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Cozinhar com Cachaça: Técnicas que Transformam Pratos em Experiências

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Flambagem, deglassagem e marinada: o uso técnico da cachaça na gastronomia brasileira contemporânea

“Cozinhar com cachaça” não é apenas sobre sabor, é transformar a bebida em uma ferramenta poderosa nas mãos de chefs e cozinheiros que sabem como transformar ingredientes em memória.

Nesta nova coluna, o sommelier e cronista Raimundo Freire mergulha em três técnicas fundamentais que utilizam a cachaça como protagonista: flambagem, deglassagem e marinada.

Em cada gota, um pouco de história. Em cada chama azul, um espetáculo sensorial. E a cada receita, a afirmação de que a culinária brasileira pode ser técnica, sofisticada — e, sobretudo, autêntica.


Técnicas para Cozinhar com Cachaça: Flambagem, Deglassagem e Marinada

Imagine uma cozinha iluminada pelo fogo azul de uma flambagem perfeita. O aroma doce e amadeirado da cachaça sobe no ar e, por um instante, transforma um prato comum em um espetáculo de sabor e emoção. É isso que a cachaça faz: ela não apenas tempera sua receita, mas conta uma história brasileira a cada gota.

Como um apaixonado pela cachaça e sua possibilidade de uso na gastronomia, vou te mostrar agora como usar a cachaça de maneira técnica e irresistível, e, ao mesmo tempo, com responsabilidade. Três técnicas poderosas, um ingrediente icônico e uma promessa: sua cozinha nunca mais será a mesma.

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“Cachaça na panela, fogo na alma e o Brasil no sabor.

1. Flambagem: o show que transforma sabor em espetáculo

A flambagem é a técnica que arranca suspiros: adicionar a cachaça quente, acender a chama e deixar que o fogo caramelize açúcares e intensifique aromas. Mas esqueça a ideia de que o álcool “desaparece” por completo — estudos mostram que cerca de 25% pode permanecer.

Por que usar cachaça:

  • Seu teor alcoólico (38–48%) garante uma chama consistente.
  • Notas herbáceas (cachaças brancas) ou amadeiradas (envelhecidas) realçam tanto pratos doces quanto salgados.

Exemplos irresistíveis:

  • Salgados: Filé mignon ao molho de cachaça flambado, camarões flambados com ervas frescas.
  • Doces: Bananas flambadas com cachaça e canela, crepes Suzette com toque brasileiro.

Dica: Use uma cachaça de boa procedência. Uma garrafa artesanal pode elevar o prato — e a história que você conta na mesa.

2. Deglassagem: desbloqueando o sabor escondido na panela

Sabe aquela crostinha dourada no fundo da frigideira? É ouro culinário. Deglacear com cachaça solta esses sabores (os fonds) e transforma um simples molho em uma obra de arte.

Por que funciona tão bem:

  • O álcool ajuda a dissolver os resíduos caramelizados.
  • O perfil aromático da cachaça acrescenta camadas complexas ao molho.

Exemplos de aplicação:

  • Molho de cachaça para filés, costeletas de porco ou frango.
  • Base para risotos, conferindo um aroma sutil e elegante.

Dica: Quando você serve um molho de cachaça bem reduzido, não é só comida: é sofisticação em forma líquida.

3. Marinada: infusão de sabor com alma brasileira

Marinar é mais do que temperar: é um convite para o alimento absorver histórias. A cachaça age como solvente para temperos e amacia fibras, resultando em carnes mais suculentas e peixes delicadamente perfumados.

Sugestões de marinadas:

  • Frango grelhado com cachaça e limão.
  • Costelinha de porco com especiarias e cachaça.
  • Peixe branco marinado para ceviche com toque tropical.

Dica: Mencione a origem da cachaça que usou — isso conecta o prato à cultura brasileira e cria uma narrativa irresistível para seus convidados ou clientes.

Responsabilidade também é tempero

Mesmo reduzindo ou flambando, uma fração de álcool pode permanecer. E aqui está a virada ética: informar é cuidar.

Para quem você deve ter atenção:

  • Alcoolistas em recuperação: qualquer vestígio pode ser um gatilho. Ofereça alternativas sem álcool.
  • Crianças: o metabolismo infantil não lida bem com álcool — evite totalmente.
  • Gestantes: não existe dose segura para o bebê. Transparência é sinônimo de respeito.

Essa honestidade não enfraquece sua cozinha, pelo contrário: fortalece sua marca como alguém que entende de sabor e de responsabilidade.

Transforme cachaça em assinatura gastronômica

Cozinhar com cachaça é unir brasilidade, técnica e emoção. É pegar um destilado que carrega séculos de história e usá-lo para encantar paladares. Flambar, deglacear e marinar com cachaça é mais do que preparar pratos — é criar experiências.

E lembre-se: cada vez que a chama da flambagem brilha, ou quando um molho ganha vida com uma deglassagem perfeita, você não está apenas cozinhando. Você está construindo memórias, despertando sentidos e, sim, vendendo uma ideia poderosa: a de que a culinária brasileira pode ser sofisticada, emocionante e inesquecível.

Quer mais segredos para transformar cachaça em sua assinatura na cozinha? Me chame. Vamos, juntos, fazer sua gastronomia brilhar.

Saúde. Viva a cachaça.


Raimundo Freire, sommelier de Cachaça

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Silva & Amigos: Ricardo Silva e Carolina Schaper inauguram nova série de jantares colaborativos no Rio Vermelho

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Sabores que se cruzam, histórias que se encontram

Na orla boêmia do Rio Vermelho, Salvador, o restaurante Silva Cozinha prepara-se para receber, em 1º de outubro, a primeira edição do Silva & Amigos, um projeto de jantares colaborativos idealizado pelo chef Ricardo Silva. A ocasião promete unir sabores autorais, memórias compartilhadas e uma cozinha feita à quatro mãos, num evento pensado para celebrar não apenas pratos, mas conexões.

Ricardo Silva & Carolina Schaper: afinidades que vão além da cozinha

Para estrear o projeto, Silva convida Carolina Schaper, chef-executiva do Grupo Soho e parceira de longa data em jornadas gastronômicas, especialmente nos tempos em que ambos trabalharam no restaurante Carvão.

Dessa convivência, surge uma sintonia que promete revelar-se no menu colaborativo: é a reunião entre trajetórias que se cruzam, cada uma com sua marca, revelando a criatividade que nasce da convivência.

Carolina é conhecida por sua versatilidade, transitando entre influências mediterrâneas, asiáticas e inquietações contemporâneas, com passagens que se refazem em aromas e experiências que desafiam o convencional. Já Ricardo Silva é referência no cenário local em Salvador, à frente do Silva Cozinha, espaço que se destaca pela cozinha contemporânea e atenção aos detalhes, da escolha de ingredientes até à apresentação.

Silva & Amigos: quando a gastronomia vira ato de celebração

O Silva & Amigos propõe transformar uma noite comum em experiência: menu autoral criado pelos dois chefs, combinando suas visões, técnicas e sabores. A noite será servida em duas versões de ingresso:

  • Menu sem harmonização — R$ 250
  • Menu com harmonização de bebidas — R$ 350

O evento inicia às 19h30, e as reservas já estão abertas pelo site oficial do restaurante Silva Cozinha.

Silva Cozinha: palco ideal para encontros gastronômicos

Localizado na Rua da Paciência, 295, no Rio Vermelho, o Silva Cozinha é espaço que alinha ambiente acolhedor, carta cuidadosa e paladar contemporâneo que dialoga com o local.

É justamente esse cenário que torna o Silva & Amigos um projeto com potencial de identidade forte: uma casa com autoridade local servindo de palco para chefs que, embora já estejam estabelecidos, têm algo novo a dizer.


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Vinhos exclusivos do sul da Itália no La Pasta Gialla

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Novos rótulos refletem a essência do restaurante italiano e valorizam a experiência gastronômica em Salvador

A brisa do Mediterrâneo agora sopra direto para a mesa dos soteropolitanos. O La Pasta Gialla, clássico da gastronomia italiana em Salvador, acaba de apresentar uma linha exclusiva de vinhos produzidos na região da Puglia, sul da Itália, uma região de vinhedos históricos e sabores intensos.

O lançamento dos vinhos exclusivos é fruto de uma curadoria refinada feita por Natalino Di Felice, italiano à frente da importadora Futuro 2, em parceria com a tradicional vinícola Viglione, localizada em Gioia del Colle, que cultiva mais de 200 hectares de vinhedos autóctones. O resultado são três rótulos pensados para dialogar com a alma artesanal da casa.

Três vinhos, três histórias do sul da Itália

A seleção de vinhos exclusivos inclui o La Pasta Gialla Rosato, blend de Primitivo e Nero di Troia, que entrega frescor, acidez equilibrada e uma mineralidade sutil, ideal para pratos com frutos do mar ou entradas leves. Já o La Pasta Gialla Rosso, 100% Primitivo, exibe taninos macios e um corpo elegante, perfeito para massas com ragù ou carnes de longa cocção. Fechando a tríade, o La Pasta Gialla Bianco, feito com uvas Falanghina, ainda pouco conhecidas pelos baianos, surpreende com sua vivacidade aromática, harmonizando com peixes e vegetais grelhados.

Vinhos exclusivos que conversam com a cozinha da casa

Com receitas assinadas pelo chef Sergio Arno e executadas com excelência pela equipe local, o La Pasta Gialla investe há anos na produção própria de massas artesanais e no conceito de cozinha afetiva. A nova linha de vinhos chega para complementar essa proposta, oferecendo ao cliente uma experiência completa à mesa.

“Queríamos oferecer rótulos que traduzissem a essência do La Pasta Gialla e da culinária italiana. Esses vinhos foram selecionados com muito cuidado para acompanhar nossa cozinha artesanal e valorizar cada momento à mesa”, comenta Marcelo Reis, sócio do restaurante.

Onde provar (e levar para casa)

Os rótulos da linha La Pasta Gialla já estão disponíveis para consumo no restaurante e também para venda direta na unidade da Rua São Paulo, nº 488, Pituba, em Salvador. Uma oportunidade para quem deseja levar para casa um pouco da atmosfera da Puglia — agora com sotaque baiano.


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Consumo com propósito: Beber menos, beber melhor

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Quando uma taça carrega alma, a experiência se transforma

Num cenário em que o consumo de vinho em volume vem diminuindo, um novo movimento ganha força entre enófilos e curiosos: o “consumo com propósito”. Mais do que seguir rótulos ou modismos, a escolha do vinho passou a ser um gesto de intenção, quase um ritual moderno que une memória, afeto e descoberta.

Nossa sommelière e colunista Carol Souzah mergulha nessa transformação que já é visível também em Salvador. Em seu olhar sensível e apaixonado, ela mostra como o vinho está deixando de ser apenas uma bebida para se tornar ponte entre histórias, pessoas e territórios. A seguir, reproduzimos na íntegra sua coluna, com pequenas correções para fluidez e clareza.

Consumo com propósito: Beber menos, beber melhor

O mundo do vinho vive um momento curioso. Se por um lado se fala em queda no consumo em volume, por outro cresce cada vez mais o desejo por vinhos que carregam verdade, identidade e alma. Chamo isso de consumo com propósito, mas, na prática, é simples: não é sobre beber mais, é sobre beber melhor.

Claro que não existe uma regra absoluta, mas percebo cada vez mais que o consumidor de hoje não busca apenas uma bebida alcoólica — ele busca uma experiência. Quando uma garrafa chega à mesa, ela precisa falar além do rótulo, precisa contar uma história que emocione. É uma uva rara que volta a ser cultivada, é a família que insiste em manter viva uma tradição geração após geração, é a vinícola que desafia o calor para produzir algo único, é o produtor que respeita o tempo da terra. Eu mesma, como sommelière, já percebi como os olhos das pessoas mudam quando conhecem a história por trás de um vinho.

Nesses momentos, ele deixa de ser apenas uma bebida na taça e passa a ter contexto, propósito e significado. O vinho se transforma em um ponto de conexão entre quem produz e quem consome.

Essa transformação não é sobre luxo, mas sobre o despertar da qualidade. Em vez de três garrafas banais, estamos à procura de uma única que emocione. Em vez da busca pelo preço mais baixo, cresce a busca pelo vinho que marque a noite, que se conecte à comida e ao momento, que faça sentido. É como escolher uma conversa boa em vez de muitas superficiais.

No Brasil, essa mudança já é perceptível. Aqui em Salvador, noto cada vez mais clientes chegando ao restaurante e escolhendo “um vinho com história”. Eles não querem apenas saber se é argentino ou português; querem entender a origem, quem está por trás da produção e o que torna aquele rótulo especial. Quando essa resposta vem acompanhada de clareza e entusiasmo, a experiência do cliente ganha outra dimensão e o serviço se torna muito mais marcante.

Como consultora de vinhos, vejo essa tendência como uma grande oportunidade para bares e restaurantes. Não se trata de montar uma carta extensa e cheia de rótulos que acabam parados, mas de selecionar com critério aqueles que, quando bem apresentados, praticamente se vendem sozinhos. São vinhos que garantem margem saudável e, ao mesmo tempo, criam fidelidade. O cliente pode até consumir menos, mas retorna, porque percebeu que a experiência valeu a pena.

Acredito que o futuro do vinho não está na quantidade, mas no valor. Um valor que vai além do preço, que se traduz em experiências, em memórias guardadas e em histórias que começam a cada taça. No fim das contas, o que buscamos é encontrar, cada vez mais, vinhos com alma.


🍷 Dicas da Sommelière

Se tem algo que adoro é dividir achados que mostram como o vinho vai muito além do rótulo. Cada um deles carrega uma narrativa própria, capaz de surpreender quem se permite sair do óbvio. Aqui vão algumas indicações para se aventurar em taças diferentes:

Aquí Estamos Todos Locos, uva Bequignol – Argentina
Projeto autoral de um jovem enólogo que vem despontando na Argentina. De uma uva rara e pouco conhecida, esse tinto leve e vibrante traz a energia de quem quer brindar sem pressa. Uma descoberta deliciosa para quem gosta de sair do óbvio e explorar novas variedades.

Livvéra Malvasia – Argentina
Uma rara expressão da uva Malvasia em solo argentino, elaborada por Germán Masera, da Escala Humana Wines. Ele é conhecido por resgatar vinhas antigas e valorizar variedades esquecidas, sempre com mínima intervenção. O resultado é um vinho laranja aromático, delicado e cheio de personalidade — prova de como produtores inquietos conseguem dar nova vida ao que parecia esquecido.

Baby Bandito – África do Sul
Criado pelo irreverente Craig Hawkins, é um vinho branco de maceração feito de Chenin Blanc, uva símbolo do país. Traz frescor, energia e notas de frutas brancas, com acidez vibrante e textura envolvente. Mostra o lado mais leve e acessível da Chenin, sem perder autenticidade. O rótulo também leva frases inspiradas em grafites de protesto, conectando o vinho a uma narrativa cultural e política.

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”É como escolher uma conversa boa em vez de muitas superficiais.”

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


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Xirê do Ayrà reúne chefs Ícaro Rosa, Ricardo Vallari e Pedro Meireles em noite de entradinhas no Rio Vermelho

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Xirê do Ayrà: Uma roda de sabores à beira-mar

O Ay­rà Bar prepara uma noite que promete celebrar a gastronomia como festa: dia 19 de setembro (sexta-feira), a partir das 19h, acontece a 2ª edição do Xirê do Ayrà, evento colaborativo que une sabor, cultura e alegria. Os anfitriões Ícaro Rosa e Elen Luz convidam os chefs Ricardo Vallari (Proa Gastrôbar & Cia do Sertão) e Pedro Meireles (executivo no Lafayette, do Grupo Soho) para criar um menu especial — exclusivamente de entradinhas — pensado para provocar olfato, olhar e paladar.

“Xirê”, palavra de origem iorubá que significa “brincar em roda” ou “dançar em roda”, dá nome ao encontro. É também sua alma: união, troca, celebração. À mesa, uma roda gastronômica onde cada chef apresenta sua personalidade, seus ingredientes e sua interpretação do que significa prazer coletivo através da comida.

Entradinhas, drinks & atmosfera

Os pratos do Xirê do Ayrà serão servidos em sequência, permitindo um passeio pelas criações dos três chefs — momentos para compartilhar, provar, comentar. E para acompanhar:

  • drinks autorais que conversam com o frescor do litoral e os temperos do sertão
  • curadoria de vinhos assinada pela sommeliere Thais Castro, em parceria com Meus Vinhos, oferecendo rótulos selecionados para harmonizar com cada garfada
  • trilha sonora sob comando do DJ Pureza, garantindo que a noite ressoe em boa música, som leve, atmosfera vibrante.
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Ayrá na Praia da Paciência, no Rio Vermelho – Foto: Divulgação

Local e como participar

O evento acontece no Ayrà Bar, no Rio Vermelho — um dos bairros mais icônicos de Salvador, com vista pro mar, calor no pôr-do-sol e vibração cultural constante. Para mais informações e reservas: (71) 99936‑5925 ou pelo perfil no Instagram.


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Negroni Week 2025: Purgatório Bar celebra o clássico com drinks exclusivos em Salvador

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Speakeasy premiado é mais uma vez a embaixada oficial da Campari na capital baiana

Escondidinho na Pituba, o Purgatório Bar volta a se destacar no cenário internacional da coquetelaria como a embaixada oficial da Negroni Week 2025 em Salvador. Entre os dias 22 e 28 de setembro, o premiado speakeasy celebra o icônico drink italiano com criações autorais e uma atmosfera que mistura sofisticação, mistério e o tempero singular da capital baiana.

O bar, comandado pelo diretor criativo Jonatan Albuquerque, é o único representante do Norte/Nordeste no prestigiado ranking Top 500 Bars. Reconhecido também com a Melhor Carta de Drinks do Brasil pela revista Prazeres da Mesa e listado entre os melhores bares do país pela Exame, o Purgatório promete uma semana de experiências sensoriais únicas.

negroni no purgatorio

Negroni Week 2025: Quatro releituras exclusivas do Negroni

Durante o evento, a carta do Purgatório será enriquecida com quatro versões exclusivas do Negroni, criadas especialmente para a ocasião. As novidades se somam às variações clássicas já presentes no menu da casa, sempre com o protagonismo do amargo italiano Campari, elemento indispensável para a alma do coquetel.

A abertura oficial da Negroni Week em Salvador acontece no dia 22 de setembro (segunda-feira), com uma festa fechada apenas para convidados. O tema da edição deste ano — “Não existe Negroni sem Campari” — reforça a autenticidade da receita e a ligação histórica do bitter com a coquetelaria de alto nível.

Salvador em clima de Negroni

Além do Purgatório Bar, a Negroni Week 2025 movimenta diversos endereços da capital baiana. Estabelecimentos como o Soho Restaurante, Ferreiro Café, La Taperia, Oxe Drinks, entre outros, entram na rota do coquetel com ativações especiais que evidenciam a versatilidade do Negroni. Com interpretações criativas e menus temáticos, a cidade oferece ao público novas formas de vivenciar esse clássico da coquetelaria, reforçando sua popularidade global e seu lugar cativo entre os mais pedidos do mundo.

Tradição global, sabor com identidade local

Criada em 2013, a Negroni Week é uma celebração internacional de um dos coquetéis mais emblemáticos do mundo. Ao longo de uma semana, bares ao redor do planeta apresentam suas versões criativas da bebida, em uma mistura de tradição, técnica e personalidade.

Em Salvador, o Purgatório Bar vai além do copo: propõe uma vivência completa, onde cada drink conta uma história, cada gole revela uma nuance, e cada noite é um convite ao deleite. Para os apaixonados por mixologia e cultura, é um evento imperdível.

purgatorio 2025
Purgatório Bar – Foto: Divulgação

As reservas para o Negroni Week 2025, de 22 a 28 de setembro, já estão abertas e podem ser feitas pelo site oficial: www.purgatoriobar.com.br.


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Forneria Di Liana chega com pizzas artesanais e corte à tesoura

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Comandada pelos netos da fundadora, nova Forneria Di Liana une tradição familiar, inovação e sabores clássicos italianos

Em Salvador, tradição e inovação se encontram em um só forno. O restaurante Di Liana, ícone da gastronomia italiana na cidade há mais de quatro décadas, inaugura no próximo dia 7 de setembro a Forneria Di Liana, um espaço intimista dentro do próprio restaurante em Ondina, dedicado à autêntica pizza napolitana com direito a um detalhe que promete encantar: o uso da tradicional tesoura italiana para o corte da pizza.

A iniciativa tem sabor de memória afetiva. Guiada por Lara e Guido Allegro, netos da lendária Dona Liana, que aos 96 anos ainda participa ativamente das decisões do restaurante, a nova forneria nasce da vontade de inovar sem abrir mão do legado familiar. “Queríamos criar algo novo, mas sem perder a essência da nossa família. A pizza é uma paixão italiana e tem tudo a ver com o Di Liana”, explica Guido.

Forneria Di Liana
Dona Liana, Lara e Guido Allegro – Foto: Divulgação

Pizzas com DNA da casa e fermentação artesanal

Na Forneria Di Liana, cada pizza é uma homenagem à tradição e ao sabor. Com massa de longa fermentação, leve e crocante, feita a partir de um blend especial de três farinhas da prestigiada marca italiana Caputo, o cardápio combina sabores clássicos com criações autorais inspiradas em pratos consagrados do restaurante.

Entre os destaques, a Puttanesca traz molho com azeitonas preta e verde, alcaparras e pimenta calabresa, enquanto a 4 Queijos surpreende com base de molho branco artesanal e um quarteto de queijos: muçarela, requeijão, parmesão e gorgonzola. Já a sofisticada Funghi al Tartufo Bianco combina cogumelos shitake e shimeji, azeite trufado e lascas de amêndoa sobre molho de tomate e queijo.

As clássicas italianas também marcam presença: Napoletana, Marguerita, Calabresa e Portuguesa completam o menu e prometem agradar puristas e curiosos.

A tesoura que corta a pizza — e conquista o cliente

Um dos detalhes mais charmosos da nova forneria está no modo de servir: as pizzas chegam à mesa acompanhadas de uma tesoura especial para o corte, uma prática comum em diversas regiões da Itália. Mais do que um adereço, o utensílio ajuda a preservar a textura da massa, mantém o recheio no lugar e transforma a experiência em algo lúdico e memorável.

“Pode parecer um detalhe, mas faz toda a diferença. Não só preserva a borda e o recheio, mas deixa o momento mais divertido”, comenta Lara Allegro.

E para os amantes da boa pizza que preferem o conforto de casa, a tesoura também pode ser adquirida junto ao pedido pelo delivery.

Horários e funcionamento

A Forneria Di Liana funciona no segundo andar do restaurante Di Liana, aos domingos, a partir das 19h, por ordem de chegada. O serviço de delivery está disponível de terça a quinta, das 17h30 às 22h, e sextas, sábados e domingos, das 17h30 às 23h, com pedidos exclusivamente pelo site.

Com a força de suas raízes e o olhar atento às tendências, a nova Forneria Di Liana reforça o que já se sabia: a tradição italiana segue viva e deliciosa em Salvador.


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Dia da Cachaça: O Brasil que Escorre Pelo Copo

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No Dia da Cachaça, um brinde à bebida que carrega a alma do Brasil em cada dose

Dia da Cachaça, o dia 13 de setembro é mais do que uma data simbólica, é o dia em que o Brasil celebra sua bebida mais autêntica. E nesta coluna especial, o sommelier Raimundo Freire vai além da taça para mostrar que a cachaça não é apenas um destilado: é um espelho líquido da nossa identidade cultural, social, espiritual e afetiva.

De símbolo de resistência a musa de artistas, de ingrediente culinário a oferenda sagrada, a cachaça atravessa séculos de história brasileira com sabor, dor e poesia. Neste manifesto lírico e afiado, cada gole é uma página viva da nossa trajetória. Feliz Dia da Cachaça — e o Brasil que ela revela.


Cachaça: o Brasil que escorre pelo copo

Você já parou pra pensar que, ao levantar um copo de cachaça, está também erguendo séculos de história, resistência e identidade?

Não é exagero. É socioantropologia.

A cachaça não é só uma bebida. Ela é um arquivo líquido da cultura brasileira. E entender sua trajetória é como folhear um livro que mistura samba, suor, açúcar, dor e festa — tudo junto, sem censura.

Ela canta!

Está no samba de raiz, no forró pé de serra, nas modas de viola. A cachaça é musa de compositores e companheira de boêmios. “Se você pensa que cachaça é água…” — já dizia o refrão que virou hino popular. Na música, ela é alegria, desabafo e identidade.

Ela alimenta!

Na cozinha, a cachaça é alquimia. Flamba carnes, perfuma doces, dá vida a molhos. É ingrediente de receitas que carregam saberes ancestrais — da roça ao restaurante estrelado. Cada prato com cachaça é uma celebração da terra e da memória.

Ela cura!

Na medicina popular, a cachaça é xarope, garrafada, ritual. Misturada com mel, limão, ervas e fé, ela trata desde resfriado até dor de alma. Não é só química — é crença, é cuidado, é tradição.

Ela inspira!

Pintores, escultores, cineastas e poetas já beberam dela — literal ou metaforicamente. A cachaça aparece em quadros, filmes, versos e instalações como símbolo de brasilidade, contradição e beleza.

Ela sustenta!

Durante o ciclo do ouro, a cachaça era moeda. Servia de consolo aos escravizados nas minas e de lucro aos senhores. Hoje, cachaçarias com nomes como “Ciclo do Ouro” resgatam essa memória — com respeito e crítica.

Ela denuncia!

Foi produzida com mão de obra escravizada. Usada como moeda no tráfico negreiro. A cachaça carrega marcas de dor — e por isso, também é símbolo de resistência.

Ela nasce do açúcar!

Filha dos engenhos coloniais, irmã do melaço, neta da cana. A cachaça é fruto do ciclo do açúcar, da economia que moldou o Brasil. E hoje, ela volta às raízes com produtores artesanais que honram o passado.

Ela se revolta!

Em 1660, o povo se levantou contra o imposto da cachaça. Foi a Revolta da Cachaça — um dos primeiros gritos de autonomia brasileira. Hoje, ela é protegida por lei e celebrada como patrimônio cultural.

Ela escreve!

Na literatura, a cachaça é metáfora. Mário de Andrade dizia: “Meu verso é minha cachaça.” Ela aparece em contos, crônicas e romances como símbolo de introspecção, boemia e crítica social.

Ela resiste à censura!

Durante a Inquisição, a cachaça foi alvo de proibições. Considerada herética, perigosa, profana. Mas ela resistiu — como tudo que é do povo.

Ela é sagrada!

Nos terreiros de Candomblé e Umbanda, a cachaça é oferenda. É conexão com o divino, com os ancestrais, com a força invisível que nos guia. É respeito, é ritual, é fé.

Ela é o povo!

A cachaça é espelho da sociedade brasileira. Foi marginalizada, depois gourmetizada. Hoje, ela transita entre o boteco e o bar de luxo — sem perder sua essência.

E por que isso importa?

Porque entender a cachaça é entender o Brasil. É reconhecer que nossas bebidas contam histórias. É valorizar o que é nosso; com afeto, com crítica, com orgulho.

Então da próxima vez que você brindar com uma dose de cachaça, lembre-se: Você não está apenas bebendo. Você está participando de uma história que começou há séculos — e que continua sendo escrita, gota por gota.

Viva a cachaça!
Beba menos, beba melhor.
Feliz Dia da Cachaça!


Raimundo Freire, sommelier de Cachaça

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Guia de Bares Brahma em Salvador: cerveja gelada e pratos clássicos se encontram

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O Guia de Bares é uma imersão boêmia nas ruas de Salvador

Entre 15 de setembro e 15 de outubro, Salvador vai se deixar seduzir pela combinação perfeita entre gastronomia e cultura boêmia. O trajeto inédito chamado “Guia de Bares Brahma”, idealizado pela Ambev em parceria com a Academia da Cerveja, revela mais de uma dezena de endereços icônicos onde chopes gelados se harmonizam com os pratos mais emblemáticos da cidade. Um convite para brindar com história e sabor.

Sabores locais em sintonia com a cevada dourada

Cada estabelecimento participante — como Pirambeira, Mimi Churrasco, Astro e Confraria do França — propõe uma experiência autêntica, que combina o tempero singular da culinária baiana com a refrescância da cerveja Brahma, na versão tradicional ou zero. Imagina só: acarajés, moquecas, carnes na brasa e petiscos generosos, cada um potencializado pelo brinde que só uma cevada bem gelada pode oferecer.

Cultura e encontros: a alma do boteco

“A cerveja ocupa um lugar de conexão” diz Anna Paula Alves, Diretora de Categoria Cervejeira da Ambev — e não se trata apenas de sabor, mas de sentimento. É sobre mesas compartilhadas, causos entre amigos, trilha sonora da vida boêmia. A rota valoriza espaços carregados de afetividade, referências culturais e brasilidade, onde cada gole é uma história engatilhada.

Diversidade com responsabilidade

Outro diferencial: a presença crescente das versões zero da Brahma, que permitem prolongar a celebração sem abrir mão do sabor. Uma proposta que combina com a leveza esperada em encontros que duram a noite inteira — sempre com responsabilidade.

Guia de Bares Brahma 2025 - Foto: Guiga Motta
Guia de Bares Brahma 2025 – Foto: Guiga Motta

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Primavera 2025: ROTA RV antecipa a estação com circuito gastronômico no Rio Vermelho

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Inspirada nas “rutas de tapas” espanholas, a experiência percorre quatro restaurantes ícones de Salvador

A primavera ainda não chegou oficialmente, mas a ROTA RV já promete florescer sabores e encontros nas ruas do Rio Vermelho. No dia 17 de setembro, uma quarta-feira, a partir das 19h, o circuito gastronômico mais charmoso de Salvador retorna com uma nova edição que celebra a estação das cores com um roteiro de experiências sensoriais.

Inspirada nas tradicionais “rutas de tapas” da Espanha, a proposta convida o público a circular livremente por quatro restaurantes do bairro — Ayrà Bar, La Taperia, Manga e Silva Cozinha — em uma noite que mistura alta gastronomia, drinks autorais e clima de celebração à beira-mar.

ROTA RV
Ícaro Rosa, Elen Luz, Dante Bassi, Kafe Bassi, Ricardo Silva, Luciana Mastique, Juli Holler e José Morchon – Foto: Gabriel Brawne

Passaporte da Edição de Primavera

Com o Muito Gourmet entre os organizadores, o evento adota um formato já consagrado — e com histórico de ingressos esgotados em tempo recorde. Cada participante recebe um passaporte que garante uma entrada harmonizada com uma taça (de vinho ou drink especial) em cada um dos quatro restaurantes do circuito. Sem ordem fixa de visita, o roteiro estimula a descoberta espontânea de cada casa e valoriza a circulação pelo bairro.

A ideia é valorizar a cena gastronômica local e criar uma experiência única, onde cada chef prepara uma criação especial para a noite — os menus harmonizados serão divulgados em breve.

Circuito gourmet em clima de primavera

Mais do que um evento, a ROTA RV se consolida como um movimento cultural que celebra a gastronomia baiana com sofisticação, criatividade e um toque internacional. O Rio Vermelho, bairro boêmio por excelência, vira palco de um roteiro que conecta chefs renomados, receitas autorais e o público apaixonado por novas experiências.

Os ingressos já estão à venda por R$ 225 na plataforma Sympla, pelo site oficial e o evento acontece das 19h às 23h. Uma dica? Garanta o seu passaporte antes que esgote.


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