No último dia 2 de maio, a farofa de Tereza Paim, estrela principal do sortido Tabuleiro da Chef, foi apresentada no jantar comemorativo da coroação do Rei Charles III, em Brasília.
O evento, realizado pela Embaixada do Reino Unido em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Apex-Brasil, reuniu nove produtos representantes do AGROnegócios do país.
Exportando para os Estados Unidos, Reino Unido e Portugal, a empresa Tabuleiro da Chef, que faz parte do Grupo Tereza Paim, está vivendo um “boom” inicial de exportação da linha de farofas.
“Momento de felicidade neste marco. Minha missão é levar a cultura da minha terra para o mundo e isto está sendo realizado, através da farofa”.
Chef Tereza Paim
A Farofa de Tereza Paim
A farofa de Tereza Paim é um produto tradicional da culinária baiana, com um sabor marcante que conquista os paladares mais exigentes. Com uma textura crocante e ingredientes selecionados, a farofa é o acompanhamento ideal para diversas receitas, desde carnes até peixes e frutos do mar.
Farofas de Tereza – Foto: Divulgação
O evento da coroação na Embaixada do Reino Unido
O evento comemorativo da coroação do Rei Charles III teve como objetivo destacar os produtos do Agro.BR que estarão presentes na celebração na Embaixada do Reino Unido, com o objetivo de aumentar a participação de pequenos e médios produtores no comércio internacional e diversificar a pauta exportadora de produtos do agro brasileiro.
A coroação acontece nesta sexta-feira, 6 de maio, na Abadia de Westminster, em Londres, e a farofa de Tereza Paim estará presente, representando a culinária baiana e a qualidade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
A embaixadora do Reino Unido, Sthephanie Al-Qaq, enalteceu a parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) durante o jantar comemorativo da coroação do Rei Charles III. Em seu discurso, destacou a preparação do cardápio da cerimônia com alimentos fornecidos por produtores rurais brasileiros. Segundo ela, o Palácio de Buckingham elogiou o cardápio, que reflete a diversidade e a sustentabilidade dos produtos brasileiros.
A embaixadora ressaltou ainda que a parceria com a CNA demonstra a grande oportunidade que existe para os produtos brasileiros no mercado internacional, sobretudo do ponto de vista ambiental. Essa colaboração, que apresenta produtos de qualidade, contribui para a inserção de pequenos e médios produtores brasileiros no comércio global, aumentando a participação do Brasil na economia mundial.
Outros produtos que fizeram parte da cerimônia na Embaixada do Reino Unido
A cerimônia apresentou nove produtos aos convidados, entre eles geleia de umbu, tapioca, queijo meia cura, farinha, castanha-do-Brasil, mel de aroeira, chocolates premiados e café especial, são eles:
Geleia de umbu, da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá Coopercuc)
Tapioca, da empresa Akio Roxo
Castanha do Brasil, da empresa Floresta em Pé
Chocolates, das empresas Chor Chocolates e Priscyla Franca Chocolates
Mel de aroeira, da Cooperativa dos Apicultores do Norte de Minas (Coopemapi)
Café especial, da empresa Moncerrado Café
Queijo meia cura, da Fazenda Generosa
Farofa de Tereza Paim, do Tabuleiro do Chef
Foto: Divulgação
O potencial que a Bahia tem
A farofa de Tereza Paim é um exemplo de produto baiano de alta qualidade, que tem conquistado paladares em todo o mundo.
Com sua participação neste jantar comemorativo da coroação do Rei Charles III, a farofa mostra o potencial dos produtos nacionais no mercado internacional, e a importância de valorizar a cultura e a gastronomia brasileiras.
Cada conquista da nossa gastronomia e da nossa cultura é motivo de grande alegria! Ficamos radiantes com cada uma delas!
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Se você está em busca de um bom café da manhã português em Salvador, temos uma novidade que vai fazer seu paladar vibrar!
A partir do dia 6 de maio, o Boteco Português, localizado na orla do Rio Vermelho, passará a oferecer um cardápio especial de café da manhã aos sábados e domingos, das 7h30 às 11h.
Com a proposta de trazer um toque lusitano para a Bahia, os sócios Giuseppe Salvetti e Everty Rocha apostam em um menu diferenciado e inspirado em Portugal, para que você possa começar o dia com muito sabor e requinte.
Menu do Café da manhã do Boteco Português
Confira abaixo algumas das opções disponíveis no café da manhã português:
Ovos Rotos da Taberna com Presunto Serrano e Tomate Confit
Ovos Algarve, Tomatada com Ovos
Ovos à Moda Francesinha,
Ovos com Salmão Defumado
Croissant Carbonara.
Ovos Algarve – Foto Rubens CaldasOvos Rotos da Taberna com Presunto Serrano e Tomate Confit – Foto Matheus AndradeCroissant Carbonara – Foto: Rubens Caldas
O Boteco Português funciona na Rua Borges dos Reis, nº 16 no Rio Vermelho.
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O Bahia Vinho Show 2023 está se preparando para atrair mais de mil pessoas ao Hotel Vila Galé Salvador, de 04 a 06 de maio. Esta será a 8ª edição do evento, onde os participantes terão a oportunidade de conhecer alguns dos maiores players do mercado baiano. Ao todo, 22 expositores, entre vinícolas, distribuidoras, importadoras e produtores de licor, confirmaram presença na feira.
Degustação de Vinhos e Palestras Técnicas
Além de conhecer os expositores, o público poderá experimentar uma grande variedade de rótulos que estarão disponíveis durante o evento. Haverá também uma mesa de pães e queijos para acompanhar a degustação. As palestras técnicas, com vagas limitadas, fazem parte da grade da programação e prometem atrair a atenção dos apreciadores de vinho.
Bahia Vinho Show 2023: Expositores Confirmados
A lista de expositores para o Bahia Vinho Show 2023 inclui nomes importantes da cadeia produtiva do vinho, como AOK Wine, Dalac Distribuidora, Ergos Distribuidora, Concha y Toro, Fé Distribuidora, Vinícola Rio Sol, Vinícola Monte Paschoal, Vinícola Santa Maria, Vinícola Santa Vitória, SOST Distribuidora, Sotero Distribuidora, Vinhos e Mais Importadora, Vinífera Import, VinoTinto Distribuidora, Vinícola Villaggio Grando, Grand Cru Importadora, Qualimpor Importadora, Zahil Importadora, Axé Licor, Delícias da Nina, Jú Arléo Chocolates e Loja Superuteis.
Palestras Técnicas
Na quinta-feira, dia 04, o sommelier profissional e internacional Jaime D` Oliveira abre a programação das palestras, às 17h, com o tema “Prazer, eu sou MALBEC!”.
Em seguida, às 18h, Waldemar Lott – ex-presidente da Associação Brasileira de Sommeliers – Seção Bahia (ABS-BA), apresenta “Quem é a rainha das uvas brancas: Chardonnay ou Riesling?”.
Na sexta-feira, dia 05, o sommelier Alexandre Takei fala sobre “Degustando como um sommelier”, onde pretende guiar os participantes, na prática, pelo passo a passo da degustação técnica de um vinho.
Finalizando as apresentações do Bahia Vinho Show 2023, no sábado, dia 06, o sommelier chileno Eduardo Tapia, formado pela Escola de Sommelier do Chile e Union de la Sommellerie Française, traz o tema “Os vinhos do Vale do Colchagua”, região conhecida por sua rota do vinho e por concentrar importantes vinícolas.
Os ingressos para o Bahia Vinho Show 2023 estão sendo vendidos no Sympla. O evento é destinado a maiores de 18 anos e cada ingresso dá direito a um dia de evento e a uma taça de cristal para a degustação no local.
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Deleite-se com a crônica saborosa do Professor Tibério Alfredo Silva sobre o filme ‘O Menu’ e o chef Slowik: aprecie a audaciosa trama gastronômica de sucesso da Star+.
Nessa crônica sobre O Menu, filme exibido pela streamer Star+, o Professor de gastronomia e hotelaria Tibério Alfredo Silva nos convida à sua reflexão sobre o longa metragem e seu protagonista, o gélido chef Slowik (Ralph Fiennes).
Essa é uma ocasião de celebração, pois é com essa crônica estreante que, com grande satisfação, recebemos o Professor Tibério como colaborador do Muito Gourmet. Com vasta experiência na área gastronômica e uma paixão inabalável pela culinária, o Professor alimentará nossas mentes, a partir de agora, compartilhando seus pensamentos, reflexões e um pouco da história da gastronomia.
O seu primeiro texto para o Muito Gourmet é uma intervenção com muitas reflexões e aprendizados. De fato, é um privilégio e um prazer tê-lo conosco para compartilhar seus conhecimentos com os nossos leitores.
Sinopse do filme O Menu
O filme O Menu conta a história de Margot (Anya Taylor-Joy), uma jovem convidada por Tyler (Nicholas Hoult) para jantar em um restaurante famoso e exclusivo, liderado pelo chef Slowik (Ralph Fiennes) em uma ilha distante.
Lá, eles encontram outros convidados especiais, como um astro de cinema, operadores do mercado financeiro, uma crítica gastronômica e um casal milionário. O que era para ser uma noite agradável com comida especial e bons drinks, torna-se um pesadelo quando surpresas chocantes são reveladas.
Cenas do Filme O Menu – Foto: Reprodução
Depois desse petisco de introdução, vamos à crônica:
Chef Slowik
Fui conhecer o trabalho do Chef Slowik, Julian Slowik do restaurante Hawthorn.
Já no receptivo percebi algo de diferente na Casa:
“- Estejam à vontade para observar os cozinheiros a inovar.
Mas, por favor, não fotografem os nossos pratos.
O Chef crê firmemente que a beleza das suas criações reside na sua natureza efêmera”.
Disse a fleumática Elsa, uma mistura indecifrável de hostess e maitre.
Ela foi enfática em proibir o uso dos celulares durante o Menu Degustação.
Por mim tudo bem, mas percebi que muita gente do grupo ficou desconfortável com a regra.
Eu não sei se por acanhamento ou preocupação em não atrapalhar a equipe de compenetrados cozinheiros no serviço, mas ninguém se aproximou da cozinha aquário.
Havia um certo constrangimento no ar, um silêncio incômodo entre os convidados.
Ou será que era impressão minha?
Será que a expectativa de conhecer o Chef Slowik, sempre cercado de muito mistério, ou a falta do celular nas mãos deixou todos calados?
Creio que o silêncio que vinha da cozinha contribuiu para a inibição geral. Não se ouvia uma única conversa sequer entre os cozinheiros, apenas os sons vindos das panelas.
A situação durou pouco no relógio, mas pareceu uma eternidade na alma.
Do fundo da cozinha, surge o Chef. Passos lentos, olhar de scanner, pausa dramática e se apresenta:
“- Sou o Chef Julian Slowik e esta noite teremos o prazer de lhes alimentar.
Durante as próximas horas vocês vão ingerir gordura, sal, açúcar, proteína, bactérias, fungos, várias plantas e animais e, por vezes, ecossistemas inteiros.
Mas tenho que lhes pedir uma coisa. Só uma.
Não comam.
Provem.
Saboreiem.
Apreciem.
Atentem a cada pedaço de comida que põem na boca.
Sejam conscienciosos.
Mas não comam.
O nosso Menu é precioso demais para isso.
E olhem à sua volta.
Aceitem. Aceitem tudo”.
A postura carismática do Chef me fez obedecer e olhei à minha volta.
Pensei que era para observar aquele ambiente minimalista, elegante na medida certa, revelando um bom gosto sem ostentação.
Não encontrei os defectíveis espaços instagramáveis, uma atitude muito inteligente e coerente com a proposta do Hawthorn.
Mas quanta ingenuidade a minha. Que pensamento óbvio. E logo me toquei que o que estava à minha volta eram as pessoas; era a isso que o Chef se referia.
Não conhecia o grupo, aparentemente muito eclético.
Fiz cara de “bons amigos”, mas não deu muito certo não; três ou quatro trocas de olhares simpáticos e só.
Por um lado, foi bom, pois pude assim me concentrar no Amuse Bouche que acabara de chegar.
Interessante: não havia garçons. Os próprios enigmáticos cozinheiros traziam as suas criações.
Pepino-melão comprimido em vinagre, neve de leite e renda chamuscada.
Levei meu primeiro tapa: não sabia nem por onde começar a degustar a criação.
Usei a tuile de algas para capturar as esferas de pepino e um pouco da neve translúcida.
Senti o olhar do Chef Slowik me fulminando de longe.
E rapidinho chegou o Couvert.
Em diferenciada porcelana branca, vieram 5 ramequins com molho rico, molho emulsionado, molho quente, molho frio e molho geleificado.
E ele, mais uma vez, se pronunciou:
“- O pão existe sob várias formas há mais de 12.000 anos.
Especialmente entre os pobres.
Farinha e água.
O que pode ser mais simples?
E como Jesus nos ensinou a orar?
Foi implorando o pão nosso de cada dia.
Ainda hoje, os cereais representam 65% de toda agricultura.
Os gregos antigos mergulhavam o pão seco em vinho ao desjejum.
O pão: o alimento do homem comum.
Mas vocês, meus caros clientes, não são o homem comum.
E por isso, esta noite, não terão pão!
Nosso couvert será o “prato de pão sem pão e os acompanhamentos salgados.
Neste espírito, por favor, apreciem os acompanhamentos desacompanhados.
O pão que não vão comer hoje foi feito com um trigo ancestral da Ucrânia Ocidental chamado Red Fife, produzido por nossos parceiros do Projeto Cerealístico de Tehachapi 1 dedicado à conservação de cereais tradicionais”.
A fala do Chef foi contundente, quase em tom de ameaça.
Desta vez, o silêncio no salão foi levemente quebrado por murmúrios de insatisfação e aquele barulhinho característico de quando se ajeita o corpo na cadeira demostrando desconforto.
Como vou comer, “ops” desculpa Chef, como vou apreciar isso? Será que é com as pontas dos dedos? Pensei, mas não tive coragem de me pronunciar.
E o segundo tapa eu recebi agora:
Na mesa próxima, bem em frente à minha, a jovem blogueira (sei disso, porque ela já havia divulgado no Foyer ser uma digitalinfluencer gastronômica) fez um delicado aceno para a maitre Elsa.
Deu para ouvir claramente a moça:
“- Eu entendo o conceito do prato, mas eu gostaria de uma cestinha de pães, pode ser um pão italiano, mesmo. ”
E o contato veio na fala pausada da Maitre:
“- Você vai comer menos do que deseja e mais do que merece”.
Algo de muito estranho e sinistro estava por acontecer neste jantar.
Quem assistiu percebeu que eu estou falando de “O Menu” dirigido por Mark Mylod.
Um filme de suspense ambientado em um restaurante, que usa da gastronomia para desenvolver a trama e construir inteligentes críticas de temas complexos, como pretensão, vaidade, reconhecimento, distinções sociais e obsessão.
O Menu é um ótimo filme gastronômico no qual o prato principal não é a refeição, mas ela é a régua que mede o caos da história.
Nas mesas do Hawthorn está a “pretensão” na figura da crítica de gastronomia, para quem nenhum prato está bem realizado, nada é satisfatório e, o que é bom, poderia ser melhor.
Fazendo coro com a pretensão, soma-se a presença do Editor de Revista, igualmente presunçoso, sempre pronto a oferecer concordâncias para assanhar as críticas ferinas.
A “vaidade” é escancarada nos clientes que se exibem em determinados restaurantes pelo status, apenas por aparência e pela necessidade insana de mostrar que os “frequentam”.
Estes então, até agora, procuram desconsolados o espaço instagramável que não existe no Hawthorn.
O “reconhecimento” é questionado nas relações entre os cozinheiros e os clientes que não conseguem valorizar os serviços de hospitalidade.
A necessidade de “reconhecimento” também vem do comensal que quer mostrar seus conhecimentos gastronômicos a cada prato que chega à mesa. Suplicando um pouco de elogio ou a atenção do Chef.
Traz à lembrança aqueles clientes que necessariamente querem abrir um debate com o sommelier a respeito do vinho escolhido, principalmente se tiverem uma plateia para ouvir as suas “enofilias”.
Interessante que este é o primeiro a angariar, de nós espectadores, a antipatia pelo personagem.
Migas de humor refinado ficam por conta do sommelier e sua peculiar forma de apresentar os vinhos harmonizados com o Menu Degustação do Hawthorn.
O chef Slowik (Ralph Fiennes) personifica a “obsessão” pela perfeição e a frustração pela profissão, na medida em que ele declara ter se enganado tentando satisfazer pessoas impossíveis de satisfazer, por não entenderem o nível do seu trabalho.
As “distinções sociais” aparecem sob várias formas, mas ela se torna palpável no cheeseburger da personagem Margot, interpretada pela magnífica Anya Taylor-Joy.
O mesmo sanduíche vai cutucar memórias afetivas do Chef Slowik e potencializar as suas frustrações para o desfecho da trama.
Confesso que demorei um pouco para me animar em assistir “O Menu” que foi lançado no final do ano passado 2022, por achar que seria um arremedo de “Jogos Mortais”.
Foi aí que eu recebi o meu terceiro tapa. O filme é realmente muito bom, tem um roteiro intrigante e um suspense que nos segura do couvert à sobremesa.
Em tempo: estudantes de Gastronomia, “O Menu” rende um excelente TCC. Fica a dica e me chamem para a sua Banca de Avaliação.
O longa está disponível na Plataforma de streaming STAR+.
1 O objetivo do Tehachapi Heritage Grain Project (Califórnia) é preservar e cultivar grãos orgânicos tradicionais que são naturalmente tolerantes à seca e com baixo teor de glúten.
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Festival que acontece nos dias 5, 6 e 7 de maio no Mercadão da Bahia
Se você é fã de cerveja artesanal, petiscos saborosos e música boa, então precisa conferir a Vila Cervejeira do Mercadão da Bahia. Esse festival, que é aberto ao público, acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de maio no Mercadão da Bahia, centro comercial de Lauro de Freitas. Prepare-se para curtir bandas e músicas de diversos estilos em um espaço descontraído especialmente preparado para a ocasião.
Cervejas artesanais de qualidade
As cervejarias artesanais de Lauro de Freitas marcarão presença no festival. Entre elas, destacam-se 2 de Julho, Capitânia, Divas do Tio Chico, Feyh Bier, Hibrida, Milésima, Mindubier, Nujel’m e Proa. A Vila Cervejeira do Mercadão é um marco para Lauro de Freitas, que se consolida como polo da cerveja artesanal na Bahia. O município é responsável por 9 das 24 cervejarias existentes no estado.
Deliciosos petiscos para acompanhar
As operações de alimentação prepararam uma variedade de petiscos deliciosos com cardápios especiais que harmonizam com as cervejas. Entre as opções, estão bolinhos de brisket, bolinho de bobó de camarão, escondidinho, caldo de sururu, ceviche, torresmo, bolinho de feijoada e de carne com queijo coalho, porções de abará e acarajé, entre outros, tudo com o preço fixo de R$ 19,90.
Música para todos os gostos
O evento contará com uma programação musical diversificada que passeará por diversos estilos, desde jazz, rock, pop, blues até forró, sertanejo e samba.
Programação Sexta-feira – 5/5
Na sexta-feira (5/5), a abertura ficará por conta da banda Bago de Jazz, às 13h, e, a partir das 19h, será a vez da banda Kingsmen.
Programação Sábado – 6/5
No sábado (6/5), os shows serão da banda A Feira, às 16h, e de Julio Caldas, a partir das 19h.
Programação Domingo – 7/5
Já no domingo (7/5), a animação ficará por conta de U Tal do Xote, às 13h, e Água Fresca às 16h.
A Vila Cervejeira do Mercadão da Bahia
O festival é uma realização do Mercadão da Bahia, com apoio da Prefeitura de Lauro de Freitas e produção da Lícia Fabio Produções e da Lupa Promoções. Uma excelente oportunidade para se divertir com amigos e família enquanto aprecia as melhores cervejas artesanais, petiscos saborosos e música boa. Tim-tim!
Mercadão da Bahia – Foto: Divulgação
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Parece que o calor de Salvador fez bem para a Gelato Borelli, a marca está expandindo seus negócios em Salvador.
Depois de apenas 8 meses desde a sua primeira loja na cidade, a gelateria está inaugurando uma nova unidade em formato de quiosque no L1 do Salvador Shopping no próximo 2 de maio.
O novo formato de quiosque e produtos exclusivos
O novo quiosque de 12 m² no Salvador Shopping será dedicado exclusivamente à venda de produtos de gelateria, sem o serviço de cafeteria. Isso garante que os clientes possam aproveitar o melhor da marca em um ambiente específico para os seus gelatos.
Quiosque 3D – Borelli Salvador Shopping – Foto: Divulgação
Planos de expansão da Borelli em Salvador
Os empresários Thiago Studart, Antonio Studart e Hugo Copello, responsáveis pela franquia da Gelato Borelli em Salvador, estão investindo na abertura de novas lojas na cidade e região metropolitana.
Além da nova unidade no shopping, a empresa também planeja adquirir um stand móvel para levar seus produtos para eventos como casamentos, aniversários e formaturas.
Com a nova unidade, serão geradas 7 vagas de trabalho direto na capital baiana. A empresa também planeja abrir mais 3 lojas nos próximos 2 anos em Salvador e Região Metropolitana, ampliando sua presença e oferecendo seus produtos de qualidade para mais pessoas.
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O Cien Fuegos, restaurante e casa de entretenimento ao estilo mexicano, está completando 28 anos de existência. Em comemoração a essa data tão especial, o empresário André Garin anunciou a abertura de uma nova unidade do estabelecimento em Salvador. O novo restaurante será inaugurado ainda neste semestre na Pituba, um local estratégico da cidade.
A equipe do Cien Fuegos está trabalhando intensamente na construção do novo espaço, que será a primeira filial da marca na cidade de Salvador. A expectativa é que o restaurante proporcione aos clientes uma experiência única e inesquecível.
Novos projetos de crescimento estão sendo planejados para a marca Cien Fuegos. A possibilidade de franquear a marca para outras capitais brasileiras está sendo estudada e em breve será anunciada.
A história do Cien Fuegos
O Cien Fuegos é um restaurante e casa de entretenimento que se tornou referência em gastronomia mexicana no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Fundado há 28 anos, o estabelecimento foi criado para proporcionar aos clientes uma experiência diferenciada, com a influência da culinária mexicana e uma programação musical variada.
Com um ambiente descontraído e aconchegante, o Cien Fuegos conquistou o coração dos baianos e dos turistas que visitam a cidade. Além disso, o restaurante se tornou palco de diversas apresentações musicais e eventos culturais ao longo dos anos.
Um local clássico para comemoração de aniversário na cidade, não é mesmo?
Cien Fuegos – Rio Vermelho – Foto: Divulgação
A nova unidade do Cien Fuegos na Pituba
A inauguração do novo restaurante do Cien Fuegos na Pituba é um marco importante na história do estabelecimento. Com uma localização privilegiada, o novo empreendimento irá oferecer aos clientes uma experiência gastronômica ainda mais completa e diversificada.
A equipe responsável pela construção do novo restaurante está trabalhando arduamente para garantir que o local seja aconchegante e agradável aos clientes. A decoração será inspirada na cultura mexicana, com elementos típicos do país e uma atmosfera descontraída.
Expansão da marca Cien Fuegos
Com o sucesso do Cien Fuegos em Salvador, o empresário André Garin está planejando expandir a marca para outras capitais brasileiras. A possibilidade de franquear o restaurante para outras regiões do país está sendo estudada e em breve será anunciada.
A marca Cien Fuegos é sinônimo de qualidade e diversão. Com uma equipe dedicada e apaixonada pela gastronomia mexicana, o estabelecimento tem como objetivo proporcionar aos clientes uma experiência única e inesquecível.
O prestigioso Guia Michelin continua a trazer à tona surpreendentes restaurantes ao redor do mundo. Dessa vez, fez a gente voltar os nossos olhos e a atenção para o Äponem, instalado na construção medieval, o Auberge du Presbytère, na pequena cidade Vailhan, no departamento de Hérault, no sul da França. O local é o resultado do trabalho da Cheffe Amélie Darvas e da sommelière Gaby Benicio, uma francesa e uma brasileira, que deixaram Paris e instalaram o restaurante em uma idílica, rural e tranquila vila, escolha que surpreendeu muita gente.
Isso porque, Gaby Benicio, já era uma sommelière reconhecida mundialmente por seu trabalho autoral e poético e tinha uma carreira de sucesso antes mesmo da mudança. O seu restaurante anterior, em Paris, o Haï Kaï, no 11º arrondissement, ficava à margem do canal Saint-Martin e era um sucesso. Entretanto, cheffe e sommelière caíram de amores pelo Auberge du Presbytère e suas hortas e resolveram largar a metrópole, trocando-a por um verdadeiro projeto de vida que resolveram nomear de Äponem.
O nome Äponem, aliás, vem da língua da tribo indígena Pataxó e significa felicidade. Nome muito apropriado, aliás, pois se existe algum lugar em que ela pode ser encontrada, não temos dúvida que é em um local em que é possível plantar, colher e viver em harmonia e de forma coerente com os seus valores. Talvez seja essa a razão pela qual a talentosa dupla realizou esse ambicioso projeto.
O Äponem, apesar de contar com uma estrela Michellin, está longe de ser como aquele local implacável, feroz e intenso de muitas cozinhas da alta gastronomia estrelada. Tudo é pensado para que no local reine uma tranquilidade, em equilíbrio com a paz reinante na vila e à exuberante natureza ao redor. O local também é reconhecido por suas práticas sustentáveis com o meio ambiente. Além disso, também promove um modelo vanguardista de trabalho isonômico, no qual todos recebem o mesmo salário, desde os que trabalham nos canteiros até a chefia da cozinha.
A seleção dos vinhos teve essa mesma inspiração ao ser montada por Gaby Benicio. A carta do restaurante é vivaz e audaciosa e composta de vinhos biodinâmicos, revelando a escolha extraordinária da sommelière pela pureza. Ela também revela o seu engajamento e espírito esperançoso, o qual fica demonstrado na sua escolha pela horizontalização dos poderes na hierarquia do seu restaurante. A profissional pauta suas escolhas em uma linha de sommellerie cultural, integrando história e vivências sensoriais e trazendo sua assinatura autoral, promovendo uma experiência enriquecedora e memorável para seus clientes.
Em razão de tudo isso, ela recebeu o prix de la sommellerie du guide Michelin, ou, o prêmio de sommelier do Guia Michelin em 2023, prêmio que homenageia personalidades reconhecidas pela transmissão de conhecimento, serviço e sommellerie, sendo a primeira condecorada com o prêmio inédito lançado pelo Guia para personalidades reconhecidas pela transmissão de conhecimento, serviço e sommellerie.
O prêmio, além de mostrar ao mundo inteiro o talento de Gaby Benicio, também demonstra que é possível fazer alta gastronomia de uma forma justa, igualitária e com baixo impacto na natureza. Uma grande inspiração!
O churrasco é um prato popular em todo o mundo, com diferentes tipos , e diversas culturas e países adicionando seu próprio toque especial. No Brasil, o Dia do Churrasco é comemorado em 24 de abril, uma data que celebra a deliciosa tradição de se reunir com amigos e familiares para preparar e desfrutar de um bom churrasco.
5 tipos de churrasco ao redor do mundo
Neste artigo, vamos explorar 5 tipos de churrasco ao redor do mundo, desde as carnes até as técnicas de preparação e os temperos utilizados:
O Churrasco Argentino
O argentino, também conhecido como asado, é uma tradição em todo o país. A carne é geralmente grelhada em um fogão a lenha ou carvão, e a técnica consiste em cozinhar lentamente a carne em espetos. O asado é frequentemente temperado com sal grosso e é servido com chimichurri, uma mistura de ervas frescas, alho e vinagre.
Asado Argentino – Foto: Reprodução
O Churrasco Coreano
O coreano, conhecido como bulgogi, é uma das comidas mais populares na Coreia do Sul. A carne é cortada em fatias finas e marinada em uma mistura de molho de soja, açúcar, óleo de gergelim, alho e cebola antes de ser grelhada. É servido com arroz e outros acompanhamentos como kimchi, uma mistura fermentada de legumes.
Curiosidade: Em Salvador temos um restaurante que você pode experimentar um autêntico bulgogi. O Kion Korean Cuisine localizado na Pituba oferece um cardápio inteiro dedicado à culinária koreana, fica a dica.
Bulgogi – Churrasco Koreano – Imagem: Reprodução
O Churrasco Brasileiro
O brasileiro é conhecido em todo o mundo pela variedade de cortes de carne utilizados. O churrasco brasileiro é frequentemente servido em rodízios, onde os clientes recebem um fluxo constante de diferentes cortes de carne grelhada em espetos, o famoso “espeto corrido”.
A carne é temperada com sal grosso e e servida com uma infinidade de acompanhamentos. Esse a gente conhece bem, rs!
O Churrasco Americano
O americano, – vulgo BBQ – é uma tradição que varia de estado para estado, mas geralmente consiste em cozinhar carne de porco ou bovina em um churrasco ou defumador. A carne é temperada com uma mistura de açúcar mascavo, pimenta, alho em pó e páprica. O churrasco americano é normalmente servido acompanhado com molho barbecue.
American Barbecue – Churrasco Americano – Foto: Elements
O Churrasco Africano
O africano é uma tradição que se estende por todo o continente, com muitos países adicionando seu próprio toque especial. Em países como a África do Sul, o churrasco é conhecido como braai e é frequentemente servido com uma variedade de carnes, incluindo carne bovina, suína e de aves. A carne é frequentemente temperada com uma mistura de especiarias, como pimenta preta, cominho, coentro e gengibre.
Braai – Churrasco Sul-africano – Foto: Reprodução
Uma tradição deliciosa em todo o mundo, e cada país tem sua própria maneira de preparar e temperar a carne e coloca-la para assar.
No dia de hoje, o importante é celebrar e apreciar essas diferenças culturais e experimentar novos sabores ao lado dos nossos!
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No Brasil exibida no streaming da Star+, a Série O Urso (The Bear) surpreende. Misturando um pouco de comédia, drama em um ambiente super realista e caótico de uma cozinha, a série tem como protagonista um jovem Chef, Carmen Berzatto.
O local, chamado The Beef, que fica no centro da cidade de americana de Chicago, é herdado pelo chef, que passa a tentar transformá-lo em um negócio viável e de sucesso.
A trama se desenvolve com os dramas que passam a ser vivenciados pelo jovem e talentoso chef que encontra uma equipe de funcionários dedicados, mas em um negócio em frangalhos.
Passando por temas como família, amizade e dificuldades profissionais, a série é envolvente e emocionante e toca em questões sensíveis, especialmente quando se trata do competitivo mercado de restaurantes.
Atenção: até aqui, você leu apenas uma sinopse da série O Urso.
A partir daqui, nosso texto trará fatos e informações bem detalhadas sobre as questões que envolvem a trama, seus personagens, acertos e desacertos.
Fica o aviso: se você ainda não viu a primeira temporada da série, recomendamos que pare por aqui e vá direto assistir a história emocionante.
Caso você já tenha visto ou não se importe com spoilers, continue lendo e desvende, junto conosco, alguns dos temas abordados pela série.
Um disclaimer importante antes da análise dá série
Como toda boa série, bom filme ou um bom livro, O Urso é uma obra múltipla que pode ser observada sob diversas camadas. Sob a perspectiva de alguém lidando com o luto pela perda de um ente querido, ou talvez de alguém que enfrenta um problema de um parente com drogas, ou sobre a união de um time no “campo de guerra”, a amizade ou pelo drama psicológico travado pelo protagonista. A série é realmente profunda em interpretações.
Se você é um aficionado pela série O Urso, nós entendemos tudo isso. Porém, neste artigo, vamos tentar priorizar o ângulo de um restaurante como um negócio: feito por pessoas e para pessoas, e, quais lições podemos tirar disso.
Série O Urso (The Bear) Foto: Reprodução
O que fazer quando um restaurante está à beira do abismo?
Uma das questões centrais da série é a penúria financeira pela qual passa o The Beef, que vende basicamente sanduíches de carne para a classe trabalhadora. O local está à beira da falência, seus clientes minguam e seus equipamentos parecem quebrar a todo instante.
Essa temática toca em pontos essenciais do ramo de restaurantes, cuja taxa de sucesso de empreendimentos é pequena. Aliás, o negócio de restaurantes é um dentre os mais arriscados que alguma pessoa pode pensar em investir, uma vez que apenas uma pequena parte consegue sobreviver aos 3 primeiros anos após a abertura.
Diante de toda essa situação, o que a série acaba por mostrar é a sucessão de desventuras que um novo Chef proprietário passa ao tentar reerguer o seu negócio, com estratégias que vão desde trabalhar incansavelmente até aceitar realizar despedidas de solteiro com stripers em seu salão principal, desafiando as regras mínimas de higiene.
O novo proprietário que chega parece percorrer todos os caminhos que normalmente se vê por aí na tentativa de salvar um restaurante, na vida real. Certamente se trata de uma boa demonstração sobre o que não fazer ao realizar essa tentativa.
Degenerados
Divorciados com problemas com a ex-mulher, imigrantes, desprovidos de beleza com habilidades de leitura de uma célula procarionte, falidos, descabelados e frustrados. Essa é a equipe encontrada no restaurante pelo novo e talentoso chef, outro degenerado e mentalmente perturbado, com olhos esbugalhados e insone.
Entretanto, contra todas as possibilidades, a cozinha do restaurante The Beef, caótica, suja e sem qualquer padrão de procedimentos, formada pela também improvável junção de pessoas marginalizadas meio que funciona, ainda que precariamente. No local, há uma anarquia nas ações de todos os seus cozinheiros.
O certo é que nada nessa cozinha indica um potencial de sucesso. O local parece fadado à uma rápida e vertiginosa descida ao fundo do poço se considerarmos apenas a união dos ingredientes de baixa qualidade encontrados. Surpreendentemente, o restaurante sobrevive, ainda que por apenas um fio, semana a semana, mês a mês. Qual seria o segredo?
Ao longo dos episódios da série O Urso, gradativamente, o que era uma equipe de degenerados, se mostra uma coesa “família” que trabalha em sintonia, movida pelo sentimento de conexão e pertencimento entre seus membros. Fica claro, ali, que todos aparecem para trabalhar dia a dia, apenas para não decepcionar uns aos outros. Há afeto, ligação entre eles, uma identificação mútua e uma sensação de que ali é o lugar deles no mundo, onde seus defeitos não interferem negativamente nas relações pessoais. Há, portanto, uma certa estabilidade entre os degenerados.
Essa estabilidade, entretanto, parece ter sido construída ao longo do tempo, ao longo do qual os vínculos foram se formando. Uma alta rotatividade de membros de uma cozinha impede a formação desses elos, dissolvendo a possibilidade da criação de um ingrediente fundamental para o sucesso: harmonia.
Esse é o ingrediente que dá a liga entre os degenerados membros de uma cozinha, o senso de coletividade e irmandade presente em toda a equipe, ingrediente essencial que mantém todos unidos e permite que a cozinha funcione e possa até mesmo evoluir. Sem isso, nada parece que seria possível.
A perfeição inspira
A chegada de um novo Chef, inicialmente, perturba a caótica atmosfera reinante. Carmen é, talentoso, obcecado, formado por prestigiosos estabelecimentos e recém saído do então melhor restaurante do mundo, aporta nessa cozinha com tendência ao aleatório e caótico.
Bem devagar, esse novo Chef, apenas usando a linguagem do fazer, ao invés do falar, arrasta, pelo exemplo, todos os demais para sua busca pela perfeição. O seu perfeccionismo encontra a inexatidão e essa colisão de realidades transforma a todos. Muito embora monossilábico e calado, o novo integrante da cozinha comunica muito mais do que o seu primo e colega de trabalho verborrágico e fanfarrão, o qual causa interferência nas relações, na verdade.
O ponto central aqui é que a busca pela perfeição em uma cozinha é um caminho a ser trilhado de uma forma árdua, dedicada e incansável. Entretanto, embora pareça difícil, não é impossível e pode ser acessado por qualquer um que se disponha a se dedicar com afinco, persistência e constância. Viver a cozinha é uma metáfora da vida, é sempre um partir, voltar e repartir.
O vórtice do caos, entretanto, ao mesmo tempo em que é influenciado pelo novo Chef também o influencia e transforma. Tragado por questões burocráticas e tensões familiares como resultado dos anos em que passou a se dedicar obsessivamente a buscar a perfeição, o Chef parece perfeito somente ao cozinhar, enquanto sua estabilidade mental beira o abismo e sua vida pessoal é desértica.
Não é difícil perceber que o perfeccionismo do Chef, leva mesmo à sua imperfeição em todos os demais domínios, de modo que ele precisa mais dos demais membros da cozinha, do que eles, de Carmen.
Brigada Francesa
Em um determinado momento, em uma reviravolta, a cozinha passa a ser organizada no modelo de brigada francesa, com tarefas bem definidas entre seus membros, padronização de atividades e rígida estrutura hierárquica. Um tremendo plot twist.
Será mesmo essa a melhor forma de organizar uma cozinha? Inicialmente, parece que sim, pois separando bem as tarefas de cada membro, o local passa a ser mais silencioso, menos anárquico e muito mais limpo e organizado.
De outro lado, as relações pessoais parecem se deteriorar pouco a pouco, uma vez que a rigidez e inflexibilidade vão minando o brilho das pessoas, e pior, diminuindo o espaço para a criatividade.
A pressão parece subir seu nível tal qual a temperatura de um caldo em redução, de forma lenta e gradativa, tornando as relações densas e, o pior, tensas. O resultado são várias explosões seguidas dos membros da equipe, espalhando molho quente para todos os lados.
Além disso, nessa busca por salvar o local, a tentativa de organização acaba por abafar o potencial criativo de cada membro da cozinha. Uma linha de produção de bengalas da União Soviética tem mais espaço criativo que uma cozinha organizada rigidamente à risca da brigada francesa. Ora, a imaginação precisa de espaço, a criação só nasce onde tem espaço para se desenvolver.
Hierarquia, rigidez, obediência e níveis de poder tornam a cozinha um local tão fértil para a criação de comida inspiradora quanto a cozinha de um exército. Uma cozinha, portanto, para lidar com algo tão poderoso quanto o alimento, que pode inspirar e emocionar, tem de ser algo diferente de uma tropa disposta a responder, sempre em alto e bom som, um “Sim, Chef”.
Caindo aos pedaços
Ao longo da série O Urso dá para perceber que o local tem uma apresentação deplorável. Sua fachada é cinza e tediosa. Os seus painéis de neon não combinam com absolutamente nada, ficou tudo parado no tempo.
O restaurante, desde o início, parece um lugar apenas para se alimentar e não para degustar um alimento de qualidade.
A decoração do local parece ter sido pensada para o desconforto dos seus visitantes, é a síntese de um lugar intragável, excessivamente iluminado e desconfortável.
Nada ali é acolhedor e não parece haver qualquer preocupação com isso. Desde o letreiro até a hostilidade do caixa do local, nada ali tem beleza. A classificação baixa pela Vigilância Sanitária exposta na entrada compõe o quadro desolador.
Essa é uma preocupação deixada completamente de lado pelo novo Chef, às voltas com questões mais urgentes, como fazer as pazes com o seu passado e superar um luto. O local é tão sombrio e monocromático como parece ser o humor do seu novo Chef.
Marketing desastroso
A primeira e única tentativa do Chef de realizar uma propaganda do local, em um jornal da cidade, resulta em uma confusão generalizada na porta do estabelecimento, provando que muita gente no mesmo local ao mesmo tempo não é sinônimo de sucesso, mas sim de fracasso.
Isso prova que um bom marketing de restaurante não é aquele que resulta em raivosos, aleatórios, acidentais e famintos clientes em uma fila na porta do estabelecimento. Os clientes que buscam os restaurantes não o fazem para perder a paciência, mas sim para viver uma boa experiência no local e voltam quando ficam marcados pela mesma.
Completamente desassistido no quesito marketing, o Chef, após a traumática derrota, abandona os planos de propaganda para o local. Entretanto, apesar de todos os demais esforços em outros quesitos, não vemos a clientela aumentar ou se tornar fiel ao longo dos episódios.
No quesito marketing, em mais uma reviravolta da série, um dia o local é visitado por um crítico de gastronomia que escreve uma nota sobre o local, comentando sobre um prato – que aliás, nem fazia parte do cardápio -, e o faz receber um recorde de pedidos online.
De fato, nos dias de hoje, um restaurante precisa muito mais do que promoções para se manter em alta, especialmente em tempos de redes sociais e com a busca por informações online.
Afinal, o que salva um restaurante?
Ao fim e ao cabo da primeira temporada da série O Urso, já dá pra ver que a receita para o sucesso de um restaurante é tal e qual a de um bom prato. É a combinação de ingredientes de qualidade, que se harmonizam entre si com a prática perfeita, com equilíbrio, criatividade e uma boa apresentação.
Enquanto isso, aguardamos ansiosamente pela segunda temporada que tem previsão de estreia para o segundo semestre – entre junho e setembro -, de 2023. Sim, chef!