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Street food: 5 fatos curiosos para refletir sobre comida de rua

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Street Food ou, em bom português, comida de rua, não é somente sinônimo de comidinhas simples para comer com pressa. A verdade é que street food evoluiu e cresceu tanto que hoje ela é muito mais do que isso. Ela é variada, admirada, versátil, afetiva e até multicultural.

Há muitas formas diferentes de comida de rua, já que a variedade dá o tom desse tipo de alimentação. É até dificil de acreditar, mas se pode comer quase tudo na rua de algumas das grandes metrópoles do nosso planeta.

Sob essa denominação de street food estão abrigadas ao mesmo tempo, comidinhas que são preparadas em casa e vendidas na rua e também aquelas que são preparadas ou finalizadas na rua e vendidas para os famintos clientes. É dessa última categoria que pretendemos falar.

5 curiosidades sobre Street Food

A street food preparada na rua, muitas vezes à vista dos clientes, perfumando o ar com aromas de tempero, como já adiantamos, não é banal ou trivial e muito menos óbvia.

Assim, listamos aqui 5 curiosidades sobre a comida de rua que magnetiza os seus consumidores.

1. Praticidade

A street food existe principalmente nas grandes metrópoles para atender aos nossos anseios de falta de tempo e por conta de uma vida cada vez mais corrida. Nesse sentido, a comidinha pronta e disponível representa flexibilidade e rapidez, atendendo a uma necessidade real de consumo prático e ágil.

Entretanto, rapidez e praticidade não significam monotonia, afinal, a comida de rua tem uma grande variedade de preparações, influências e diversidade. Essa pluralidade, inclusive, surge como resultado do próprio nível de exigência dos clientes, sempre ávidos por novidades e sedentos por variações novas tendências alimentares.

A rapidez no preparo e entrega ao cliente é uma das peças chave da comidinha de rua, que encontra, ainda, desafios com embalagens práticas, portáteis e sem complicação.

2. Quase sempre um negócio familiar

Para servir de forma rápida e com diversidade, quem está por trás dessas preparações tem um trabalho árduo. Podemos dizer que a comida de rua tem uma característica muito interessante em relação à essa sua dedicada força de trabalho: os negócios de rua são essencialmente uma empreitada familiar.

Em geral, os carrinhos de comida que ficam pela cidade são o resultado de um esforço de muita gente da mesma família, que se junta para ver um sonho dar certo.

Vender comida pronta pela rua, portanto, é resultado de um esforço conjunto de muita gente que se une, movida também pelo amor que as liga. Esse belo sentimento acaba transparecendo na própria comida e o resultado é que street food acaba sendo uma verdadeira linguagem de amor familiar.

3. Custo x Benefício

Outro aspecto que costuma andar ao lado da comida de rua é o seu bom custo-benefício. É quase um consenso que street food não pode ter valores exorbitantes, mas sim apresentar um custo condizente com a simplicidade das instalações e a falta de luxo envolvida no serviço.

No mesmo sentido, no mais das vezes os alimentos não possuem uma apresentação particularmente cuidadosa no que se refere a embalagens já que louças não estão presentes, por exemplo. Isso acaba também por diminuir a percepção dos clientes de que se trata de algo muito valioso.

Resumidamente, comida de rua é sinônimo de um bom negócio no que se refere a alimentação.

4. Inserção feminina no mercado de trabalho

Funcionando como pequenos negócios, a maioria dos estabelecimentos de street food é também uma importante ferramenta de inserção das mulheres no mercado de trabalho.

Quando se toma, por exemplo, a cidade de Salvador, onde a comida de rua faz parte da paisagem urbana, tem-se que, já há centenas de anos, o comércio de alimentos é feito pela força de trabalho feminina. Em seu passado escravista, a cidade viu florescer o papel das ganhadeiras, mulheres negras que sustentavam as suas famílias com a sua atividade econômica. De lá para cá muito tempo se passou.

Ainda assim, a comida de rua continua a significar resistência, dignidade, liberdade e independência femininas até os dias atuais.

5. Mais diversidade cultural

Com todas essas características, a street food já tem motivos suficientes para ganhar o coração de qualquer um.

Entretanto, não é só isso, a street food é hoje tão disseminada em todo o mundo que pode ser tomada como um verdadeiro ponto de referência cultural de uma cidade, um aspecto definidor de quão cosmopolita e diversa é aquela metrópole.

Tomando-se como exemplo a multicultural cidade americana de Los Angeles, esse traço definidor da culinária de rua é incrivelmente revelador das diversas culturas que convivem e habitam a cidade. A cidade, aliás, tem a street food como ícone de sua diversidade cultural e abriga carrinhos e trailers com comidas de origens tão distintas como México, Guatemala, El Salvador e Filipinas, só para dar alguns exemplos. Dessa mistura resultam influências das mais diversas e praticamente o melhor da culinária de países de todo o mundo pode ser encontrada pelas ruas californianas.

Quando o exemplo é uma cidade italiana, por exemplo, Roma, a história muda um pouco. Embora a metrópole contenha muita disponibilidade de comida de rua, a diversidade de países representados não chega a ser incrivelmente numerosa. Há muita, mas muita comida em Roma, sempre deliciosa, como se pode esperar aliás da Itália, entretanto, a forte cultura culinária italiana com sua elegância discreta fundada na simplicidade de ingredientes de primeira qualidade, deixa pouco espaço para outras apresentações.

É por isso que se pode dizer que street food é muito mais do que se pode imaginar. Ela pode ser, inclusive, tomada como referência de comparação de quanto uma cidade é aberta, receptiva e tolerante à comida de imigrantes e à sua gastronomia. Dessa forma, somos da opinião de quanto mais numerosa a diversidade de cultura alimentar dos diferentes povos e países do mundo estiver presente em uma cidade, tanto maior a quantidade de imigrantes ali presentes e maior a própria aceitação pelas pessoas do local daquelas diferentes culturas.

Ou seja, experimente!

Diante de tudo isso, convidamos você a, em sua próxima viagem a uma grande metrópole, testar a “temperatura da diversidade gastronômica” do local. Para isso, você vai precisar somente comer comida de rua, o que certamente vai ser um prazer, uma vez que, conforme vimos, você irá experimentar uma culinária rápida, ágil, variada, feita com amor e fortalecerá as mulheres trabalhadoras, ao mesmo tempo em que descobre as diversas influências culturais do local. A nós, parece um convite irrecusável.

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Boteco Português oferece adaptações vegetarianas das receitas lusitanas

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Sócios do restaurante fizeram uma viagem gastronômica a Portugal em busca de novas opções de pratos que agradassem ao público vegano e vegetariano.

A adaptação do vegetarianismo na sociedade vem aumentando em favor das causas animais e das questões ambientais. No Boteco Português, a culinária vegetariana ganhou espaço através da grande demanda que surgiu desde a inauguração do restaurante, em 2020, e segue sendo um dos princípios do empreendimento: trazer pratos vegetarianos inspirados nas delícias da culinária portuguesa, que sejam do agrado dessa parcela do público.

A primeira receita vegetariana a fazer parte do cardápio do Boteco foi “Peixinhos da Horta”, prato típico português apetitoso e irresistível, atribuído à região de Lisboa e Vale do Tejo , que mais parecem iscas de peixes. Este petisco é preparado com feijão-verde em tempura, envolto em polme e é, posteriormente, frito em óleo, colocado numa temperatura elevada, acompanhado de tomate e pepino confitado, pão caseiro e molho tártaro artesanal. É uma culinária tão fantástica que é capaz de transformar um ingrediente tipicamente feito para saladas, na “estrela” de um petisco adorado dentro e fora de Portugal. Mas, para trazer pluralidade e diversidades de receitas vegetarianas no estabelecimento, logo novos pratos surgiram para compor as opções.

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Peixinho da Horta – Foto: Matheus Andrade

“Na nossa última viagem gastronômica para Portugal este foi um dos principais objetivos: buscar novas opções veganas e vegetarianas para nosso cardápio” diz Everty Rocha, um dos sócios do empreendimento.

Das passagens por restaurantes tradicionais, em Portugal, surgiram novas ideias que foram implantadas no menu do Boteco. São adaptações dos pratos típicos portugueses para versões vegetarianas. Hoje, entre as opções de receitas sem carne animal, o Boteco Português oferta a “Francesinha vegetariana” (Sanduíche feito com mix de cogumelos, mussarela de búfala, acompanhado do molho francesinha tradicional do Porto), inspirada na “Francesinha Portuguesa”, que contém carne em sua composição original.

Já a versão da receita “Pica Pau” (Febras de porco em vinhas d’alho, cortadas em aperitivo com mostarda em grão acompanha azeitonas marinadas, batatinhas a murro, pão caseiro e molhos artesanais) foi transformada no “Picado de Cogumelos”, trazendo a opção vegetariana e vegana do típico prato português com um mix de cogumelos salteados no azeite de oliva extra virgem, salsa e vinho branco, servido com broa de milho e pão artesanal.

boteco portugues picado de cogumelos Matheus Andrade
Picado de Cogumelos – Foto: Matheus Andrade

A “Açorda de Legumes” é a versão vegetariana da “Açorda de Camarão” (Camarões salteados envolvido com uma base de pão caseiro e uma gema de ovos por cima), adicionando os legumes no lugar dos camarões, sendo uma das receitas mais fiéis em relação ao prato de inspiração.

O Boteco Português também traz em seu cardápio o “Arroz de Cogumelo”, uma adaptação do famoso “Arroz de Pato”. A receita traz a substituição da proteína animal pelos cogumelos – iguaria bastante utilizada nas receitas vegetarianas em Portugal –, refogado com arroz, vinho branco e regado ao azeite de oliva. Além de ser uma opção vegetariana, é também vegana por não utilizar nenhum alimento de origem animal.

boteco portugues arroz de cogumelos Matheus Andrade
Arroz de Cogumelos – Foto: Matheus Andrade

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Serviço

Boteco Português
Endereço: R. Borges dos Reis, 16 – Rio Vermelho / Salvador – BA,
Funcionamento: Terça à Quinta: 12h às 23h / Sexta e Sábado: 12h às 01h / Domingo: 12h às 21h
Contato: (71) 3565-0599

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Corona Cero Sunbrew: chega ao Brasil a cerveja sem álcool e com vitamina D. Você tomaria?

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Sucesso em mercados como Canadá, Reino Unido, Europa e Ásia, lançamento reforça a conexão de Corona com o sol e o verão, além de oferecer novos momentos de consumo.

Já está no Brasil a Corona Cero Sunbrew, a primeira cerveja do mundo que, além de ser 0,0% álcool, ainda é rica em vitamina D.

A nova cerveja se propõe a ser apreciada ao mesmo tempo em que deseja despertar a sensação de que ajuda a manter um corpo saudável, pois dispensa o álcool e proporciona uma dose extra de vitamina.

O lançamento de Corona une a alta qualidade cervejeira e inovação para trazer ao mercado uma funcionalidade até então inédita para o consumidor, indo além do que se espera de uma cerveja. Afinal de contas, cerveja também pode ser sinônimo de preocupação com o bem estar físico.

Com apenas 48 calorias em uma long neck de 330ml, Corona Cero Sunbrew é uma cerveja refrescante e de sabor leve que mantém a clássica qualidade e os tradicionais ingredientes de Corona.

A novidade chega como uma opção democrática aos paladares brasileiros e que, por não conter álcool, pode fazer parte de outros momentos da vida do consumidor. Dá pra consumir e aproveitar os bons momentos.

Leia também: Settimana della Cucina Regionale Italiana: Bahia participa pela primeira vez de evento mundial da gastronomia italiana.

A Corona Cero Sunbrew é enriquecida com vitamina D – que também é produzida pelo corpo humano a partir da exposição ao sol. Nascida na praia, Corona convida o público a apreciar a vida do lado de fora e em contato com a natureza. Por meio desse lançamento, Corona reforça sua conexão com o estado de espírito do verão.

O lançamento chega primeiro à cidade do Rio de Janeiro, onde já está disponível em pontos de venda como bares, restaurantes e supermercados, além do aplicativo de entrega de bebidas Zé Delivery. Pelo site do Empório da Cerveja, também é possível adquirir o produto online com entrega em outras regiões do Brasil.

A cerveja já é um sucesso no Canadá, Reino Unido, Europa e Ásia. Será que vai agradar também o paladar do brasileiro? E você? Tomaria? – Desce uma vitamina D aí, chefia!

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Corona Cero Sunbrew – Foto: Divulgação

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Salvador Restaurant Week 2022 encerra com premiação: conheça os indicados

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Na quinta feira (10), o público vai conhecer os 10 eleitos como os melhores em cada categoria na vigésima edição do festival.

A 20° Edição da Salvador Restaurant Week terminou no último domingo (06), mas as emoções do festival continuam até a quinta-feira (10/11), quando serão premiados os melhores do festival gastronômico mais democrático do mundo.

A entrega dos prêmios será aberta ao público e ocorrerá às 19h, no Espaço Gourmet do Salvador Shopping.

O encerramento dessa edição terá um clima de Oscar, isso porque a banda Hebert & Richard – que tem em seu repertório somente trilhas sonoras de filmes – vai comandar a festa e embalar os 10 restaurantes e chefs premiados da noite.

Categorias e Indicados ao Prêmio Salvador Restaurant Week 2022

As 10 categorias premiadas e os seus respectivos indicados:

  • Melhor Restaurante
    Indicados: 705 Restaurante, Bottino, Di Liana, Macelleria Quitéria e Omí.
  • Melhor Menu Week
    Indicados: Barbacoa, Jabú, Maria Mata Mouro, Omí e Portogaia.
  • Melhor Atendimento
    Indicados: Alfredo’Ro, Amada Lisboa, Bottino e Martim Pescador.
  • Melhor Experiência
    Indicados: Lafayette, Macelleria Quitéria, Omí, Soho Marina e Veleiro.
  • Chef Destaque
    Indicados: Maria Mata Mouro, Omí, Casa de Farinha, Jabú e 705 Restaurante.
  • Revelação SRW20
    Indicados: 705 Restaurante, Casa de Farinha, Di Liana, Jabú e Zuuk Sushi.
  • Voto Popular SRW20
    Indicados: Alfredo’Ro. Bottino, Di Liana, Maria Mata Mouro e O Porco.
  • Destaque nas Redes
    Indicados: 33 Steakhouse, Bottino, Di Liana, O Porco e Paris 6.
  • Campeão em Doações
    Indicados: Al Mare, Bottino, Ferreiro, Martim Pescador e Paris 6.
  • Homenagem 20 Edições

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Centro de Convenções Salvador está concorrendo ao maior prêmio do turismo do Brasil

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A categoria disputada é a de melhor centro de convenções de grande porte do Nordeste e o resultado será divulgado no próximo mês.

O Centro de Convenções Salvador (CCS) está concorrendo ao Prêmio Caio, considerado o Oscar do turismo nacional. Administrado por um dos principais players do mercado de eventos no mundo, a multinacional francesa GL events, o CCS disputa como a melhor infraestrutura para grandes eventos no Nordeste do País.

Com 100 mil m² de área total, o Centro de Convenções Salvador – que inaugurou em janeiro de 2020 – se destaca por sua modernidade e versatilidade, com espaços moduláveis que se adaptam à necessidade de cada evento, seja ele feira, exposição, convenção ou reuniões corporativas e sociais.

Mais que um espaço para eventos, o Centro de Convenções Salvador é um destino completo, que conta ainda com uma área ao ar livre para shows e um restaurante de alto padrão com vista ao mar. O resultado da premiação será divulgado em dezembro, em São Paulo.

Centro de Convencoes Salvador 01
Centro de Convenções Salvador – Foto: Reprodução

O Prêmio Caio

Criado em 1999, o “Oscar dos Eventos” tem como objetivos identificar e reconhecer o trabalho de empresas e profissionais da Indústria Brasileira de Eventos e Turismo, incentivando a valorização em seu segmento e na mídia.

O Prêmio Caio® é um produto da Revista EVENTOS®, realizado pelo Grupo Conecta Eventos. Desde sua criação o Prêmio Caio é gerido por um Conselho Diretor, que em 2021 é composto pela ABEOC Brasil – Associação das Empresas de Eventos; ABIH Nacional – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis; ABRACCEF – Associação Brasileira dos Centros de Convenções e Feiras; ACADEMIA Brasileira de Eventos e Turismo; AMPRO – Associação de Marketing Promocional; e UneDESTINOS – União Nacional das Entidades de Destinos e Grupo Conecta Eventos.

O Prêmio Caio é apoiado oficialmente pelas entidades representativas dos segmentos de eventos, promoção comercial, marketing promocional e turismo de negócios: ABBTUR, ABETAR, ABLA, ABRACE, ABRACOR, ABRACORP, ABRAFEC, ABRAJET, ABRASEL, ABREMAR, ADVB, ANETUR, ANSEDITUR, BRAZTOA, EVENTPOOL, FBHA, FENACTUR, FENADVB, FOHB, FORNATUR, IBEV, IFEA, IRES, OBME, RESORTS BRASIL, SINDEPAT e SINDIPROM.

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Settimana della Cucina Regionale Italiana: Bahia participa pela primeira vez de evento mundial da gastronomia italiana

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Entre os dias 14 a 20 de novembro, será realizada uma verdadeira celebração da enogastronomia italiana. Serão 11 restaurantes participantes em toda Bahia.

A Bahia vai participar, pela primeira vez, da Settimana della Cucina Regionale Italiana, evento que acontece simultaneamente em vários restaurantes pelo mundo, no período de 14 a 20 de novembro de 2022.

Na Bahia, o evento terá a participação de 11 restaurantes que seguem a culinária autenticamente italiana ou que têm nos seus menus pratos da gastronomia do país europeu, e nas suas cartas de vinhos, rótulos produzidos nas diversas regiões da Itália.

Settimana della Cucina Regionale Italiana

A proposta do evento é que cada restaurante crie um menu de uma região italiana para ser servido harmonizado com um vinho produzido na Itália, de preferência na mesma região do cardápio.

O valor do menu é definido pelo restaurante e o preço da garrafa de vinho sai por um valor abaixo do praticado no mercado, graças a um subsídio da União Europeia, que concede redução no preço final do produto.

Restaurantes Participantes

Nesta primeira edição baiana participam os restaurantes Isola Dei Sapori, com duas opções de menu que celebram a cozinha da Sardenha – região de onde os proprietários originários -; Mistura Itapuã, que criou um menu da Liguria e outro do Piemonte; Bella Napoli, com um menu siciliano; Casa de Farinha, que oferece menus das regiões de Toscana e Puglia; Di Lucca, com menus da Liguria e Sicília; Jiló, cujo chef Ícaro Silva se inspirou na gastronomia de mais de uma região da Itália. Já o chef Lucius Gaudenzi, que tem origem italiana, criou dois menus para o restaurante  Lucius: o Spoleto (Umbria) e o Livorno (Toscana).

O festival também chega ao interior do estado com a participação de casas localizadas nos municípios de Feira de Santana: o Don Pasquale, que homenageia Capri e Pozzuoli; e em Miguel Calmon, onde a Trattoria Liberato, apresenta dois menus: um da Toscana e outro de Lazzio. Em Lauro de Freitas quem participa do evento é a Trattoria Il Manggio, que criou um menu para ser compartilhado entre duas pessoas. Já no sul da Bahia, o representante será o Recanto do Sossego, localizado em Santa Cruz de Cabrália.

A Settimana della Cucina Regionale Italiana na Bahia é promovida pela Vinífera Import, com apoio da Embaixada da Itália no Brasil, Consulado Geral da Itália no Recife, Consulado Honorário em Salvador e da Federazione Italiana Cuochi – Brasile.

Filet mignon con pure di patate e parmegiano Casa de Farinha
Filet mignon con pure di patate e parmigiano – Casa de Farinha

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Tempero Brasil Portugal: conheça os 6 restaurantes participantes do festival

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O festival luso-brasileiro, que acontece de 11 a 20 de novembro, apresenta os restaurantes que participarão da sua Rota Gastronômica.

A gastronomia portuguesa e brasileira vão estar em alta durante o Festival Tempero Brasil Portugal que acaba de divulgar a sua Rota Gastronômica.

Entre os dias 11 a 20 de novembro de 2022, os pratos prometem conquistar o paladar de turistas, brasileiros residentes e portugueses apaixonados pela boa comida.

Lisboa e Cascais estarão na rota de sabores da primeira edição do evento, que tem como tema ‘Brasil e Portugal: uma mistura de sabores’, valorizando a riqueza e saberes das duas culinárias.

De acordo com o tema, os chefs e cozinheiros participantes terão a chance de apresentar os deliciosos e belos pratos criados especialmente para a ocasião e que evidenciam os aromas e temperos dos dois países. Ou seja, uma combinação de sabores que vale a pena ser provada.

Como resultado, dentre os pratos você encontrará, versões lusitanas de vatapá, moqueca e bobó poderão ser apreciados durante todo o período do festival.

Em outras palavras, o Festival abre uma porta para reunir cultura e gastronomia dos dois países. Portanto, aproveite e entre por ela!

    Por fim, vamos conhecer os restaurantes, os pratos e seus criadores:

    Circuito nos Restaurantes – Tempero Brasil Portugal

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    Vale do São Francisco recebe reconhecimento de Indicação Geográfica para vinhos da região

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    O Brasil vem demonstrando amadurecimento do mercado de vinhos e já registrou 105 IGs, sendo 32 Denominações de Origem e 73 Indicações de Procedência.

    Conhecido pelos vinhos tropicais, o Vale do São Francisco recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP) para vinhos finos, nobres, espumantes naturais e moscatel espumante. O registro foi publicado na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2.704 do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no dia 01 de novembro de 2022.

    A área de produção dos vinhos compreende cinco municípios localizados em dois estados do Nordeste: Lagoa Grande, Petrolina e Santa Maria da Boa Vista, em Pernambuco; e Casa Nova e Curaçá, na Bahia.

    “O reconhecimento oficial da Indicação de Procedência Vale do São Francisco para vinhos é resultado de um trabalho articulado entre produtores, universidades e instituições públicas de pesquisa. Para a valorização dos produtos típicos de um país é imprescindível essa articulação, sendo que a participação do Estado ocorre no sentido de fomentar o desenvolvimento rural e regional das cadeias de valor”, disse o chefe de Divisão de Projetos de Indicação Geográfica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wellington Gomes.

    Nesta IG em questão, destaca-se a contribuição da Embrapa Uva e Vinho na condução dos estudos técnicos. Junto com outras instituições parceiras, foi elaborado o dossiê que fez parte do pedido de registro junto ao INPI. Por sua vez, o Mapa, através da sua Coordenação de Indicação Geográfica, foi responsável pela emissão do Instrumento Oficial de Delimitação da IG. Esse documento atesta a coerência e conformidade da área territorial da IG para fins deste registro.

    Para o pesquisador Jorge Tonietto, da Embrapa Uva e Vinho, esse registro é um evento de interesse mundial pois esta é a primeira região de vinhos tropicais do mundo a reconhecer uma Indicação Geográfica com altos padrões de exigência da produção, assemelhados às IGs dos países da União Europeia. 

    Indicação de Procedência Geográfica - Vale do São Francisco
    Indicação de Procedência Geográfica – Vale do São Francisco – Divulgação

    “Para o Brasil, além de ser a primeira região a obter a Indicação Geográfica em zona tropical, sinaliza pelo crescimento da importância desta zona intertropical na produção de vinhos que tem crescido, inclusive no Brasil central, com uma viticultura diferenciada de mais de um ciclo da videira por ano. Do ponto de vista dos vinhos do Vale do São Francisco, agora eles poderão ampliar sua diferenciação por origem e qualidade, sob a tutela de controle dos produtores. Para os consumidores será uma oportunidade de encontrar vinhos genuínos e típicos da região semiárida. 

    Segundo o pesquisador, a expectativa é que a IG amplie não somente a visibilidade da região no mercado interno e internacional, como também estimule novos investimentos que irão ampliar a capacidade competitiva da produção. “No médio e longo prazos, estima-se que o desenvolvimento territorial seja impactado positivamente, fortalecido não somente pela produção vitivinícola, como também pela ampliação do enoturismo e atividades afins, com estímulo a novos investimentos, com alcance sobre a infraestrutura regional”, comemorou Tonietto.

    Iniciada em 1960, a atual área delimitada do Vale do São Francisco originou-se com a organização da produção agrícola irrigada da região. A irrigação permitiu que as terras com caatinga, até então consideradas improdutivas, se tornassem áreas verdes ao longo das margens de beira-rio. As videiras cultivadas na região são ligadas diretamente ao Rio São Francisco e desfrutam de uma região com características únicas no mundo.

    Segundo dados da Revista INPI, os atributos físicos do meio geográfico, associados à latitude e ao clima tropical semiárido, ao longo do tempo foram associados a sistemas de produção vitícola particulares. Desta forma, as videiras da região possibilitam colheitas sucessivas ao longo do ano, e tais colheitas múltiplas resultam em vinhos originais.

    “Este é um momento histórico e muito esperado pelos vitivinicultores da região, em especial aqueles estabelecidos no Vale do Submédio São Francisco, nos municípios pernambucanos de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, além de Casa Nova e Curaçá, na Bahia”, destaca José Gualberto de Freitas Almeida, presidente do Vinhovasf e da Valexport (Associação dos produtores e exportadores de hortigranjeiros e derivados do Vale do São Francisco). Para ele é a concretização de um sonho. Desde o reconhecimento da Indicação do Vale dos Vinhedos, em 2002, ele queria fazer o mesmo no Vale do São Francisco.

    A comercialização dos vinhos tropicais começou na década de 1980, de acordo com documentos encaminhados ao INPI. Atualmente, toda a área delimitada da IP Vale do São Francisco destina-se puramente à produção de videiras destinadas tão somente à elaboração dos vinhos dessa área delimitada no Nordeste brasileiro. A maioria dos produtores elaboram vinhos em vinícolas próprias. Além do comércio dos vinhos produzidos, as diversas vinícolas do Vale do São Francisco ampliaram sua participação em feiras e eventos de vinhos, bem como em eventos de gastronomia, com degustação e distribuição de folheteria.

    Vinho de Bituruna

    Outro reconhecimento de Indicação de Procedência para vinhos dado pelo Instituto Nacional foi concedido para Bituruna, município paranaense conhecido pela produção de vinhos. A decisão foi publicada no dia 18 de outubro, na Revista da Propriedade Industrial (RPI).

    De acordo com a documentação apresentada ao Instituto, a história dos vinhos de Bituruna teve início em meados de 1940. Imigrantes instalados no Rio Grande do Sul mudaram-se para a Colônia Santa Bárbara, que viria a se tornar Bituruna. Os patriarcas dessas famílias, com sua tradição de beber vinho, levaram consigo mudas de videiras para consumo próprio. Anos mais tarde, decidiram iniciar a produção de vinhos para comercializarem na cidade.

    Bituruna produz o vinho tradicional bordô e o de uvas Casca Dura Martha, de coloração rosa, peculiar da região. Entre os fatores que contribuíram para o reconhecimento de sua produção estão a melhoria genética das uvas, a industrialização das práticas artesanais e a Festa do Vinho, que atrai milhares de turistas para o município todos os anos. Em 2020, o governo do estado do Paraná concedeu a Bituruna, por meio de lei, o título de “Capital do Vinho”.

    Com estas concessões, o Brasil possui agora 105 registros de Indicação Geográfica, sendo 72 Indicações de Procedência (todas nacionais) e 32 Denominações de Origem (23 nacionais e nove estrangeiras).

    Indicações Geográficas Brasileiras

    A Indicação Geográfica é um instrumento de reconhecimento da origem geográfica, conferida a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, que detêm valor intrínseco, identidade própria, o que os distingue dos similares disponíveis no mercado.

    Além do Vale do São Francisco e Bituruna, outras regiões receberam reconhecimento de Indicação Geográfica pela produção de vinhos. É possível realizar uma rota do vinho e degustar todas as Indicações Geográficas da região Sul do Brasil, não deixando de ir a Pernambuco provar do primeiro vinho tropical do mundo. Confira aqui a lista de IGs nacionais e internacionais.

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    Indicação Geográfica - Vale do São Francisco
    Foto: Elements

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    Café especial é a nova cerveja artesanal? Mercado tem boom e cresce 15% ao ano

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    Antes o grão que era selecionado somente para exportação, hoje encontra uma crescente demanda interna.

    Assim como aconteceu com o mercado de Cerveja Artesanal – que segue em ritmo crescente e viu aumentar em 12% o número de cervejarias registradas no ano passado -, o de Café Especial também vive um boom de crescimento.

    De acordo com um levantamento do mesmo ano feito pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o consumo de cafés especiais no Brasil tem registrado um aumento médio de 15% a cada ano.

    Esse crescimento expressivo demonstra uma mudança de hábito do consumidor brasileiro. O mesmo está trocando o café comum da prateleira, por um café de melhor qualidade. Assim como vem fazendo com a cerveja tradicional, trocada pela artesanal ou puro malte.

    O que é o Café Especial?

    Café especial é o termo utilizado para nomear o café de mais alto nível disponível no mercado, o que alcança o topo.

    A nomenclatura foi citada pela primeira vez em 1974 pela norueguesa Erna Knutsen na edição impressa do Tea & Coffee Trade Journal.

    Os métodos de cultivo desses cafés apresentam padrões superiores aos cafés tradicionais e isso acaba por refletir no seu custo final. As sacas especiais podem custar até R$20 mil, enquanto as versões tradicionais ficam no valor médio de  R$2,3 mil.

    Então para ser caracterizado como especial, os grãos, que só podem ser da variedade arábica, devem apresentar três requisitos mínimos:

    3 Requisitos para um Café Especial

    1. Ser colhido através da colheita seletiva de grãos maduros
    2. Ter no máximo cinco defeitos por sacas de 350g.
    3. Ter pontuação mínima de 80 pontos na avaliação de especialistas, em notas que vão de 0 a 100 em critérios diversos como doçura, sabor residual e acidez.

    O Café Especial na Bahia

    Muita gente não sabe, mas a Bahia, em especial a Chapada Diamantina, é uma região produtora de cafés premiados e de alta qualidade, daquele tipo que antes era somente destinado ao mercado exterior.

    Segundo Luca Allegro, empreendedor do setor: “A Latitude 13 está entre os pioneiros neste mercado de cafés especiais aqui no Brasil. Pois, como produtores, vimos esse processo de especialização do mercado de cafés acontecer durante a década passada com nossos clientes importadores nos Estados Unidos e Europa. Lá, o mercado de grãos de qualidade superior está consolidado, e os nossos cafés Chapada Diamantina são muito valorizados pelas características sensoriais únicas do nosso terroir”. E complementa: “Nós começamos já em 2015 a torrar aqui no mercado nacional os mesmos grãos de qualidade que exportávamos para os Estados Unidos e Europa”.

    Os produtores baianos estão atentos à nova tendência mundial e também local, uma vez que um novo perfil de consumo do café vem florescendo e crescendo no país.

    O novo perfil de consumo de café do brasileiro

    O brasileiro ama café e está com o paladar mais exigente para essa bebida aromática e saborosa. 

    No país, os apreciadores desse tipo de grãos vêm crescendo a cada dia, cada vez mais atentos à complexidade sensorial da bebida.

    Em pesquisa realizada pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café) sobre as preferências dos consumidores no momento de escolher o café, foi observado que:

    • 25% ainda preferem o café tradicional;
    • 8% o extra-forte;
    • 11% o superior;
    • 35% o gourmet;
    • 21% têm preferência pelo café especial.

    Não é à toa que o Brasil é o segundo maior mercado consumidor de café do planeta, com um consumo de 21,5 milhões de sacas de 60 kg só no último ano. O mercado total nacional cresce cerca de 1,34% enquanto o de Cafés Especiais aumenta 15% anualmente.

    Bem como a tendência de crescimento do consumo de Cafés Especiais, surge também um mercado voltado para educar os consumidores sobre a cultura do café para além do filtro caseiro.

    Nesse sentido, o consumidor começa a se familiarizar cada vez mais com termos como moagem, torra, extração e até uma expressão que no inconsciente coletivo está diretamente ligada ao vinho: o terroir.

    Portanto, esse novo consumidor que vem se formando se preocupa mais com a origem do produto, a sua região de cultivo e o processo que aquele grão passou até chegar à sua xícara para ser bem apreciado. 

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    Cafe Especial
    Café Especial – Foto: Elements

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    Restaurante Origem é o brasileiro mais bem colocado no Latin America´s 50 Best Restaurants

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    Casa dos chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca conquistou a 52º posição e é o primeiro restaurante de Salvador e entrar no ranking latino-americano.

    Restaurante Origem é o brasileiro mais bem colocado na primeira parte da lista dos melhores restaurantes da América Latina, anunciada nesta quinta-feira, 03 de novembro.

    O Latin America’s 50 Best Restaurants divulgou os colocados entre as 51ª e 100ª posições, e a casa dos chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca aparece em 52º lugar.

    Pioneiro em servir exclusivamente menu degustação na capital baiana, o Origem é também o primeiro de Salvador a aparecer no ranking, um dos mais respeitados da gastronomia mundial. A classificação foi anunciada virtualmente, em uma prévia da cerimônia que acontece no próximo dia 15, no México, quando serão conhecidos os 50 primeiros colocados.

    “Estamos muito felizes com esse reconhecimento, pois por trás da experiência que procuramos entregar no Restaurante Origem existem pessoas que acreditam em uma gastronomia que vai além de uma simples receita, uma gastronomia que respeita toda a cadeia produtiva e que une pessoas que buscam fortalecer a cultura local”, comemora o chef Fabrício Lemos. 

     “O sentimento de vitória coletiva, sabendo que essa conquista não alegra só a mim e aos mais de 150 funcionários que trabalham conosco, mas a todos os baianos e nordestinos, é o que mais me enche de orgulho”, afirma Lisiane Arouca, comemorando a notícia no dia do seu a aniversário.

    “A minha maior alegria é poder, de alguma forma, levar o Nordeste para o mundo, mostrar para as pessoas que a nossa região tem importância no cenário gastronômico do Brasil e, agora, no da América Latina”. 

    Lisiane Arouca
    Carne do Sol - Restaurante Origem
    Carne do sol, mousseline de abóbora defumada, cuscuz com licurí e tripa – Foto: Leonardo Freire

    A Premiação

    Cerca de 300 especialistas anônimos do setor de restauração e da indústria de hospitalidade da região – com equilíbrio de gênero entre os votantes e cobertura de 21 países latino-americanos – compõem o painel de votação que resulta na lista dos melhores restaurantes da América Latina.

    Chefs e restaurateurs, escritores, críticos e bem viajados amantes da gastronomia votam, cada um, em 10 restaurantes que visitaram nos últimos 18 meses, sendo pelo menos três fora de seu país de origem.A votação e os resultados são auditados de forma independente pela Deloitte.

    Sobre o Origem: Identidade e memória nos sabores da Bahia além do dendê

    Um apaixonado por frutos do mar e uma apaixonada por doce de leite com um objetivo em comum: resgatar a identidade gastronômica da Bahia, aliando ingredientes regionais e frescos com técnicas contemporâneas de culinária.

    O chef Fabrício Lemos e a chef-pâtisserière Lisiane Arouca escolheram sua cidade natal, Salvador, para instalar o Restaurante Origem. Mas o variado cardápio que criaram – servido exclusivamente como menu degustação – propõe um passeio para além das fronteiras da capital, buscando unir sabores dos cinco biomas e 27 territórios de identidade baianos para apresentar o melhor da Bahia além do dendê. 

    Depois de 14 anos nos Estados Unidos, onde se formou pela tradicional escola de gastronomia Le Cordon Bleu e trabalhou em restaurantes da luxuosa rede de hotéis The Ritz-Carlton, Fabrício retornou ao Brasil em 2010 disposto a alavancar a culinária de seu estado. A intenção era promover uma gastronomia baiana original, que recuperasse sabores tradicionais em pratos inovadores e capazes de suscitar lembranças e emoções a cada garfada.

    Em Salvador, Fabrício passou pelo Mistura, criou o conceito do cardápio do Al Mare e ficou quatro anos à frente da cozinha do premiado Amado, de Edinho Engel, até fundar o seu Origem, com a esposa e sócia Lisiane Arouca, em 2016. O rápido sucesso da casa, que funciona apenas para jantares com reservas, consolidou os nomes dos chefs como referências da nova comida baiana e os alçou ao posto de promessas da gastronomia nacional.

    O propósito do Origem, como sugere o nome do restaurante, é o resgate da identidade, da memória e da cultura baianas por meio do paladar. Assim, nasceram receitas como o “abarajé”, combinação dos clássicos locais abará e acarajé servida com vatapá. Outras iguarias, como a carne de fumeiro de Maragogipe, a farinha de Copioba e o licuri da Caatinga, além do umbu, do siri mole e de tantas outras, também são garimpadas por Fabrício e Lisiane em seus locais de origem, junto a pequenos produtores.

    “O conceito do nosso restaurante é mostrar a Bahia além do dendê e de Salvador”, explica Fabrício Lemos. “Por isso, vamos até o interior do estado, estudando cada bioma e buscando raridades com produtores locais, a fim de desenvolver uma verdadeira gastronomia de identidade”, completa.

    O menu degustação do Origem é montado periodicamente pelos chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, priorizando a sazonalidade e o frescor dos ingredientes genuinamente locais. São cerca de 15 etapas, preparadas com técnicas gastronômicas contemporâneas: shot de boas-vindas, snacks, couvert, principais do mar e da terra, intemezzo e sobremesas variam quase que diariamente de acordo com os insumos disponíveis.

    O Chef Fabricio Lemos

    Natural de Salvador, Fabrício Lemos morou 14 anos nos Estados Unidos, onde se formou pela renomada escola de gastronomia francesa  Le Cordon Bleu.  Durante o período em que morou no exterior, trabalhou em restaurantes da luxuosa rede de hotéis The Ritz-Carlton – Key Biscayne, Coconut Grove e Amelia Island, na Flórida -, acumulando larga experiência nas culinárias mediterrânea, italiana, francesa e espanhola. Foi ali também que aprendeu a dominar a sutileza da cocção dos frutos do mar.

    Retornou a Salvador em 2010 disposto a disseminar uma nova gastronomia local. Depois de uma rápida passagem pelo Restaurante Mistura, em Itapuã, Fabrício foi responsável pela criação do conceito da cozinha do Al Mare, onde propôs um menu mais sutil em sabores e mais sofisticado na apresentação. O resultado lhe rendeu o título de Chef do Ano pela Revista Veja Comer & Beber Salvador em 2014. No ano seguinte, já estava à frente do Amado, eleito o melhor restaurante de Frutos do Mar do Brasil pela revista Gula em 2015.

    No mesmo ano, recebeu os prêmios de Chef Revelação do Brasil e de Melhor Restaurante do Nordeste para o Amado pela Revista Prazeres da Mesa. Em 2017, foi novamente escolhido Chef do Ano pela Revista Veja Comer & Beber Salvador, dessa vez pelo trabalho autoral no Restaurante Origem. A casa também foi a escolhida em três categorias da premiação em 2018: Melhor da Cidade, Melhor Variado/Contemporâneo e Chef do Ano. No ano seguinte, repetiu o feito, ganhando novamente os três prêmios, além do de Restaurante Revelação para o Ori, segunda casa do chef, aberta em 2018.

    Em janeiro de 2020, Fabrício Lemos inaugurou, novamente ao lado da esposa e sócia Lisiane Arouca, o minibar Gem. Em 2021, o casal de chefs abriu o Omí, novo restaurante do Fera Palace Hotel, onde agora assinam o conceito gastronômico de todo o setor de Alimentos e Bebidas, incluindo lobby, bar da piscina, café da manhã e room service. E, em 2022, o Segreto Ristorantino chegou para completar o grupo.

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    Chef Fabrício Lemos – Foto: Leonardo Freire

    A Chef Lisiane Arouca

    Nascida em Salvador, Bahia, Lisiane Arouca começou a se interessar pelos doces ainda na infância. Nas férias em Ilhéus, enquanto seus primos e irmãos brincavam na rua, ela não saía da cozinha de suas tias confeiteiras. Ainda muito jovem, começou a formação acadêmica na Faculdade de Belas Artes (UFBA), mas não demorou para encontrar sua plataforma de manifestação artística: os bolos confeitados. Decidiu então seguir carreira na culinária, se formando em Gastronomia pela Estácio Bahia e no curso de Chef de Cozinha do Senac.

    Trabalhou em restaurantes de Salvador como chef confeiteira, assinando os cardápios de sobremesas, e foi sócia proprietária do 4Chef’s, empresa especializada em confeitaria personalizada, por quatro anos. Em 2016, abriu o Origem em sociedade com o chef Fabrício Lemos, seu marido. O casal abriu sua segunda casa em Salvador, o Ori, com conceito mais casual, em dezembro de 2018. No ano seguinte, Lisiane Arouca foi eleita melhor chef-pâtissière do Brasil pelo prêmio Melhores do Ano 2019, da revista especializada Prazeres da Mesa.

    Já em janeiro de 2020, Lisiane e Fabrício inauguraram o Minibar Gem.  E, em 2021, o casal de chefs abriu o Omí, novo restaurante do Fera Palace Hotel, onde agora assinam o conceito gastronômico de todo o setor de Alimentos e Bebidas, incluindo lobby, bar da piscina, café da manhã e room service. E, em 2022, o Segreto Ristorantino chegou para completar o grupo.

    ORIGEM chef Lisiane Arouca Foto Leonardo Freire
    Chef Lisiane Arouca – Foto: Leonardo Freire

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    Serviço

    Restaurante Origem
    Endereço:
    Alameda das Algarobas 74 – Caminho das Árvores – Salvador/Ba.
    Funcionamento: de terça a sábado, das 18h30 à 00h.
    Reservas: (71) 99202-4587.

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