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Guest Bartender celebra o Dia Nacional da Cachaça em Salvador com coquetéis autorais

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A capital baiana celebra o Dia Nacional da Cachaça mais genuína com elegância e sabor

Salvador se prepara para brindar em grande estilo o Dia Nacional da Cachaça, em uma noite de celebração, arte líquida e pura brasilidade. No dia 13 de setembro de 2025, às 18h30, o histórico Hotel da Bahia by Wish será palco de um evento exclusivo: o Guest Bartender. A programação reserva coquetéis icônicos assinados por sete nomes de destaque da coquetelaria soteropolitana — Beta Figueiredo, Josenilton, Lu Lemos, Ives Sullivan, Ruddy Fedullo, Marcus Andrade e Raimundo Freire — que prometem reinventar a experiência da cachaça com criatividade e técnica refinada.

Cachaças artesanais que inspiram

Para este encontro sensorial, foram selecionadas sete cachaças que representam a excelência dos alambiques brasileiros: Cordel Feliz, Matriarca, Paramirim, Supremacia, Kiricó, Amada e Valiosa. Cada uma delas conta sua própria história e perfil — do aroma ao sabor — e se transforma em coquetéis memoráveis sob as mãos atentas dos bartenders.

Ingredientes que elevam o sabor

A experiência vai além da bebida fonte. Ingredientes valiosos e parceiros renomados elevam o padrão dos drinks:

  • Monin, com sua linha de xaropes artesanais;
  • Seivah, oferecendo mel de cacau gourmet;
  • Ice Boss, contribuindo com gelo translúcido de luxo, que realça a estética e preserva o sabor;
  • Preshh, responsável pela explosão equilibrada de gásão nos coquetéis com gaseificação.

Uma celebração para ficar na memória

O evento também marca o lançamento da primeira confraria de cachaças de Salvador, um espaço para unir apaixonados pela bebida, fomentar debates e descobrir novos rótulos. Música convidativa, ambiente acolhedor e o prestígio de brindes cuidadosamente elaborados compõem o cenário ideal para brindar à tradição e à inovação da cachaça brasileira — tudo emoldurado pela atmosfera singular da capital baiana.

Raimundo Freire, idealizador do projeto e colunista do Muito Gourmet, é um entusiasta que vem impulsionando a cultura da cachaça na Bahia. Seus esforços incluem promover produtores artesanais e incentivar a coquetelaria criativa, conectando Salvador à riqueza da bebida nacional. Sua visão é clara: cachaça como experiência cultural, sofisticada e contemporânea.


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Adeus à flute: quando a taça deixa de servir ao vinho

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Todo mundo já brindou com uma flute. Alta, fina, elegante… Um símbolo máximo de celebrações.

Mas se ela é bonita para a foto, será que realmente valoriza o vinho? Essa é a provocação da sommelière Carol Souzah na nova coluna para o Muito Gourmet.

Do Champagne maduro ao Pet Nat vibrante, Carol mostra por que a flute não dá conta da complexidade dos espumantes e revela como sommeliers e consultores vêm substituindo tradição por taças que libertam aromas, texturas e experiências.

Um convite a repensar a taça que escolhemos na hora de brindar.


O declínio da taça flute: por que ela não faz mais sentido no mundo do vinho

Sempre chega a hora de encarar a verdade: a taça flute é mais estética que funcional. Resistiu como símbolo de celebração, alta, fina, elegante, sempre presente nos brindes de réveillon. Mas ícones também envelhecem.

O que a flute entrega é puro espetáculo visual: bolhas alinhadas, subindo em fila, um encanto para os olhos. Mas e o que realmente importa? Os aromas, as camadas, a complexidade que um bom espumante guarda. E é nesse ponto que a flute falha. Seu formato estreito sufoca o vinho, impede a oxigenação mínima e bloqueia a expansão aromática. Beber um Champagne maduro nela é como tentar ouvir uma orquestra inteira através de um canudinho.

Sommeliers do mundo todo já decretaram: a flute é um equívoco técnico. A evolução da enologia nos mostra que grandes espumantes não são só borbulhas festivas, são vinhos complexos, que exigem respeito. Um Champagne Blanc de Blancs com anos sobre as borras, um Cava de longa guarda… nenhum deles cabe dentro de uma pequena flute. E se ampliarmos ainda mais o olhar para os vinhos naturais, pensemos nos Pet Nats: vivos, pulsantes, cheios de personalidade. Servi-los em flute é limitar sua espontaneidade, é como querer enquadrar um rio em uma garrafa.

A tendência atual é clara: substituir a flute por taças maiores, tipo tulipa ou até mesmo Bordeaux, que permitem a abertura dos aromas e a experiência completa. Porque vinho não é objeto decorativo, não é acessório de foto em festa. Reduzir isso a um filete de vidro com bolhas é abrir mão da essência do vinho.

Tenho vivido essa conversa intensamente aqui em Salvador, seja em degustações ou aulas, na criação de cartas de vinho e nas consultorias que venho fazendo em restaurantes. O tema da flute sempre surge: será que o cliente aceita outra taça? É preciso ter flute? A resposta é sempre um desafio. Porque, por mais que nós, profissionais, saibamos que a flute está em desuso, a maioria dos consumidores ainda vê nessa taça um ícone de elegância, o símbolo máximo do momento de brindar.

Lembro que na época do meu bar de vinhos, esse era um desafio diário. Explicar ao cliente que o espumante ficaria melhor em uma taça de vinho branco ou até mesmo em uma taça Bordeaux era uma tarefa de paciência, mas que valia a pena. Preferia entregar a ele uma experiência mais ampla de aromas, de textura, de presença em boca, do que manter a tradição de um objeto que não fazia jus ao vinho. E acredite: bastava provar para que o cliente entendesse na prática.

Esse é o ponto: não se trata de desdenhar do público, mas de educar o olhar e o paladar. A flute tem sua história, seu lugar na memória afetiva das celebrações, e não podemos ignorar isso. Mas como sommeliers e consultores, nosso papel é justamente informar que o vinho pode ser muito mais quando servido em uma taça adequada.

Se queremos falar sério sobre vinho, precisamos dizer sem medo: a flute já não é suficiente. O futuro dos espumantes, dos clássicos envelhecidos aos Pet Nats descomplicados e vibrantes, está nas taças que libertam e ampliam a experiência. Persistir nela é insistir em reduzir o vinho a um acessório de brinde.

Essa é a encruzilhada: equilibrar a tradição cultural com a evolução da degustação. Mas é nesse embate que o vinho ganha força, e nós também.

flute orquestra
“Beber um Champagne maduro nela é como tentar ouvir uma orquestra inteira através de um canudinho”

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


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Festival do Porco Inteiro promete experiência gastronômica imersiva com open chopp em Salvador

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O Porco Steakhouse realiza 6ª edição do evento com carne suína do focinho ao rabo e chope à vontade

No próximo sábado, dia 06 de setembro, Salvador vai receber um dos eventos gastronômicos mais suculentos do ano: o Festival do Porco Inteiro, realizado pelo restaurante O Porco Steakhouse.

Em sua 6ª edição, o festival convida os amantes da boa mesa para uma verdadeira imersão carnívora, com carne suína servida em sua totalidade — do focinho ao rabo — e chopp liberado durante todo o evento.

Das 12h às 16h, os participantes poderão se deliciar com um open food que exalta a versatilidade e a riqueza dos cortes suínos. Nada de esconder os detalhes: aqui, a proposta é celebrar cada parte do animal com respeito à técnica e à tradição, em preparos que valorizam sabor, textura e criatividade.

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Festival do Porco Inteiro – Foto: Divulgação

Festival do Porco Inteiro: Uma ode à carne suína

O Porco Steakhouse, casa especializada em carnes suínas, vem conquistando o público soteropolitano ao derrubar mitos e preconceitos em torno desse tipo de proteína. Comandado pelo chef Sandro Borges, um apaixonado pela arte do fogo, o restaurante se propõe a ensinar na prática as diferenças entre os cortes do porco.

Durante o Festival do Porco Inteiro, essa filosofia ganha forma em um banquete sem cerimônia, onde a carne é estrela e o chopp, coadjuvante generoso. A combinação promete conquistar tanto carnívoros convictos quanto curiosos em busca de novas experiências.

Gastronomia, cultura e celebração

Mais do que uma refeição, o Festival do Porco Inteiro é um convite ao convívio, à troca de sabores e histórias. O ambiente descontraído do steakhouse, somado ao clima festivo do evento, cria o cenário ideal para um sábado memorável em Salvador.

Com ingressos a R$180 por pessoa (crianças até 10 anos pagam meia), o festival oferece uma experiência gastronômica de alto nível, acessível e repleta de autenticidade. Uma excelente pedida para quem deseja explorar a gastronomia local com profundidade e com muito sabor.
Informações e reservas através do WhatsApp.


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Três grandes chefs do Brasil cozinham em Salvador em jantar especial no Origem

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Jefferson Rueda, Ian Baiocchi e Kaywa Hilton se unem a Fabrício Lemos e Lisiane Arouca para celebrar São Cosme e Damião com menu exclusivo no Origem Convida

Na noite de 25 de setembro, Salvador será palco de um encontro gastronômico de tirar o fôlego. Em mais uma edição do projeto Origem Convida, o casal de chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca recebe três grandes nomes da culinária brasileira para um jantar colaborativo que homenageia os santos gêmeos Cosme e Damião, celebrados com alegria na Bahia.

Quem chega à cozinha do Origem são Jefferson Rueda, chef do premiado A Casa do Porco (SP), Ian Baiocchi, do sofisticado Grupo Íz (GO), e o baiano Kaywa Hilton, do criativo Boia Restaurante. Juntos, eles elaboram um menu degustação de oito etapas que promete passear pelas tradições brasileiras com sofisticação, técnica e afeto.

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Fabrício Lemos e Lisiane Arouca – Foto: Leonardo Freire

Sabores do Brasil em harmonia

A cada edição, o Origem Convida reafirma seu propósito de reunir cozinheiros com trajetórias singulares em uma celebração da diversidade gastronômica. Desta vez, o evento abraça a simbologia dos santos protetores das crianças e da fartura, com uma proposta sensorial rica em memórias e brasilidades.

Jefferson Rueda traz de São Paulo sua cozinha caipira de excelência, onde o porco é tratado com reverência e criatividade. Seu restaurante figura entre os melhores do mundo, segundo o The World’s 50 Best, Latin America’s 50 Best e o exigente ranking francês La Liste.

Ian Baiocchi, de Goiânia, imprime sofisticação à cozinha do cerrado brasileiro. À frente de seis casas, é um dos maiores nomes da gastronomia do Centro-Oeste, reconhecido por sua habilidade em criar ecossistemas de hospitalidade e conexão com a comunidade.

De volta à casa, o soteropolitano Kaywa Hilton celebra os pescados e ingredientes baianos com a elegância da técnica francesa. Formado em restaurantes estrelados, Kaywa hoje imprime uma identidade própria no Boia e no Maré, exaltando os sabores do litoral baiano.

Mais que um jantar: uma imersão cultural

Além do banquete, os chefs convidados participam de uma imersão na cultura e gastronomia local. Fabrício e Lisiane promovem visitas guiadas e encontros com produtores parceiros, em experiências que extrapolam o salão do restaurante.

O destaque vai para a apresentação do trabalho do Instituto Ori, coletivo idealizado pelo casal anfitrião, que acredita na transformação social por meio do alimento.

Como manda a tradição do projeto, Lisiane Arouca assume a criação das sobremesas do jantar — sempre aclamadas por sua delicadeza e inventividade. O menu inclui snacks, entradas, pratos principais e sobremesas, com opção de harmonização com vinhos.

Serviço

Origem Convida: Jefferson Rueda, Ian Baiocchi e Kaywa Hilton
Data: 25 de setembro, às 19h
Local: Restaurante Origem — Alameda das Algarobas 74, Caminho das Árvores
Valor do menu: R$ 420 | Harmonizado: R$ 800
Reservas: (71) 99202-4587


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3 anos de alquimia e prestígio: Purgatório Bar promove noite memorável em Salvador

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Referência da coquetelaria em Salvador, bar baiano reúne elite de bartenders do Brasil e do mundo em evento exclusivo

3 anos de trajetória consolidam o Purgatório Bar como referência da coquetelaria em Salvador. Para celebrar esse marco, no dia 2 de setembro, às 20h, o premiado speakeasy promove uma noite histórica que reforça o protagonismo da cidade no cenário internacional dos bares.

O bar foi recentemente eleito um dos 15 melhores do Brasil pela Revista Exame, figura pela segunda vez no ranking mundial The 500 Bars (476ª posição) e é finalista do prêmio Melhor da Taça 2025, da Prazeres da Mesa, como Melhor Bar do Nordeste. Resultados que consolidam o Purgatório como um dos grandes protagonistas da coquetelaria brasileira contemporânea.

Uma constelação de bartenders para brindar os 3 anos

Para marcar essa nova fase, o bar recebe um time estrelado de Guest Bartenders, reunindo nomes consagrados que atuam nas casas mais respeitadas do Brasil e do exterior. Participam da noite:

  • Tom Oliveira – Oliveira Cocktail Bar (SC)
  • Lucas Santos – Voar (Recife), campeão mundial do Amazon Gin Competition 2023
  • Rodrigo Loureiro – Nosso (RJ), parte do 50 Best Discovery
  • Alex Sepulchro – SubAstor (SP), 85º no Top 500 Bars
  • Michelly Rossi – Arcos (SP), também entre os Top 500
  • Márcio Silva – Exímia (SP), referência na cena nacional
  • Gus Vocke – Embaixador da Brown-Forman na Argentina
  • Junior Oliveira – Embaixador do Woodford Reserve
  • Gabriel Queiroz, Thiago Rasta, Vitória Kurihara e Maria Bento, completando o line-up com autoridade e técnica.

Drinks como narrativa: a coquetelaria como linguagem

“Queremos que cada coquetel criado para esta noite seja mais do que um drink: seja uma experiência que conte a nossa história e projete o que ainda está por vir”, afirma Jonatan Albuquerque, diretor criativo do Purgatório. A proposta é transformar a celebração em um momento de reflexão, criação e projeção, reunindo talentos que contribuíram para elevar Salvador ao status de destino relevante no mapa global da coquetelaria.

purgatorio bar comemora 3 anos em salvador
Jonathan Albuquerque – Foto: Gabriel Brawne

Ao longo da noite, os convidados poderão degustar coquetéis inéditos, elaborados com técnica apurada e criatividade livrel, marcas registradas do bar nesses 3 anos. Cada drink será uma interpretação artística das origens, da evolução e do futuro do Purgatório.

Como participar

O ingresso para a experiência custa R$ 150, com valor totalmente revertido em consumação. As reservas estão disponíveis através do site.

Mais que uma comemoração, o evento representa a consolidação de um projeto que transformou a forma de beber, e viver, a coquetelaria em Salvador.


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Realeza Tropical: Carlota Joaquina e os sabores tropicais do Brasil

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O que Carlota Joaquina tem a ver com maracujá, caju e jabuticaba? Tudo. Pelo menos na coquetelaria brasileira.

A coquetelaria brasileira vive um momento de esplendor, e, como em um conto histórico saboroso, quem nos guia dessa vez é uma personagem improvável: a rainha espanhola Carlota Joaquina. Com seu temperamento ácido e fama de desprezar o Brasil, ela se transforma, sob a pena afiada de Raimundo Freire, em símbolo do que antes se rejeitava e hoje se celebra.

Nesta coluna especial, o sommelier e cronista gourmet propõe uma reflexão deliciosa sobre a riqueza das frutas tropicais e da cachaça como protagonistas da coquetelaria nacional. Um brinde à brasilidade, à inovação e à redescoberta do que é nosso. Prepare-se para um passeio literário pelos sabores que só o Brasil sabe oferecer.


A Realeza Tropical na Coquetelaria Brasileira: Um Brinde à Nossa Identidade

Quem diria que a história de uma Rainha espanhola, com seus gostos peculiares e sua aversão declarada ao Brasil, poderia nos inspirar a olhar com novos olhos para a riqueza da nossa própria terra?

Pois bem, D. Carlota Joaquina de Bourbon, figura controversa e fascinante, que supostamente apreciava misturas de cachaça com frutas, nos serve hoje como um ponto de partida inusitado para desvendar o universo vibrante da coquetelaria brasileira.

Imagine Carlota Joaquina, com sua personalidade forte e seu olhar perspicaz, desembarcando no Brasil de hoje. O que ela encontraria? Um país pulsante, com uma diversidade de sabores e aromas que fariam qualquer paladar real se render. E, sem dúvida, ela se depararia com a cachaça, nossa aguardente nacional, que, longe de ser uma bebida rústica, se transformou em um destilado sofisticado, capaz de protagonizar drinks complexos e memoráveis.

Mas o verdadeiro tesouro que Carlota Joaquina descobriria, e que nós, brasileiros, muitas vezes subestimamos, são as nossas frutas tropicais. Maracujá, caju, acerola, graviola, jabuticaba, manga, cacau, cupuaçu, pitanga, umbu… A lista é vasta e cada uma dessas joias da natureza carrega em si um universo de possibilidades para a coquetelaria. São sabores que explodem na boca, aromas que inebriam e cores que encantam, transformando um simples drink em uma experiência sensorial completa.

É hora de desmistificar a ideia de que a coquetelaria de qualidade se restringe a ingredientes importados ou a receitas clássicas. A verdadeira inovação e a identidade de um bom drink residem na capacidade de explorar o que temos de melhor. E o Brasil, meus caros, é um celeiro inesgotável de inspiração.

Nossos bartenders, verdadeiros alquimistas modernos, têm em mãos um arsenal de frutas frescas, ervas aromáticas e especiarias que permitem criar combinações únicas, que contam a história do nosso país em cada gole. A acidez vibrante do maracujá, a doçura exótica da manga, o toque adstringente do caju, o mistério do cacau… Cada fruta, com sua personalidade, pode ser a estrela de um drink que reflete a alma brasileira.

E não se trata apenas de sabor. A coquetelaria com frutas tropicais é um convite à celebração da nossa cultura, da nossa biodiversidade e da nossa criatividade. É um brinde à brasilidade, à alegria e à capacidade de transformar o simples em extraordinário. É a oportunidade de mostrar ao mundo que, sim, temos drinks à altura dos melhores do planeta, com um toque de originalidade que só o Brasil pode oferecer.

Então, da próxima vez que você for pedir um drink, ouse. Pergunte ao bartender sobre as opções com frutas da estação, experimente combinações inusitadas e deixe-se levar pelos sabores da nossa terra. Quem sabe você não descobre o seu próprio Desdém da Coroa ou A Intriga Real, e se apaixona pela coquetelaria brasileira, assim como Carlota Joaquina, mesmo a contragosto, se renderia aos encantos tropicais.

Um brinde à nossa realeza tropical, que está ao alcance de todos nós!
Um brinde à cachaça! A melhor bebida destilada do mundo.


Raimundo Freire, sommelier de Cachaça

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Ayrà Gastrôbar revive clássicos do Jiló nos almoços de domingo

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Sabores de Itacaré ganham nova vida no Rio Vermelho com o resgate afetivo do Jiló, restaurante que marcou época

Domingos agora têm sabor de memória no Rio Vermelho. O Ayrà Gastrôbar, comandado pelo chef Ícaro Rosa e sua esposa, a cantora e empresária Elen Luz, passou a oferecer um menu especial que homenageia a trajetória do casal à frente do lendário Jiló, restaurante que por uma década encantou moradores e visitantes de Itacaré, no sul da Bahia.

A proposta dominical do Ayrà Gastrôbar resgata receitas icônicas que ajudaram a construir o prestígio de Ícaro Rosa como um dos nomes mais sensíveis da gastronomia baiana contemporânea. “Trazer esses pratos para o Rio Vermelho é como abrir um álbum de memórias à mesa”, reflete o chef. “Queremos que os domingos no Ayrà tenham esse clima de encontro, afeto e boa gastronomia que sempre marcou nossa trajetória.”

Entradas com afeto

Entre as sugestões que abrem o menu, dois clássicos carregados de sabor e afeto: o Franguinho Frito com molho Sweet Chilli de Pimenta Doce – crocante e levemente picante – e o Rosbife da Mãe do Chef, servido com maionese de mostarda, demi glace, picles e pão artesanal. Uma introdução que já anuncia a alma caseira e sofisticada do cardápio.

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Franguinho Frito com molho Sweet Chilli de Pimenta Doce – Foto: Leonardo Freire

Pratos principais que marcaram época

Os principais mantêm o nível da memória afetiva elevada. “O Bobó”, como é carinhosamente chamado, traz camarões envoltos em creme de aipim com farofinha de dendê, arroz branco e um vinagrete surpreendente de abacaxi. Já o Arroz de Camarão é servido cremoso, com aioli e vinagrete, enquanto o Filé Mignon grelhado vem acompanhado de um impecável Arroz à Piamontese, demi glace e fritas sequinhas.

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Filé Mignon grelhado com Arroz à Piamontese – Foto: Leonardo Freire

Doces lembranças

Para adoçar o encerramento, duas sobremesas que fizeram história no Jiló e seguem encantando no Ayrà. A Choux Cream, massa leve recheada, acompanhada de sorvete de baunilha e calda quente de Nutella, que é pura delicadeza.

Já o Sundae da casa aposta na combinação entre calda caseira de morango, creme de chocolate branco e crocante de pé de moleque. Um final feliz à altura da proposta.

Ayrà Gastrôbar: Serviço e clima

Com clima aconchegante e vista privilegiada da Rua da Paciência, o Ayrà Gastrôbar funciona aos domingos para almoço, das 12h às 15h30, e de quarta a sábado para o jantar, das 19h às 23h. Uma oportunidade imperdível para quem deseja mergulhar nos sabores de um restaurante que já é patrimônio afetivo da Bahia gastronômica.


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Manhãs Vibrantes: Gastronomia, Movimento e Bem‑Estar em Salvador neste Fim de Semana

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Manhãs vibrantes? Temos! Salvador ganha vida nas manhãs de fim de semana com dois eventos que exalam vitalidade, cultura e sabor. Verdadeiros convites para a celebração do corpo, da mente e do paladar.

Entre o Carmo e a Cidade Baixa, o sábado (30/08) e o domingo (31/08) prometem ser repletos de experiências poéticas que aproximam as pessoas da cidade, da boa gastronomia e de momentos de leveza.

Sábado, 30 de agosto: “La Vita Allê” no Allê Varanda Bar

Emoldurado pela arquitetura histórica do Santo Antônio Além do Carmo, o Allê Varanda Bar abre a manhã de sábado com o evento La Vita Allê, uma celebração da vida que mistura alongamento, mobilidade, treinos funcionais e bate‑papos sobre bem‑estar, conduzidos por equipe especializada.

Às 8h, a varanda se transforma em um verdadeiro santuário urbano, reunindo ritmo, conhecimento e delicadeza. A trilha sonora fica por conta do Samba do Moreno, projeto que traz o ex-The Voice Danilo Moreno para envolver os participantes com alegria e brasilidade.

Para guardar na lembrança (e no feed!), cada participante recebe um kit estiloso com ecobag, camisa, boné, tapete de exercício, caneca e brindes de parceiros. Tudo isso por R$ 120. Um ritual celebratório que transforma o nascer do dia em poesia.

Allê Varanda Bar
Manhãs Vibrantes: Gastronomia, Movimento e Bem‑Estar em Salvador neste Fim de Semana

Domingo, 31 de agosto: “Treino Corre & Brunch” no Sagratto Café Bar

No domingo, a proposta é leve, gratuita e muito convidativa.

A concentração acontece às 6h30 em frente ao restaurante Casa da Chef, na Ribeira, e dali parte uma caminhada, trote ou corrida de até 5 km pela orla, com ritmo livre.

A chegada triunfal é no acolhedor Sagratto Café Bar, na Colina Sagrada. Lá, espera um brunch coletivo pensado para regenerar corpo e alma por R$ 59 a pessoa. “Nosso menu regenerativo foi criado para que cada pessoa não saia apenas satisfeita, mas energizada para o dia”, afirma o chef Victor Bebé. Um convite perfeito para desacelerar com sabor, convivência e vista sublime.

Sagratto Colina Sagrada
Manhãs Vibrantes: Gastronomia, Movimento e Bem‑Estar em Salvador neste Fim de Semana

Manhãs vibrantes: Narrativa sensorial e tendência

Nos dois eventos, a manhã é elevada a experiência sensorial. No sábado, respiração, movimento e música se unem à vista do Carmo, criando um ritual de leveza. No domingo, o mar e o percurso urbano ganham tempero autoral no brunch do Sagratto, onde o sabor baiano autoral dá o tom. É a nova onda dos coffee‑parties diurnos que combinam saúde, socialização e gastronomia num mesmo compasso urbano. Por mais manhãs vibrantes e experiências solares em Salvador!


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Por trás da carta de vinho: o papel do sommelier na identidade do restaurante

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Por trás da carta de vinho: quando o vinho conta a história do restaurante

Muitos acreditam que uma carta de vinhos é apenas uma lista de rótulos. Mas, nas mãos de uma sommelière, ela pode ser algo muito maior: uma narrativa sensorial que conecta a cozinha, o cliente e a alma de um restaurante.

Na nova coluna para o Muito Gourmet, Carol Souzah revela os bastidores desse trabalho criativo e meticuloso. Entre números, pesquisa de mercado, escuta atenta e respeito à identidade de cada casa, nasce uma carta que não é só ferramenta de venda, mas também convite — a descobrir, experimentar e viver cada taça como parte da experiência.


Por trás da carta: como nasce uma experiência em cada taça

Muita gente acredita que criar uma carta de vinhos é apenas selecionar bons rótulos. Na prática, o processo é muito mais profundo. Cada carta que assino nasce de uma escuta atenta e de uma imersão no universo do restaurante: entender seus números, sentir a alma da gastronomia, conhecer a ideia do chef e o que ele deseja transmitir, além de uma pesquisa de mercado. Só assim é possível transformar o vinho em elo vivo da experiência à mesa.

Também é preciso lembrar que uma carta não se faz com base apenas no gosto pessoal do sommelier. Não basta escolher os vinhos que eu gosto, mas sim aqueles que vão vender, que dialogam com a cozinha e com o público, e que, ao mesmo tempo, tragam rótulos icônicos que elevem a experiência.

Hoje existem vários estilos de cartas: algumas minimalistas, outras criativas, algumas organizadas de forma clássica por países e regiões, outras com títulos modernos que quebram a rigidez do tradicional. O caminho que escolho costuma ter um ponto em comum: aproximar o cliente do vinho, dissolver receios e tornar o momento da escolha prazeroso.

Na última carta que desenvolvi, a do restaurante Pasta em Casa, do chef Celso Vieira, a proposta foi clara: uma carta informativa e acolhedora. Em vez de descrições complicadas, trouxe características sensoriais em linguagem simples e instigante, capaz de despertar desejo. Cada vinho vem acompanhado de dicas de harmonização com os pratos da casa, criando pontes diretas entre o que está no prato e o que está na taça. O resultado? Ganha o cliente, que se sente confiante e curioso, e ganha o restaurante, que vê seu serviço de vinhos crescer em fluidez e encantamento.

E o que não pode faltar em uma carta de vinhos? Nas minhas, sempre há espaço para brancos com acidez vibrante, como um Petit Chablis, que é frescor e elegância pura. Também para vinhos com alma e sem maquiagem, como os da produtora Filipa Pato, que traduz a essência da Bairrada em cada gole, uma verdadeira viagem a essa região sem sair da taça. É isso que o vinho deve provocar: descobertas, memórias e a sensação de estar em outros mundos através de cada rótulo.

E claro, não abro mão de tintos gastronômicos, pensados para se conectar à culinária de cada restaurante, criando harmonias que dão sentido à experiência.

Uma carta bem construída não é só uma ferramenta de vendas, mas também de identidade. Ela traduz o estilo da cozinha, facilita a autonomia do cliente e ajuda a equipe de salão a memorizar e oferecer cada rótulo com segurança. Para mim, consultoria de vinhos é isso: mergulhar na essência de cada restaurante, pensar na experiência do cliente, gerar valor e encantamento em cada garrafa.

No fim, uma carta de vinhos não é uma lista, é um convite: a brindar, descobrir e viver momentos especiais.

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


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Festival Tempero Bahia 2025: 57 Restaurantes Celebram Biomas da Bahia

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Finalmente vamos conhecer os restaurantes participantes do Festival Tempero Bahia 2025. De 28 de agosto a 7 de setembro, Salvador e outras cinco regiões da Bahia se iluminam com aromas, cores e territórios em um só prato. A 8ª edição do festival tem como mote “Celebrando os Biomas da Bahia” — uma viagem que atravessa a Caatinga, o Umbu, o Licuri e outros ecossistemas diversos, traduzidos em criações inéditas de chefs e cozinheiros.

A efervescente capital se une a Feira de Santana, Vale do Capão (Chapada Diamantina), Itaparica, Vera Cruz e Morro de São Paulo, conectando a gastronomia ao turismo e à cultura local.

Além do já tradicional circuito de 57 restaurantes participantes, o Passeio Público ganha vida nos dias 30 e 31 de agosto com Cozinha Show gratuita e apresentações culturais — uma festa de sabores em sintonia com música, memória e afeto.

Circuito Gastronômico Festival Tempero Bahia 2025: os 57 restaurantes

Salvador

  • 138 The Bar
  • 33 Contemporâneo
  • Almacen Pepe Horto
  • Almacen Pepe Shopping Barra
  • Amado
  • Ayrà Gastrobar
  • Boteco do Piri
  • Boteco Português
  • Bottino
  • Canto do Canto Hotel
  • Casa de Tereza
  • Cuco Bistrô
  • Di Janela Restô Bar
  • Donana Rio Vermelho
  • Encantos da Maré
  • Gero do Grupo Fasano
  • Isola Cucina Italiana
  • La Taperia
  • Manga
  • Mistura Contorno
  • Mistura Farol de Itapuã
  • O Porco
  • Orí
  • Passeio da Vitória do Hotel da Bahia by Wish
  • Sagratto Café
  • Salvador Dalí
  • Silva Cozinha
  • Solar Gastronomia
  • Zanzibar

Feira de Santana

  • Bistrô Grissini
  • Casa de Moá
  • Maria Chamusca
  • Mr. Grill BBQ Buffet
  • Oxente Menina Pizza na Pedra
  • Pendragon Cozinha Autoral
  • VALE DO CAPÃO / CHAPADA DIAMANTINA
  • Alma bistrô
  • Ana Sempreviva
  • Bistrô Orquídea negra
  • Charrúa
  • Gatto sete
  • Herbívoras
  • Pizza Lab

Itaparica

  • Águas Marinhas
  • Flor do Mangue
  • Manguezal
  • Sanduilha
  • Siri Bóia
  • Sol e Mar
  • Tamarineiro
  • Zé do Olodum

Vera Cruz

  • Caiambá
  • Espetinho Esperto
  • House Beach Bar
  • Maruca
  • Pé na Areia do Village Itaparica
  • Rei do Pirão

Morro de São Paulo

  • Boteco Português Morro de São Paulo

Cultura em Movimento: Cozinha Show e Palco no Passeio Público

Nos dias 30 e 31 de agosto, o coração de Salvador, o histórico Passeio Público, será palco de uma Cozinha Show gratuita que une tradição e inovação. Os visitantes terão contato direto com chefs e cozinheiros, livres para escolher ingredientes, aromas e ritmos.

A programação cultural é um convite ao samba, chorinho, MPB, pagode, axé e pop rock. Uma verdadeira convergência dos sons que embalam a alma baiana.

Biomas + Gastronomia: conexão única com essência local

O Festival Tempero Bahia 2025 traz à mesa uma proposta expressiva de eco-gastronomia: traduzir cada bioma em sabor e estética. Ingredientes típicos da Caatinga — umbú, licuri, umbuzeiro — ganham protagonismo em pratos que contam histórias, terroirs e pertencimentos.

Legado e expansão: o Festival cresce e inspira

Entre as identidades culturais mais expressivas do estado, o Tempero Bahia firmou-se como uma plataforma de valorização dos territórios, da cozinha raiz e do artesanato gastronômico. Em edições anteriores, como a de 2024, ele irradiou também Feira de Santana, Morro de São Paulo e Vale do Capão com a temática “Terroir da Chapada”.

Em 2025 o voo é maior e mais diversificado. O turismo ganha ingredientes, contos e histórias possíveis para se saborear. Viva o Tempero Bahia 2025!


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