vivo por uma década no Nordeste não é trivial. O Bahia Vinho Show chega aos dez anos como o maior do segmento no Norte/Nordeste, e isso, por si só, já contaria uma história. Mas o dado mais interessante não está no tempo de estrada e sim no que o evento escolheu fazer com ele.

Há dez anos, falar de vinho em Salvador ainda era, em boa medida, um gesto de iniciação. O público era menor, mais técnico, e a cultura de bebida girava em torno de um eixo só. A cidade que chega a 2026 é outra. O consumidor baiano de hoje transita entre uma taça de tinto, um destilado bem construído e um café de origem com a mesma curiosidade, e exige de cada um deles a mesma profundidade. O Bahia Vinho Show não criou esse movimento. Ele o leu, e decidiu acompanhar.

A virada do Bahia Vinho Show 2026: de feira de vinho a território de cultura de bebida

Aqui está o ponto que merece atenção. A grande novidade da edição comemorativa não é uma atração isolada, é uma mudança de natureza. O evento deixa de se definir pelo produto (vinho) e passa a se definir pela experiência (a cultura da bebida em sentido amplo).

Na prática, isso significa que a já consagrada seleção de rótulos divide espaço, este ano, com destilados, cafés especiais e outras descobertas sensoriais. A proposta é transformar o Bahia Vinho Show em um ponto de encontro entre diferentes culturas de bebida, conectando tendências e oferecendo uma vivência mais plural. É uma aposta editorialmente honesta: reconhece que o paladar contemporâneo não é monogâmico e que o público que aprecia um Malbec encorpado é, com frequência, o mesmo que investiga um single malt ou um café fermentado.

Para uma cidade como Salvador, onde a cena de bebidas especiais ainda está em formação se comparada aos eixos Rio-São Paulo-Sul, esse tipo de curadoria ampliada cumpre uma função que vai além do entretenimento: ela educa o paladar coletivo e acelera o amadurecimento de um mercado inteiro.

Dois eventos em um: a estrutura B2B e a abertura ao público

A divisão da programação não é detalhe logístico, é estratégia de mercado, e revela bem a maturidade da proposta.

Das 14h às 17h, o espaço funciona em formato B2B, com acesso para convidados com CNPJ. É a janela de negócios: importadoras, restaurantes, sommeliers, compradores e a engrenagem profissional que sustenta a cadeia da bebida na Bahia. Um evento que reserva um bloco inteiro para o trade entende que cultura de bebida não se faz só no copo do consumidor, mas também na mesa de negociação que coloca o rótulo na prateleira.

Das 18h às 22h, as portas se abrem para o público final e profissionais. É o momento da degustação livre, da descoberta, da troca, a parte vibrante e democrática do evento, onde o entusiasta encontra o que o trade movimentou horas antes.

Degustação às cegas com Esmeralda Stallone

Entre os destaques da programação, a sommelière italiana Esmeralda Stallone conduz uma palestra de degustação às cegas no dia 30. O exercício de provar sem ver o rótulo é, talvez, a metáfora mais precisa do que o Bahia Vinho Show propõe nesta edição: tirar os rótulos, no sentido literal e simbólico, e deixar que o paladar guie a descoberta. As vagas são limitadas, o que faz da atividade uma das mais concorridas da grade.

Esmeralda Stallone
Esmeralda Stallone – Foto: Alex Romano

Por que isso importa para quem bebe em Salvador

O Bahia Vinho Show 2026 não está apenas comemorando uma década. Está sinalizando que a cena de bebidas da Bahia saiu da fase de iniciação e entrou na fase de repertório. Quando um evento consegue, no mesmo ambiente, sustentar uma roda de negócios B2B, uma degustação às cegas conduzida por uma sommelière italiana e uma travessia entre vinhos, destilados e cafés, o que ele está dizendo é simples: o público daqui está pronto para mais. E essa, mais do que qualquer line-up, é a verdadeira notícia.

Perguntas Frequentes

Quando e onde acontece o Bahia Vinho Show 2026?

O Bahia Vinho Show 2026 acontece nos dias 29 e 30 de maio de 2026, no Hotel Vila Galé, em Ondina, Salvador. A sessão B2B ocorre das 14h às 17h (acesso para convidados com CNPJ) e a abertura ao público final e profissionais das 18h às 22h.

Quanto custam os ingressos do Bahia Vinho Show?

Os ingressos estão disponíveis no Sympla, a partir de R$ 147. As vagas para atividades especiais, como a degustação às cegas, são limitadas.

O que muda na edição de dez anos do Bahia Vinho Show?

A principal novidade é a ampliação da experiência: além da seleção de vinhos, a edição comemorativa incorpora destilados, cafés especiais e outras descobertas sensoriais, transformando o evento em um ponto de encontro entre diferentes culturas de bebida.

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Mistura Contorno 10 anos: Celebração com jantar a seis mãos dedicado ao mar da Bahia

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Uma década de cozinha de raiz: Andréa Ribeiro reúne dois chefs convidados para uma noite de memória, território e sabores da Baía de Todos-os-Santos

O Mistura Contorno completa 10 anos em maio e marca a data com um jantar exclusivo a seis mãos no dia 21, no restaurante, na Ladeira do Gabriel, em Salvador. À frente da noite está a chef Andréa Ribeiro, que recebe os convidados Nivaldo Francisco de Souza, do Fogo & Mar (Santa Catarina), e Elismar Anselmo, do Pescatore (Aracaju), para um menu em múltiplas etapas com sugestões de harmonização. A celebração transforma o aniversário da casa em uma homenagem às marisqueiras, aos pescadores e à cultura do mar baiano.

Dez anos que carregam três décadas

Os 10 anos do Mistura Contorno não começam em 2015. Eles começam muito antes, na trajetória de Andréa Ribeiro, uma cozinheira que construiu seu repertório ao longo de mais de três décadas dedicadas aos ingredientes e sabores da Bahia. O restaurante, instalado na Ladeira do Gabriel, no Cloc Marina Residence, é o ponto de chegada de um percurso longo, e a celebração de aniversário foi pensada para traduzir exatamente isso.

“Esses 10 anos representam uma história construída ao longo de mais de três décadas dedicadas à gastronomia, com respeito aos ingredientes e sabores da nossa terra”, afirma a chef. A frase resume a proposta da casa: uma cozinha que não persegue modismos, mas aprofunda raízes. Aqui, dendê, mandioca, produtos da agricultura familiar e o repertório afetivo da cozinha baiana não são tendência, são fundação.

A data redonda virou pretexto para algo maior do que um jantar comemorativo. Virou declaração de identidade.

Um encontro a seis mãos entre Bahia, Sul e Sergipe

Para a segunda temporada desse formato, Andréa Ribeiro chamou dois chefs que dialogam com o mar a partir de territórios diferentes.

Nivaldo Francisco de Souza comanda o Fogo & Mar, em Santa Catarina, e chega a Salvador com um currículo de peso: é o atual vencedor do Campeonato Continental de Paella, disputado no Uruguai, e ganhador do Prêmio Dólmã como chef representante da Região Sul do Brasil. Sua cozinha traz a perspectiva do litoral catarinense e o domínio técnico de quem trabalha o mar em alta temperatura.

Elismar Anselmo, do Pescatore, em Aracaju, entra com outra camada. Pesquisador das tradições da gastronomia do cerrado, ele aporta um olhar que cruza o sertão e o litoral, expandindo a conversa para além da costa.

O resultado é um menu a seis mãos que não soma apenas três cozinhas. Soma três leituras de Brasil, costuradas pela água: a Baía de Todos-os-Santos, o litoral sul e a interseção sergipana entre cerrado e mar. Pratos inéditos, ingredientes regionais e técnicas contemporâneas se encontram em etapas pensadas para serem percorridas com calma, acompanhadas de harmonizações sugeridas.

Mistura Contorno 10 anos: A homenagem está no centro do prato

Por trás da estrutura do evento existe um gesto que define o tom da noite, e da própria casa. O jantar é uma homenagem explícita às marisqueiras da Baía de Todos-os-Santos, aos pescadores e à cultura do mar da Bahia.

Não é um detalhe decorativo. É o eixo. As marisqueiras, mulheres que extraem o sustento do mangue e da maré, sustentam boa parte da gastronomia baiana sem aparecer no cardápio. Os pescadores que abastecem as cozinhas da cidade raramente são nomeados. Ao colocar essas figuras no centro de um jantar de aniversário, o Mistura Contorno faz uma escolha editorial e política: reconhece a origem.

“Queríamos celebrar esse momento olhando para o mar da Baía de Todos-os-Santos, para as marisqueiras, para os pescadores e para tudo o que inspira a cozinha do Mistura desde o início, como a agricultura familiar, o dendê, a mandioca e os produtos regionais”, diz Andréa Ribeiro. “Vai ser uma noite muito especial, cheia de memória, emoção e experiências que traduzem quem somos.”

A programação do Mistura Contorno 10 anos também reserva espaço para a cultura: o samba raiz entra como elemento de ancestralidade, conectando a mesa à memória afetiva da Baía de Todos-os-Santos. Comida, música e território no mesmo gesto.

Por que esse jantar importa

Salvador tem uma cena gastronômica que muitas vezes olha para fora em busca de validação. O Mistura Contorno faz o movimento contrário: olha para a maré, para o mangue, para quem cata o marisco. Em uma cidade à beira da maior baía do Brasil, celebrar 10 anos virando o rosto para a água e para quem vive dela é um posicionamento raro e necessário.

É um jantar, sim. Mas é também um lembrete de onde vem o sabor.


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Salvador Restaurant Week 2026 começa quinta-feira com mais de 100 participantes

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Festival gastronômico vai de 14 de maio a 14 de junho com menus completos a preços fixos entre R$ 59,90 e R$ 119, sob o tema “A Cozinha dos Campeões”

O festival Salvador Restaurant Week 2026 começa nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, e segue até 14 de junho, reunindo mais de 100 restaurantes da capital baiana e de Feira de Santana em um circuito de menus completos a preços fixos. Durante 30 dias, o leitor pode escolher entre entrada, prato principal e sobremesa por valores que variam de R$ 59,90 (almoço Tradicional) a R$ 119 (jantar Premium), em casas que vão de cantinas italianas consagradas a rooftops contemporâneos.

É o festival gastronômico mais longevo do calendário soteropolitano, e nesta edição alcança um dos maiores rosters da sua história. A amplitude do evento transforma o período em algo que pode ser lido como um mapa anual da cena gastronômica de Salvador: quem participa, quem estreia, quem retorna, quem aposta em qual cozinha. Para o público, é a chance de cruzar finalmente o portão daquele restaurante que sempre esteve no radar e nunca entrou no roteiro.

Um mês para conhecer (ou revisitar) a cena gastronômica de Salvador

A proposta da Restaurant Week é simples e venceu pela consistência: cardápios desenhados especificamente para o festival, com três tempos de prato, a um valor previsível e atrativo. O modelo cria uma janela de descoberta que dificilmente se repete no resto do ano. Restaurantes que costumam funcionar com tickets médios mais altos abrem suas portas para um público que talvez não os frequentasse com regularidade. Endereços já estabelecidos aproveitam para reforçar a clientela. Casas novas se apresentam ao mercado.

Nesta edição, o festival se espalha por bairros como Pituba, Itaigara, Horto Florestal, Rio Vermelho, Itapuã, Barra, Brotas, Ondina, Mucugê, além de presenças em shoppings (Salvador Shopping, Salvador Norte Shopping, Shopping da Bahia, Shopping Paralela, Shopping Barra, Mundo Plaza, Boulevard Side, Spot Barra, Paseo Itaigara, Alphaville). A lista também inclui restaurantes de Feira de Santana, ampliando o alcance regional do festival.

“A Cozinha dos Campeões”: o tema da 27ª edição

A curadoria temática deste ano propõe uma homenagem à gastronomia das oito seleções campeãs da Copa do Mundo: Brasil, Itália, Alemanha, França, Argentina, Espanha, Inglaterra e Uruguai. Os restaurantes participantes desenvolveram pratos que dialogam com momentos icônicos do futebol, apelidos de seleções e nomes de jogadores que marcaram época. A Azzurra italiana, a Celeste Olímpica uruguaia, a final de 1998, Pelé, Maradona, Messi, Platini e Ronaldo Fenômeno aparecem como referências em releituras que cruzam memória esportiva e tradição culinária.

A proposta dá aos chefs uma camada extra de narrativa para trabalhar, e ao público uma chave de leitura que torna o cardápio mais lúdico do que de costume.

Os três tipos de menu e os valores

A estrutura de preços da Salvador Restaurant Week 2026 segue dividida em três faixas, permitindo que cada restaurante se posicione conforme sua proposta e ticket médio habitual.

Menu Week Tradicional: R$ 59,90 no almoço e R$ 74,90 no jantar.

Menu Week Plus: R$ 73,90 no almoço e R$ 94,90 no jantar.

Menu Week Premium: R$ 99,00 no almoço e R$ 119,00 no jantar.

A cada menu, o cliente pode optar por acrescentar R$ 2,00 destinados às Obras Sociais Irmã Dulce, em ação social que se tornou marca do festival.

Salvador Restaurant Week 2026
Croquete de Camarão, uma das entradas do Arento – Foto: Divulgação

A lista completa dos restaurantes participantes do Restaurant Week 2026

  1. 33 Contemporâneo
  2. A Taberna
  3. AL Mare
  4. Antique Bistrô
  5. Amada Lisboa
  6. Amado (Salvador Shopping)
  7. Ainá Lamen | Almacen Pepe (Horto)
  8. Almacen Pepe (Shopping Barra)
  9. Alfredo’Ro
  10. Alfredo’Ro Trattoria & Forneria (Salvador Shopping)
  11. Allê Varanda Bar
  12. Arento
  13. Artmalte Restaurante e Cervejaria
  14. Azougue (Salvador Shopping)
  15. Azougue (Salvador Norte Shopping)
  16. Azougue Prime
  17. Baby Beef Sport
  18. Barbacoa
  19. Barravento
  20. Bella Napoli
  21. Bistrô Casa Tua
  22. Boteco Português
  23. Bottino Ristorante Italiano
  24. Buddha Bistrô Asiático
  25. Blue Praia
  26. Cantina Cosa Nostra
  27. Cantina Castello
  28. Cantina Volpi (Pituba)
  29. Cantina Volpi (Ondina)
  30. Cantina Volpi (Paseo Itaigara)
  31. Cantina Volpi (Alphaville)
  32. Cantina Volpi (Salvador Shopping)
  33. Canto
  34. Carvão Cozinha de Fogo
  35. Casa Iryna
  36. Casa 24 Forneria (Feira de Santana)
  37. Casa de Moá (Feira de Santana)
  38. Casa Di Vina
  39. Casarìa
  40. Casarão 17
  41. Casa Chálabi
  42. Cazinha Bistrô
  43. Cazolla (Pituba)
  44. CÖA Restaurante
  45. Confraria das Ostras
  46. Cork Wine Lab
  47. Chez Bernard
  48. di Giuseppe
  49. Di Liana
  50. El Carreiro
  51. Ferreiro Café
  52. Forneria Bottino
  53. Gattai
  54. Genaro
  55. Gero
  56. Grissini Bistrô (Feira de Santana)
  57. Il Filetto Ristorante
  58. Jabú Restô & Bar
  59. James Steakhouse
  60. Jota Gastronomia
  61. Ki-Mukeka (Salvador Shopping)
  62. Ki-Mukeka (Shopping Paralela)
  63. Ki-Mukeka (Shopping Barra)
  64. Ki-Mukeka (Salvador Norte Shopping)
  65. La Bottega
  66. La Café Bistrô
  67. La Lupa
  68. La Pasta Gialla
  69. La Pulperia (Mucugê)
  70. La Pulperia (Brotas)
  71. La Pulperia (Itaigara)
  72. Lafayette
  73. Le Vin Restobar (Pituba)
  74. Leto Gastronomia
  75. Lilás
  76. Lotti (Marina)
  77. Lotti (Salvador Shopping)
  78. Lôro (Bahia Marina)
  79. Mamma Jamma (Shopping Barra)
  80. Mamma Jamma (Shopping da Bahia)
  81. Maria Mata Mouro
  82. Martim Pescador (Shopping da Bahia)
  83. Martim Pescador (Shopping Paralela)
  84. Martim Pescador (Pituba)
  85. Masala
  86. Medieval Gastro Pub
  87. Megiro
  88. MiniBar Gem
  89. Miss Kōh
  90. Mistura (Itapuã)
  91. Moara
  92. Muy Massa
  93. Mōrea Asian Fusion
  94. Ori (Horto Florestal)
  95. Ori Rooftop (Centro)
  96. Pala7 Rooftop
  97. Palles
  98. Pasárgada Kebab Grill & Bar
  99. Passeio da Vitória
  100. Pasta em Casa (Rio Vermelho)
  101. Pasta em Casa (Paralela)
  102. Peixe Voador Rooftop
  103. Pereira (Shopping da Bahia)
  104. Pereira (Shopping Paralela)
  105. Pereira (Barra)
  106. Peruvian Chicken Pollo a La Brasa
  107. Pirambeira
  108. Preta Bistrô
  109. Preta Tira Chapéu
  110. Principote
  111. Proa Gastrobar
  112. Purgatório
  113. Racletto
  114. RED
  115. Regalo Pizzeria (Pituba)
  116. Regalo Pizzeria (Vilas)
  117. Riz Bistrot Risoteria
  118. Salvador Dali
  119. Sagratto Café Bar
  120. Santiago Culinária Ibérica (Club Espanhol)
  121. Santiago Culinária Ibérica (Shopping Barra)
  122. Segreto Ristorantino
  123. Sette Restaurante
  124. Seven Café & Bistrô (Spot Barra)
  125. Seven Café & Bistrô (Boulevard Side)
  126. Seven Café & Bistrô (Salvador Shopping)
  127. Seven Café & Bistrô (Mundo Plaza)
  128. Seven Café & Bistrô (Shopping da Bahia)
  129. Silva Cozinha | Soho (Shopping Paseo)
  130. Soho (Bahia Marina) | Tokai (Shopping Barra)
  131. Torre de Pizza
  132. Une Cozinha
  133. Villa Restaurante
  134. Vim Vim Trattoria
  135. Vini Figueira Gastronomia
  136. Vini Figueira Mar
  137. Vishnu
  138. Vona Ristorante
  139. Yaya
  140. Zaffe
  141. Zūuk

Serviço Salvador Restaurant Week 2026

Evento: Salvador Restaurant Week 2026
Período: 14 de maio a 14 de junho de 2026

Menus e valores:

  • Menu Week Tradicional: R$ 59,90 (almoço) e R$ 74,90 (jantar)
  • Menu Week Plus: R$ 73,90 (almoço) e R$ 94,90 (jantar)
  • Menu Week Premium: R$ 99,00 (almoço) e R$ 119,00 (jantar)

Ação social: R$ 2,00 por menu destinados às Obras Sociais Irmã Dulce. Site oficial: www.restaurantweek.com.br Instagram oficial do festival: @salvadorrestaurantweek

Perguntas Frequentes

Quando é a Salvador Restaurant Week 2026?

A 27ª edição da Salvador Restaurant Week acontece de 14 de maio a 14 de junho de 2026, totalizando 30 dias de programação com menus exclusivos em mais de 100 restaurantes da capital baiana e de Feira de Santana.

Quanto custa o menu da Restaurant Week em Salvador?

Os menus se dividem em três faixas. O Tradicional custa R$ 59,90 no almoço e R$ 74,90 no jantar. O Plus sai por R$ 73,90 (almoço) e R$ 94,90 (jantar). O Premium é vendido por R$ 99,00 (almoço) e R$ 119,00 (jantar). Há ainda a opção de doar R$ 2,00 por menu para as Obras Sociais Irmã Dulce.

Quais restaurantes participam da Salvador Restaurant Week 2026?

Mais de 100 restaurantes participam da 27ª edição, incluindo casas consagradas como Amado, Lafayette, Soho, Gero, Lôro, Ori, Maria Mata Mouro, Casa Iryna, Mistura, Jota Gastronomia, além de unidades de redes como Cantina Volpi, Ki-Mukeka, Pereira, Martim Pescador, La Pulperia e Seven Café & Bistrô. A lista completa está disponível em restaurantweek.com.br.

Qual é o tema da 27ª Salvador Restaurant Week?

O tema desta edição é “A Cozinha dos Campeões”, uma homenagem à gastronomia das oito seleções já campeãs da Copa do Mundo: Brasil, Itália, Alemanha, França, Argentina, Espanha, Inglaterra e Uruguai. Os restaurantes apresentam releituras inspiradas em momentos icônicos do futebol e nas tradições culinárias desses países.


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