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O legado da Terroir: como um bar de vinhos em Salvador moldou uma nova geração de consumidores

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Em novembro do ano passado, Salvador se despediu de um dos espaços mais queridos por quem ama vinho com alma, música boa e encontros de verdade. O Terroir Bar de Vinhos encerrou suas atividades, mas não sua história, nem seu impacto na cena enogastronômica da cidade.

Um ano depois, sua fundadora, a sommelière, jornalista, consultora e nossa colunista Carol Souzah, revisita esse capítulo com a delicadeza e a profundidade de quem viveu intensamente cada noite, cada taça, cada desafio.

Nesta coluna, Carol compartilha não apenas memórias, mas também uma reflexão generosa sobre os novos hábitos de consumo, o papel da comunicação no setor e os caminhos possíveis para o futuro dos bares e restaurantes. Um texto para ser lido com calma, de preferência, com uma boa taça ao lado.

Um ano sem a Terroir, uma vida inteira de memórias: reflexões sobre o vinho e novos hábitos de vida e consumo

Um ano depois de fechar as portas, ainda sinto que a entrada continua aberta na memória e na saudade, como uma casa que a gente já não habita, mas que permanece viva nas lembranças, nas conversas e nas histórias que ficaram. Foi em novembro do ano passado que o Terroir Bar de Vinhos, um projeto que ocupou um espaço tão bonito na cena enogastronômica de Salvador, encerrou seu ciclo. Foram anos intensos e cheios de vida, com uma curadoria de vinhos sustentáveis e naturais sempre em movimento: a cada quinze dias, novos rótulos, uvas raras, histórias diferentes para contar em taças novas. O jazz, o blues e a bossa nova embalavam as noites, o ambiente era íntimo e acolhedor, um ponto de encontro entre desconhecidos que viravam amigos e amigos que se tornavam parte da casa. O Terroir era isso, uma casa viva, pulsante, que respirava vinho, música e afeto.

Hoje, revisito esse espaço que já não existe fisicamente, mas que segue vivo nas lembranças e nas marcas que deixou em mim. A Adega Terroir, como muitos ainda a chamam, foi meu grande amor e também meu maior aprendizado. Foi casa, palco, laboratório e espelho. Criá-la foi um gesto de coragem; mantê-la de pé, um exercício diário de fé. Por trás das noites cheias e dos brindes animados havia também as incertezas, as ansiedades, o medo constante de não dar conta de tudo, de segurar as pontas por mais uma semana, um mês. Vieram o cansaço, a exaustão e um burnout que talvez não tenha se curado completamente. Escrevo isso com sinceridade, porque sei que muitos que vivem da gastronomia, da arte e do vinho podem se reconhecer. E ter um bar de vinhos nessa conjuntura foi tão engrandecedor quanto desafiador. Aprendi a lidar com o imprevisível, com as mudanças de humor do mercado e do público, com a rotina que, por mais bela que fosse, também me cobrava um preço emocional alto.

Com o distanciamento do tempo, percebo que o Terroir nasceu em meio a um divisor de águas: a pandemia. Ela mudou tudo, não apenas a forma como consumimos, mas também a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o tempo, com o lazer e com o vinho. O Terroir fez parte de um grupo de bares e restaurantes que não resistiram às transformações econômicas e aos novos hábitos de consumo que vieram depois. O que antes era um ritual coletivo, para muitos, se tornou um ritual privado. Sair para beber vinho deixou de ser rotina e passou a ser acontecimento. A compra online ganhou força, o consumo em casa cresceu e, aos poucos, muitos encontros que antes enchiam os salões se tornaram mais espaçados.

Há poucas semanas, uma notícia me fez reviver muitas lembranças: a Enoteca Saint VinSaint, em São Paulo, que sempre foi uma grande inspiração para mim na época da Terroir, anunciou o encerramento de suas atividades. Por vinte anos, o espaço comandado por Lis Cereja foi uma das principais referências em vinhos naturais no Brasil. A notícia, que ecoou em todo o país, vai muito além do fechamento de uma casa, é o reflexo de um tempo que mudou. No texto em que se despede do espaço, Lis fala sobre o desafio de sustentar uma filosofia de pequenos produtores, vinhos orgânicos e biodinâmicos dentro de uma estrutura de restaurante que exigia muito mais do que paixão. Fechar, nesse contexto, não é desistir, é reconhecer a necessidade de transformação.

Percebo, nesses anos, que mesmo entre as grandes casas que seguem abertas, salvo algumas boas exceções, algo mudou. O movimento de outrora, aquele fluxo constante de mesas cheias e taças tilintando a cada noite, já não é mais o mesmo. Os salões continuam belos, os rótulos seguem excelentes, mas o ritmo é outro, mais espaçado, mais seletivo, mais silencioso. Não se trata de falta de interesse, e sim de um novo comportamento coletivo. A comodidade de comprar online e beber em casa alterou o eixo do prazer enogastronômico. O que antes era uma experiência social passou a ser um momento mais íntimo, reservado. A importância que damos ao tempo também mudou. O tempo se tornou um bem escasso, e sair para beber exige mais justificativa emocional do que antes. Há o trânsito, o cansaço do dia, as agendas que nunca se alinham entre os amigos, e a sensação constante de falta de pausa. O lazer precisa valer o esforço.

Além disso, o poder de compra diminuiu, e com ele, a frequência com que o vinho é celebrado fora de casa. Quem antes saía toda semana, hoje o faz uma vez por mês ou apenas em ocasiões especiais. O custo de vida aumentou, o lazer passou a ser planejado e o vinho, muitas vezes, virou um prazer reservado. Ainda assim, a busca por experiências autênticas e personalizadas segue crescendo, mas nem sempre se traduz em consumo presencial. Mesmo as casas mais consolidadas vivem um redesenho do público, com novos horários, dinâmicas e formas de se conectar.

E há outro fator que se impõe: a comunicação. Hoje, não basta que o restaurante ou o bar de vinhos sejam bons para prosperar. É preciso estar presente, ativo e criativo nas redes sociais. A vitrine mudou de lugar, e a comunicação passou a ser parte essencial da sobrevivência. Muitos estabelecimentos, especialmente os menores, enfrentam dificuldade nesse ponto, pois alguns não têm verba para investir em marketing digital nem equipe para criar conteúdo de qualidade constante. Mas o jogo não permite pausa. Quem não se adapta a esse modelo novo, e sem volta, acaba perdendo visibilidade, engajamento e, consequentemente, movimento. É um tal de precisar se reinventar o tempo todo que a palavra passou a me causar pavor. É um ciclo que exige energia, estratégia e presença: além de servir bem, é preciso comunicar, mostrar, criar desejo e manter o público conectado à marca o tempo todo para não ser esquecido.

Mesmo com todos os desafios que vivi, e mesmo com o fechamento, o legado do Terroir permanece. Ela deixou sementes que continuam florescendo: amigos que viraram comunidade, vinhos que despertaram descobertas, encontros que me ensinaram tanto. O formato pode ter mudado, mas a essência segue viva — esse desejo por conexão, por conversa, por taças que contam histórias e aproximam pessoas. Como sommelière, jornalista, consultora e educadora de vinhos, sinto que estamos entrando em uma nova fase do setor. E, no meu caso, o desafio agora é justamente esse: encontrar formatos que façam sentido para o tempo em que vivemos. Experiências menores, mais íntimas, itinerantes e híbridas, que toquem quem participa. Levar o encontro até o cliente, seja em casa, num restaurante parceiro ou num evento especial. Afinal, o vinho continua sendo sobre isso: sobre encontro, partilha e presença.

Um ano após o fechamento do Terroir, o balanço é de saudade, mas também de aprendizado e esperança. Que os bares e restaurantes, esses lugares que acolhem sonhos, encontros e memórias, encontrem fôlego, saúde financeira e também emocional para seus donos e equipes, que tantas vezes sofrem em silêncio. Que voltem a estar cheios de risadas, brindes e alegria. Que o vinho continue sendo um elo entre as pessoas, um convite à pausa e à presença. E aqui deixo meu agradecimento ao Terroir, aos amigos e clientes que seguem comigo até hoje no projeto Terroir Itinerante. Foi ela que me moldou como profissional, que me deu coragem, sensibilidade e experiência para tudo o que construo agora. O Terroir se foi como espaço físico, mas continua existindo nas memórias, nos vínculos e em cada taça que sigo compartilhando.

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Sambinha do Sagratto celebra o chef Victor Bebé com roda de samba e sabores no Bonfim

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Sambinha do Sagratto Café Bar une gastronomia, música e pôr do sol na Colina Sagrada

Na Cidade Baixa, onde o azul do céu encontra o dourado do entardecer, o Sagratto Café Bar prepara uma festa especial neste sábado, 1º de novembro. O endereço queridinho do Bonfim será palco do Sambinha do Sagratto, uma celebração cheia de afeto, tempero e música para comemorar o aniversário do chef Victor Bebé.

A partir das 16h, o espaço ganha ainda mais vida com uma roda de samba animada pelo grupo Eu Tô no Samba. O clima será de descontração, sorrisos largos e energia leve — do jeitinho que o chef gosta. O evento tem couvert de R$ 25 e contará com um cardápio especial de petiscos, churrasco, acarajé, além de drinks autorais e cerveja gelada, todos vendidos à parte.

“Celebrar mais um ano de vida no Sagratto é motivo de muita alegria e gratidão. A ideia sempre foi criar um espaço acolhedor, onde as pessoas se sintam bem, celebrem a vida e aproveitem o que há de melhor na Bahia: a boa mesa, a música e o fim de tarde do Bonfim”, conta Victor Bebé.

chef Victor Bebé
Victor Bebé – Foto: Divulgação

O Sagratto, localizado na emblemática Colina Sagrada, vem se firmando como um dos espaços mais autênticos da gastronomia afetiva de Salvador. Com uma vista privilegiada e uma programação cultural que mistura o tradicional ao contemporâneo, o local conquista cada vez mais o coração de soteropolitanos e turistas.

No Sambinha do Sagratto, o convite é claro: chegar cedo, brindar com os amigos e deixar-se levar pelo samba e pelos sabores baianos que fazem da Cidade Baixa um lugar tão especial.


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Pizza contemporânea em alta: curso com Marco Caria tem nova edição no Rio Vermelho

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Evento exclusivo acontece no dia 10 de novembro e promete mergulho profundo na arte da pizza de fermentação natural

Poucos chefs em Salvador conseguem traduzir com tanta fidelidade o espírito da cozinha italiana quanto Marco Caria. Natural da Sardenha e radicado na capital baiana, o chef e pizzaiolo à frente do Isola Cucina Italiana, no Rio Vermelho, anuncia uma nova edição de sua Masterclass de Pizza Contemporânea, um verdadeiro mergulho na tradição e inovação da pizza italiana.

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Chef Marco Caria – Foto: Leonardo Freire

O curso, que acontece no dia 10 de novembro, retorna após o sucesso da edição anterior, quando as inscrições se esgotaram. Com duração de 8 horas, a Masterclass é voltada tanto para profissionais da gastronomia quanto para entusiastas exigentes que desejam entender os segredos por trás da fermentação natural, do preparo artesanal das massas e das combinações de sabores que transformam a pizza em arte.

Da pandemia à referência em pizzas autorais

Foi durante a pandemia que Marco Caria decidiu incluir pizzas no cardápio do seu restaurante. O que começou como uma solução criativa para os desafios do período se tornou uma nova paixão, e um sucesso entre os clientes.

Com técnica refinada e respeito à matéria-prima, Caria rapidamente se destacou no cenário local, sendo escolhido para representar na Bahia a Casillo, uma das maiores empresas de farinhas do mundo, referência na Itália.

A nova edição da Masterclass conta com o apoio da distribuidora e importadora Senza Frontiere Brasil, e promete ir além do básico: a proposta é apresentar conceitos avançados da chamada pizza contemporânea, estilo que valoriza ingredientes de alta qualidade, processos de longa fermentação e apresentações criativas, sem abrir mão da tradição italiana.

Um curso para quem leva pizza a sério

Durante o dia inteiro de imersão, os participantes terão acesso direto à cozinha de Marco, aprendendo não apenas técnicas, mas também sua filosofia de trabalho, seu olhar estético e sua paixão pela cultura italiana. O investimento é de R$ 799, e as vagas são limitadas.

As inscrições podem ser feitas pelos telefones (75) 99169-9094 ou (71) 99220-1999. Mais detalhes estão disponíveis no perfil oficial do restaurante no Instagram: @isolacucinaitaliana.


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Chef Andréa Ribeiro brilha em jantar imersivo na Sicília

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Em experiência pela Itália, chef do Mistura Contorno vive momentos de celebração, sabores mediterrâneos e encontros inesquecíveis em Palermo e na Puglia

Entre paredes de pedra centenárias, tapeçarias nobres e o aroma inconfundível da culinária mediterrânea, a chef baiana Andréa Ribeiro protagonizou um jantar memorável em Palermo, capital da Sicília. À frente do restaurante Mistura Contorno, um dos ícones da alta gastronomia de Salvador, Andréa foi recebida no imponente Palazzo Conte Federico para uma noite que uniu história, afeto e sabor.

O cenário não poderia ser mais inspirador: o palácio é residência da condessa Alwine Federico e de sua família, um patrimônio vivo da Sicília. O jantar, realizado em clima intimista, teve menu assinado a quatro mãos por Andréa e pela anfitriã Claudia Ott, nora da condessa. A proposta? Celebrar os frutos do mar e os ingredientes locais em pratos autorais e refinados, com o frescor que define a cozinha da chef baiana.

“Foi uma experiência incrível, em um lugar mágico, um verdadeiro portal do tempo”, compartilha Andréa. “Cozinhei com utensílios antigos, cercada de pessoas queridas, em um clima de amizade e celebração.”

Uma travessia de sabores entre Sicília e Bahia

O menu começou com clássicos revisitados: bruschetta com caponata siciliana e peixe-espada, crostini com ricota de ovelha e aliche fresca marinada. Depois, uma busiate fresca ao pesto de manjericão com seppia, preparada com técnica e delicadeza. O prato principal, peixe-espada assado com batatas, alcaparras e alecrim, foi seguido por uma sobremesa com sotaque tropical: mousse de maracujá feita com frutas colhidas no jardim do palácio.

Cada prato narrava uma história. Entre texturas e aromas, o jantar celebrou a fusão entre duas culturas gastronômicas: a italiana e a baiana. Um encontro marcado pela elegância da simplicidade, onde o Mediterrâneo serviu de pano de fundo para a criatividade da chef.

Agroturismo na Puglia: colheitas, azeites e inspiração

Após a experiência em Palermo, Andréa seguiu para a região da Puglia, onde mergulha em vivências de agroturismo: colheitas manuais, visitas a queijarias artesanais, degustações de azeites extravirgem e acompanhamento da safra de cogumelos e castanhas. “Essa vivência renova a minha inspiração”, conta. “A cozinha mediterrânea é simples, fresca e verdadeira. É a prova de que a boa mesa é uma ponte entre culturas.”

A imersão na Itália reforça um dos pilares da carreira da chef: o intercâmbio cultural como ingrediente essencial da boa gastronomia. De Salvador à Sicília, passando pelas terras férteis da Puglia, Andréa reafirma sua assinatura culinária, que combina elegância, memória afetiva e sabores do mundo.

Próxima Parada da Chef Andréa Ribeiro: São Paulo

Encerrando sua temporada italiana, a Chef Andréa Ribeiro desembarca no Brasil direto para o Mesa SP, no Memorial da América Latina. No dia 30 de outubro, Andréa participa com uma aula-show no evento promovido pela revista Prazeres da Mesa, que nesta edição discute o tema “Cozinha de amor sem fronteira, a gastronomia necessária”.

Um título que, aliás, poderia muito bem resumir o próprio caminho da chef.


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Origem celebra a conexão Brasil‑França em jantar a 8 mãos

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Um encontro de sabores e culturas

No dia 4 de novembro, o restaurante Origem, abre suas portas para um jantar exclusivo que simboliza uma ponte entre o Brasil e a França.

Os anfitriões, os chefs baianos Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, ambos reconhecidos no mundo gastronômico como World Class Chefs pelo The Best Chefs Awards 2025, receberão dois grandes nomes da gastronomia contemporânea: a chef francesa de origem beninense Georgiana Viou e a maïtre chocolatier francesa Naomi Martino.
O ambiente se tornará palco de uma experiência sensorial e cultural, onde pratos e chocolates contam histórias de territórios, técnicas e paixões que se entrelaçam.

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Fabrício Lemos e Lisiane Arouca – Foto: Leonardo Freire

A chef Georgiana Viou: do Bénin ao estrelato em solo francês

Georgiana Viou começou sua trajetória no cenário competitivo ao participar de concursos como o Prêmio Taittinger dos Cordon Bleus e o programa MasterChef França, onde seu instinto e energia logo se destacaram.

Formada por diversos chefs, em 2011 ela iniciou sua própria jornada em Marselha, fundando estabelecimentos como L’Atelier de Georgiana, Chez Georgiana — premiado com dois toques no guia Gault & Millau e vencedor do Troféu Jovens Talentos — e La Piscine. Em 2023, no restaurante ROUGE, localizado no Margaret Hôtel Chouleur em Nîmes, ela conquistou sua primeira estrela Michelin.

Georgiana é também autora do livro Le goût de Cotonou (Ducasse Édition, 2021), expressão de sua herança cultural beninense e francesa que desdobra sabor, identidade e técnica em cada capítulo. Ao trazer sua cozinha ao Brasil, à Salvador, ela devolve o olhar sobre ingredientes tropicais, memória e sofisticação.

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Georgiana Viou – Foto: Divulgação

Naomi Martino: da Guadeloupe ao bean‑to‑bar francês com identidade

Naomi Martino comanda a primeira, e até hoje única, fábrica de chocolates finos da Guadeloupe que transforma cacau local. Sua trajetória funde herança familiar de excelência artesanal com espírito pioneiro: queria reconstruir a cadeia do cacau em sua terra natal, a ilha de Basse‑Terre no Caribe.

Embora a Guadeloupe ainda guarde pés de cacau em muitos quintais, quase ninguém o transforma em chocolate. Considerando isso uma perda, Naomi foi atrás dos agricultores, plantou seu próprio cacau, aprendeu todo o processo “bean to bar” e hoje produz barras premiadas. Com isso, tornou‑se a única chocolateira francesa a dominar localmente toda a cadeia, do grão ao chocolate fino.
No jantar em Salvador, sua participação promete surpreender, seja em sobremesas que evocam o Caribe, seja em intervenções técnicas integradas ao menu principal.

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Naomi Martino – Foto: Divulgação

O jantar a 8 mãos: Brasil-França em Salvador

A proposta deste jantar especial no Origem é clara: colaborar, inovar e celebrar.

Os chefs brasileiros atuando lado a lado com as convidadas francesas criam uma sinergia internacional que reverbera no sabor, no serviço e na ambientação, um verdadeiro encontro entre culturas e ingredientes.

Localizado na Alameda das Algarobas 74, no bairro Caminho das Árvores, o restaurante convida os comensais a participarem de uma noite de storytelling gastronômico.

O valor por pessoa é de R$ 450,00, com reserva pelo (71) 99202‑4587.

Seja para turistas que buscam uma experiência única em Salvador, seja para os soteropolitanos apaixonados por alta gastronomia, o evento promete um menu que foge do ordinário — com técnica, brasilidade e sofisticação francesa.

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Restaurante Origem Foto: Leonardo Freire

Por que este jantar é imperdível em Salvador

  • A presença de nomes internacionais renomados, como Georgiana Viou e Naomi Martino, traz frescor e prestígio ao cenário gastronômico local.
  • A dupla baiana, Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, representa a nova geração de chefs soteropolitanos em destaque internacional.
  • A proposta de fusão Brasil‑França, colaborativa e criativa, valoriza ingredientes locais, técnicas francesas e a identidade cultural de Salvador.
  • É uma oportunidade rara de participar de um jantar conceitual, em formato “chef’s table”, com poucas vagas — reservado para quem busca mais que comer, mas viver um momento memorável.

Se você está em Salvador ou planejando visitar, marque na agenda: 4 de novembro, 19h. Uma noite onde o sabor se faz ponte e o prato vira narrativa.



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Wine Dez 2025 traz mais de 600 rótulos e 40 expositores ao Shopping da Bahia

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Evento em sua quinta edição com vinícolas internacionais, rótulos premiados e presença baiana de destaque

Wine Dez 2025 chega para reafirmar Salvador não apenas como um dos polos culturais mais vibrantes do país, mas também como um destino em ascensão no mundo dos vinhos. Nesta sexta-feira, 31 de outubro, das 19h às 21h30, o terceiro piso do Shopping da Bahia se transforma em uma verdadeira rota enogastronômica com a quinta edição da maior feira de vinhos do Norte e Nordeste.

Promovido pela Casa Dez em parceria com a Licia Fabio Produções, o evento reunirá cerca de 40 expositores — entre vinícolas, representantes e importadoras — apresentando mais de 600 rótulos disponíveis para degustação. Uma experiência pensada tanto para enófilos exigentes quanto para quem está apenas começando a explorar o universo dos vinhos.

Da Toscana à Chapada Diamantina: terroirs para todos os gostos

A seleção de vinhos desta edição vem de múltiplas procedências e terroirs. Estão confirmadas vinícolas de renome como a italiana Buffon, as portuguesas Taylor’s, Herdade do Esporão e Phoenix, a espanhola Pago del Vicario, além das chilenas Pérez Cruz e Casas del Bosque.

O Brasil também marca presença com força: destaque para as baianas UVVA, que desponta da Chapada Diamantina com rótulos premiados, e a vinícola Vaz. “Ampliamos o número de empresas participantes e o espaço físico da feira, refletindo o sucesso das edições anteriores”, afirma Marcos Gordilho, CEO da Casa Dez.

Experiência sensorial e preços de feira

Mais do que um evento de degustação, a Wine Dez 2025 proporciona um contato direto com produtores, sommelieres e representantes das vinícolas. É uma chance rara de descobrir histórias por trás dos rótulos, entender processos de produção e ainda adquirir garrafas a preços especiais.

O acesso à feira é gratuito, mas para participar da degustação é necessário adquirir o ingresso de R$180, que inclui uma taça exclusiva e R$60 de cashback para compras nas lojas da Casa Dez. Uma oportunidade ideal para renovar a adega com rótulos selecionados e curadoria especializada.

Serviço Winde Dez 2025:

  • Data: 31/10/2025
  • Horário: das 19h às 21h30
  • Local: 3º piso do Shopping da Bahia
  • Valor do ingresso degustação: R$180 (com taça + R$60 de cashback)
  • Acesso livre à feira (sem degustação)

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Chef Ricardo Silva assina jantar exclusivo do clube de luxo de Alex Atala em Salvador

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Experiência gastronômica com toque local e artístico

O Chef Ricardo Silva foi o protagonista de um jantar exclusivo em Salvador no último fim de semana, quando assinou o menu de cinco tempos de uma experiência promovida pelo clube de luxo Resid Club & Hotels — que tem entre seus sócios o renomado Alex Atala. O encontro, reservado a membros do clube, aconteceu em uma galeria de arte na charmosa Rua Chile, misturando alta gastronomia, arte e hospitalidade premium no coração da capital baiana.

A ambientação da noite foi cravejada de arte e sabor: o evento aconteceu numa galeria de arte na Rua Chile, no coração de Salvador, com menu de cinco tempos concebido por Ricardo Silva que, fiel ao seu estilo, exaltou ingredientes da Bahia e da Baía de Todos‑os‑Santos.

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Os chefs Alex Atala e Ricardo Silva – Foto: Divulgação

Um menu entre mar, terra e memória

A proposta do chef Ricardo Silva foi clara: navegar entre afetividade, técnica e raízes baianas. Para abrir, o “Caldo de Mariscos da Baía de Todos‑os‑Santos” trouxe um caldo profundo, marinho, uma verdadeira carta de amor à costa soteropolitana. Em outro momento, a “Massa Folhada com Pasta de Castanha Fermentada, Tartar de Beterraba e Ovas de Quiabo” uniu texturas e sabores locais — a castanha, a beterraba e o quiabo revisitados em versão autoral. Para fechar com doçura e intensidade, a “Torta de Chocolate 70% com Bourbon e Merengue de Café Tostado” lembrou que o doce pode ser tão refinado quanto o salgado, e que o café da Bahia também tem lugar de honra na alta gastronomia.

Quando hospitalidade encontra cultura e pertencimento

O Resid Club & Hotels surge como um novo capítulo na hospitalidade de luxo: fundado por Paulo Henrique Barbosa, e com sócios como Atala, Claudia Ribeiro Bernstein, Rafael Caiado e Francisco Costa Neto, o clube propõe vivências transformadoras em destinos únicos — combinando hospitalidade, cultura e pertencimento. Essa edição em Salvador reforça o compromisso do clube com experiências que vão além do óbvio, mesclando arte, gastronomia e localidade.

Silva Cozinha: mais que um restaurante, uma plataforma de experiências

Por sua vez, o projeto Silva Cozinha, sob a liderança de Ricardo Silva, amplia seu escopo muito além das paredes de um jantar tradicional. O chef atua em formatos variados — de serviços de buffet em eventos icônicos como o Festival de Verão, ao Réveillon Quereres, ao Hidden Salvador e ao camarote Viva Bahia — com uma assinatura consistente: ingredientes locais, técnica refinada, memória afetiva e ousadia. Essa versatilidade fez dele o nome ideal para comandar o jantar do Resid Club em Salvador.

Por que isso importa para Salvador

A noite marca mais do que um encontro gourmet: é uma ponte entre Salvador e o circuito internacional de alta gastronomia e hospitalidade de luxo. Em uma cidade que respira cultura, mar, história e sabor, o evento reforça como chefs locais e iniciativas de hospitalidade premium podem trabalhar juntos para elevar a cena — sem abrir mão da alma baiana. Para o leitor soteropolitano e para o turista, é um convite: o adjetivo “luxo” em Salvador não significa abandonar o local — significa mergulhar mais fundo nele.


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Vino Salvador celebra 1 ano com degustações livres e experiências sensoriais

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Uma noite de vinho, sabor e brasilidade marca o primeiro aniversário do Vino Salvador

No dia 13 de novembro, o Vino Salvador, filial baiana da maior rede de wine bars do Brasil, celebra um ano de portas abertas na capital baiana. A comemoração promete ser mais que um brinde: será uma noite de imersão sensorial para enófilos e curiosos, com degustações à vontade, gastronomia volante e clima festivo embalado por brasilidades.

Localizado na Rua das Dálias, 540, no coração da Pituba, o Vino! já se tornou point de quem aprecia bons rótulos em ambiente despretensioso. Para marcar o aniversário, a casa prepara uma experiência exclusiva das 19h30 às 23h, reunindo cinco produtores de vinho em estações interativas. Cada um deles apresentará quatro rótulos distintos, totalizando vinte opções para degustar sem moderação.

E porque vinho bom pede comida à altura, o menu da noite traz finger foods e mini empratados volantes, criados especialmente para harmonizar com os vinhos apresentados. Tudo isso ao som de um DJ set recheado de brasilidades, reforçando a alma descontraída e vibrante do evento.

“Queremos que essa noite seja um brinde ao que construímos juntos e ao que ainda está por vir”, afirmam as sócias Ananda Rodrigues, Jéssica Martins e Rochelle Rodrigues. “Cada detalhe foi pensado para que os convidados descubram novos sabores e vivam uma experiência completa.”

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Rochelle Rodrigues, Jéssica Martins e Ananda Rodrigues – Foto: Divulgação

Os ingressos custam R$ 199 + taxa e estão à venda pelo Eventiza.

O valor inclui todas as degustações de vinhos, finger foods e a programação musical da noite. Uma celebração à altura da cidade e dos bons encontros que o Vino! Salvador ajudou a cultivar ao longo deste primeiro ano.

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Vinhos submersos: o mistério encantador das garrafas que amadurecem no mar

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A coluna líquida de Carol Souzah revela como o oceano pode ser o novo terroir

Se há uma voz capaz de transformar os vinhos submersos em pura emoção, é a da colunista Carol Souzah. Com olhar sensível e linguagem poética, ela nos convida a mergulhar, literalmente, no universo dos vinhos que envelhecem no fundo do mar.

Em sua nova coluna para o Muito Gourmet, Carol percorre paisagens submersas, experimentações sensoriais e projetos brasileiros que unem vinho, natureza e propósito. Um texto que combina profundidade, beleza e uma pitada de sal.

A seguir, sua reflexão na íntegra sobre vinhos.


Vinhos submersos: quando o mar transforma o vinho

Há vinhos que dormem em silêncio. Outros se deixam embalar pelo vai e vem das águas. E eu adoro imaginar isso: garrafas repousando no fundo do oceano, envoltas por silêncio e mistério. Parece poesia, mas é real. A natureza, sempre tão generosa com o vinho, agora o acolhe também nas profundezas do mar.

E talvez seja isso que mais me fascina: perceber que até o vinho, assim como a gente, pode amadurecer de formas diferentes quando aprende a se entregar ao tempo e ao movimento.

Nos últimos anos, um novo capítulo vem sendo escrito na história do vinho: o envelhecimento submarino. Garrafas mergulham a dezenas de metros de profundidade, repousando sob a pressão, a escuridão e o movimento constante das águas. Ali, no fundo do mar, o vinho vive uma experiência sensorial que nenhum porão ou cave terrestre seria capaz de reproduzir.

A ausência de luz, a temperatura estável e o balanço suave das correntes criam um ambiente perfeito para uma evolução lenta e harmônica. O resultado são vinhos com aromas mais integrados, textura sedosa e uma mineralidade que parece contar segredos do oceano.

Produtores em regiões como Croácia, Chile, França e Espanha têm apostado nesse método — chamado “underwater aging” ou “vinhos oceânicos”. E também aqui no Brasil temos um exemplo apaixonante: a Vivente Vinhos, vinícola gaúcha dedicada aos vinhos naturais, lançou o projeto “Tempo no Mar” em parceria com o Projeto A.MAR.

A Vivente é uma das produtoras de vinhos naturais que mais admiro no Brasil. Muita gente que me acompanha e já passou pela Terroir certamente provou um vinho ou um Pet Nat deles — sempre cheios de identidade, frescor e alma.

No projeto, foram 53 garrafas magnum do espumante Chardonnay/Pinot 2020 submersas por um ano a cerca de 22 metros de profundidade na costa de Ilhabela. O transporte e resgate foram feitos de modo artesanal, com canoas, mergulho livre e o envolvimento da comunidade local — uma vinificação com corpo, alma e propósito.

Nesta semana, tive a oportunidade de participar de uma degustação com o espanhol Pablo Miranda Roger, da Bodega Réquiem (Ribera del Duero), e pude comprovar como o universo do vinho subaquático segue sinalizando caminhos ousados. A Réquiem, fundada em 2000, vem apostando no equilíbrio entre tradição e inovação.

Pablo, que também atua como consultor, exportador e figura estratégica na expansão da marca para o Brasil, tem uma visão sensível do vinho. Na ocasião, ele compartilhou comigo como, embora a filosofia de maturação da Réquiem tradicionalmente passe por afinamento em barricas de carvalho por 16 a 18 meses, ele e a equipe estão atentos às experimentações exploratórias, entre elas o envelhecimento submarino, como forma de expandir horizontes de aroma, textura e identidade.

O encontro me confirmou que não se trata apenas de uma tendência de marketing ou de curiosidade técnica: há verdadeira intenção artística e sensível por trás dessas iniciativas.

Mas você pode me perguntar: e o que acontece com um vinho quando ele passa meses, às vezes anos, submerso no mar? Ele muda. Ganha uma serenidade diferente. A temperatura constante, o silêncio, a ausência de luz e até a pressão das profundezas criam um microcosmo perfeito para o amadurecimento. O vinho respira de outro jeito, evolui com delicadeza, se torna mais redondo, mais integrado. Alguns enólogos falam até em toques salinos, uma leve brisa oceânica no copo. Pode parecer exagero, mas quem prova sente. Há algo vivo ali, algo que o tempo e o mar moldaram juntos.

Abrir uma dessas garrafas submersas é como abrir um pequeno mistério. O rótulo carrega sal, histórias e um arrepio de mar aberto. É vinho, mas também é mar. É experiência. É emoção líquida engarrafada.

Mais do que tendência, esses vinhos representam um gesto de reconexão. Em tempos de tecnologia e velocidade, mergulhar o vinho é convite à pausa e ao tempo natural das coisas.

No fundo do mar, o vinho respira outro tempo. Silêncio, sombra, sal e fé. Ouso dizer que é ali, sob os olhos cuidadosos de Yemanjá, que ele se transforma. E talvez seja isso que mais me encanta: perceber que até o vinho entende que, às vezes, é preciso se entregar ao mistério para se tornar algo maior. E o mar é esse mistério.

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Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Amado Salvador inaugura no Salvador Shopping com proposta mais informal e bar de vinhos elegante

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Novo restaurante traz clássicos do chef Edinho Engel, cardápio com “prato do dia” e um ambiente sofisticado e acessível no coração do shopping

O cenário gastronômico de Salvador ganha um novo capítulo nesta terça-feira (14), com a aguardada abertura do Amado Salvador, primeira unidade do icônico restaurante Amado instalada em um shopping center. O novo endereço ocupa um espaço de 300 m² no piso L1 do Salvador Shopping, com capacidade para cerca de 120 pessoas, distribuídas entre área interna e externa, além de um mezanino multifuncional.

Com assinatura dos arquitetos Caio Bandeira e Thiago Martins, o projeto impressiona pela elegância contemporânea e por elementos que conversam com a estética baiana. Um dos destaques é o mezanino, que abriga uma adega panorâmica, funcionando tanto como loja de vinhos quanto como espaço para confrarias, pequenas reuniões e eventos exclusivos.

Vinho à mesa e para levar: novo modelo de negócio

A proposta inovadora da adega permite que o cliente consuma os vinhos no restaurante ou leve para casa, sempre pagando o mesmo preço de prateleira. É o tipo de experiência que mistura o melhor da gastronomia com o universo do vinho, tornando o consumo mais acessível e democrático.

Menu informal, mas com a excelência do Amado

Idealizado pelos chefs Edinho Engel e Danilo Fernandes, o cardápio do Amado Salvador mantém o rigor técnico e a qualidade dos ingredientes que consagraram a casa matriz na Avenida Contorno, mas agora com um toque mais casual. O restaurante oferece um menu executivo pensado para quem trabalha ou circula na região, com pratos ágeis e saborosos, além de uma charmosa seleção de “pratos do dia”, que homenageiam clássicos da cozinha brasileira.

De segunda a sexta, o cliente encontrará opções como Ensopado de Cordeiro, Cozido, Galinhada à Mineira e Comida Baiana, numa proposta afetiva e rotativa. “Queremos que o público assimile que naquele dia X é dia do prato Y”, explica o chef Danilo, ao lado de Edinho, que reforça: “Tudo feito com o mesmo carinho e técnica que marcam nossas quase duas décadas de estrada.”

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Edinho Engel

Ambiente com arte, projeções e bar autoral

O novo restaurante é também um convite ao olhar: obras de arte escolhidas pessoalmente por Edinho Engel compõem o salão, que conta com uma enorme projeção 360º criada pelo artista Pico Garcez — uma experiência visual que transporta os clientes para paisagens paradisíacas.

Outro atrativo é o elegante bar com balcão e drinques autorais, perfeito para happy hours, encontros informais e degustações da carta de vinhos.

Expansão à vista

Mais do que um novo endereço, o Amado Salvador marca o início de uma fase de expansão da marca. Segundo o sócio Flávio Bandeira, a parceria com o Grupo JCPM – proprietário do Salvador Shopping e de outros centros comerciais no Nordeste – pode abrir caminho para futuras unidades fora da Bahia.

“Essa é a primeira cria do Amado. Estamos animados com o futuro da marca”, afirma Bandeira. A trajetória de sucesso do restaurante, que completa 20 anos em 2026, agora ganha novas páginas, e novos sabores, no coração da cidade.


Serviço Amado Salvador

Onde: Piso L1, Salvador Shopping (ao lado da Dengo)
Funcionamento: diariamente, das 12h às 22h
Instagram: @restauranteamadosalvador


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