Wine bar da Pituba serve sete rótulos italianos nesta quarta e dez vinhos do Novo Mundo em 1º de setembro
Quem quer provar um Barolo, um Brunello di Montalcino ou um Icewine canadense em Salvador tem duas datas marcadas nos próximos dias. O Cork Wine Lab, na Pituba, promove a Degustação Itália nesta quarta-feira, 26 de agosto, às 19h30, com sete rótulos, e a Degustação Novo Mundo na terça-feira, 1º de setembro, também às 19h30, com dez rótulos de dez origens diferentes. Os valores são de R$ 389 e R$ 539 para o público geral, com desconto para assinantes do Clube Cork. As duas experiências acontecem na Rua das Hortênsias, 478.
São rótulos que raramente aparecem servidos em taça na cidade. É justamente esse o ponto das duas noites.
A Itália em sete taças, do Piemonte ao Etna
A seleção italiana foi montada como um percurso geográfico, e não como uma vitrine de uma região só. Abre com o espumante Ferrari Perlé, do Trentino, feito pelo método clássico, o mesmo da Champagne, com segunda fermentação na própria garrafa.
Na sequência vêm os dois pesos-pesados. O Barolo Pio Cesare 2018 representa o Piemonte e a Nebbiolo, uva de taninos firmes e aromas que costumam evoluir para alcatrão, rosa seca e cereja madura. O Brunello di Montalcino Pian delle Vigne 2019 vem da propriedade da Antinori em Montalcino e trabalha com Sangiovese Grosso, expressão mais estruturada e longeva da uva mais plantada da Itália.
A Toscana volta em outro registro com o Sassoalloro 2022, o Sangiovese de Jacopo Biondi Santi, herdeiro de uma das famílias que praticamente inventaram o Brunello moderno. O Taurasi 2018 desloca a degustação para o sul, na Campânia, onde a Aglianico produz tintos tão estruturados que o rótulo ganhou o apelido de Barolo do Sul.
Os dois brancos fecham o roteiro e são, talvez, os mais interessantes para quem já cansou de Chardonnay. O Etna Bianco Alta Mora nasce de vinhedos plantados nas encostas vulcânicas do Etna, na Sicília, com a uva Carricante, de acidez cortante e salinidade mineral. E o Soave Classico, do Vêneto, traz a Garganega, branco de perfil floral e amendoado que passou décadas subestimado e hoje vive uma reabilitação crítica.
A Degustação Itália custa R$ 389 para o público geral e R$ 349 para assinantes do Clube Cork.
Dez origens numa noite só na Degustação Novo Mundo
A segunda experiência é mais ambiciosa em extensão. São nove países na seleção principal, mais a Bolívia como bônus, o que dá dez origens e dez rótulos numa mesma noite. Fora do eixo europeu tradicional, é uma amostragem difícil de reunir em Salvador.
Da Argentina vem o Montchenot 10 anos, clássico de guarda longa que se tornou referência afetiva no país. A Austrália aparece com o Grand Barossa, do Barossa Valley, região que praticamente define o estilo australiano de tintos densos e maduros. A África do Sul entra com o Barista, Pinotage conhecido justamente pelas notas torradas de café que dão nome ao rótulo.
O Chile manda o Almaviva, de Puente Alto, projeto nascido da união entre a Baron Philippe de Rothschild e a Concha y Toro e hoje um dos ícones sul-americanos. Os Estados Unidos entram por um caminho pouco óbvio: em vez da Califórnia, um Riesling de Finger Lakes, região fria do estado de Nova York que virou o endereço americano da uva alemã.
O Uruguai comparece com o Deicas Albariño, branco atlântico de acidez firme que tem crescido em reputação, e o Canadá fecha com o Icewine Riesling, vinho de sobremesa feito com uvas colhidas congeladas no pé, técnica que concentra açúcar e acidez em doses extremas e explica o preço alto do estilo mundo afora. Brasil e Nova Zelândia completam a seleção, e a Bolívia entra de bônus com um Tannat, produzido em alguns dos vinhedos mais altos do planeta.
A Degustação Novo Mundo custa R$ 539 para o público geral e R$ 499 para assinantes do Clube Cork.
Uma praça de vinho em formação
As duas noites dizem algo sobre o momento de Salvador. O Cork Wine Lab abriu em dezembro de 2025, idealizado pelo empresário Fred Poli, com capacidade para 60 pessoas, menu assinado pela chef Patrícia Veiga e uma operação que junta wine bar, loja especializada e escola no mesmo endereço.
Em julho, a casa fez suas primeiras degustações temáticas, dedicadas aos Estados Unidos e a Portugal, ao preço de R$ 329. Em menos de dois meses, o ticket subiu e o nível dos rótulos acompanhou. É um indicador direto de que existe público disposto a pagar por vinho como conteúdo, e não apenas como consumo.

Serviço
Degustação Itália
Quarta-feira, 26 de agosto, às 19h30
R$ 389 (público geral) e R$ 349 (assinantes Clube Cork)
Degustação Novo Mundo
Terça-feira, 1º de setembro, às 19h30
R$ 539 (público geral) e R$ 499 (assinantes Clube Cork)
Onde: Cork Wine Lab, Rua das Hortênsias, 478, Pituba, Salvador
Funcionamento da casa: de terça a sábado, das 18h às 23h
Reservas e informações: Instagram @corkwinelab
Vagas limitadas
Perguntas Frequentes
Onde fazer degustação de vinhos em Salvador?
O Cork Wine Lab, na Rua das Hortênsias, 478, na Pituba, promove degustações guiadas com regularidade, além de funcionar como wine bar, loja especializada e escola de vinhos. As próximas experiências são a Degustação Itália, em 26 de agosto, e a Degustação Novo Mundo, em 1º de setembro, ambas às 19h30.
Quanto custa a degustação de vinhos no Cork Wine Lab?
A Degustação Itália custa R$ 389 para o público geral e R$ 349 para assinantes do Clube Cork. A Degustação Novo Mundo custa R$ 539 para o público geral e R$ 499 para assinantes do Clube Cork.
Quais vinhos serão servidos na Degustação Itália?
São sete rótulos: o espumante Ferrari Perlé, o Barolo Pio Cesare 2018, o Brunello di Montalcino Pian delle Vigne 2019, o Sassoalloro 2022, o Taurasi 2018, o Etna Bianco Alta Mora e o Soave Classico.
O que é um vinho do Novo Mundo?
É o vinho produzido fora dos países europeus de tradição vitivinícola secular, em regiões como Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Canadá e Bolívia. O termo descreve a origem geográfica e histórica, não a qualidade da bebida.
O que é Icewine?
É um vinho de sobremesa elaborado com uvas colhidas já congeladas no próprio pé, geralmente em países de inverno rigoroso como o Canadá. O congelamento concentra açúcares e acidez, resultando num vinho doce, intenso e de produção limitada.
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