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Amado 20 anos: Série de jantares celebra história em Salvador

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Restaurante de Edinho Engel reúne nomes de peso da gastronomia nacional no dia 14 de julho, no jantar “Cozinha de Produto”

O Amado, comandado pelo restaurateur Edinho Engel à beira da Baía de Todos os Santos, celebra duas décadas de história em 2026 com o projeto “20 ANOS sendo AMADO”, uma série de jantares comemorativos que segue até dezembro.

A próxima edição acontece no dia 14 de julho, às 20h, com o tema “Cozinha de Produto”, reunindo o chef Rafa Costa e Silva, do Lasai (Rio de Janeiro), os baianos Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, do Grupo Origem, e o sommelier Manoel Beato, do Fasano, ao lado de Edinho e do chef residente Danilo Fernandes.

Amado: Duas décadas à beira da Baía de Todos os Santos

Quando abriu as portas no Comércio, em 2006, o Amado chegava a uma Salvador que começava a expandir seus horizontes gastronômicos para além da culinária baiana tradicional. Vinte anos depois, o restaurante de Edinho Engel se consolidou como um dos endereços de referência da cidade, colecionando reconhecimentos como o de Melhor Restaurante pela Veja Salvador e destaque nacional no Prêmio Gula nos primeiros anos de operação.

Mais do que prêmios, o que define a casa é a vocação para o encontro. Ao longo de duas décadas, o salão com vista para a Baía de Todos os Santos reuniu chefs, artistas, personalidades e viajantes do mundo inteiro, sempre em torno de uma cozinha brasileira contemporânea construída sobre hospitalidade e produto.

A trajetória de Edinho ajuda a explicar essa identidade. Nascido em uma família rural mineira, formado em Ciências Sociais em São Paulo, ele deixou a carreira no Metrô para empreender na gastronomia. Antes do Amado, fundou o Manacá, em Camburi, casa pioneira na valorização de peixes, frutos do mar e ingredientes brasileiros no litoral paulista durante os anos 1990.

“Cozinha de Produto”: o encontro de 14 de julho

A edição de julho da série comemorativa coloca a matéria-prima no centro da mesa. O tema “Cozinha de Produto” propõe destacar ingredientes, produtores e a origem dos alimentos, filosofia que une os convidados da noite.

Rafa Costa e Silva chega a Salvador com credenciais raras: seu Lasai, no Rio de Janeiro, ostenta duas estrelas Michelin e presença constante nas listas do The World’s 50 Best Restaurants desde 2015. Formado pelo The Culinary Institute of America, em Nova York, o chef passou cinco anos no espanhol Mugaritz, de Andoni Luis Aduriz, período em que a casa figurou entre os melhores restaurantes do mundo.

Já Fabrício Lemos e Lisiane Arouca dispensam apresentações para o público baiano. O casal à frente do Grupo Origem, que inclui Origem, Ori, Minibar Gem, Segreto Ristorantino, Boteco Megiro e Orí Rooftop, viu seu restaurante principal conquistar o primeiro lugar no ranking dos 100 Melhores Restaurantes do Brasil da Revista Exame em 2025. Curiosamente, a história de Fabrício passa pelo próprio Amado, uma das casas em que trabalhou após retornar dos Estados Unidos, onde se formou pelo Le Cordon Bleu.

Completam a brigada o anfitrião Edinho Engel e Danilo Fernandes, chef residente do Amado, soteropolitano com passagens por Al Mare, Origem e Ori, que imprime à casa uma cozinha de base clássica francesa e italiana com traços contemporâneos de brasilidade.

O menu de sete tempos

O cardápio da noite distribui as assinaturas entre os convidados. Rafa Costa e Silva prepara o araruta com tartare de Wagyu, rabanete e agrião, além da lagosta com capim-limão, pupunha, maxixe e pimenta de cheiro. Fabrício Lemos assina o caldinho Kimure com pãozinho, vatapá e siri, e a carne de sol em demi-glace com agnolotti de milho, milho assado e agrião.

Edinho e Danilo respondem pelo crudo de ariocó com maçã verde, abacate, cream sour e ovas de salmão, e pelo porco preto da Canastra ao molho do assado, com tartare de banana da terra, coentros e quiabo. O encerramento fica com Lisiane Arouca: bombocado de fubá e queijo, sorvete de pamonha, tempurá de milho, coulis e tuile de amora.

Para acompanhar, duas opções de harmonização: a seleção assinada por Manoel Beato, sommelier há mais de 30 anos no Fasano e autor do Guia de Vinhos Larousse (R$ 430 por pessoa), ou a harmonização sugerida pela casa (R$ 270 por pessoa).

A série segue até dezembro

Iniciado em março com o chef Filipe Rizzato, do Palácio Tangará (SP), o projeto “20 ANOS sendo AMADO” tem calendário confirmado até o fim do ano: “Brasil Mediterrâneo” em agosto, “Laboratório de Cozinha Brasileira” em setembro, “Cozinha Afetiva” em outubro e “Novos e Velhos Baianos” em dezembro.

Serviço

“20 ANOS sendo AMADO” – Cozinha de Produto
Data: 14 de julho de 2026, às 20h
Local: Restaurante Amado, Rua Lafayete Coutinho, 660, Comércio, Salvador (BA)
Menu degustação: R$ 480 por pessoa
Harmonização Amado: R$ 270 por pessoa
Harmonização do sommelier Manoel Beato: R$ 430 por pessoa
Reservas e contato: (71) 99231-4660
Instagram: @restauranteamado
Funcionamento do restaurante: segunda a sábado, das 12h às 23h

Perguntas Frequentes

O que é o projeto “20 ANOS sendo AMADO”?

É a série de jantares comemorativos dos 20 anos do restaurante Amado, em Salvador. A cada edição, Edinho Engel e o chef residente Danilo Fernandes recebem chefs convidados de destaque nacional. O projeto começou em março de 2026 e segue até dezembro.

Quando acontece o jantar “Cozinha de Produto” e quanto custa?

O jantar acontece no dia 14 de julho de 2026, às 20h, no Amado, no bairro do Comércio, em Salvador. O menu degustação de sete pratos custa R$ 480 por pessoa, com harmonizações opcionais de R$ 270 (seleção da casa) ou R$ 430 (seleção do sommelier Manoel Beato).

Como fazer reserva para o jantar no Amado?

As reservas são feitas pelo telefone (71) 99231-4660, que também atende por WhatsApp. Pela quantidade limitada de lugares e pelo peso dos chefs convidados, a recomendação é reservar com antecedência.

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Feira Naturebas 2026: o crescimento do vinho natural no Brasil pelos olhos de Carol Souzah

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Sommelière e colunista do Muito Gourmet indica os produtores de vinho natural que valem a descoberta, mesmo sem sair de casa

Existe um termômetro para medir o momento do vinho natural no Brasil, e ele fica em São Paulo: a Feira Naturebas, que realizou sua edição 2026 nos dias 27 e 28 de junho e reuniu mais de 180 produtores de cerca de 14 países. Nesta coluna, a sommelière Carol Souzah, que acompanha o movimento de vinhos de mínima intervenção desde suas primeiras ondas no país, comenta o crescimento do evento criado por Lis Cereja e compartilha sua lista pessoal de produtores para conhecer. Um roteiro afetivo e preciso para quem quer entender por que esse estilo de vinho conquista cada vez mais taças pelo Brasil.

A feira que virou referência na América Latina

Quando o assunto é vinho de mínima intervenção, existe um evento que se tornou referência para quem quer entender para onde esse movimento está caminhando: a Feira Naturebas, que aconteceu nos dias 27 e 28 de junho, em São Paulo.

Criada por Lis Cereja, uma das precursoras do vinho natural no Brasil, a Naturebas nasceu pequena e ajudou a impulsionar esse movimento no país. Lis, que também esteve à frente da Enoteca Saint VinSaint, atualmente fechada, foi a principal responsável por aproximar produtores, profissionais e consumidores desse universo. Hoje, a feira é considerada o principal evento de vinhos naturais da América Latina e, mesmo sem ser a maior do Brasil em público ou volume de negócios, já figura entre os encontros mais relevantes do calendário nacional do vinho. Mais do que uma feira, tornou-se um ponto de encontro entre produtores, importadores, sommeliers, jornalistas e apaixonados por vinhos feitos com menos maquiagem e mais identidade.

Este ano não consegui estar em São Paulo, mas acompanhei tudo de longe, feliz em ver como o evento continua crescendo e reunindo produtores que admiro profundamente. Em um mercado onde ainda existe muito preconceito e desinformação sobre esse estilo de vinho, ver a Naturebas ocupar cada vez mais espaço é uma ótima notícia. Em apenas dois dias, a feira reuniu mais de 180 produtores de aproximadamente 14 países, representantes e cerca de 3 mil visitantes, que estiveram ali para degustar, conhecer e comprar diretamente de quem produz.

Os produtores que não podem faltar na sua lista

Todos os anos recebo mensagens perguntando: “Carol, quais produtores eu não posso deixar de visitar?”. A verdade é que responder isso nunca é fácil. A qualidade cresce a cada edição e a lista de gente fazendo um trabalho sério parece aumentar na mesma velocidade.

Mas alguns nomes sempre ocupam um lugar especial nas minhas indicações. Se você quer conhecer melhor esse universo, pode começar por eles. Aliás, já vale guardar essa lista para a próxima edição da Naturebas. E, enquanto ela não chega, a boa notícia é que todos esses produtores comercializam seus vinhos online, então dá para explorar esse mundo sem sair de casa.

Ivan Tissato continua sendo, há alguns anos, um dos meus produtores preferidos. Seus vinhos conseguem unir personalidade, precisão e delicadeza de uma forma rara. São garrafas que sempre me emocionam.

Também faço questão de indicar a Valparaíso Vinhos e Vinhedos, que produz vinhos extremamente equilibrados, respeitando o tempo da natureza e mostrando que intervenção mínima não significa falta de técnica, muito pelo contrário.

Era dos Ventos, Vanessa Medin, Casa Viccas, Domaine Comte Armand, de Geoffroy de la Croix, Bodegas Krontiras, Juanfa Suárez, Roca Madre, Traslapiedra, em Paraje Altamira, Montaneus, de Gabriela Suthoff, Famiglia Boroto e German Masera são outros produtores que considero paradas obrigatórias para quem deseja conhecer diferentes interpretações desse universo.

Gabriela Suthoff merece um carinho especial. Conheci seu trabalho no ano passado, apresentada pela minha amiga Guadalupe, e desde então virei uma grande admiradora da sensibilidade e equilíbrio presente em seus vinhos.

E, se existe um vinho laranja que até hoje ocupa o topo da minha lista de favoritos, ele vem da Escala Humana Wines. O Livverá da uva Malvasia é um daqueles rótulos que ficam na memória e que sempre volto a indicar quando alguém quer entender o potencial desse estilo.

Mais do que uma feira, um movimento

A lista poderia seguir por muitas linhas. Certamente deixei produtores incríveis de fora e já peço desculpas por isso. Felizmente, esse é um mercado que cresce todos os anos, revelando novos nomes e novas histórias.

No fim das contas, talvez seja justamente isso que torne a Naturebas tão importante. Ela não reúne apenas produtores. Reúne pessoas que acreditam que o vinho pode ser mais transparente, mais conectado ao lugar de onde vem e, principalmente, mais humano.

E é bonito ver esse movimento crescer e fazer da Feira Naturebas um evento cada vez mais importante. A cada edição, mais pessoas descobrem que existe um jeito diferente de fazer vinho. E, para mim, isso sempre vale um brinde.

Perguntas Frequentes

O que é a Feira Naturebas?

A Feira Naturebas é o principal evento de vinhos naturais da América Latina, criado por Lis Cereja em São Paulo. A edição 2026 aconteceu nos dias 27 e 28 de junho e reuniu mais de 180 produtores de cerca de 14 países, com degustação e venda direta ao público.

O que é vinho natural ou de mínima intervenção?

Vinho natural é aquele produzido com o mínimo de interferência química e tecnológica, do vinhedo à garrafa. A proposta é expressar a identidade da uva e do lugar de origem, com menos aditivos e mais transparência no processo.

Onde comprar vinhos naturais no Brasil?

Muitos produtores e importadores de vinho natural vendem diretamente online, o que permite explorar o estilo sem sair de casa. Nomes como Ivan Tissato, Valparaíso Vinhos e Vinhedos e Escala Humana Wines estão entre as indicações da sommelière Carol Souzah

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Purgatório Bar sobe 41 posições no Top 500 Bars e segue entre os melhores do mundo em 2026

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Speakeasy de Salvador alcança a 435ª colocação no ranking internacional e celebra o resultado com a carta autoral “Confia na Bahia”

O Purgatório Bar, speakeasy de Salvador, está entre no Top 500 Bars 2026 do mundo pelo terceiro ano consecutivo, segundo o ranking internacional Top 500 Bars. Na edição de 2026, a casa aparece na 435ª colocação, um salto de 41 posições em relação ao ano anterior, quando ocupou o 476º lugar. De acordo com a organização do prêmio, o Purgatório segue como o único bar das regiões Norte e Nordeste do Brasil presente na lista, condição que reforça o peso do resultado para a coquetelaria baiana.

O avanço chega em um momento simbólico para a casa: o de olhar para dentro. Com a recém-lançada carta “Confia na Bahia”, o bar aposta em traduzir ingredientes, memórias e referências culturais do território em coquetéis contemporâneos, uma proposta que conecta o reconhecimento global à identidade local que o sustenta.

Um ranking construído a partir de mais de duas mil fontes

Criado pela dupla de blogueiros do Le Cocktail Connoisseur, o Top 500 Bars é considerado uma das premiações mais abrangentes do setor de bares e coquetelaria. A metodologia analisa mais de duas mil fontes online, cruzando avaliações de especialistas, jornalistas e influenciadores de diversos países, publicadas em mais de 20 idiomas.

É justamente essa amplitude que dá densidade ao resultado: não se trata de um júri fechado, mas de uma leitura global do que se escreve, avalia e recomenda sobre bares ao redor do mundo. Até o momento, a edição de 2026 divulgou as posições entre o 430º e o 500º lugares, faixa em que o Purgatório figura com o avanço expressivo de 41 colocações.

top 500 2026 purgatorio placa
Purgatório Bar sobe 41 posições no Top 500 Bars e segue entre os melhores do mundo em 2026

Terceiro ano consecutivo entre os melhores do mundo

A permanência no ranking por três edições seguidas indica algo além de um bom momento: consistência. Em um cenário dominado por casas de eixos consolidados como Londres, Nova York, Cidade do México e São Paulo, sustentar presença internacional a partir de Salvador é um feito que projeta não apenas o bar, mas a cena baiana de coquetelaria como um todo.

“Estar entre os melhores bares do mundo pelo terceiro ano consecutivo e, ainda, conquistar um avanço tão significativo no ranking é motivo de muito orgulho para toda a equipe. Esse reconhecimento mostra que é possível produzir coquetelaria de excelência a partir de Salvador, valorizando nossa identidade, nossos ingredientes e nossa criatividade. Seguimos comprometidos em proporcionar experiências cada vez mais marcantes e em levar o nome da Bahia para o cenário internacional”, afirma Jonatan Albuquerque, bartender, sócio e diretor criativo do Purgatório Bar.

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Jonatan Albuquerque – Foto: Divulgação

“Confia na Bahia”: a identidade como projeto

O reconhecimento internacional acompanha uma nova fase do Purgatório, marcada por uma proposta ainda mais autoral. A carta “Confia na Bahia” parte de uma premissa clara: a de que o repertório baiano, seus ingredientes, suas memórias afetivas, seus códigos culturais, é matéria-prima de alta mixologia.

Na prática, isso significa um cardápio que privilegia produtores locais e transforma referências do território em experiências líquidas contemporâneas. Ao invés de buscar validação em fórmulas importadas, o bar escolheu o caminho inverso: traduzir a Bahia em linguagem de coquetel e projetá-la para o circuito global. O resultado no Top 500 Bars sugere que a aposta está certa.

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Café Elétrico da Carta Confia na Bahia – Foto: Bruna Leite

Salvador no mapa da coquetelaria mundial

Para a cidade, o desempenho do Purgatório tem valor que ultrapassa as paredes do speakeasy. A presença contínua de um bar soteropolitano em um ranking internacional dessa envergadura posiciona Salvador na conversa global sobre coquetelaria autoral, ao lado de destinos já consagrados, e fortalece o turismo gastronômico local.

Perguntas Frequentes

Qual a posição do Purgatório Bar no Top 500 Bars 2026?

O Purgatório Bar, de Salvador, ocupa a 435ª colocação no Top 500 Bars 2026, um avanço de 41 posições em relação a 2025, quando ficou em 476º lugar. É o terceiro ano consecutivo do bar no ranking.

O que é o Top 500 Bars?

O Top 500 Bars é um ranking internacional criado pelos blogueiros do Le Cocktail Connoisseur. A lista é elaborada a partir da análise de mais de duas mil fontes online, com avaliações de especialistas, jornalistas e influenciadores em mais de 20 idiomas.

O que é a carta “Confia na Bahia” do Purgatório Bar?

“Confia na Bahia” é a nova carta autoral do Purgatório Bar, que transforma ingredientes, memórias e referências culturais baianas em coquetéis contemporâneos, com valorização de produtores locais.

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Cork Wine Lab promove degustações de vinhos dos EUA e Portugal

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O wine bar recém-inaugurado na Pituba dedica julho a dois roteiros temáticos guiados

Recém-chegado à Pituba, o Cork Wine Lab reserva julho para duas degustações guiadas que atravessam continentes sem sair de Salvador. No dia 7, o roteiro percorre rótulos dos Estados Unidos, com vinhos da Califórnia e do Oregon. No dia 22, a vez é de Portugal, com garrafas que passam por Vinhos Verdes, Dão, Bairrada e Alentejo. Os dois encontros começam às 19h30 e custam R$ 329 para o público geral, com valor reduzido de R$ 289 para assinantes do Clube Cork.

Uma noite pelos vinhedos americanos

A primeira experiência reúne seis rótulos que sintetizam boa parte do que há de mais relevante na produção vinícola dos Estados Unidos. O roteiro passa pelo Cloudline Pinot Noir, do Willamette Valley, um dos nomes de referência do Oregon na variedade, e segue para Napa Valley com o Karia Chardonnay, da Stag’s Leap Wine Cellars.

Sonoma entra na taça com o Decoy Cabernet Sauvignon, de Alexander Valley, enquanto o Saldo Zinfandel representa o perfil intenso e concentrado que marca a uva nos Estados Unidos. O Caymus Vineyards Cabernet Sauvignon, um dos rótulos mais celebrados de Napa Valley, e o Belle Glos Pinot Noir, de Santa Lucia Highlands, região reconhecida pela elegância de seus tintos, fecham a seleção.

Portugal em seis taças, do Minho ao Alentejo

Duas semanas depois, no dia 22, o Cork Wine Lab muda de continente e propõe uma travessia por diferentes terroirs portugueses. A degustação abre com o Soalheiro Alvarinho, um dos grandes nomes de Monção e Melgaço, na região dos Vinhos Verdes, e segue para o Dão com o Quinta dos Carvalhais Encruzado.

A seleção passa ainda por um tinto de Antônio Madeira, com predominância da uva Alfrocheiro, e por dois rótulos da Bairrada elaborados com Baga: o Quinta do Moinho, de Luís Pato, e o Post-Quercus, de Filipa Pato. O Mouchão, do Alentejo, vinho reconhecido internacionalmente por seu trabalho com a uva Alicante Bouschet, encerra o roteiro.

A proposta por trás do copo

Para Fred Poli, sócio do Cork Wine Lab, a ideia das degustações vai além de provar rótulos importantes. “Mais do que provar grandes rótulos, essas experiências permitem entender a história, o terroir e o estilo de cada região produtora. Selecionamos vinhos que são referências em seus países e que ajudam a mostrar toda a diversidade e riqueza que o universo do vinho pode oferecer. É uma oportunidade de viajar pelo mundo através da taça”, destaca.

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Fred Poli – Divulgação

A casa, instalada na Rua das Hortênsias, 478, na Pituba, reúne wine bar, loja especializada e cursos em um espaço pensado para tornar a cultura do vinho mais acessível, seja para quem já tem repertório ou para quem está começando a explorar o tema.

Serviço

O quê: Degustações temáticas Estados Unidos e Portugal
Quando: 7 de julho (EUA) e 22 de julho (Portugal), às 19h30
Onde: Cork Wine Lab, Rua das Hortênsias, 478, Pituba, Salvador
Valores: R$ 329 (público geral) e R$ 289 (assinantes Clube Cork)
Vagas: Limitadas
Reservas e informações: @corkwinelab

Quando são as degustações do Cork Wine Lab em julho?

As degustações acontecem em duas datas: dia 7 de julho, dedicada a vinhos dos Estados Unidos, e dia 22 de julho, com vinhos de Portugal. Ambas começam às 19h30.

Quanto custa participar das degustações?

O valor é de R$ 329 para o público geral e R$ 289 para assinantes do Clube Cork. As vagas são limitadas.

Onde fica o Cork Wine Lab?

O espaço fica na Rua das Hortênsias, 478, no bairro da Pituba, em Salvador, e reúne wine bar, loja especializada e cursos sobre vinho.


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Três Tipos de Degustadores: Qual Deles É Você?

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Por que algumas pessoas sentem mais sabores que outras? Descubra que tipo de degustador você é.

Por que duas pessoas podem provar o mesmo vinho e discordar completamente sobre acidez, amargor ou taninos?

A resposta, segundo a ciência da percepção, pode estar menos no repertório e mais na biologia de cada língua. Em sua nova coluna, a sommelière Carol Souzah parte de uma distração durante a leitura do Wine Folly para chegar a uma classificação popularizada pela pesquisadora americana Linda Bartoshuk, que divide os degustadores em três grupos distintos.

Com leveza, bom humor e um teste caseiro que você pode fazer agora mesmo, Carol mostra por que, na hora de sentir um vinho, nem todo paladar nasce igual.

Três Tipos de Degustadores: Qual Deles É Você?

Outro dia, precisei consultar uma informação no livro Wine Folly e acabei me distraindo com um assunto que não tinha nada a ver com o que eu estava procurando. Acontece com frequência. Você abre um livro atrás de uma resposta e encontra uma pergunta muito mais interessante.

A pergunta era simples: por que algumas pessoas percebem tantos detalhes em um vinho e outras não?

Não estou falando de conhecimento, experiência ou treinamento. Estou falando de biologia. A resposta pode estar bem debaixo do seu nariz.

Ou melhor, dentro da sua boca.

A quantidade de papilas gustativas que cada pessoa possui influencia diretamente a forma como percebe sabores. E isso ajuda a explicar por que algumas pessoas acham um vinho extremamente tânico, enquanto outras o consideram macio. Por que um vinho pode parecer muito ácido para alguém e perfeitamente equilibrado para outra pessoa.

Os três grandes grupos de degustadores

Segundo os estudos, existem três grandes grupos de degustadores.

Os menos sensíveis, os degustadores médios e os superdegustadores.

Os menos sensíveis costumam perceber menos intensidade nos sabores. O amargor incomoda menos, a adstringência dos taninos parece mais suave e vinhos mais potentes geralmente são recebidos com facilidade.

Os degustadores médios representam a maior parte da população. Percebem diferenças e nuances, mas dentro de uma faixa considerada normal.

Já os superdegustadores vivem uma experiência sensorial em alta definição. Sentem com mais intensidade o amargor, a acidez, a picância e até algumas sensações táteis dos alimentos e bebidas.

Homens, mulheres e a sensibilidade ao sabor

E aqui entra uma curiosidade interessante para o universo do vinho.

As mulheres têm cerca de duas vezes mais chances de serem superdegustadoras do que os homens. Isso acontece porque, em média, apresentam uma maior concentração de papilas gustativas.

Antes que os homens reclamem da informação, vale lembrar que ter mais sensibilidade não significa necessariamente degustar melhor. Significa apenas receber mais estímulos. Transformar essas sensações em análise continua dependendo de prática, repertório e treinamento.

O teste das papilas que você pode fazer em casa

Mas agora vem a parte divertida.

Você pode fazer um teste simples em casa.

Pegue um furador de papel e faça um pequeno círculo em uma folha branca. Posicione esse círculo na ponta da língua e observe os pontinhos arredondados, levemente mais avermelhados. São as papilas fungiformes, uma das estruturas responsáveis pela percepção dos sabores.

Conte quantas aparecem dentro do círculo.

Menos de 15: você provavelmente está entre os menos sensíveis.
Entre 15 e 30: degustador médio.
Mais de 30: existe uma boa chance de você ser um superdegustador.

No meu caso, o resultado me coloca no quinto trecho da escala, com uma tendência maior a perceber amargor e salinidade. O que nem sempre é uma vantagem.

Dois paladares e o mesmo vinho

Não encare isso como um exame científico. Pense mais como uma brincadeira capaz de explicar algo que vejo frequentemente nas degustações.

Duas pessoas podem provar exatamente o mesmo vinho e ambas estarem certas em suas percepções.

Talvez uma delas esteja sentindo muito mais do que a outra.

Da próxima vez que alguém ao seu lado disser que está sentindo algo que você não percebeu, não pense imediatamente que a pessoa está exagerando. Talvez ela simplesmente tenha recebido uma língua diferente da sua.

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

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Festival Baiano de Cafés 2026 põe as mulheres agricultoras no centro do café da Bahia

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Maior evento de cafés especiais do estado acontece em agosto, no Trapiche Barnabé, com protagonismo feminino.

Salvador volta a ser o ponto de encontro da cafeicultura baiana nos dias 15 e 16 de agosto, quando o Trapiche Barnabé recebe o Festival Baiano de Cafés 2026, apontado pela organização como o maior evento do segmento no estado. Em 2026, além de reunir produtores, torrefações, cafeterias, baristas, compradores e curiosos em torno da xícara, o festival assume um recorte claro: colocar as mulheres agricultoras e as profissionais do setor no centro da programação e da conversa sobre o presente e o futuro do café.

A escolha não é aleatória. A Assembleia Geral da ONU declarou 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora, e o Festival Baiano de Cafés veste essa pauta sem rodeios. O tema desta edição, “Compromisso, Tempo e Transformação”, funciona como fio condutor de dois dias dedicados a reconhecer quem sustenta a cadeia produtiva longe dos holofotes.

Um tema sobre quem constrói o café todo dia

À frente da organização está Brenda Matos, especialista em cafés de qualidade e colunista do Muito Gourmet, que resume o espírito da edição. “O tema deste ano, ‘Compromisso, Tempo e Transformação’, propõe uma reflexão sobre os profissionais e territórios que sustentam o desenvolvimento do setor. É uma homenagem a quem constrói o café diariamente: agricultores, cooperativas, baristas, torradores, empreendedores e todos os agentes que mantêm viva uma cadeia produtiva cada vez mais reconhecida pela qualidade, sustentabilidade e inovação”, explica.

Mais do que celebrar o produto pronto, a proposta é olhar para o percurso. “Compromisso é o que faz o café existir: na mão que planta todos os anos, no barista que pratica todos os dias, na cooperativa que resiste a cada safra. Nesta edição, queremos reconhecer quem permaneceu, quem acreditou e quem ajudou a transformar a cafeicultura baiana ao longo do tempo”, destaca a organizadora.

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Foto: Arivaldo Publio

2026, o ano em que o mundo olha para a mulher do campo

A decisão de centrar a programação nas agricultoras dialoga com um movimento internacional. Ao declarar o Ano Internacional da Mulher Agricultora pela resolução A/RES/78/279, a ONU convocou países e organizações a ampliar a visibilidade das mulheres que produzem alimentos e que, muitas vezes, seguem invisíveis nas estatísticas e nas decisões do setor. Dados da FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura encarregada de coordenar a agenda, ajudam a dimensionar esse peso: as mulheres representam cerca de 39,6% da força de trabalho agrícola global.

No café, a presença feminina atravessa toda a cadeia, da lavoura à xícara servida no balcão. Trazer essas profissionais para o palco principal do maior festival de cafés especiais da Bahia é, ao mesmo tempo, gesto simbólico e reconhecimento de uma realidade produtiva que já existe.

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Foto: Arivaldo Publio

Bahia, território de café especial

O festival também reforça um ponto que o mercado nacional vem descobrindo aos poucos: a Bahia é potência cafeeira. Maior produtor de café do Nordeste e um dos principais estados produtores do país, o território reúne origens, terroirs e modelos produtivos distintos, dos cafés de altitude da Chapada Diamantina aos plantios do oeste baiano. Essa diversidade tem conquistado espaço crescente no mercado nacional e internacional, e o Festival Baiano de Cafés funciona como vitrine dessa produção.

Ao aproximar campo e cidade, produtores e consumidores, tradição e inovação, o evento se firma menos como feira pontual e mais como plataforma de valorização da cultura cafeeira baiana.

Dois dias de café, conversa e música

A programação da IV edição combina negócio e experiência. Ao longo dos dois dias, o público encontra palestras, rodas de conversa, oficinas, degustações guiadas, experiências sensoriais e shows musicais, além de uma feira com produtores, cafeterias, torrefações, cooperativas e marcas especializadas. É espaço tanto para o profissional que vai fechar contrato quanto para o visitante que quer entender por que aquele café custa o que custa.

A expectativa da organização dá a medida da ambição: 70 expositores confirmados, projeção de mais de 2 mil visitantes por dia e a meta de movimentar mais de R$ 500 mil em negócios, números que, se confirmados, fazem desta a maior edição do festival até aqui. O Festival Baiano de Cafés 2026 é promovido pela Rede Amo e pela Xodó Cafés Especiais.

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Foto:Arivaldo Publio

Inscrições abertas para expositores

Quem quer expor no Festival Baiano de Cafés 2026 já pode se inscrever. As inscrições para expositores abriram em 16 de junho e seguem até 30 de junho, pelo formulário oficial disponibilizado pela organização (forms.gle/7DnvoaYufDBL1iU19).

Festival Baiano de Cafés 2026
Foto: Arivaldo Publio

Serviço Festival Baiano de Cafés 2026

Festival Baiano de Cafés 2026
Quando: 15 e 16 de agosto de 2026
Onde: Trapiche Barnabé, Salvador, Bahia
Tema: Compromisso, Tempo e Transformação
Programação: 70 expositores, palestras, oficinas, degustações e experiências sensoriais
Inscrições para expositores: até 30 de junho, em forms.gle/7DnvoaYufDBL1iU19
Realização: Rede Amo e Xodó Cafés Especiais


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Rumo ao Hexa: Onde Assistir à Copa do Mundo 2026 Bebendo Bem em Salvador

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Da Barra a Lauro de Freitas, o colunista Dan Morais reúne bares e restaurantes para torcer com copo cheio.

A Copa do Mundo recoloca Salvador no clima verde e amarelo, e a pergunta que move qualquer torcedor é simples: Onde Assistir à Copa do Mundo 2026 em Salvador?

Para responder, o gastrônomo, mixologista e sommelier de cervejas Dan Morais saiu a campo e montou um roteiro que vai da Barra a Lauro de Freitas, passando por Pituba, Saúde, Santo Antônio, Rua Chile, Centro Histórico e Rio Vermelho. São boteco com sambinha, varanda com vista, cervejaria artesanal, restaurante sofisticado e até after para esticar a noite. Com a estreia do Brasil contra o Marrocos abrindo a jornada rumo ao hexa, ele aponta onde cada partida vira programa. A palavra é do nosso colunista.

Rumo ao Hexa: Onde curtir a Copa do Mundo bebendo bem em Salvador

A paixão do brasileiro pelo futebol é inexplicável e, a cada 4 anos, o clima fica verde e amarelo na torcida pelo Hexa. A Copa do Mundo de futebol muda o ritmo da sociedade: almoço vira esquenta, happy hour ganha cara de arquibancada e qualquer mesa com amigos pode se transformar em ponto de encontro para torcer, comentar cada lance e brindar depois do apito final.

Em Salvador, esse ritual fica ainda melhor quando a partida vem acompanhada de bons drinks, comida gostosa e lugares que sabem receber torcida. A proposta desse breve guia não é listar apenas bares com telão, nem somente casas de coquetelaria: é reunir endereços onde dá para assistir aos jogos da Copa, beber bem e transformar cada partida em uma experiência diferente.

Tem opção para quem quer boteco cheio, varanda com vista, chope artesanal, comida baiana, restaurante mais elegante e até after no Rio Vermelho. Da Barra a Lauro de Freitas, passando pela Pituba, Saúde, Centro Histórico e Santo Antônio, selecionei alguns lugares para curtir com copo cheio, comida boa e qualidade.

Bão Petiscaria

Com unidades em diferentes pontos da cidade, o Bão abre a lista como uma escolha certeira para quem quer assistir aos jogos da Copa em clima de torcida. A casa é ideal para grupos, mesa cheia, petiscos, drinks e aquele ambiente de bar que combina com futebol.

Em vez de concentrar a experiência em um único bairro, o Bão permite que a torcida se espalhe sem abrir mão do padrão e da qualidade, com a mesma proposta: comida para compartilhar, bebida gelada e um clima descontraído para acompanhar cada lance. As casas também têm vasta programação com música ao vivo para curtir entre os jogos.

Uma boa pedida para acompanhar os jogos, além da cerveja e do chope bem gelados, é o TanGin (gin, suco de tangerina, Monin tangerina, espuma de gengibre, raspas de tangerina) e a batidinha de coco queimado da casa. Nos petiscos, o caldinho de feijão e o sarapatel roubam a cena. Ponto alto também para o Happy Hour com petiscos na promo e alguns drinks com 50% de desconto.

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Bão – Foto: Dan Morais

Pirambeira

Na recém-reformada Gilliard Muniz (Pituba), o Pirambeira tem o espírito mais direto da Copa: clima de boteco, sambinha, chope Brahma, petiscos e drinks autorais. É aquele lugar que funciona muito bem para jogo porque não tenta ser formal demais: a graça está justamente na resenha, no burburinho e na sensação de que cada lance pode virar brinde.

Casa oficial da Brahma da Copa em Salvador, mistura alma de boteco com coquetelaria criativa, trazendo baianidade, o que faz diferença para quem quer acompanhar a partida sem cair no básico. Durante a Copa, a casa inova com um telão externo e chope na área externa, para que os torcedores também consigam curtir ao ar livre.

Para beber durante o jogo, duas boas pedidas são o Salty as My Ex (Royal Charlotte, Vodka Ketel One, Limão Siciliano e Soda Salgada de Manga) e o Macetando (Vodka Ketel One Infusionada em Baunilha, Redução de Maracujá, Limão Siciliano e Carbonatado na Preshh), nomes que já entregam o humor e a personalidade do Piramba. Não deixe de comer a Croqueta de Moqueca e a Kibexinha.

Allê Varanda

No Santo Antônio Além do Carmo, o Allê é uma escolha para quem quer ver a Copa com uma paisagem linda. A casa combina varanda, vista, gastronomia e clima de encontro, criando um cenário perfeito para jogos no fim da tarde ou começo da noite.

Aqui, a experiência é menos arquibancada e mais contemplativa, mas sem perder a energia da torcida. Funciona especialmente para quem busca um jogo mais confortável, com boa comida, ambiente bonito e aquele clima de Santo Antônio que transforma qualquer saída em passeio, sendo uma das opções mais charmosas da lista.

Para beber, escolha o Vulcano (gin, gengibre, mel, tangerina, limão siciliano), o Vênus (gin, capim santo, limão siciliano, gengibre) ou uma Corona bem gelada. Da cozinha, meus preferidos são o Aceto di Gamberi (vinagrete de camarões marinados em cítricos e ervas frescas) e o Pappardelle del Pescatore (pappardelle envolto em um molho de tomate artesanal com polvo, camarões e lulas salteados).

Di Janela

Na Saúde, o Di Janela entra na lista como uma opção com sotaque baiano e clima de encontro. A casa, da chef Nara Amaral, tem uma identidade muito própria, dessas que fazem a experiência ir além da partida: comida com memória, ambiente acolhedor e cheia de energia boa.

Durante a Copa, é uma boa escolha para quem quer fugir dos circuitos mais óbvios e assistir aos jogos em um lugar com personalidade. A partida aparece como ponto de partida, mas o programa cresce com clima: pratos para compartilhar, bebida gelada, atendimento 100% e aquela sensação de que futebol também é desculpa para estar junto com a galera.

Além da clássica caipirinha e da cerveja trincando, a novidade é o drink Lá Nela (Gin Don Chilaz, Maracujá, Pimenta Doce, Coentro e Gaseificado) em homenagem a Nara. Para petiscar, vá de Camarão na Cachaça (clássico da casa), Casquinha de Siri (a farofa crocante sem lactose me ganha) e explore o cardápio.

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Di Janela – Foto: Dan Morais

Proa Cervejaria

Para os amantes da cerveja artesanal, a Proa (em Lauro de Freitas) entrega uma experiência diferente dentro da lista. A casa sai um pouco do circuito central de Salvador, mas traz um grande diferencial: a oportunidade de assistir à Copa dentro de uma cervejaria, com uma variedade de estilos pra fazer inveja! É a prova de que cerveja e futebol foram feitos um para o outro.

Aos finais de semana (sexta, sábado e domingo), a experiência ganha reforço da Marmoreio na parte de comida: com cortes de carne na brasa, hambúrguer da casa (defumado no carvão) e o sanduíche de coração (meu favorito). É aquele tipo de combinação que funciona muito bem para jogo: cerveja boa, churrasco e resenha sem muita formalidade.

No dia 13, para o primeiro jogo do Brasil na Copa, a casa ainda entra no clima junino com o Arraiá da Proa: juntando futebol, cerveja artesanal e São João em um mesmo programa. Não deixe de pedir a Sour de Caju e a Baiana Lager (essa, para cada gol do Brasil, tem uma rodada por conta da casa!). Para quem está por Lauro de Freitas ou quer sair um pouco do eixo mais tradicional, é uma pedida certeira.

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Proa – Foto: Reprodução

Silva Cozinha

O Silva entra como uma das opções mais elegantes para assistir à Copa em Salvador. No novo endereço da Rua Chile, a casa ganhou ainda mais força como experiência gastronômica, unindo cozinha autoral brasileira, vista para a Baía de Todos os Santos (uma das mais lindas, na minha opinião) e uma carta de bebidas que acompanha o tom mais sofisticado do restaurante.

Para quem quer fugir do modelo tradicional de bar lotado e transformar o jogo em almoço, jantar ou encontro mais arrumado, o Silva é uma escolha certeira. A partida entra no programa, mas divide o protagonismo com a comida, o serviço, a vista e os drinks. A casa conta também com uma adega na qual há uma bela seleção de vinhos.

Entre as sugestões para beber, vale ficar de olho no É a Bahia (Cachaça do Silva com Dendê, Soda de Coentro), Cajives Amigo (Cachaça Amburana do Silva, Soda Clarificada de Caju, Compota de Caju) e, pra entrar no clima junino, o Mungunzá Não é Canjica (Spiced Rum, Melaço, Cítricos, Clarificado com Leite de Coco, Borda de Coco Tostado com Laranja), todos criados por este que vos fala. Nas comidas, vá sem erro na Croqueta de Carne de Panela (com banana da terra e vinagrete) e no Polvo na Brasa (com batatas, tomates assados e molho romesco).

Onde Assistir à Copa do Mundo 2026 em Salvador
Cajivis Amigo – Foto: Gabriel Brawne

Palacete Tira Chapéu

No Centro Histórico, o Palacete entra como uma das experiências mais completas da Copa em Salvador: de 11 de junho a 19 de julho, o espaço se transforma na Casa Oficial da Copa na cidade, ocupando a Rua Chile com transmissões dos jogos, ativações temáticas, gastronomia e bons drinks em um dos cenários mais bonitos do Centro Histórico.

Durante o Mundial, os restaurantes Casarìa, Preta Tirachapéu e Pala7 recebem transmissões das partidas em ambientes preparados para a torcida, o que faz do Palacete uma opção para quem quer ir além de simplesmente sentar em frente à TV. A ideia aqui é transformar o jogo em programa completo: chegar cedo, circular pelo espaço, escolher onde sentar, comer bem e brindar em um lugar que já carrega história por si só.

Como parte da experiência, a casa também conta com uma carta especial de caipiroskas assinada pela Smirnoff, inspirada em seleções campeãs do mundo, além dos menus tradicionais dos restaurantes. É uma opção mais arrumada, mas ainda assim com energia de torcida: perfeita para quem quer viver a Copa com boa gastronomia, drinks autorais e clima de evento no Centro Histórico.

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Drinks no Preta Tirachapéu – Foto: Dan Morais

Chupito

Depois do apito final, o Chupito entra como aquele after de respeito. No Rio Vermelho, a casa voltou com uma proposta que mistura drinks, música e gastronomia, funcionando muito bem para quem quer esticar a noite depois do jogo.

A ideia aqui não é necessariamente escolher o Chupito como ponto principal para assistir à partida, mas como destino natural para o pós-jogo. Ganhou? Vai comemorar. Empatou? Vai comentar. Perdeu? Vai tentar esquecer. Em qualquer cenário, a casa combina com a energia do Rio Vermelho e com quem não quer encerrar a noite junto com o apito do juiz.

Para beber, além dos clássicos chupitos, peça o Baile Tropical (Absolut Vanilla, Maracujá, Caramelo Salgado, Limão e Laranja) ou, para quem não bebe álcool, o Brisa Verde (Limão, Pepino, Soda de Hortelã). Com drinks, música e clima de rua, o Chupito fecha a lista como o endereço para transformar a rodada em noitada.

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Chupito – Foto: Reprodução

Bora Brasil!

A Copa do Mundo dura mais de um mês, mas cada jogo pede um local: tem partida que combina com boteco cheio, outra com varanda e vista, com chope artesanal e churrasco, às vezes com restaurante mais elegante. Em Salvador, o bom é que dá para escolher não só onde assistir, mas como torcer.

Da Barra a Lauro de Freitas, passando pela Pituba, Rua Chile, Saúde, Santo Antônio e Rio Vermelho, a cidade oferece caminhos diferentes para viver o Mundial: o importante é reunir os amigos, chegar cedo, garantir o lugar e escolher bem o primeiro pedido.

Porque o sonho do Hexa vem, mas enquanto esperamos, vamos torcer e beber.

por dan morais
Rumo ao Hexa: Onde Assistir à Copa do Mundo 2026 Bebendo Bem em Salvador

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Descobrindo Gaillac, taça por taça: uma viagem ao sudoeste da França

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Nossa sommelière Carol Souzah percorre o sudoeste francês e encontra em Gaillac uvas ancestrais e vinhos de mínima intervenção.

Depois de mergulhar nos bares de vinho natural de Paris, nossa colunista e sommelière Carol Souzah trocou o asfalto pelas estradas estreitas do sudoeste francês.

O destino era Gaillac, uma das regiões vitícolas mais antigas da França e hoje um dos endereços mais respeitados quando o assunto é agricultura biodinâmica e vinhos de mínima intervenção.

Nesta etapa final do seu diário de viagem, Carol abre as portas de propriedades que resgatam uvas quase esquecidas, conversa com produtores apaixonados e descobre rótulos que desmentem todo o preconceito contra os naturais. É também a história de uma viagem entre amigas, em que cada taça vem acompanhada de afeto, paisagem e descoberta.

De Paris aos vinhedos

Depois dos bares de vinhos naturais de Paris, era hora de seguir para onde muitas daquelas histórias começam: os vinhedos. Paris ficou para trás pelo retrovisor e, aos poucos, a paisagem começou a mudar. O destino era Gaillac, uma região que há muito tempo eu desejava conhecer, não pelos grandes châteaux ou pelos rótulos famosos, mas pelos produtores que ajudaram a transformar o sudoeste francês em uma das referências da viticultura de mínima intervenção.

Mas essa viagem começou muito antes do embarque. Durante meses, eu e minhas duas grandes amigas, espalhadas por países diferentes, fomos construindo juntas um roteiro que misturava vinho, gastronomia e pequenas cidades. Mônica teve papel fundamental nessa organização, enquanto Letícia, que mora em Figeac, nos apresentou lugares que dificilmente encontraríamos sozinhas. Quando finalmente nos reunimos, tive a sensação de estar vivendo uma viagem que já vínhamos planejando há muito tempo.

Estradas, vilarejos e séculos de história

Seguimos de carro por estradas estreitas cercadas por campos, pequenos vilarejos de pedra, igrejas centenárias e vinhedos que pareciam surgir em todos os cantos. Ao longo do caminho, conhecemos lugares exuberantes como Rocamadour, incrustada nas falésias; Cahors, terra histórica da Malbec; a impressionante Albi, com sua arquitetura de tijolos avermelhados; e a medieval Cordes-sur-Ciel, que parece flutuar sobre as nuvens nas manhãs de neblina. Em muitos momentos, a sensação era de atravessar séculos de história. Era difícil distinguir onde terminava uma pequena vila e começava outra. Quase todas tinham alguma relação com o vinho. Mesmo os menores povoados conviviam naturalmente com vinhedos, adegas familiares e pequenas produções agrícolas, até chegarmos ao nosso destino principal: Gaillac.

Por que Gaillac

Foi justamente meu interesse pelos vinhos de mínima intervenção que me levou a Gaillac. Uma das regiões vitivinícolas mais antigas da França, ela abriga hoje produtores que são referência em agricultura orgânica, biodinâmica e vinhos de forte identidade territorial.

Agora chegou a hora compartilhar as vinícolas que conhecemos pelo caminho. Cada uma delas me ensinou algo diferente sobre vinho, território e sobre as pessoas que dedicam a vida a cultivar ambos.

Château de Haute-Serre: a outra face da Malbec

A primeira parada foi o Château de Haute-Serre, em Cahors. Conhecida principalmente por seus vinhos de Malbec, a propriedade combina história, paisagem e gastronomia de forma impressionante. Durante a degustação, um dos vinhos que mais me surpreendeu foi justamente um espumante rosé elaborado a partir da Malbec pelo método tradicional. Fresco, elegante e complexo, mostrou uma faceta da uva que eu não esperava encontrar. A experiência ficou ainda mais especial com o almoço no restaurante da propriedade, premiado com estrela Michelin, onde os pratos pareciam traduzir a identidade do sudoeste francês com a mesma precisão dos vinhos.

Domaine Michel Issaly: o vinho como modo de vida

A segunda parada nos levou ao Domaine Michel Issaly, uma referência quando o assunto são vinhos naturais em Gaillac. Ali, a agricultura biológica, biodinâmica e agroecológica não aparece como tendência, mas como modo de vida. Foi uma visita que me fez refletir sobre o quanto a observação da natureza, dos ciclos e da biodiversidade continua sendo central para muitos produtores que escolhem trabalhar com mínima intervenção. Há uma serenidade difícil de explicar naquele lugar, uma sensação de que a vinha faz parte de algo maior.

Château Les Vignals: um dia entre vinhas e ânforas

No Château Les Vignals passamos praticamente um dia inteiro imersas na rotina da propriedade. Foi uma das visitas mais completas da viagem. Além dos vinhedos cultivados em biodinâmica, conhecemos diferentes formas de vinificação que buscam reduzir ao máximo a intervenção humana. Menos barricas e mais tanques de inox, ânforas de argila e ovos de concreto. Métodos escolhidos para preservar a identidade do terroir e das uvas.

Ali conheci algumas variedades que ajudam a contar a história de Gaillac. Entre as tintas, me chamaram atenção a ancestral Prunelart, resgatada recentemente na região, além da Braucol e da Duras. Já entre as brancas, minha paixão declarada, foi impossível não me encantar com os vinhos elaborados a partir de Mauzac, Muscadelle e Sauvignon Blanc.

Domaine Gayrard: a experiência mais marcante

Mas foi no Domaine Gayrard que vivi a experiência mais marcante da viagem.

Fomos recebidas por Philippe, um dos responsáveis pela condução atual da vinícola, daqueles anfitriões que fazem a gente se sentir em casa poucos minutos depois de chegar. Sempre sorridente, generoso nas explicações e visivelmente apaixonado pelo que faz, ele nos conduziu por uma tarde que parecia não ter hora para acabar. Entre taças, histórias e caminhadas pelos vinhedos, conversamos sobre agricultura, biodiversidade e vinificação de mínima intervenção. No Domaine Gayrard, assim como em outras propriedades que visitamos em Gaillac, a busca por intervenções mais delicadas também aparece na adega, onde predominam tanques de inox, ânforas de argila e ovos de concreto, recipientes escolhidos para preservar a expressão mais autêntica das uvas e do terroir.

Talvez o que mais tenha me impressionado tenha sido o equilíbrio dos vinhos. Ainda existe quem associe vinhos naturais a excessos, defeitos ou falta de precisão. No Domaine Gayrard encontrei exatamente o contrário: vinhos elegantes, frescos, expressivos e muito bem construídos.

Entre as tintas, voltaram a me chamar atenção a Prunelart e a Duras, duas variedades que parecem traduzir muito bem a identidade local. Já entre as brancas, descobri algumas das uvas mais interessantes de toda a viagem. A Loin de l’Oeil mostrou textura e personalidade. A Mauzac confirmou sua importância histórica para a região. Mas foi a Ondenc que realmente me conquistou. Quase desaparecida durante décadas, essa antiga variedade branca de Gaillac vem sendo resgatada por produtores comprometidos com a preservação do patrimônio vitícola local. Seus vinhos combinam delicadeza, frescor e uma elegância silenciosa que permanece na memória muito depois da última taça.

Domaine Gayrard em Gailac
Domaine Gayrard – Foto: Acervo pessoal

O que fica de Gaillac

Ao final da viagem, fiquei com a sensação de que Gaillac oferece algo cada vez mais raro no mundo do vinho: a possibilidade de descoberta. Descoberta de uvas ancestrais, de produtores que seguem caminhos próprios e de uma forma de fazer vinho em que a terra continua sendo protagonista. Em tempos de tanta padronização, talvez seja justamente isso que torne a região tão especial.

Ao final da viagem, também levo a certeza de que os melhores vinhos raramente são apenas sobre vinho. São sobre encontros, afeto e histórias compartilhadas. Meu agradecimento a Mônica e Letícia, amigas de tantos anos, por terem vivido tudo isso comigo. Por cada quilômetro percorrido, cada descoberta e cada taça dividida pelo caminho.

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Jantares especiais para o Dia dos Namorados 2026 em Salvador

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Seis experiências gastronômicas para transformar o 12 de junho em uma noite inesquecível

Para quem quer celebrar o Dia dos Namorados 2026 em Salvador com uma experiência gastronômica à altura da data, a cidade oferece opções que vão muito além do jantar convencional. De menus degustação com nomes em francês a harmonizações com rótulos internacionais, passando pela cozinha ancestral baiana e pela elegância da culinária italiana, há uma proposta para cada casal e cada estilo de celebração. Confira seis endereços que prepararam programações especiais para o dia 12 de junho.

Casa de Tereza: dendê, afeto e piano ao vivo no Rio Vermelho

A chef Tereza Paim assina o Menu Denguinho 2026, e o nome já diz tudo: “denguinho é quando a comida vira abraço”, define a própria chef. No Dia dos Namorados, o Restaurante Casa de Tereza recebe os casais a partir das 18h com uma proposta que mergulha na gastronomia ancestral baiana e em suas pluralidades, embalada por show de piano ao vivo.

A experiência começa com um generoso pout-pourri de entrada: lascas de fumeiro no confit de laranja, atum no confit com batatas, caldinho de mariscos, cesta de pães, beijus e avoador, além de homus, manteiga de frutas vermelhas e manteiga de ervas. Nos pratos principais, a opção é entre a tranche de peixe em crosta cítrica com vatapá de inhame e arroz de coco verde, o risoto de carne de panela com azeitonas da Chapada Diamantina ou o risoto de cogumelos para os veganos. Para encerrar, “Delícias de Eros”: tortinha de chocolate em terrinha de cacau e frutas vermelhas, manjar com emulsão de ameixa e porto, e licor flor de limoncello da própria Tereza.

O menu inclui sugestões de harmonização assinadas pela chef, com rótulos da Pizzato e da Tabali. Valor: R$ 216 por pessoa, sem bebidas.

Reservas: (71) 99170-6475 ou (71) 3329-3016 | @casadetereza_ Endereço: Rua Odilon Santos, 45, Rio Vermelho, Salvador

casa de tereza
Casa de Tereza – Foto: Grupo Tereza Paim

Cork Wine Lab: a estreia do novo wine bar da Pituba em grande estilo

O Cork Wine Lab ainda está com a tinta fresca, inaugurado há pouco na Pituba, mas já escolheu uma data especial para marcar seu primeiro Dia dos Namorados: um jantar harmonizado em cinco tempos, com início às 19h30, que é ao mesmo tempo apresentação de identidade e declaração de intenções.

O menu, assinado pela chef Patrícia Veiga, percorre texturas e referências com precisão: tartare de salmão sobre telha crocante de sagu (harmonizado com Cava Dignitat Rosé, da Espanha), mini-hambúrguer Cork com mignon e gruyère (ao lado do Woven Stone Pinot Noir, da Nova Zelândia), arroz caldoso de cupim com pipocas de queijo coalho (com o Crasto Blend Tinto, do Douro), conchiglione recheado com picadinho de polvo ao molho de limão-siciliano (harmonizado com Grüner Veltliner austríaco) e, para fechar, duo de sobremesas com crush cake e bombocado do reino ao lado do Moscatel de Setúbal.

Cada taça foi escolhida para ampliar o que está no prato. É o tipo de jantar que também é aula, sem que pareça uma. O Cork nasce com a proposta de reunir wine bar, loja especializada e experiências de educação enogastronômica em um único espaço, e esse jantar resume bem essa ambição.

Reservas: @corkwinelab
Endereço: Rua das Hortênsias, 478, Pituba, Salvador
R$ 320 por pessoa, com harmonização inclusa.

cork wine lab
Cork Wine Lab – Foto: Divulgação

Silva Cozinha: vista para a Baía de Todos-os-Santos e gastronomia autoral no Centro Histórico

Com apenas um mês de funcionamento, o Silva Cozinha já enfrenta a prova de fogo da melhor maneira possível: abrindo o Dia dos Namorados com um menu de cinco etapas assinado pelo chef Ricardo Silva, emoldurado por uma das vistas mais privilegiadas de Salvador, com o espelho d’água da Baía de Todos-os-Santos ao fundo, a partir da Rua Chile, no Centro Histórico.

O jantar começa com um couvert generoso de biscoito de polvilho, focaccia e manteiga de mel de uruçu com flor de sal e aliche, seguido por três entradas à escolha: cappuccino de cogumelos, salada de lagosta ou taco de steak tartar com ovas de quiabo, queijo da Serra do Sincorá e mostarda Dijon. Nos pratos principais, a opção é entre o nhoque de batata-doce com bisque de camarão e ovas de salmão ou a picanha defumada com beterraba assada, picles de erva-doce, demi-glace e creme de cebola assada. A noite termina com uma sobremesa que combina crumble de leite Ninho, sorvete de baunilha, água de flor de laranjeira, ganache, gel de champagne, coulis de morango e manjericão.

O menu pode ser adaptado para clientes vegetarianos. Valor: R$ 320 por pessoa, sem harmonização.

Reservas: @silva_cozinha Endereço: Rua Chile, Centro Histórico, Salvador

Dia dos Namorados 2026 em Salvador
Silva Cozinha – Foto: Nivaldo Filho

Bistrô Casa Tua: o amor que começou na cozinha virou menu degustação

Tem algo especialmente bonito em comemorar o Dia dos Namorados em um restaurante comandado por um casal que se encontrou justamente entre panelas e fornos. Erika Peleteiro e Helder Dantas dividem a vida e a cozinha há mais de uma década. Formados no Institut Paul Bocuse, na França, e com passagens por restaurantes estrelados pelo Guia Michelin, construíram no Bistrô Casa Tua um espaço que carrega a marca dessa trajetória: técnica refinada, afeto real e um cuidado que se percebe nos detalhes.

Para o dia 12, o casal criou um menu degustação em cinco tempos com nomes em francês que funcionam como declarações. O amuse-bouche En douceur abre com creme de ervilha, salada de ervilhas com morango e ervas aromáticas. A entrada Liée à toi traz carpaccio de polvo com aioli de salsinha, vinagrete de romã e limão-siciliano. O primeiro prato, Ma moitié (“minha metade”), apresenta lagosta grelhada com ravioli de abóbora, Boursin e nuvem de bisque. O segundo, Mon amour, combina filé mignon, mil-folhas de batata, legumes glaceados e emulsão de manteiga. A sobremesa Mon cœur fecha a noite com tartelette de chocolate, caramelo e flor de sal.

Os nomes homenageiam a França que os formou, a dois. Valor: R$ 350 por pessoa, sem bebidas e taxa de serviço.

Reservas: @bistrocasatua
Endereço: Alameda das Seringueiras, 42 – Caminho das Árvores

Dia dos Namorados 2026 em Salvador
Bistrô Casa Tua – Foto: Divulgação

Cremonini Ristorante: a Itália à mesa para uma noite entre dois

Há ocasiões em que o melhor presente é uma mesa bem posta, uma taça de espumante e o tempo parado por algumas horas. O Cremonini Ristorante, assinado pelo chef Massimo Cremonini, preparou para o Dia dos Namorados um menu em cinco etapas que traduz o que a casa já pratica no cotidiano: rigor técnico, ingredientes de procedência e o calor particular da cozinha italiana.

A noite começa com uma taça de espumante de boas-vindas, abrindo o paladar para as entradas: raviolo crocante de funghi com mousseline de batata ao perfume de limão, e tartare de atum vermelho com creme de mozzarella de búfala e pipoca de alcaparras.

Nos pratos principais, o menu apresenta o gnocchi de mandioquinha com jamón, sálvia, manteiga e polvo grelhado, e o Steak Ancho de Wagyu com vieira, molho de lagosta, brócolis rama e farofa de guanciale. Para fechar, uma tuile rendada de chocolate com canela, curd de maracujá, crumble de chocolate e sorvete de pistache.

Produto selecionado, técnica apurada e a generosidade que só a cozinha italiana sabe entregar. Valor: R$ 350 por pessoa.

Dia dos Namorados 2026 em Salvador
Cremonini Ristorante – Foto: Leonardo Freire

⚠️ Nota editorial: detalhes do menu e informações de reserva serão atualizados assim que disponíveis.


Chez Bernard: seis etapas, vista para o mar e jazz francês no jantar

O Chez Bernard dispensa apresentações quando o assunto é jantar romântico em Salvador. O endereço carrega uma reputação construída com consistência, e para o Dia dos Namorados 2026 a casa apresenta seu menu mais elaborado do ano: seis etapas assinadas pelo chef Igor Almeida, disponíveis tanto no almoço quanto no jantar, com a exclusividade de que no período noturno a cantora Kauane embala a noite com jazz e clássicos franceses.

O menu abre com couvert de torradas e queijo de cabra, seguido pela entrada de vieiras seladas sobre espuma de palmito, ovas de mujol e gotas de redução de laranja navelina. Entre os pratos principais, o chef apresenta camarões ao molho de crustáceos com dauphine de inhame e azeite de coentro, e filé mignon ao molho de vinho tinto frutado com aligot cremoso e alho-poró tostado. Para limpar o paladar entre os pratos principais, granita de limão-siciliano com gengibre e hortelã. O encerramento fica por conta do Passion Bernard: coração de chocolate blend com entremet de frutas vermelhas, toque de pimenta dedo-de-moça e calda quente de chocolate.

As reservas são limitadas. Valor: R$ 480 por pessoa.

Reservas: (71) 99911-1130 (telefone ou WhatsApp) | @chezbernard

chez bernard
Chez Bernard – Foto: Totti CEO

Salvador sabe celebrar

O Dia dos Namorados 2026 em Salvador tem endereço, mesa reservada e menu pensado para durar na memória. De uma cozinha baiana que abraça com dendê e afeto a um wine bar que estreia com harmonizações de alto nível, de um bistrô construído por um casal que vive o que cozinha a um clássico francês com jazz ao vivo e vista para o mar, a cidade prova uma vez mais que gastronomia, aqui, nunca é só comida. É cultura, é encontro, é celebração.

Escolha o seu endereço, faça sua reserva e entregue-se à experiência. O resto a noite resolve.


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O Nordeste Não Deve Nada a Ninguém: elas já fazem história na coquetelaria brasileira

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Premiadas, pesquisadoras e autorais, mulheres da coquetelaria nordestina mostram que a região não precisa pedir licença para ocupar o centro da cena.

A coquetelaria nordestina tem nome, tem técnica, tem território e tem reconhecimento. Nesta coluna, o gastrônomo, mixologista e sommelier de cervejas Dan Morais apresenta seis mulheres que constroem, a partir do Nordeste, uma das narrativas mais relevantes da coquetelaria brasileira contemporânea: da pesquisa botânica com PANCs à vitória em campeonato mundial, do sertão de Feira de Santana à final da Campari Bartender Competition. Um retrato necessário de uma cena que não pede validação externa porque já provou, no copo e na raça, que técnica e território não são opostos.

O Nordeste Não Deve Nada a Ninguém: elas já fazem história na coquetelaria brasileira

Por muito tempo, a coquetelaria brasileira foi narrada a partir dos mesmos centros, dos mesmos balcões e dos mesmos sotaques. Como se inovação, técnica e reconhecimento precisassem sempre sair do eixo. Como se o Nordeste coubesse apenas no lugar do exótico, do regional, do “ingrediente curioso”. Mas há uma cena viva, madura e relevante acontecendo aqui. E, em boa parte, ela tem nome de mulher.

Falar delas não é abordar o tema como “promessa”: é trajetória, prêmio, pesquisa, formação, autoria e reconhecimento. É falar de mulheres que já marcaram (e seguem marcando) a coquetelaria brasileira com repertório técnico, identidade própria e uma relação profunda com território.

Maria Bento: da terra para o copo, de verdade

Maria Bento é uma dessas referências incontornáveis. Antes de “território” virar palavrinha bonita pra aumentar preço de cardápio e o ingrediente regional virar tendência pra criar storytelling de competição, Maria já olhava para a terra como fonte de criação. Formada em Gastronomia e atualmente graduanda em Agricultura Urbana e Sustentabilidade Alimentar, ela consolida sua pesquisa no PANCQUINTAL, um laboratório vivo de biodiversidade que sustenta o conceito “Da Terra para o Copo”, o qual realmente vive e respira desde sua infância.

No PANCQUINTAL, Maria cultiva e estuda Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), resgatando sabores da Caatinga e da Mata Atlântica que muitas vezes passam longe dos menus tradicionais. Moringa, jamelão, chanana e casca de jatobá deixam de ser elementos silvestres ou periféricos para se tornarem a base de uma coquetelaria autoral, ética e territorial. Em seu trabalho, sustentabilidade não aparece como discurso de mercado, mas como prática cotidiana: manejo, reaproveitamento, cultivo, muita pesquisa e escuta da planta.

Como diz nossa rainha das PANCs: “Não se trata apenas de criar um drink, mas de entender o ciclo de vida do ingrediente. O PANCQUINTAL é onde a hospitalidade encontra a regeneração ambiental e o resgate da nossa flora”. Maria não apenas fala da terra para o povo: ela transforma a terra em pensamento líquido.

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Maria Bento – Foto: Suellen Sales

Thalita Cacho: o Tropicália que foi ao mundo

Thalita Cacho levou essa força para o mundo. Potiguar, com atuação em Recife, tornou-se campeã mundial do Licor 43 Bartenders & Baristas Challenge 2021 com o coquetel Tropicália, uma criação que une café, maracujá, manjericão e narrativa cultural brasileira.

Essa conquista não pode ser lida apenas como um prêmio individual: em uma competição internacional que cruza café e coquetelaria, ela apresentou um coquetel com técnica, equilíbrio e identidade. O nome Tropicália não surgiu por acaso: evoca um dos movimentos culturais mais importantes do Brasil e transforma essa referência em sabor, aroma e discurso.

Sua vitória mostrou que uma bartender nordestina podia ocupar o topo de uma disputa mundial sem abrir mão de brasilidade, sotaque e origem: foi justamente essa leitura cultural que deu força ao coquetel. Sommelière de Cervejas, educadora e mixologista, ela representa uma geração que entende que competir também é contar uma história e que o Nordeste tem histórias suficientes para ocupar qualquer palco.

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Thalita Cacho – Foto: Divulgação

Sol Cerqueira: Salvador em dendê, sal e pertencimento

Sol Cerqueira é a representação da nova geração que entende o coquetel como território em movimento. Sócia proprietária da VDC Produções e embaixadora de diversas marcas, colocou a Bahia em evidência na Campari Bartender Competition 2025 com o Sotero, drink que traduz Salvador em dendê, sal, folha, memória, rua e pertencimento.

Ao longo da carreira, participou de competições regionais e nacionais, conquistando reconhecimento por criatividade, identidade e inovação. Foi campeã do 2º Concurso Regional de Rabo de Galo Bahia, em 2023, campeã do Enchefs Coquetelaria Fortaleza 2024, semifinalista da Monin Cup 2024, recebeu menção honrosa por regionalidade e inovação no Campari Bartender Competition 2024, foi Top 10 no CBC 2025, Top 100 no CBC 2026 e influencer oficial da competição por dois anos consecutivos.

Mas a importância de Sol vai além da lista de premiações. Sua atuação fortalece a presença feminina atrás do balcão, amplia a visibilidade da coquetelaria baiana e mostra que Salvador não é apenas conversa pra vender drink. Em sua trajetória, a Bahia aparece como linguagem viva: no ingrediente, na hospitalidade, na cena local, nas marcas que representa e nas experiências que constrói dentro e fora do estado.

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Sol Cerqueira – Foto: Divulgação

Heloísa Carli: o sertão como potência criativa

Em Feira de Santana, Heloísa Carli amplia esse mapa a partir do sertão. Pesquisadora, fazedora de coquetéis e fundadora da Tchim-Tchim Coquetelaria de Origem, ela constrói um trabalho atravessado pela agricultura familiar, pelos saberes populares e por ingredientes como umbu, licuri, rapadura, ervas e frutas regionais.

Sua pesquisa entende a coquetelaria sertaneja como uma manifestação artística contemporânea. Não se trata apenas de usar ingredientes do interior, mas de criar uma linguagem capaz de comunicar cultura, identidade e pertencimento através de sabores, aromas e processos artesanais. Foi isso que a levou aos 10 finalistas da Campari Bartender Competition 2026.

Ao defender uma coquetelaria de origem, Helô desloca o sertão do lugar de escassez para o de potência criativa, cultural e gastronômica. Cada coquetel se torna uma narrativa sensorial, onde pequenos produtores, tecnologias populares, memória afetiva e cadeias locais também entram no copo. No trabalho dela, origem não é limite, é força.

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Heloísa Carli – Foto: Albertine Fotografia

Biruta da Terra: a primeira mulher a vencer a Campari

Biruta da Terra (ou para os íntimos, Letícia) é outro nome fundamental nessa virada. Com uma coquetelaria marcada por brasilidade, cultura popular, pesquisa de ingredientes e identidade regional, tornou-se a primeira mulher vencedora da Campari Bartender Competition.

Sua trajetória mostra que regionalidade não é ornamento. Não é decoração de taça. É estrutura criativa, técnica e política. Biruta trabalha o Brasil a partir de dentro, com atenção aos biomas, aos saberes populares, às plantas, aos rituais e às muitas formas de beber e contar histórias neste país.

Ao vencer uma das principais competições de coquetelaria do Brasil, ela não apenas conquistou um título. Ela ajudou a reposicionar o olhar sobre o que pode ser considerado relevante, técnico e contemporâneo. Biruta prova que o regional, quando tratado com profundidade, não diminui em nada a criação, mas amplia horizontes.

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Biruta – Foto: Suellen Sales

Vitória Olivier: a cena cearense que cresce com voz própria

Do Ceará, Vitória Olivier também fortalece essa cartografia. Mixologista, chefe de bar e nome ativo da cena de Fortaleza, ela vem construindo uma trajetória ligada à criação autoral, às competições e à formação de uma coquetelaria contemporânea no estado.

Vitória representa uma cena cearense que cresce com personalidade própria, conectando técnica, hospitalidade e identidade local. Sua presença em disputas nacionais e em casas relevantes reforça que o Nordeste não é uma cena única, nem uma estética fechada. É múltiplo: tem litoral, sertão, capital, interior, técnica clássica, ingrediente popular, alta coquetelaria e balcão de verdade.

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Vitória Olivier – Foto: Divulgação

O que une e o que multiplica

O que une essas mulheres não é um estilo único. Cada uma aponta para um Nordeste diferente. Há quem venha da pesquisa botânica, do café, do sertão, da cena urbana, dos campeonatos, da agricultura familiar, do bar autoral ou dos saberes populares. Mas todas desmontam a mesma ideia antiga: a de que a coquetelaria nordestina precisa ser validada por fora para existir.

Não precisa: ela já existe, já venceu! Formou gente, criou repertório, levou nome nordestino para campeonato nacional e internacional. Já provou, no copo e na raça, que técnica e território não são opostos.

Essas mulheres não estão pedindo espaço.

Elas já ocupam.

Cabe ao Brasil olhar com a seriedade que elas merecem.

por dan morais
O Nordeste Não Deve Nada a Ninguém: elas já fazem história na coquetelaria brasileira

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