Início Blog Page 3

Casa Iryna Celebra Um Ano com Jantar Colaborativo

0

Restauratrice Iryna Podusovska reúne chefs para um menu italiano em quatro etapas no dia 14 de abril, na Pituba

O Casa Iryna chega ao seu primeiro aniversário como um dos endereços mais singulares da gastronomia italiana em Salvador. E a data não poderia ser celebrada de forma mais coerente com o espírito da casa: reunindo mulheres, compartilhando mesas e construindo juntas um jantar que é, ao mesmo tempo, marco e manifesto.

Na próxima terça-feira, 14 de abril, às 19h, o restaurante da Pituba, na Pituba, recebe um jantar colaborativo especial com quatro assinaturas: a da própria casa e com as participações de Maria dos Santos (Casa di Vina), Lara Allegro (Di Liana) e Luiza Vilhena, ex-participante do MasterChef e responsável pelas criações da confeitaria do Casa Iryna.

Uma casa nascida de história e afeto

Por trás do nome Casa Iryna está uma trajetória de vida bem improvável. Iryna Podusovska nasceu na Ucrânia, morou na Rússia e se mudou para a Itália aos nove anos. Foram anos formando palato, referências e uma relação profunda com a cozinha italiana, que ela trouxe consigo quando decidiu abrir seu próprio espaço em Salvador.

Inaugurado em abril de 2024, o restaurante leva não só o nome da fundadora, mas sua história inteira. O projeto do arquiteto Pedro Chezzi traduziu essa ideia em um ambiente de simplicidade refinada. Entre os detalhes que chamam atenção, um em particular virou atração: a primeira fonte de Aperol da América Latina, chancelada pela própria Campari. A carta de drinques tem curadoria do bartender Jonatan Albuquerque, do Purgatório.

Um ano depois, o endereço se consolidou como um espaço que vai além da cozinha italiana. É um lugar de afeto declarado e de troca real.

Aniversário Casa Iryna: O jantar em 4 etapas

O menu do aniversário foi composto em quatro etapas, cada uma assinada por uma das participantes. Lara Allegro e a equipe do Di Liana ficaram com a entrada. Maria dos Santos, do Casa di Vina, assina o primo piatto. O secondo piatto é da cozinha do Casa Iryna. E a sobremesa especial da noite leva a assinatura de Luiza Vilhena. O menu será harmonizado com vinhos italianos.

A proposta não é apenas a de um evento comemorativo, mas de um encontro de cozinheiras que vêm moldando a cena gastronômica de Salvador com trabalhos consistentes e identidade própria.

“Completar um ano é muito significativo para nós. O Casa Iryna nasceu como um espaço de afeto, de troca e de valorização da cozinha italiana com identidade própria. Trazer a Maria, a Lara e a Luiza para esse momento é celebrar mulheres que admiro, que têm trabalhos consistentes e que, assim como nós, ajudam a construir uma cena gastronômica mais colaborativa e potente em Salvador”, afirma Iryna.

Iryna Podusovska, proprietária do Casa Iryna
Iryna Podusovska – Foto: Guiga Motta

Colaboração como princípio

Se há um fio condutor na trajetória do Casa Iryna, é a convicção de que a cozinha cresce quando é feita em conjunto. O jantar de aniversário não é exceção. É extensão.

“Esses convites vêm de uma vontade genuína de compartilhar. Acredito que a cozinha cresce quando é feita em conjunto, quando abrimos espaço para outras mãos e outras histórias. Esse jantar é um brinde ao nosso primeiro ano, mas também ao que ainda queremos construir daqui para frente”, completa Iryna.

Com um primeiro ano marcado por escolhas editoriais precisas, presença no mapa gastronômico da cidade e uma fonte de Aperol que já é um capítulo à parte na história dos bares de Salvador, o Casa Iryna entra no segundo ano com o mesmo olhar que o fundou: aberto, autoral e do seu próprio jeito.

Serviço

Casa Iryna
Local: Rua Alexandre Herculano, 57, Pituba, Salvador
Valor: R$ 240 por pessoa (menu em quatro etapas com harmonização de vinhos italianos)
Reservas para o jantar de aniversário (14/04): (71) 98167-2568
Mais informações: @casa.iryna.


Perguntas Frequentes

O que é o Casa Iryna em Salvador?

O Casa Iryna é um restaurante de inspiração italiana localizado na Rua Alexandre Herculano, 57, na Pituba, Salvador. Fundado pela empresária Iryna Podusovska, o espaço é conhecido pela cozinha italiana autoral, pela primeira fonte de Aperol da América Latina e por uma proposta que mistura sofisticação e acolhimento.

Quem são as chefs do jantar colaborativo do aniversário do Casa Iryna?

O jantar reúne quatro assinaturas: Lara Allegro (Di Liana), na entrada; Maria dos Santos (Casa di Vina), no primo piatto; a equipe do Casa Iryna, no secondo piatto; e Luiza Vilhena, ex-MasterChef, na sobremesa. O menu é harmonizado com vinhos italianos.

Como fazer reserva para o jantar de aniversário do Casa Iryna?

As reservas para o jantar colaborativo do dia 14 de abril podem ser feitas pelo WhatsApp ou telefone (71) 98167-2568. O valor é de R$ 240 por pessoa, com menu em quatro etapas e harmonização de vinhos italianos.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Mistura Itapuã: Menu Executivo Todos os Dias, no Almoço e no Jantar

0

Restaurante italiano referência em Salvador amplia acesso à sua cozinha de frutos do mar com proposta disponível de terça a domingo no almoço e todos os dias no jantar

O Mistura Itapuã passa a oferecer seu Menu Executivo todos os dias da semana, tanto no almoço quanto no jantar. A novidade rompe com uma lógica comum na gastronomia soteropolitana: a de que menus executivos são privilégio dos dias úteis e do horário comercial.

Em Salvador, onde o ritmo da cidade nem sempre cabe entre segunda e sexta, a proposta chega como uma alternativa concreta para quem quer viver uma experiência gastronômica completa sem depender do calendário.

Os valores são R$ 105 no almoço e R$ 124 no jantar, com composições distintas para cada turno.

Uma Cozinha com Raízes Italianas e Sotaque Baiano

Fundado há mais de 30 anos pelo italiano Paolo Alfonsi, o Mistura Itapuã construiu sua identidade em torno de uma proposta que poucos restaurantes em Salvador sustentam com tanta consistência: a cozinha italiana ancorada nos frutos do mar locais. Não é fusão por tendência. É um diálogo que Alfonsi cultiva desde que chegou ao Brasil, aprendendo a reconhecer nos ingredientes da Bahia a mesma generosidade do mar Mediterrâneo.

“Queríamos oferecer ao cliente a possibilidade de viver essa experiência completa a qualquer momento, seja no almoço ou no jantar, todos os dias. É uma forma de democratizar a boa gastronomia, mantendo nossa essência italiana, mas sempre dialogando com os sabores e ingredientes de Salvador”, afirma o fundador.

O Que Está no Menu Executivo do Mistura Itapuã

Almoço (R$ 105)

No almoço, o menu reúne pratos que equilibram conforto e técnica. O Risotto Al Salto con Gamberetti Al Fumetto, risoto salteado com camarões e bisque, é um dos destaques: cremoso, com profundidade de sabor e o camarão local como protagonista. A Berinjela à Parmegiana aparece como opção clássica, com a leveza que o preparo italiano exige.

Risotto Al Salto con Gamberetti Al Fumetto
Risotto Al Salto con Gamberetti Al Fumetto – Foto: Divulgação

Jantar (R$ 124)

À noite, o menu ganha amplitude. As entradas dão o tom: Totani Ripieni, uma lula recheada à portuguesa, e a Pinsa Romana, servida em versões de mozzarella com pomodoro ou calabresa com cebola.

Nos pratos principais, dois se destacam com força: o Agnolotti Ripieni di Filetto con Fonduta di Parmigiano, uma massa fresca recheada de filé mignon com fonduta de parmesão, e o Branzino in Crosta di Frutta Secca con Gnocchi di Zucca, robalinho em crosta de frutas secas acompanhado de nhoque de abóbora. A sobremesa fecha com a Mimosa ao Limoncello, combinando pão de ló e creme de limão numa leveza caracteristicamente italiana.

Pizzas Napolitanas e Delivery

De terça a domingo, a partir das 17h, o Mistura Itapuã também oferece um menu especial de pizzas napolitanas, disponíveis para consumo no local ou por delivery.

dia da pizza pizza napolitana em salvador
O Mistura Itapuã agora tem uma Trattoria Moderna e Pizzeria – Foto: Divulgação

Funcionamento

O restaurante funciona de terça a domingo, do almoço ao jantar, sem intervalo. Às segundas, abre apenas para o jantar, a partir das 17h.

Reservas e informações: @mistura.restaurantes


Perguntas Frequentes

O Menu Executivo do Mistura Itapuã está disponível todos os dias?

Sim. O Menu Executivo é servido de terça a domingo no almoço e no jantar. Às segundas, o restaurante abre apenas para o jantar, a partir das 17h, e o menu executivo também está disponível nesse período.

Qual o valor do Menu Executivo do Mistura Itapuã?

O menu custa R$ 105 no almoço e R$ 124 no jantar, com composições diferentes para cada turno.

O Mistura Itapuã faz delivery?

Sim. O restaurante oferece delivery de pizzas napolitanas de terça a domingo, a partir das 17h, além do atendimento presencial.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Comida di Buteco 2026 chega à 17ª edição em Salvador com 63 bares e o desafio das verduras

0

De Nova Brasília ao Rio Vermelho, o maior concurso de butecos do Brasil atravessa 38 bairros com petiscos a R$ 40 e cerveja gelada do dia 10 de abril ao dia 10 de maio.

O Comida di Buteco 2026 já tem data, tema e endereço. Entre 10 de abril e 10 de maio, Salvador e Lauro de Freitas entram no ritmo do maior concurso de butecos do Brasil, com 63 estabelecimentos disputando o título da edição por meio de petiscos criados a partir do tema “Verduras”. São 21 estreantes e 42 veteranos espalhados por mais de 38 bairros, com petiscos a valor fixo de R$ 40 e cervejas Eisenbahn para acompanhar.

Verduras no comando: o tema que desafia e surpreende

Verdura em buteco soa, à primeira vista, como provocação. E é exatamente isso. O Comida di Buteco 2026 escolheu o tema para testar a criatividade dos bares participantes, obrigando cada um a encontrar o ponto de equilíbrio entre o raiz e o inventivo — entre o refogado de vó e o tempurá com dendê.

O resultado é uma seleção que vai do brócolis crocante ao agrião virado em pesto, da couve-flor transformada em massa de quibe à alho-poró abraçando polvo e carne de sol. Verdura aqui não é guarnição: é protagonista.

Estreantes para ficar de olho

Dos 21 butecos que entram pela primeira vez na competição, alguns já chegam com propostas que chamam atenção.

O Posto 12 Bar e Restaurante, em Itapuã, apresenta o “Baianinho Amostradinho”: aipim com alho-poró, carne de sol, banana-da-terra, queijo coalho e melaço, finalizado com vinagrete. É o Nordeste inteiro numa travessa.

O Quintal da Esquina, na Pituba, aposta no “Lá Ele Desfiado” — rabada com agrião desfiada sobre torrada de chimichurri. Uma combinação que soa ousada e faz todo o sentido.

No Subúrbio, o Boteco Casquinha de Siri, em Paripe, chega com o “Made In Bahia”: casquinha de siri com camarão e couve, acompanhada de farofa de cebola e vinagrete. Frutos do mar e horta numa casquinha só.

Na Barra, o Boteco do Gavazza tem missão clara: convencer o público de que polvo com alho-poró sobre torradas é tudo o que faltava na vida. O prato se chama “Polvo & Porô” e já divide opiniões antes mesmo de ser provado — o que, em buteco, é sempre bom sinal.

O Bistrô Negreiros, no bairro da Saúde, fecha o grupo dos destaques estreantes com o “Tempurá Baiana”: legumes, camarão e brócolis em tempurá crocante, acompanhados de molho de pimenta rubra gelado “à moda baiana”. O contraste entre o quente da fritura e o frio do molho é a aposta da casa.

Os veteranos e a defesa do título

O Forças Bar, campeão da edição 2025, chega para defender o título com o “Sabor & Harmonia”: purê de aipim e abóbora com carne de sol, salada de feijão-fradinho com queijo coalho e molho pesto de agrião e manjericão. Uma composição madura, de bar que sabe o que está fazendo.

O Bar Sushili, campeão em 2023, retorna com o “Dragão com Dendê” — tempurá de repolho e camarão com toque de dendê, acompanhado de molho de coco com coentro. A foto do prato já circula entre os frequentadores do circuito como uma das mais bonitas da edição: a tigela dourada, a canequinha com “Dendê Ouro da Bahia” gravado no esmalte e o molho verde no centro compõem uma cena de buteco com alma.

O Bar Xique Xique, nos Barris, apresenta o “Q, bão do tabaréu”: bolinho no formato de quibe, com massa de couve-flor, recheado de charque e banana-da-terra, servido com geleia de maçã e pimenta-biquinho. É o tipo de receita que parece loucura no papel e faz todo o sentido na boca.

Comida Di Buteco 2026: Um circuito que é um mapa da cidade

Mais do que uma competição gastronômica, o Comida di Buteco 2026 é um exercício de cartografia soteropolitana. O circuito desta edição atravessa bairros que raramente aparecem no mesmo roteiro: Cajazeiras IV e Graça, Paripe e Rio Vermelho, Nova Brasília e Santo Antônio. São territórios com códigos, públicos e sabores muito diferentes — e todos convergem para a mesma mesa de buteco, o mesmo petisco a R$ 40, o mesmo prazo de 30 dias.

Algumas paradas merecem nota especial pelo endereço. O Língua de Siri e o Solar Boteco ficam no Solar do Unhão — com o Museu de Arte Moderna como vizinho e a Baía de Todos-os-Santos como cenário. O Vibes Solar está praticamente ao lado do MAM, no mesmo complexo. Já o Pasteco Gourmet, em Nova Brasília, e o Point do Gigante, em Cajazeiras IV, levam o concurso para regiões que o circuito gastronômico oficial de Salvador raramente alcança — e isso, por si só, já é motivo de celebração.

O Mercadão da Bahia também integra o circuito, com o Bistrô9 posicionado na Baixa dos Sapateiros, num box que mistura feirante e bistrô numa mesma proposta.

Comida Di Buteco 2026: Como funciona e onde ir

Todos os petiscos participantes do Comida Di Buteco Salvador custam R$ 40 e são servidos durante o período do concurso, de 10 de abril a 10 de maio de 2026. A votação é feita pelo público, que avalia cada petisco no aplicativo ou site oficial do Comida di Buteco. No final, os campeões por cidade e o grande campeão nacional são revelados em cerimônia própria.

Abaixo, a lista completa dos 63 bares participantes do Comida di Buteco Salvador 2026:

  1. Abará da Vovó — R. Direita de Santo Antônio, 16 – Santo Antônio
  2. Bar D’Gente — R. Thomaz Gonzaga, 144 – Pernambués
  3. Bar das Meninas — Av. Iemanjá, 211 – Boca do Rio
  4. Bar do Bonito — R. Palame, 9 – Itapuã
  5. Bar do Chico — R. Artur de Azevedo Machado, 65 – STIEP
  6. Bar Xique Xique — R. Rockefeller, 39 – Barris
  7. Biritódromo Bar de Praia — R. Souza Uzel, 4 – Federação
  8. Bistrô Negreiros — R. do Alvo, 10 – Saúde
  9. Bistrô9 — Av. José Joaquim Seabra, 151 – Baixa dos Sapateiros
  10. Botecar Bar e Petiscaria — R. Andaraí, 723 – Resgate
  11. Boteco Casquinha de Siri — R. Eduardo Dotto, 337 – Paripe
  12. Boteco da Sereia — Beco da Sereia, 7 – Saúde
  13. Boteco Delícia de Pirão — Estr. Ilha do Mocambo, 8 – Trobogy
  14. Boteco do Araújo — R. José Mariz Pinto, 60 – Baixa de Quintas
  15. Boteco do Cheff — R. Haeckel José de Almeida, 177 – Shopping Jaguaribe
  16. Boteco do Gavazza — R. Greenfield, 174 – Barra
  17. Boteco do Vale — Vila São Roque, 413 – Campinas de Brotas
  18. Cabana da Sônia — Ladeira do Abaeté, 18 – Itapuã
  19. Cantina dos Artistas — Av. Oceano Pacífico, 4 – São Marcos
  20. Casa Amarela Bar — Ladeira do Carmo, 14 – Santo Antônio
  21. Casa da Carmem — R. Visconde de Mauá, 174 – Dois de Julho
  22. Casa da Renatinha — R. da Gratidão, 5 – Piatã
  23. Cia do Sertão — R. das Hortências, 288 – Pituba
  24. Com Dendê — R. Maria Felipa, 23 – Engenho Velho de Brotas
  25. Crisana — R. Artêmio Castro Valente, 295 – Canabrava
  26. Escritório da Gadhega — R. Góes Calmon, 33 – Saúde
  27. Forças Bar — Av. Antônio Carlos Magalhães, 54 – Capelinha
  28. Jota Gastronomia — R. da Paciência – Santo Antônio
  29. Kitanda Gastrobar — Av. Oceânica, 297 – Barra
  30. La Barca Restaurante e Petiscaria — R. Mário Covas, 1430 – Trobogy
  31. Lar em Casa — Ladeira da Fonte, 44 – Campo Grande
  32. Língua de Siri — R. Desembargador Castelo Branco, 7 – Solar do Unhão
  33. Margarida Bar e Restaurante — R. Osvaldo Cruz, 66 – Rio Vermelho
  34. Meat Salvador — R. Santa Rita de Cássia, 40 – Graça
  35. Mocambinho Bar e Restaurante — R. da Faísca, 12 – Dois de Julho
  36. O Boteco do Bocca — 1ª Travessa Luiz Tarquínio Pontes, 223 – Lauro de Freitas
  37. Oh Pirão — R. Almiro Mário de Almeida, 34 – Cabula
  38. Ôshalé Delícias do Interior — R. José Mariz Pinto, 18 – Baixa de Quintas
  39. Outbecko Comida Bruta — R. Território do Rio Branco, 125 – Pituba
  40. Oxente Bar e Petiscaria — R. Silveira Martins, 445 – Cabula
  41. Panela de Barro — R. Tamoio, s/n – Plataforma
  42. Pasteco Gourmet — Av. Aliomar Baleeiro, 6078 – Nova Brasília
  43. Petiscaria Carnavalle — Al. Campinas de Pirajá, 88 – Cajazeiras
  44. Point do Gigante — R. Álvaro da Franca Rocha, 5 – Cajazeiras IV
  45. Porto Caymmi Bar e Restaurante — R. do Meio, 237 – Rio Vermelho
  46. Posto 12 Bar e Restaurante — R. Aristides Milton, 33 – Itapuã
  47. Quintal da Esquina — R. das Esperas, 18 – Pituba
  48. Quiosque do Mirante — Ladeira do Abaeté, s/n – Itapuã
  49. RCanto do Pascoal — R. Direita de Santo Antônio, 1 – Santo Antônio
  50. Recanto do Moura — R. Resende de Jesus, 6 – São Caetano
  51. Rei do Crepe Francês — R. Oswaldo Sá Menezes, 8 – Fazenda Grande I
  52. Restaurante Aconchego da Zuzu — R. Quintino Bocayuva, 18 – Garcia
  53. Restaurante Encantos da Maré — R. Teodósio Rodrigues de Faria, 27 – Bonfim
  54. Restaurante Tia Lú — R. Pedro Gama, 118 – Federação
  55. Rita da Lambreta — Av. Iemanjá, 92 – Boca do Rio
  56. Sabor Nordestino Barra — R. Dias D’Ávila, 110 – Barra
  57. Sabores & Dendê — R. Numa Pompílio Bittencourt, 395 – Pernambués
  58. São Vicente Bar e Restaurante — Praça Gen. Inocêncio Galvão, 13 – Dois de Julho
  59. Solar Boteco — R. Desembargador Castelo Branco de Baixo, 1 – Solar do Unhão
  60. Sushili — R. Alexandre de Gusmão, 50-B – Rio Vermelho
  61. Taiobha — R. das Angélicas, 131 – Pituba
  62. Toka do TG — Travessa Góes Calmon, 42 – Saúde
  63. Vibes Solar — R. Desembargador Castelo Branco, s/n – Solar do Unhão

Perguntas Frequentes

O que é o Comida di Buteco e como participar em Salvador?

O Comida di Buteco é o maior concurso de butecos do Brasil. Em Salvador, a edição 2026 acontece de 10 de abril a 10 de maio, com 63 bares participantes em mais de 38 bairros. Para participar, basta visitar os bares do circuito, pedir o petisco oficial (R$ 40) e votar pelo aplicativo ou site do concurso.

Quanto custa o petisco do Comida di Buteco 2026 em Salvador?

Todos os petiscos participantes têm valor fixo de R$ 40, independente do bar ou do bairro. A cerveja oficial da edição é a Eisenbahn.

Quais são os bares favoritos no Comida di Buteco Salvador 2026?

O Forças Bar chega como campeão defensor do título conquistado em 2025. O Bar Sushili, campeão em 2023, também retorna ao circuito. Entre os estreantes, Posto 12, Quintal da Esquina e Boteco do Gavazza são nomes que já despertam expectativa com suas propostas.


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Da Cabruca ao Café: Chocolate e Café Especial São a Expressão Sensorial da Bahia

0

Brenda Matos traça paralelo entre o cacau do Sul da Bahia e os cafés especiais do estado em reflexão de Páscoa

A Páscoa é, antes de tudo, uma celebração de origens. E quando o assunto é a Bahia, poucas origens são tão profundas quanto a do cacau cultivado sob as copas da Mata Atlântica e a do café colhido nos planaltos do interior.

Nesta edição especial da coluna de Brenda Matos, especialista de café e colunista do Muito Gourmet, a reflexão parte de memórias afetivas de Itabuna, atravessa o sistema agroflorestal da cabruca e desemboca em uma provocação certeira: chocolate bean to bar e café especial compartilham processos quase idênticos, e a Bahia é protagonista nas duas histórias.

Uma leitura para quem quer entender por que valorizar a rastreabilidade é, também, uma forma de celebrar a Páscoa.

da cabruca ao café
Foto: Rodrigo Wanderley

Da Cabruca ao Café

Talvez muitos leitores desconheçam essa informação, mas a colunista que vos fala não é soteropolitana. Nasci em Itabuna e morei lá até os 24 anos. Vivia no bairro da Conceição, na última casa da rua e no último andar de um prédio de família. Se fechar bem os olhos, ainda lembro como se fosse hoje do cheiro de chocolate que invadia as noites da cidade.

Nos meus devaneios mais poéticos, eu pensava que uma cidade que cheira a chocolate nas madrugadas só poderia ser abençoada; tinha um “quê” de especial. Depois, os adultos me contaram que de místico não tinha muita coisa: aquele perfume se espalhava porque as fábricas de chocolate da região estavam a pleno vapor.

O fato é que, desde cedo, o cacau orbita a minha vida. Seja pelo peso histórico do Sul da Bahia, pelas madrugadas achocolatadas ou pelo tempo em que estudei na UESC, cujo campus fica em Ilhéus e, sem coincidência nenhuma, em uma área de Cabruca: sistema onde o cacaueiro cresce à sombra das árvores nativas da Mata Atlântica.

Presenciar tão de perto a cultura do cacau me ensinou que o que vem da terra carrega uma identidade profunda. Aprendi que a qualidade de um fruto é indissociável da preservação e do respeito ao tempo da natureza.

O Valor do que é Nosso

A Páscoa é uma celebração de renovação. E nada é mais renovador para o nosso mercado do que valorizar a rastreabilidade. Assim como no café especial, o chocolate de qualidade nos exige conhecer o caminho do quem-como-de-onde.

É fascinante perceber hoje, trabalhando com café, como ele e o chocolate Bean to Bar (do grão à barra) compartilham jornadas quase idênticas. Ambos são frutos que dependem de um terroir específico, de processos de fermentação e secagem controlados, de uma torra precisa e, acima de tudo, de mãos que conhecem a história por trás de cada semente.

Sair de Itabuna e percorrer o caminho até o universo dos cafés especiais me ensinou que a excelência pode até ser uma linguagem universal, mas é o que é local que faz a vida ganhar sabor de forma única.

Quando harmonizamos um chocolate de origem Sul-Baiana com um café especial da Chapada Diamantina ou do Planalto Baiano, não estamos falando apenas de sensorial, estamos falando da mais alta qualidade e alquimia entre territórios. É a Bahia manifestando sua pluralidade sensorial em dois dos produtos mais complexos do mundo.

Que o seu domingo seja assim: com aroma de café fresquinho e o gosto inconfundível do nosso chocolate de origem.

Feliz Páscoa!

brenda site
Da Cabruca ao Café: Chocolate e Café Especial São a Expressão Sensorial da Bahia

Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Além do Copo: O Processo Criativo de um Coquetel que Nasceu em Forma de Som

0

O gastrônomo e bartender baiano revela como identidade, cultura e território se traduzem em líquido, numa coluna que estreia no Muito Gourmet com a força de quem tem muito a dizer.

Um coquetel pode começar com uma fruta, um destilado, uma técnica. Pode começar com uma memória afetiva ou uma referência clássica. Mas, às vezes, ele começa com uma música.

É assim que Dan Morais, gastrônomo, mixologista e sommelier de cerveja soteropolitano, pensa coquetelaria: não como uma receita a ser montada, mas como uma experiência a ser construída. Uma linguagem. Uma forma de dizer de onde você vem, o que você carrega e o que quer comunicar antes mesmo de alguém tocar no copo.

Nesta coluna de estreia no Muito Gourmet, Dan abre o processo criativo por trás do drink que levou à segunda fase da Campari Bartender Competition 2026, as Jornadas Latinas, e entrega algo mais do que uma receita: entrega um método, uma visão de mundo e um manifesto sobre o que a coquetelaria baiana pode ser quando levada a sério.

O Que Vai Além do Copo

Quando falamos sobre coquetel, o famoso drink, geralmente pensamos naquela clássica cena: o bartender entregando a você um copo no balcão com um líquido bonito, uma decoração “fancy”, e que você bebe esperando um ótimo sabor.

Mas será que é só isso mesmo?

Me peguei divagando: o que vai além do copo? O que está por trás do líquido?

Por trás daquele copinho bonito com a guarnição legal, há muito mais: tem história, identidade, paixão e técnica.

Seja num bar, em eventos ou competições, a estrutura deve fazer sentido e os ingredientes devem apoiá-la.

Começo minha primeira coluna trazendo um exemplo de como é o processo criativo de um coquetel.

No meu caso, a resposta veio antes mesmo do primeiro ingrediente. Veio em forma de som.

Para a segunda fase da Campari Bartender Competition 2026 – Jornadas Latinas, eu não comecei pensando em receita. Comecei pensando em atmosfera. Em energia. Em algo que traduzisse o que eu queria dizer antes mesmo de alguém provar o drink. E foi assim que nasceu a música.

Logo veio à cabeça: o que melhor representa a identidade do povo baiano que está nas ruas é pagode baiano. Ele deveria vir não como trilha de fundo, mas como parte estrutural do projeto. Porque o conceito não era apenas criar um coquetel, era construir uma experiência. E, na América Latina, poucas coisas conectam tanto quanto música e futebol.

A partir daí, o caminho ficou claro: o drink precisava falar sobre o Bahia.

Não só o clube, mas tudo o que ele representa. O pré-jogo sob o sol de Salvador. A Fonte Nova pulsando. A rua, a resenha, o calor humano. O Bahia como símbolo de pertencimento. Como identidade. Como esse lugar onde muita gente se reconhece.

Então, junto com Havok (sim, o dono desse querido site pelo qual vos escrevo essa coluna), comecei o processo de composição da música que viria a ser homônima ao coquetel.

“COURO. TERRA. SANGUE.” surgiu da camisa do esquadrão homenageando o tetracampeonato do Nordestão, representando os bons momentos, a resiliência, a raça e o amor.

Não havia outra opção a não ser beber da fonte das versões internacionais em pagode, mais precisamente do que estava em voga no momento e fazia sentido: DtMF de Bad Bunny, que ganhou o mundo pela representatividade latina e virou um brado de resistência, tudo o que se encaixava na nossa história.

Os Ingredientes como Elos de Cultura e Território

Com esse universo definido, vieram os ingredientes.

Cada escolha foi pensada como um elo entre cultura, território e narrativa. Nada ali é decorativo.

Tudo comunica. O drink nasce dessa necessidade.

Não como uma receita pensada a partir de ingredientes, mas como uma tradução dessa experiência em outra linguagem.

Se a música organiza pelo som, o drink precisa organizar pelo paladar.

E aí entra o processo criativo de verdade.

O primeiro passo não foi escolher fruta, destilado ou técnica. Foi entender o que sustenta essa sensação. O que é estrutura ali dentro. O que é pulso, o que é base, o que é movimento.

O Campari aparece como eixo. Ele não entra só pela cor, embora ela carregue um simbolismo forte, mas principalmente pelo comportamento. É um amargor que sustenta, que permanece, que conduz o drink do início ao fim. Ele não se esconde. Ele marca presença, como o som contínuo da arquibancada.

A base do drink se constrói em outra camada.

A fava de aridã entra trazendo a força das matrizes africanas presentes na Bahia. O obi, a noz de cola, carrega um peso simbólico ancestral, de conexão, de energia, de ritual, assim como a torcida do esquadrão. São ingredientes que carregam história, ancestralidade e identidade. Eles não aparecem de forma óbvia no primeiro impacto, mas são fundamentais para dar estrutura. São o que mantém o drink em pé.

O maracujá entra como tensão. A acidez aqui não é só frescor, é equilíbrio dinâmico. É o que impede o excesso de peso, o que mantém tudo em movimento, o que conecta as camadas sem deixar que nenhuma domine completamente.

E a guarnição talvez seja o ponto mais visceral: carne de fumeiro de Maragogipe e geleia de maracujá do mato da Coopercuc, produzida pela agricultura familiar. Não só pelo sabor, mas pelo que ela representa. O Recôncavo, a tradição, o defumado, a cozinha de raiz, se unindo às mãos que colhem os frutos na caatinga e geram um produto que carrega a história de famílias e de todo um bioma. Um elemento que desloca o coquetel para um lugar muito específico, e, justamente por isso, muito potente. Ele muda a experiência. Introduz aroma, gordura, acidez, textura e cria uma interação que vai além do líquido. É o momento em que o drink sai do copo e ocupa o corpo.

A Técnica a Serviço da Ideia

A técnica acompanha essa construção.

A maceração sob pressão na Preshh, sistema brasileiro e único no mundo, diga-se de passagem, permite extrair com precisão aquilo que interessa de cada ingrediente. Reduz tempo, mas principalmente aumenta controle, padrão e precisão. Não é sobre acelerar o processo, é sobre chegar exatamente onde a ideia pede.

No fim, criar um drink não é sobre misturar ingredientes que funcionam bem juntos.

É sobre construir sentido.

A música organiza o sentimento.

O conceito organiza a ideia.

E o drink organiza a experiência.

Esse projeto é, ao mesmo tempo, sobre coquetelaria e sobre identidade.

Sobre entender que um drink pode, e talvez deva, ir além do copo. Que ele pode carregar território, memória e cultura. Que ele pode ser uma forma de dizer de onde você vem.

E, nesse caso, eu sabia exatamente o que queria dizer:

Que o Bahia é o mundo.

E que, de alguma forma, o mundo também passa pela Bahia.

Eu sou Dan Morais e esse é somente o início de uma coluna, onde teremos várias conversas: sobre identidade, coquetelaria, regionalidade e o que mais esse mundo fascinante das bebidas pode nos proporcionar.

por dan morais
Além do Copo: O Processo Criativo de um Coquetel que Nasceu em Forma de Som

Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Fera Palace e Grupo Soho se separam: Arento segue, perguntas ficam

0

O rompimento foi confirmado pelos dois lados, em notas divulgadas separadamente. O Arento segue em operação sob o comando do chef Peu Mesquita.

O que cada lado disse, e o que ficou de fora

A nota do Grupo Soho foi a mais extensa. Assinada por Karine Queiroz, sócia da empresa, o comunicado enfatizou a trajetória consolidada do grupo, seus pilares de transparência e excelência, e encerrou o assunto com a afirmação de que o ciclo foi concluído “de forma respeitosa”. O tom foi o de quem quer encerrar o capítulo sem deixar margem para interpretações.

O Fera Palace foi mais direto. Em poucas linhas, o hotel confirmou que a colaboração se deu no formato de consultoria, agradeceu à Karine e ao Max pela parceria, e reafirmou que o Arento segue operando, sob o chef Peu Mesquita.

Nenhuma das partes explicou os motivos da rescisão, o que é, em si, uma informação relevante. Parcerias de consultoria em Alimentos e Bebidas em hotéis de luxo não costumam ser encerradas antes de completar um ano sem que haja alguma razão de peso, seja ela operacional, estratégica ou de outra natureza. Aqui, o silêncio fala.

O Arento e o Fera Palace Hotel seguem juntos

Para o hóspede e para o mercado, a informação mais relevante é que o restaurante Arento não fecha e não muda de comando. O chef Peu Mesquita permanece à frente da cozinha, que tem como proposta central os frutos do mar com influência italiana, ocupando o lobby de um dos hotéis mais luxuosos de Salvador.

O Fera Palace foi reconhecido pelo Guia Michelin em 2026 como um dos 20 melhores hotéis do Brasil, distinção que coloca o endereço em outro patamar dentro da hotelaria nacional. O Arento, como restaurante-âncora desse espaço, carrega consigo parte considerável desse peso simbólico.

Grupo Soho segue com portfólio robusto em Salvador

O encerramento dessa parceria não representa uma retração para o Grupo Soho. A empresa mantém operações em endereços estratégicos da cidade: Soho Marina e Lafayette, na Bahia Marina; Soho Paseo, no Itaigara; Vona, na Graça; Morea, rooftop no Horto Florestal; A Taberna e Padoca, no H Mall; o Catiguria, no Mercado do Rio Vermelho; e o Zepp Smash, voltado ao universo dos burgers, além do buffet Sofée, com atuação em eventos.

A próxima movimentação do grupo já está confirmada: a operação gastronômica da CASACOR Bahia 2026, que acontece de 7 de julho a 6 de setembro, na Casa Nossa Senhora das Mercês, com destaque para um sushi bar e assinatura dos menus de eventos ao longo da programação.

Uma pergunta que fica no ar

O chef Peu Mesquita é também o chef do Vona, restaurante do Grupo Soho na Graça. É também o chef do Arento, no Fera Palace, que agora segue sem o Grupo Soho. Como fica essa equação? A resposta não veio em nenhum dos comunicados. Por ora, aguardamos os próximos capítulos.

peu mesquita arento restaurante
Peu Mesquita – Foto: Elder Almeida

Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Bacalhau, Caruru e Chocolate: Orí e Megiro celebram a Páscoa no Horto Florestal

0

Os chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca preparam sugestões especiais de Sexta-feira Santa ao domingo de Páscoa, com pratos que transitam entre a tradição baiana e o cuidado autoral

O bacalhau chegou à mesa. E junto com ele, o caruru, a moqueca, o brigadeiro, a memória. Em Salvador, a Páscoa tem gosto próprio, e o Grupo Origem entende bem essa linguagem.

O restaurante Orí e o Boteco Megiro, ambos na Avenida Santa Luzia, no Horto Florestal, estão com cardápios sugeridos para todo o feriado, de sexta a domingo, assinados pelos chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca.

megiro 08 fabricio lemos e lisiane arouca
Fabrício Lemos e Lisiane Arouca – Foto: Leonardo Freire

Do forno ao boteco: o bacalhau como protagonista

No Orí, o bacalhau aparece em duas versões. A primeira é o Arroz de Bacalhau, prato de colher que convida ao conforto e à partilha. A segunda é mais elaborada: Bacalhau do forno com vegetais grelhados, ovo cozido, azeitonas e coulis de pimentão assado, uma preparação que respeita o ingrediente sem abrir mão da personalidade autoral da casa.

O Megiro, com seu DNA de boteco que resgata a culinária de Salvador da segunda metade do século XX, aposta no Bacalhau gratinado, prato generoso, com aquele caráter de receita de família que é a marca registrada do espaço.

bacalhau ao forno 2
Bacalhau ao Forno – Foto: Leonardo Freire

Caruru, moqueca e as raízes da cozinha baiana

Além do bacalhau, as duas casas oferecem o Caruru completo como sugestão de Páscoa, reconhecendo o papel central deste prato na cultura gastronômica e religiosa da Bahia. O Megiro vai além com a Moqueca de camarão, servida para duas pessoas, prato que sintetiza o espírito compartilhado do boteco: farta, aromática e sem cerimônia.

No Orí, a proposta editorial da cozinha passa pelo resgate de ingredientes simples da culinária baiana em preparações de execução cuidadosa. A intenção declarada dos chefs é provocar memória afetiva pelo paladar, e o cardápio de Páscoa não é exceção.

moqueca de camarao megiro
Moqueca de Camarão – Foto: Leonardo Freire

Lisiane Arouca fecha a refeição com chocolate

A chef confeiteira Lisiane Arouca assina as sobremesas que completam o menu festivo. No Orí, o cookie de caneca recheado de brigadeiro com calda de chocolate e sorvete de Leite Ninho é a pedida para quem quer o chocolate na forma mais afetiva possível. Já o Sweet Memory, disponível nas duas casas, é um bolo formigueiro servido com creme inglês de avelã e calda quente de brigadeiro de chocolate, sobremesa com nome e conceito: a memória em forma de colherada.

O chocolate, ingrediente símbolo da Páscoa, encontra aqui um tratamento que vai além do óbvio, integrado à identidade das casas sem forçar o tema.

Orí e Megiro: duas propostas, uma mesma cozinha de origem

O Grupo Origem opera com duas frentes distintas no mesmo endereço do Horto Florestal. O Orí é o restaurante mais casual do grupo, com cozinha que une técnica e afeto na releitura da tradição baiana. O Megiro Boteco parte da comida que circulava pelas mesas e balcões da Cidade Baixa de Salvador no século passado, farta, compartilhada, com receitas de família e aquele calor de pratos bem tradicionais.

São propostas diferentes em registro, mas com a mesma origem: a cozinha baiana como ponto de partida e de chegada.

Dados práticos

Restaurante Orí Avenida Santa Luzia, 656, loja 11 – Horto Florestal, Salvador Reservas: (71) 3276-3140 | (71) 98890-8357 Terça: 19h às 23h | Quarta a sábado: 12h às 16h e 19h às 23h | Domingo: 12h às 17h Instagram: @orisalvador

Boteco Megiro Avenida Santa Luzia, 656, loja 12 – Horto Florestal, Salvador Reservas: (71) 99644-9141 Segunda e terça: 17h às 23h | Quarta a sábado: 12h às 23h | Domingo: 12h às 17h Instagram: @megiroboteco


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Na Bahia, a Semana Santa tem dendê: chef Deliene Mota celebra a tradição que o bacalhau não alcança

1

Vizinho ao epicentro espiritual de Salvador, o Encantos da Maré transforma a Sexta-feira Santa em ritual de ancestralidade, afeto e resistência à mesa

Enquanto boa parte do Brasil prepara o bacalhau como centro da mesa da Semana Santa, Salvador acorda com outro aroma. O cheiro que sobe das panelas soteropolitanas nesse dia é de dendê, de leite de coco apurando com camarão, de moqueca borbulhando em panela de barro. Não é acaso nem rebeldia: é herança.

Uma tradição que atravessou o Atlântico nas memórias de mulheres e homens africanos, encontrou os frutos do mar dos mangues e rios do Recôncavo e se tornou a identidade alimentar mais potente da Bahia.

A abstenção de carne vermelha, regra católica para a data, casou perfeitamente com uma cozinha que já tinha nos peixes, nos crustáceos e no azeite de dendê sua gramática própria.

Enquanto a tradição portuguesa trouxe o bacalhau como alimento nobre da Quaresma, os africanos escravizados no litoral baiano responderam com o que a terra e o mar ofereciam, criando uma culinária que não pedia permissão para existir.

É nesse cruzamento de fé, memória e resistência que a chef Deliene Mota encontra o sentido mais profundo do seu trabalho.

Um casarão na Colina Sagrada

Aos pés da Basílica do Senhor do Bonfim, na Cidade Baixa de Salvador, o Encantos da Maré completou sete anos em fevereiro de 2026. O restaurante ocupa um casarão histórico com vista para a Baía de Todos os Santos, daqueles que por séculos pertenceram às famílias brancas herdeiras do período colonial. Hoje, quem comanda a cozinha e o negócio é Deliene Mota: mulher negra, mãe, criada na Federação, em Salvador.

Ela sabe o peso simbólico desse endereço. “Estar num casarão de brancos, herdeiros portugueses, é de uma importância e responsabilidade muito grande”, diz Deliene, sem desviar o olhar. E completa, com a naturalidade de quem já mastigou esse assunto muitas vezes: “Como eles dizem: é uma afronta às tradições.”

Eles. A palavra fica no ar de propósito. Deliene não precisa nomear. Em uma cidade onde mais de 80% da população se declara negra ou parda, o racismo estrutural ainda dita quem deveria ocupar certos espaços e quem deveria servir neles. A chef não serve. Ela manda. E o que sai da sua cozinha não é só comida: é um ato cotidiano de ocupação.

deliene mota
Chef Deliene Mota – Foto: Divulgação

O cardápio afetivo de uma vida inteira

Quando perguntada sobre qual prato do Encantos da Maré representa a Semana Santa baiana, Deliene não hesita: moqueca de peixe, caruru, vatapá, feijão fradinho, arroz e farofa de dendê. Não é uma resposta de chef calculando impacto. É memória de infância.

Na minha infância, adolescência e até na minha vida adulta, sempre foi tradição na minha família“, conta. “É o verdadeiro cardápio afetivo da minha vida.”

A Sexta-feira Santa sempre foi sagrada na família de Deliene. Era o dia das mais velhas. A mãe e as tias assumiam a cozinha enquanto a família inteira se reunia na casa da matriarca, geralmente no interior do estado. As crianças circulavam entre os cômodos, o cheiro de dendê ocupava cada canto da casa, e a mesa era onde tudo convergia: fé e pertencimento.

“Até hoje esse dia tem um significado muito importante pra mim”, diz, com a voz de quem revisita o lugar toda vez que fala dele. “Um dia de saudade e boas lembranças.

É impossível separar essa memória do que o Encantos da Maré se tornou. A cozinha de Deliene não imita a tradição: ela é a tradição, filtrada por uma história pessoal e devolvida ao prato com consciência de quem sabe exatamente o que está fazendo e por quê.

Por que Salvador não é bacalhau

A explicação de Deliene para a diferença entre a mesa baiana e a do resto do Brasil é direta e sem romantização: ancestralidade e acesso.

A cultura do Recôncavo Baiano sempre foi a de utilizar os ingredientes da terra e do mar para colocar comida na mesa. O peixe fresco do litoral, o camarão, o dendê, o leite de coco, o feijão fradinho: tudo estava ali, disponível, enraizado na prática diária de cozinhar. O bacalhau, por outro lado, era (e em certa medida ainda é) um produto nobre, importado, ligado à herança portuguesa. Na Bahia, a tradição popular nunca dependeu dele.

Isso não significa que o bacalhau esteja ausente das mesas soteropolitanas. Está, e sempre esteve, em casas que mantiveram o vínculo com a culinária portuguesa. Mas o protagonismo, na maioria dos lares baianos, é do dendê. E é esse protagonismo que transforma a Sexta-feira Santa em Salvador numa experiência radicalmente diferente da que se vive em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em Minas Gerais.

A própria Deliene, atenta à pluralidade dos seus clientes, incluiu no cardápio de Semana Santa do Encantos da Maré opções para quem quer sair do tradicional.

Semana Santa 2026 no Encantos da Maré

A expectativa para o feriado é alta. Deliene conta que a agenda de pedidos para encomendas já está quase esgotada, e que as compras de insumos foram antecipadas para dar conta da demanda. A organização é de quem já passou por sete Semanas Santas à frente do fogão profissional e sabe que esse é um dos períodos mais intensos do ano.

Num gesto que diz muito sobre a cultura do Encantos da Maré, a ceia da “família Encantos da Maré”, como Deliene chama sua equipe, será na Quinta-feira Santa. Na sexta, todo mundo estará a postos.

O restaurante abre mais cedo na Sexta-feira Santa, a partir das 10h. Reservas estão sendo aceitas para chegada até as 12h, e pedidos de encomenda podem ser feitos pelo WhatsApp.

Além do cardápio de sempre, com as Moquecas, o Terra e Mar, a Feijoada de Frutos do Mar e os pratos-âncora que fizeram a fama da casa, o menu especial inclui o escondidinho de bacalhau e o peixe assado com camarão e legumes salteados.

encantos da maré semana santa
Peixe Assado com Camarão e legumes salteados – Foto: Mirele Duarte

Mais que um restaurante, um lugar de pertencimento

O Encantos da Maré não é apenas um restaurante com boa vista e comida bem feita. É um lugar onde a Sexta-feira Santa ganha o sentido que sempre teve para Deliene e para milhões de famílias baianas: o de sentar junto, comer o que a terra e o mar deram, honrar quem veio antes e lembrar que a mesa é, talvez, o último espaço onde ninguém precisa pedir licença para existir.

Na Colina Sagrada, ao lado da Basílica do Bonfim, uma mulher negra da periferia de Salvador cozinha com dendê a memória de suas mais velhas. E nisso, sem manifesto nem panfleto, reescreve a história de quem pertence àquele casarão.

externa encantos da mare
Área externa do Encantos da Maré – Foto: Divulgação

Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!

Confrarias de Vinho em Salvador: Entre a Taça e o Encontro

0

O que sustenta uma confraria vai muito além do rótulo: é a troca, o vínculo e a curiosidade compartilhada

Confrarias de vinho são, antes de tudo, espaços de encontro. Em Salvador, elas têm ganhado força como forma de reunir pessoas em torno de uma paixão comum, seja com propósito técnico, seja pelo simples prazer de dividir uma garrafa entre amigos.

Nesta coluna, a sommelier Carol Souzah, colunista do Muito Gourmet, mergulha nas dinâmicas que fazem uma confraria funcionar, ouvindo profissionais da cena local e compartilhando sua própria experiência para mostrar que o vinho, no fundo, é só o pretexto.

Entre o vinho e o encontro: o que sustenta uma confraria

Nem toda confraria de vinho é igual. E talvez esse seja o primeiro ponto que pouca gente entende.

Existem as mais técnicas, quase um laboratório sensorial, onde cada taça vira análise, comparação, estudo. E existem as mais leves, onde o vinho entra como elo, mas o encontro é o que sustenta tudo. Entre um extremo e outro, há uma infinidade de formatos possíveis.

Em muitos casos, o que une essas confrarias não é o quanto se sabe, mas o desejo de compartilhar o vinho e as experiências que ele proporciona.

Muita gente ainda associa confraria a algo fechado ou distante, mas, na prática, elas costumam nascer de um lugar muito mais simples: de amigos, de colegas de trabalho, de pessoas que querem viver o vinho de forma mais próxima, cada uma à sua maneira.

E o interessante é perceber como isso se traduz na prática.

A troca como fundação

Conversei com algumas pessoas que fazem parte de confrarias e a sensação é clara: cada uma delas é um reflexo de quem a constrói.

Algumas começam despretensiosas, outras já nascem com um direcionamento mais definido. Para entender melhor essas dinâmicas, conversei com o sommelier Samuel Souza, do Grupo Origem, que faz parte de uma confraria formada por profissionais do vinho em Salvador.

Segundo ele, a confraria surgiu da amizade, mas com um propósito claro: criar um espaço de troca entre pessoas que vivem o vinho no dia a dia, entre salão, vendas e mercado. Os encontros seguem temas definidos, com rótulos escolhidos para estimular conversa, aprofundar o olhar e fortalecer o próprio cenário local.

No fim, como ele mesmo resume, o vinho é o elo, mas o que sustenta tudo é a troca.

O caminho técnico: degustação às cegas como treino

Mas existem também confrarias que caminham por um outro lugar, mais técnico e com um propósito definido de estudo. É o caso da Equipe Baiana de Degustação às Cegas, que utiliza os encontros como preparação para o campeonato brasileiro.

O sommelier Rodrigo Souza Gomes explica que o grupo mantém uma estrutura bastante focada: há um núcleo fixo de participantes, mas frequentemente convidam outros profissionais para enriquecer os encontros. No início, os treinos seguiam rigorosamente o formato da competição, com dez minutos para analisar cada vinho e tentar identificar uva, país, região e safra.

Com o tempo, o grupo ajustou o ritmo. Hoje, trabalham com janelas mais curtas, entre cinco e sete minutos por rótulo, buscando dinamizar a prática e otimizar o tempo. Os encontros acontecem, em geral, uma vez por mês e reúnem sommeliers experientes da cena de Salvador.

De um lado, o encontro como troca. Do outro, o encontro como treino. No fim, são amigos que se reúnem para partilhar o vinho, cada um à sua maneira.

E talvez seja exatamente isso que define uma boa confraria: ela nunca é só sobre vinho.

O olhar que muda

Nas confrarias que já vivi, cada uma tinha sua própria dinâmica. Algumas com temas definidos, outras mais espontâneas. Tem quem mergulhe no estudo, quem registre cada detalhe e quem simplesmente acompanhe. No meio disso tudo, surgem debates, discordâncias, descobertas. E o que sustenta é a troca.

Respeitar o momento do outro, ouvir diferentes percepções, não transformar a degustação em disputa. Porque quando vira competição de quem sabe mais, perde-se o que o vinho tem de mais interessante: a experiência compartilhada.

Outro ponto que aparece muito é a mudança de olhar. Quem participa de confraria dificilmente volta a beber vinho do mesmo jeito. Não necessariamente mais caro, mas com mais intenção. Mais curiosidade. Mais repertório.

E isso se reflete em tudo: na escolha de um rótulo, na leitura de uma carta, na forma de conversar sobre vinho à mesa.

Confraria não precisa ser cara

Existe também um mito de que confraria é caro ou inacessível. Não precisa ser. Dá para começar com vinhos acessíveis, desde que exista propósito e lógica. O valor está muito mais na construção coletiva do que no preço da garrafa.

Mas tem uma questão que sempre fica: o que faz uma confraria continuar?

Porque começar é fácil. O desafio é fazer esse encontro seguir fazendo sentido com o tempo.

E a resposta passa menos por técnica e mais por dinâmica de grupo mesmo. Quando o encontro perde o prazer, quando fica pesado, ou quando deixa de fazer sentido para quem está ali, ele naturalmente se desfaz. Por outro lado, quando existe interesse real, troca e vontade de estar junto, ele segue.

No fim, uma confraria bem construída não é sobre provar mais vinhos. É sobre criar um espaço onde o vinho faz sentido entre as pessoas.

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Purgatório Convida reúne estrelas da coquetelaria nacional em noite especial com a Preshh

0

O speakeasy mais premiado de Salvador abre o balcão para uma noite de criações autorais com tecnologia de gaseificação que vem transformando o mercado de drinks no Brasil

O Purgatório, único bar fora do eixo Rio-São Paulo a integrar o ranking Top 500 Bars 2025, recebe no dia 30 de março (segunda-feira), às 19h, mais uma edição do projeto “Purgatório Convida”. Desta vez, a noite acontece em parceria com a Preshh, plataforma que vem revolucionando a coquetelaria brasileira com seu sistema exclusivo de gaseificação de bebidas. As reservas são limitadas e podem ser feitas pelo site oficial do bar.

Um bar que coleciona títulos e agora convida o Brasil para o balcão

O speakeasy não é novidade para quem acompanha a cena de coquetelaria no país. Comandado pelo diretor criativo Jonatan Albuquerque, o Purgatório acumula credenciais que poucos endereços brasileiros podem reivindicar: além da presença no Top 500 Bars 2025, a casa carrega o título de “Melhor Carta de Bebidas” do Brasil pela revista Prazeres da Mesa por dois anos consecutivos, e foi campeã do Sabores de Salvador na categoria Carta de Drinks, a maior premiação gastronômica da capital baiana.

É com essa bagagem que o projeto “Purgatório Convida” se consolida como um dos encontros mais relevantes da coquetelaria contemporânea fora do Sudeste. A proposta é direta: transformar o balcão em território de experimentação, troca criativa e repertório técnico entre bartenders de diferentes regiões do país.

jonatan albuquerque
Jonatan Albuquerque

Preshh: a tecnologia que está mudando a forma de pensar drinks

A convidada de honra desta edição é a Preshh, plataforma que vem ganhando espaço acelerado no mercado nacional com um sistema proprietário de gaseificação de bebidas. A tecnologia permite carbonatar coquetéis, infusões e criações autorais com precisão, abrindo um campo de possibilidades que vai muito além do gin tônica com soda.

Para bartenders e casas que trabalham com coquetelaria autoral, a Preshh representa uma ferramenta de expansão criativa: texturas inéditas, apresentações surpreendentes e uma camada sensorial que a gaseificação controlada adiciona ao drink. Não à toa, a marca já conta com embaixadores e representantes em diferentes estados brasileiros.

O time de convidados

A edição reúne nomes que representam a diversidade e a potência da coquetelaria brasileira atual:

Tom Oliveira é embaixador da Preshh, consultor e diretor criativo do Oliveira Cocktail Bar, em Santa Catarina. Traz na bagagem uma visão que conecta técnica, criatividade e operação de bar.

tom oliveira
Tom Oliveira (Divulgação)

Rafael Alves, mixologista da Preshh, chega com o domínio técnico da gaseificação e suas aplicações em coquetéis autorais.

rafael alves
Rafael Alves (Divulgação)

Sol Cerqueira, bartender baiana premiada e embaixadora da Pato Preto Destilaria e do licor Royal Charlotte, representa a força da coquetelaria feminina e nordestina na cena nacional.

sol cerqueira
Sol Cerqueira (Divulgação)

Marco De La Roche é o anfitrião do Clube 193, a Sociedade de Coquetelaria de São Paulo, e adiciona ao encontro o repertório de uma das cenas mais efervescentes do país.

Marco de la roche
Marco De La Roche

Dan Morais, bartender, pesquisador em drinks e representante da Preshh em Salvador, é também o mais novo colunista do Muito Gourmet, onde assinará uma coluna quinzenal sobre coquetelaria, cerveja artesanal e cultura de bar. Sua presença nesta edição reforça o quanto Salvador vem se consolidando como polo criativo da coquetelaria nacional.

dan morais
Dan Morais (Divulgação)

Serviço

Purgatório Convida + Preshh Data: 30 de março de 2025 (segunda-feira)
Horário: A partir das 19h
Local: Purgatório Bar, Pituba, Salvador (BA)
Reservas: www.purgatoriobar.com.br (vagas limitadas)


Siga o Muito Gourmet no Instagram e fique por dentro de todas as novidades gastronômicas de Salvador!