A vinícola UVVA, que fica localizada na deslumbrante região da Chapada Diamantina, alcançou uma conquista notável em sua primeira participação no renomado concurso mundial de vinhos, o DWWA – Decanter World Wine Awards 2023.
A conquista vem exatamente na semana em que se comemora o Dia do Vinho Nacional. Coincidência?
Os 3 rótulos premiados da Vinícola Uvva
Três dos vinhos produzidos pela vinícola receberam premiações distintas nesse evento que celebra seu vigésimo aniversário, e são eles:
Microlote Chardonnay 2019 – 90 Pontos – Medalha de Prata
Esse Chardonnay é elaborado a partir de uvas cuidadosamente colhidas manualmente em vinhedos localizados a incríveis 1.150 metros acima do nível do mar, onde um microclima tropical de altitude se estabelece. O vinho passa por um período de maturação em barricas de carvalho francês e envelhecimento sur lie.
Microlote Chardonnay 2019 – Foto: Reprodução
Cordel 2019 – 92 Pontos – Medalha de Prata
Esse vinho harmonioso é um blend feito com as uvas das variedades Cabernet Sauvignon e Merlot, apresentando um estilo moderno que se beneficia do amadurecimento em diferentes perfis de barricas de carvalho francês.
Cordel 2019 – Foto: Reprodução
Diamã 2019 – 88 Pontos – Medalha de Bronze
Elaborado com um blend das melhores parcelas de três variedades: Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Merlot, o Diamã revela um equilíbrio notável adquirido durante seus 12 meses de estágio em barricas de carvalho francês de primeiro uso.
Diamã 2019 – Foto: Reprodução
De Mucugê para o Mundo
Inaugurada em março de 2022, na bela região da Chapada Diamantina, no município de Mucugê, Bahia, a Vinícola UVVA se destaca por seus 52 hectares de vinhedos localizados a 1.150 metros de altitude, aos pés da majestosa Serra do Sincorá. Essa localização proporciona um microclima único, com um solo Franco-Argilo-Arenoso.
O portfólio atual da vinícola conta com sete rótulos de vinhos de alta qualidade que expressam autenticidade, elegância e equilíbrio.
UVVA – Foto: Divulgação
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Buscando um restaurante para levar o seu amor no Dia dos Namorados em Salvador? Sua busca termina aqui! Trouxemos 4 opções incríveis e os seus respectivos menus para você só ter que se preocupar com o presente.
Já se disse que estar em um relacionamento basicamente significa decidir onde ir comer. E no Dia dos Namorados, essa escolha ganha ainda mais importância. Nada como desfrutar de uma refeição deliciosa ao lado da pessoa amada, em um ambiente romântico e acolhedor.
Para evitar o estresse do debate interminável sobre onde ir jantar e a fatídica pergunta enquanto o casal está dentro do carro perambulando pela cidade, elaboramos sugestões românticas (e saborosas) para o dia em que se celebra o amor. Não tem como errar com essas opções cuidadosamente selecionadas.
Este ano, o Dia dos Namorados, 12 de junho, cai em uma segunda-feira. No entanto, isso não significa que a comemoração precisa ser monótona como costumam ser as segundas, dá para apimentar esse dia especial.
Agora, sem mais delongas, vamos apresentar as nossas sugestões e os menus especiais preparados pelos restaurantes mais encantadores de Salvador para o Dia dos Namorados de 2022.
Mas antes, um lembrete importante: todos os restaurantes exigem reserva. Portanto, fiquem atentos e atentas para garantir o lugar nesse momento especial de celebração gastronômica e amorosa.
Dia dos Namorados em Salvador: Descubra 4 Restaurantes para Celebrar o Amor
Prepare-se para se deliciar com pratos cuidadosamente elaborados e sabores que irão encantar o paladar e o coração dos mais variados tipos de casal.
Aqui vão os nossos 4 selecionados para a ocasião:
Manga: Para o casal “Banquete”
O casal de talentosos chefs Dante e Katrin Bassi excepcionalmente abrirá o Manga para receber os casais apaixonados. Na casa localizada no Rio Vermelho, tudo será preparado para bem receber, estando disponível um menu de 10 passos que promete enriquecer qualquer encontro a dois.
Entre os pratos estão o Tartar de lagosta com cebola jovem e chips de lagosta e os Macarons com sorvete e ganache de chocolate branco, goiaba e framboesa.
Esse menu de 10 etapas tem o valor de R$350,00 por pessoa e, se for harmonizado com bebidas, o valor é de R$550,00 por pessoa.
Para reservar esse local exclusivo e de gastronomia surpreendente, basta entrar em contato com o telefone (71) 99143-1310, entre 19h e 21h.
Manga – Foto: Leonardo FreireManga – Foto: Leonardo Freire
Vinking Wine Concept: Para o casal Wine Lover
A chef Karine Poggio, do wine concept bar da Vinking Wine Concept, também se inspirou no dia romântico e preparou um menu especial, com oito etapas que pretendem acompanhar as declarações de amor na noite.
Os vinhos da Susana Balbo Wines, de uma bodega familiar fundada e liderada por Susana Balbo, a primeira enóloga da Argentina, acompanharão de forma harmônica todos os pratos concebidos pela Chef.
Encerrando a noite dos apaixonados com doçura e um toque sofisticado, o casal irá degustar uma sobremesa elaborada pela Chef Pâtissière Cecília Moura, da Le Lapin.
Menu dos Namorados da Vin King
Amuse bouche
Crocante de tapioca, atum, melancia e nam plá
Entradas
Mil Folhas de batata roxa, mousse de camarão e farofa de pistache
Ravióli de bacalhau, couve flor, tapenade de azeitona preta e gremolata
Polvo, Romesco e Pangrattato de brioche negro
Principais
Medalhão de lagosta, ervilha torta, linguine e bisque
Peixe, jamon serrano, nhoque de aipim e creme al limone
Carré de cordeiro, arroz de cogumelos trufado, demi glace
Sobremesa
Mousse de maracujá, cheesecake, doce de leite, farofa de amêndoas e calda de maracujá com manga
Vinking Wine – Foto: Pedro MascarenhasVinking Wine – Foto: Pedro MascarenhasVinking Wine – Foto: Pedro Mascarenhas
O valor do menu harmonizado com os vinhos é de R$ 320 e o não harmonizado, R$ 250, por pessoa.
O menu de 8 etapas será servido a partir das 19h30 e a VinKing Wine Concept fica na Av. Paulo VI, 1609 – Pituba. As reservas podem ser feitas através do (71) 98473-2060.
138 The Bar: Uma experiência completa
Uma noite memorável para os casais é o que promete o recém-inaugurado 138 The Bar, na Barra.
Liderado pelo chef Leo Grimaldi, o gastrobar terá um cardápio exclusivo no dia 12 de junho, unindo criatividade e sofisticação para agradar até os paladares mais exigentes.
Os apaixonados ainda poderão escolher por desfrutar da hospedagem no The Hotel, que oferece tarifa especial para a ocasião, onde o bar fica localizado.
O menu degustação do jantar custa R$ 150 (por pessoa) e, se o casal decidir pela hospedagem, há um acréscimo de R$ 173 pela diária (do casal), já com café da manhã.
As reservas podem ser feitas pelo telefone (71) 99642-2555 e são limitadas.
The Hotel138 The Bar
Menu dos Namorados 138 The Bar
Opções de entrada
Ostras gratinadas com camarão ou;
Croqueta de costela + Dijonese + pesto de rúcula
Opções de prato principal
Risoto de champagne + camarões + creme de limão siciliano ou;
Filet mignon suíno + gremolata + purê de pipoca
Opções de sobremesa
Pannacota de café + farofa de chocolate ou;
Tartelete de frutas vermelhas
Recôncavo Culinária: Para o casal “baiano raiz”
O Recôncavo propõe um dia dos namorados para o baiano raiz, com trilha sonora ao vivo com a voz de Marianna Roldan e toda a rica gastronomia dessa região da Bahia.
O restaurante está instalado em uma casinha amarela e charmosíssima que dá um ar intimista e tem uma varandinha super agradável que muita gente relaciona com um quintal de vovó.
A trilha sonora do dia vai dar o tom da noite romântica e especial que também contará com um menu de 3 passos, especialmente pensado para esta ocasião.
À disposição, estão 4 escolhas que congregam o que a Bahia tem de melhor.
Menu dos Namorados Recôncavo
Opção 1 (R$ 190,00)
Entrada – Camarão ao hot sauce
Principal – Polvo e camarões grelhados, flambados na cachaça, acompanhados de legumes salteados e pão rústico .
Sobremesa- livre escolha
Opção 2 (R$ 135,00)
Entrada – Bolinho de carne de fumeiro.
Principal – Medalhão de filé mignon ao molho demi glace acompanhado de purê de raízes.
Sobremesa – Livre escolha
Opção 3 (R$ 140,00)
Entrada – Caldo de suru
Principal – Filé de pescada amarela, com crosta de camarão defumado, acompanhado de risoto de queijo coalho.
Sobremesa – Livre escolha
Opção 4 (R$ 125,00)
Entrada – Queijo coalho empanado na farinha panko com mel de caju
Principal – Pasta ao molho pesto com camarões grelhados.
Essas foram as nossas sugestões para aproveitar o dia dos namorados em Salvador no próximo dia 12/06/2023.
Não deixe de comemorar o dia dos namorados e de imprimir na memória mais uma recordação especial, afinal, são raras as coisas importantes da vida, sendo os bons momentos a melhor parte delas.
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Entramos no mês de junho e, com ele, chegam os festejos juninos e suas tradições e folclores que tanto amamos, não é mesmo?
O folclore gastronômico é uma manifestação cultural que une a riqueza dos sabores tradicionais às histórias e lendas que envolvem as festas populares. E o São João, que traz consigo uma profusão de delícias típicas e rituais encantadores.
Nesse contexto, o Professor Tibério Silva mergulhou nos festejos Juninos e nos trouxe a Capelinha de Melão, mencionada na cantiga “Acordai João”.
Esse singelo oratório de melão, decorado com cravos, pétalas de rosas e folhas perfumadas de manjericão, revela quão dinâmico é o folclore e as interpretações criativas dos participantes das festas juninas.
Vamos mergulhar nesse universo do Folclore Gastronômico, repleto de tradição e sabores. Acompanhe-nos nessa jornada culinária pelos encantos do São João.
Capelinha de Melão – Imagem: Reprodução
Folclore Gastronômico e a Capelinha de Melão
Em Gastronomia, existe uma habilidade que recebe o nome importado de “food carving”, que é a arte de criar escultura em frutas e legumes com fins decorativos nas mesas de refeições e nas ilhas de iguarias, tão na moda nos eventos contemporâneos.
Aquele que for mais habilidoso, pode inspirar-se nos trabalhos japoneses em “mukimono” e igualmente cravar desenhos em frutas, verduras e legumes com resultados verdadeiramente artísticos.
Respeitando as devidas proporções, quem nunca se atreveu cortar um belo tomate em forma de cestinha ou fazer aquele quase extinto cisne na maça? Ou, agora, em meio as festas juninas devotar um tempo para esculpir uma Capelinha de Melão?
Nossa adorável edícula de melão amarelo valenciano começa a comparecer aqui e acolá nos arraiás juninos. Aliás em termos de Gastronomia, desconheço no Brasil um período festivo tão gulosamente saboroso quanto as Festas Juninas.
A festança desembarcou no Brasil colonial no século XVI.
E em terra brasilis as Festas Juninas ganharam nosso povo e nós retribuímos agregando uma imensa riqueza cultural, lendas, crendices, simpatias e culinária típica, valorizando ainda mais a força folclórica do evento.
E como folclore é dinâmico, vivo, mutável, mutante, continuamente em transformação, nós estamos tendo o privilégio de observar um destes dinamismos acontecendo neste instante na decoração das mesas juninas e nas replicações nas redes sociais.
Estou ainda falando da Capelinha de Melão. Aquela mesmo da cantiga do “acordai João”.
Capelinha de Melão é de São João
É de Cravo, é de Rosa, é de Manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não!
Acordai, acordai, acordai, João!
Capelinha de Melão, Carlos Alberto Ferreira Braga
A cantiga é de autoria de Carlos Alberto Ferreira Braga, (1907/2006) nascido no Rio de Janeiro, cantor e compositor, foi um dos grandes nomes da música brasileira no século XX, autor de canções e marchinhas como “Chiquita Bacana” e “Yes, nós temos bananas”.
No domínio do povo, o folclore mutante e vivo vêm interpretando os versos de Braguinha quase como se fosse uma receita culinária.
O literalismo arrastou o São João para dentro de uma toquinha escavada em um melão, ornada de cravos (a especiaria) espetados na polpa macia da fruta que se equilibra em tapete de pétalas de rosas, folhas e flores perfumadas de manjericão.
A construção é até curiosa, quase lúdica, mas confesso que a agonia me envolve ao ver o santo enfiado dentro de uma fruta.
Esse singelo oratório de melão é justamente fruto da dinâmica do folclore, movimentado pelas interpretações e criatividade dos fiéis brincantes das festas juninas.
O entendimento literal dos versos da cantiga “Capelinha de Melão” colocou o Santo nesta situação. E olha que São João está no lucro: as simpatias e crendices das Festas Juninas colocaram seu companheiro Santo Antônio emborcado no copo d´agua.
Mas à luz de autores como Luís da Câmara Cascudo, historiador e folclorista é bom que se esclareça o real sentido da Capelinha de Melão.
Seguindo a tradição portuguesa, capela pode ser um ornamento de flores ou folhas e, portanto, capelinha seria uma pequena coroa usada pelas dançarinas dos festejos compondo a indumentária típica.
Essa tradição podemos ver ainda nos dias de hoje em forma de tiara ou diadema florido na cabeça das meninas.
Aquela coroazinha, ou melhor aquela capelinha, usaria as ramas e as flores do melão de São Caetano para fazer a estrutura do enfeite.
Também conhecido como melãozinho, esta planta é uma trepadeira que se ramifica por 5 metros ou mais e produz uma delicada flor amarela. Seus frutos são usados na medicina popular.
A capelinha de flor de melão, recebe ainda o cravo – a flor e não o cravo especiaria, que são coisas em estágios completamente diferentes.
Cravos brancos, vermelhos, amarelos, roxos, a variedade é grande; todos são bem-vindos.
A rosa e o manjericão dispensam apresentações e completam o acessório de cabeça das Festas Juninas.
Ficou claro então que a Capelinha de flor de melão é das festas de São João, é de rosas, é de cravos, é de manjericão.
Este é o sentido original da cantiga.
Não sei quem foi, nem quando foi, que surgiu a criativa ideia de trasmutar a capelinha de flores para uma capela, um oratório de melão.
O fato é que essa alegoria tem sido cada vez mais presente nas Festas Juninas contemporâneas e só o tempo dirá se ela será ou não incorporada ao folclore junino.
Enquanto isso, a imagem do Santo enclausurado no melão circula pelas redes sociais e páginas na internet como livre interpretação da Capelinha de Melão.
Por enquanto é um simpático e criativo equívoco. Vamos ver onde vai dar!
Bons folguedos. Divirtam-se!
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O vinho é uma das bebidas mais apreciadas em todo o mundo, e no Brasil não é diferente. Sempre no primeiro domingo de junho, é celebrado o Dia Vinho Nacional, uma data especial para homenagear essa bebida milenar e toda a cultura que a envolve.
Neste artigo, contamos com a expertise e conhecimento da engenheira de alimentos e sommelière Hanna Alencar para nos ajudar a explorar a história do vinho brasileiro e sua importância. Além disso, também apresentamos os destaques dos vinhos brasileiros, oferecendo dicas de vinhos nacionais premiados para se apreciar nessa data tão importante.
Uma História de Sabor, resiliência, diversidade e de um futuro promissor
Já ao longo dos muitos séculos, o vinho tem encantado paladares e se estabelecido como uma bebida emblemática em diversas culturas ao redor do mundo. Não há dúvidas que o vinho está impregnado na própria história da humanidade e também na própria história pessoal de muita gente.
O vinho também está na gênese do próprio Brasil, isso porque Portugal já era ligado à viticultura na época das grandes navegações e as primeiras embarcações já chegavam aqui carregadas de barricas com vinho, bebida indispensável para a longa travessia.
Uma breve história do Vinho no Brasil
Dentro das naus, a bebida de Baco era utilizada em rituais católicos, para cozinhar, higienizar os alimentos e para o lazer de quem estava a bordo, afinal não havia muita coisa para fazer e as condições a bordo eram bem desconfortáveis. Como era de se esperar, os primeiros carregamentos de vinho acabaram chegando em nossas terras, oxidados pelo transporte de dias em condições de acondicionamento inadequadas.
Diante disso, em vista da dificuldade de transporte dos vinhos até aqui, por volta de 1532, o explorador portugues Brás Cubas ordenou a plantação nas encostas da Serra do Mar, em São Paulo, das primeiras mudas de parreiras trazidas diretamente de Portugal.
No entanto, o desenvolvimento vitivinícola nacional foi bem lento. Como se sabe, o país passou alguns anos sendo explorado de forma extrativista com o pau-brasil e somente com o passar de alguns séculos foi iniciada a agricultura em maior escala. A cultura predominante escolhida, de outro lado, não foi a viticultura, mas, como se sabe, a de cana de açúcar, que dominou o país e se tornou sua atividade econômica principal, influenciando os modos de vida da sociedade e suas escolhas. O vinho continuou a ser importado da Europa para as terras brasileiras, onde eram consumidos somente por classes econômicas que por ele podiam pagar.
Entretanto, em razão da forte tradição do catolicismo no país, o vinho, usado em celebrações de missas, tornou-se conhecido desde muito cedo por aqui e sempre esteve presente, por assim dizer. A própria expansão da igreja católica no território nacional importava na chegada de vinho a esses locais nunca antes visitados pela bebida. Além disso, a igreja era a responsável por ditar os comportamentos da sociedade brasileira, sendo certo que quem podia, entendia que se o padre podia beber vinho, todos os demais também estavam autorizados a fazê-lo.
Já no início do século XIX, momento histórico que coincide com a própria chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, a produção de vinho começou a aumentar no Brasil.
Entre 1824 e 1875, foram os imigrantes alemães que impulsionaram a produção de vinhos no Sul do país. Até que, com a chegada dos colonos italianos, houve uma maior difusão do cultivo e da qualidade do que era produzido aqui.
A Diversidade é o sobrenome do Vinho Nacional
Com uma variedade de regiões produtoras espalhadas por todo o território nacional, o Brasil se revela como um país de grande potencial vinícola. A região mais reconhecida e tradicional até hoje é o Vale dos Vinhedos (DOVV), localizado na Serra Gaúcha, no estado do Rio Grande do Sul. Nesta região os vinhedos se estendem pelos morros, produzindo vinhos de alta qualidade a partir de uvas como Merlot, Cabernet Sauvignon e Chardonnay. Além do Vale dos Vinhedos, outras regiões como a Campanha Gaúcha, os estados de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e o Vale do São Francisco também produzem vinhos de qualidade.
A região mais recente de produção de vinhos é a Chapada Diamantina baiana, que também tem ganhado destaque na produção de vinhos finos, espumantes e vinhos de sobremesa. Tantas regiões distintas com características climáticas únicas e de solo particulares, com significativa variedade de uvas, acaba por imprimir no vinho brasileiro uma pluralidade raramente vista em um único país produtor.
Em se tratando de mercado consumidor, no cenário atual, pós pandêmico, observa-se um crescente interesse dos brasileiros em conhecer e apreciar a bebida, atingindo uma população mais jovem de enófilos. Segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Brasil é o 15º colocado em produção, cujo volume avançou 9% entre 2021 e 2022.
Em consumo, o Brasil tem a 16ª posição, com o consumo per capita de 3,6 litros em 2022. Esse consumo médio de quase 5 garrafas por pessoa anualmente tem bastante espaço para expandir-se.
Para atender a esse público cada vez mais informado e com repertório sensorial em constante expansão, o vinho brasileiro está experimentando um momento de grande evolução e reconhecimento. Nesse sentido, a indústria vinícola do país tem investido em tecnologia, conhecimento e enologia, resultando em vinhos de alta qualidade que têm conquistado prêmios em competições nacionais e internacionais.
Além disso, a diversidade de terroirs brasileiros e a habilidade dos produtores em explorar o potencial de cada região têm contribuído para a criação de vinhos que refletem a identidade e a riqueza do país: a diversidade.
O Futuro do Vinho no Brasil
Olhando para o futuro, as perspectivas para o vinho brasileiro são promissoras. O mercado interno tem apresentado um aumento significativo no consumo de vinhos nacionais de qualidade, impulsionado pelas crescentes premiações internacionais dos nossos vinhos.
Além disso, a exportação de vinhos brasileiros tem ganhado espaço em mercados internacionais, com uma demanda crescente por vinhos exóticos e distintos. A constante busca por inovação, aprimoramento técnico e sustentabilidade também promete impulsionar ainda mais a qualidade e a reputação dos vinhos brasileiros no cenário global.
O vinho brasileiro é uma verdadeira expressão do trabalho e dedicação dos produtores, que têm explorado o potencial do território nacional para criar vinhos únicos e de alta qualidade. Com uma história rica, regiões produtoras encantadoras e o enoturismo tomando força, o vinho brasileiro hoje oferece aos amantes da bebida uma experiência sensorial única e inesquecível. Um brinde ao Dia do Vinho Nacional!
6 Vinícolas Brasileiras Premiadas para Brindar o Dia do Vinho Nacional
As comemorações do Dia do Vinho Nacional não param por aqui. Assim, seguimos com dicas de quem entende do assunto. Hanna Alencar selecionou algumas vinícolas brasileiras e suas respectivas criações que tem ganhado destaque pela qualidade e excelência.
Casa Valduga
Vinícola brasileira conhecida por seus espumantes premiados, como o Casa Valduga Raízes Gran Cuvée Brut. Ele recebeu prêmios em competições como o Decanter World Wine Awards e o International Wine Challenge.
Casa Valduga – Foto: Reprodução
Lidio Carraro
Essa vinícola familiar tem se destacado por seus vinhos premiados. O Lidio Carraro Quorum Tannat já conquistou prêmios no Decanter World Wine Awards e no Concours Mondial de Bruxelles.
Lidio Carraro – Foto: Reprodução
Vinícola Guaspari
Situada em São Paulo, a Vinícola Guaspari tem ganhado destaque com seus vinhos finos. O Guaspari Vista do Chá Syrah já foi premiado em competições como o Decanter World Wine Awards e o International Wine Challenge.
Vinícola Guaspari – Foto: Reprodução
Vinícola Ferreira
Situada na parte mineira da Serra da Mantiqueira, esta vinícola tem diversos vinhos premiados dentre eles o São Bernardo gran corte (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Marselan, Syrah, Petit Verdot), com Medalha de Prata em Londres Decanter DWWA, Medalha de Prata em Paris PWC, Medalha de Prata em São Francisco Califórnia.
Vinícola Ferreira – São Bernardo – Foto: Reprodução
Vinícola Gazzaro
Diretamente de Flores da Cunha/RS – Serra Gaúcha, temos o Chardonnay da vinícola Gazzaro com Medalha de Ouro – Concurso International Awards Virtus em Lisboa, Portugal – 2021.
Gazzaro Chardonay 2021 – Foto: Reprodução
Vinícola Uvva
No novo Terroir da Chapada Diamantina, esta vinícola baiana tem ganhado destaque e promete ter mais premiações. O Blend Cordel recebeu recentemente reconhecimento internacional e é composto por Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, com amadurecimento em barricas de carvalho francês na cave subterrânea. Premiações: Safra 2020 – 91 Pontos – Melhores Tintos, Safra 2019 – 91 Pontos Descorchados – Melhores Tintos e Ouro – Brasil Wine Challenge 2022.
Vinícola UVVA – Foto: Divulgação
Mais um brinde ao nosso vinho! Essa foi a nossa singela homenagem ao Dia do Vinho Nacional. Tim-tim!
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Como assim, comidas italianas que não existem na Itália? Como apaixonados pela rica gastronomia italiana, é comum nos deliciarmos com os pratos típicos dessa culinária tão amada por todo globo.
No entanto, prepare-se para ser surpreendido, pois neste artigo vamos revelar uma curiosa descoberta: a existência de comidas italianas inexistentes na própria Itália.
Vamos explorar dez pratos populares que, embora sejam amplamente apreciados ao redor do mundo, não possuem origem ou presença nos cardápios tradicionais italianos.
De fato, o brasileiro precisa ser estudado, pois inventa comidas italianas de acordo com o gosto e paladares do Brasil.
10 comidas italianas que não existem na Itália
Prepare-se para uma viagem fascinante pelo universo das comidas italianas inexistentes, um verdadeiro mergulho nos sabores fictícios que conquistaram paladares no Brasil e no mundo!
1. Palha Italiana
A Palha Italiana é um doce que se tornou bastante popular no Brasil, principalmente durante festas de aniversário e comemorações. Feito a partir de brigadeiro enrolado em biscoitos triturados, esse doce é uma criação brasileira inspirada na culinária italiana. Inclusive porque a utilização do leite condensado no preparo de sobremesas não faz parte da gastronomia italiana.
Palha Italiana – Foto: Yandex
2. Sorvete Napolitano
Embora o gelato seja uma invenção italiana, a versão “Napolitano” é uma peculiaridade de fora da Itália. Enquanto o sorvete napolitano tradicionalmente no Brasil consiste em três sabores diferentes (baunilha, chocolate e morango) dispostos lado a lado em uma mesma embalagem, na Itália é mais comum encontrar os sabores separadamente.
Uma coisa é certa, em Napoli não encontrarás o que chamamos de Napolitano.
Sorvete Napoletano – Foto: Yandex
3. Filé a Parmegiana
Apesar de seu nome remeter à cidade de Parma, o famoso Bife à Parmegiana é uma criação tipicamente brasileira.
Trata-se de um prato que combina carne de bovina empanada, molho de tomate e queijo gratinado. Na Itália, por outro lado, o “Parmigiana” é geralmente uma receita à base de berinjela, o Melanzane alla parmigiana.
Filé a Parmegiana – Foto: Yandex
4. Calabresa
A calabresa é um tipo de linguiça defumada amplamente consumida no Brasil, especialmente em pizzas e churrascos.
No entanto, apesar de seu nome remeter à região italiana da Calábria, a linguiça calabresa como a conhecemos é uma criação brasileira adaptada dos sabores italianos.
A região da Calábria é famosa pela produção de embutidos, isso é bem verdade, mas não pela “calabresa”, ela é famosa pela schiacciata, soppressata, nduja ou o capocollo.
Calabresa – Foto: Yandex
5. Sardella
A Sardela, um molho feito à base de pimentões e pimenta, é um condimento muito popular em algumas regiões do Brasil. Embora seu nome sugira uma origem italiana, a verdade é que esse molho não faz parte do repertório culinário italiano tradicional. Existe uma Sardella na Itália, com o mesmo nome mas elaborada com ingredientes diferentes, logo uma outra Sardella.
Sardella – Imagem: Yandex
6. Fogazza
A Fogazza é uma espécie de pastel recheado muito apreciado em algumas regiões do Brasil, como São Paulo. Embora seja frequentemente associada à culinária italiana, a Fogazza é uma criação brasileira que mescla influências de diferentes culturas gastronômicas.
Em Veneto na Itália, existe um prato chamado Fogassa, mas não é nem mesmo um prato salgado e sim um prato doce.
Fogazza – Imagem: Yandex
7. Rondelli
O Rondelli é uma massa recheada, geralmente com queijo e presunto, enrolada e cortada em fatias. Embora possa ser encontrado em algumas pizzarias brasileiras com o rótulo de “italiano”, essa preparação não faz parte da tradição culinária da Itália. Existe sim, na Região da Emília Romagna um prato chamado Rotoli ou Rotolini que se parece com tradicional Rondelli brasileiro.
Rondelli – Imagem: Yandex
8. Caçarola Italiana
Essa criação, apesar de ter seu valor no que tange ao sabor, mas a idéia de colocar queijo parmesão em um doce é de fazer um italiano torcer o nariz. Apesar de seu nome remeter à Itália, essa receita é uma criação brasileira ou talvez até mesmo lusitana, que se inspira em elementos da culinária italiana, mas não é encontrada nas mesas italianas.
Caçarola Italiana – Imagem: Yandex
9. Espaguete à Bolonhesa
O Espaguete à Bolonhesa é um prato clássico que consiste em massa acompanhada de um molho à base de carne moída e tomate. No entanto, essa combinação popularmente conhecida como “à bolonhesa” não é tradicional na região de Bolonha, na Itália. Na verdade, na Itália, é mais comum servir o ragu, um molho de carne cozida lentamente, com massas frescas, como o tagliatelle.
Espaguete à Bolonhesa – Imagem: Yandex
10. Soda Italiana
A Soda Italiana, também conhecida como “refrigerante italiano”, é uma bebida gaseificada que geralmente combina xaropes de diferentes sabores com água com gás. Embora seja popularmente associada à Itália, esse tipo de refrigerante é uma invenção americana e não tem origem direta na culinária italiana.
Soda Italiana – Foto: Yandex
Moral da história
Embora esses pratos sejam apreciados e associados à culinária italiana em diversos países ao redor do mundo, é importante lembrar que a Itália possui uma rica tradição gastronômica, com uma variedade de pratos regionais autênticos.
Aqui no Brasil temos também uma riquíssima tradição gastronômica, mas por razões que a razão desconhece, alguns pratos muito populares e deliciosos daqui são nomeados com inspiração italiana. Esse fenômeno brasileiríssimo parece, mais ou menos, com os diálogos da novela Terra Nostra, da Globo, que tinha um italiano meio assim macarrônico. Aliás, essa expressão casa perfeitamente com o nosso tema, já que de italiano mesmo, uma vez mais, não se trata, capisce?
Explorar e conhecer a verdadeira culinária italiana pode proporcionar experiências únicas e deliciosas, revelando a diversidade e autenticidade desse país tão famoso por sua comida.
Esperamos que tenha gostado da nossa lista de comidas italianas que não existem na Itália!
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O novo Restaurante Guarany ficará no Prédio do Cine Glauber Rocha
No próximo dia 1º de junho, os empresários Rafael Casqueiro, Tato Rodrigues, Kim Nery, Filipe Ratze o chef Pedro Meireles vão inaugurar o Restaurante Guarany, no histórico prédio onde atualmente funciona o Cine Metha – Glauber Rocha, em frente à Praça Castro Alves. Essa iniciativa não apenas resgata a história do edifício, mas também valoriza a cultura e a região de Salvador.
Com uma vista deslumbrante da Baía de Todos os Santos, o Guarany conta com projeto das talentosas arquitetas Marina Cunha e Monique Cardim. Além disso, o restaurante terá a liderança do chef Pedro Meireles, que acumula experiências em renomados estabelecimentos, como o premiado Restaurante Manga, no Rio Vermelho, em Salvador, e o aclamado Atera, em Nova York, com 2 estrelas Michelin, onde aprimorou suas habilidades na “cozinha do mundo em um só lugar”.
Foto: Belle QuintasChef Pedro Meireles – Foto: Belle Quintas
Conhecendo o Restaurante Guarany
Ao longo de sua trajetória, Pedro aprendeu a valorizar o tratamento dado aos ingredientes selecionados, desde vegetai, raízes e grãos e, principalmente, ervas. No menu, vai ser possível experimentar pratos elaborados com técnicas de culinárias internacionais, da mexicana à japonesa, reforçando ainda mais o cuidado com os ingredientes e a busca pela sua valorização.
O Restaurante Guaran será um local dedicado à cozinha autoral, e buscará trazer uma proposta de enaltecer os ingredientes em seu auge, com refinamento, respeitando a essência de cada um, sem excesso de temperos ou artifícios.
Como um verdadeiro entusiasta da “boa comida por ser boa”, o chef não se prende a preciosismos e pensa em uma gastronomia que se atualiza constantemente, esperando pelo momento ideal de cada insumo, o que garante pratos frescos e saborosos.
“Se eu encontrar um rabanete bonito, irei incluir algo com rabanete no menu. Quando estivermos na época do milho, sarnambi, caju, seriguela… vamos brincar com esses ingredientes tão característicos daqui”, contextualiza Pedro.
A ideia, segundo ele, é a de buscar sempre respeitar e valorizar a culinária de origem, proporcionando aos clientes uma jornada inovadora pelos sabores do Brasil com um toque global.
Aliás, é sempre importante lembrar que esse mesmo cinema onde fica o novo restaurante, faz parte da história de Salvador e já foi o Cine Guarany, em 1920, sendo o nome escolhido uma bela homenagem à história da cidade. Essa visita ao passado, inclusive, se revela como uma inspiração para os pratos apresentados.
O Restaurante Guarany também traz uma proposta inovadora ao valorizar a experiência culinária e o momento de compartilhá-la com os demais. Pensando nisso, em seu menu haverá também opções de pratos compartilháveis e tapas.
Inicialmente, o Restaurante Guarany funcionará em um período de soft opening, exclusivamente para convidados, a partir de 1º de junho, de quarta-feira a sábado, das 19h às 23h.
Restaurante Guarany – Foto: Belle QuintasRestaurante Guarany – Foto: Belle Quintas
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LIVRE: Um Evento Inovador Para os Amantes de Vinho
No próximo sábado, dia 3 de junho – dia que antecede o Nacional do Vinho, que se comemora sempre no primeiro domingo de junho -, Salvador será palco da primeira Feira de Vinhos Naturais e Virtuosos do Nordeste.
O evento, que se chama “LIVRE”, ocorrerá na Pousada Boqueirão, localizada no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, das 15h às 20h.
A proposta da Feira de Vinhos Naturais LIVRE
A proposta da Feira de Vinhos Naturais é promover um conceito de liberdade presente nos vinhos de baixa intervenção, os quais valorizam a ausência de padrões, venenos e agrotóxicos. Além disso, busca-se expandir essa proposta para ser um espaço livre também em ideias e possibilidades.
A idealização do projeto ficou a cargo da publicitária Mel Romariz, uma das criadoras da feira. Em parceria com Bernardo Góes, empresário responsável pela Virtuoso Vinho, uma curadoria, winebar e distribuidora de vinhos de baixa intervenção, eles visam tornar a “LIVRE” uma referência no mercado de vinhos, proporcionando um ambiente transgressor e desconstrutivo, quebrando os estereótipos que ainda permeiam o universo dos vinhos.
Segundo Mel Romariz, “os vinhos naturais são tidos como livres, vivos e selvagens, e é nessa mesma direção que buscamos que a feira se estabeleça. Queremos que ela seja uma referência, livre para transgredir e desconstruir, rompendo com a seriedade que ainda envolve o universo dos vinhos”.
A iniciativa surge em um contexto no qual o consumo de vinhos e produtos orgânicos e naturais vem crescendo em todo o Brasil. A percepção de Bernardo Góes, à frente da Virtuoso Vinho, é que o Nordeste apresenta um mercado com grande potencial de crescimento, e os pequenos produtores, que adotam uma ideologia sustentável e de menor impacto ambiental, têm a oportunidade de conquistar um público expressivo na região.
A Feira de Vinhos Naturais contará com a participação de 10 expositores nacionais e latinos, os quais já estão confirmados. Além disso, serão realizadas degustações de mais de 50 rótulos de vinhos.
Como garantir o ingresso?
Para participar, basta adquirir os ingressos disponíveis no Sympla, os quais concedem acesso ao evento e uma taça para degustação dos vinhos expostos.
Não perca essa oportunidade de desfrutar de uma experiência única no universo dos vinhos naturais. Reserve a data e venha prestigiar a primeira Feira de Vinhos Naturais do Nordeste em Salvador.
Sábado: Salvador recebe a Primeira Feira de Vinhos Naturais do Nordeste
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O hambúrguer é um dos alimentos mais populares e amados no mundo inteiro. A cada ano, sempre no dia 28 de maio, celebramos o Dia do Hambúrguer para homenagear essa iguaria deliciosa que conquistou o paladar de pessoas de todas as idades. Neste artigo, vamos explorar a história fascinante por trás do hambúrguer e descobrir como ele se tornou um ícone da culinária global.
A origem e história do Hambúrguer
A origem do hambúrguer remonta ao século XIII, quando tribos nômades da Ásia Central moldavam carne bovina em forma de bife para facilitar o transporte durante suas jornadas. Essa prática foi adotada pelos mongóis, que invadiram a Europa Oriental no século XIV, levando consigo essa técnica de preparo da carne. Da Europa para o novo continente ele foi levado a partir dos acontecimentos que se desenrolaram com as grandes navegações.
No entanto, foi nos Estados Unidos que o hambúrguer ganhou a forma como o conhecemos hoje. No final do século XIX, os imigrantes alemães levaram a ideia de carne moída para o país, e em 1904, durante a Feira Mundial de St. Louis, o hambúrguer foi apresentado ao público americano em grande estilo.
Desde então, o hambúrguer conquistou o paladar dos americanos, afinal se encaixou perfeitamente no seu novo modo de vida que surgiu nas décadas seguintes à segunda guerra mundial, com uma alimentação cada vez mais predominantemente rápida e fora de casa.
A industrialização constante do país e o seu crescimento econômico retiraram das famílias o dever de preparação das refeições e impeliram os americanos à uma alimentação preparada por restaurantes, tornando o hambúrguer um verdadeiro símbolo nacional. Esse grande interesse e apetite pelo hambúrguer acabaram por aprimorar a receita original de carne e pão para milhares e deliciosas variações que conquistaram o mundo.
Símbolo da cultura estadunidense
O hambúrguer rapidamente se tornou um símbolo da cultura americana e foi adotado por redes de fast food como o McDonald’s e o Burger King, que popularizaram o sanduíche em todo o planeta.
Com o tempo, o hambúrguer foi adaptado para atender às preferências culinárias de cada país, resultando em uma infinidade de variações, como hambúrgueres vegetarianos, hambúrgueres gourmet com ingredientes sofisticados e hambúrgueres regionais que representam a culinária local.
O hambúrguer subiu a um novo patamar de alimento quando virou objeto de conhecimento dos Chefs de primeira linha, que passaram a inovar e a transformá-lo, colocando em cheque todas as convenções anteriores para o seu preparo, dando espaço para a criatividade.
Imagem: Elements
O pop é artesanal
Hoje em dia, o hambúrguer é muito mais do que apenas um alimento rápido e conveniente. Ele se tornou um item de desejo para os amantes da gastronomia e tem até mesmo competições e festivais dedicados exclusivamente a ele.
Existe uma infinidade de receitas para o preparo do hambúrguer, como blends especiais de carnes e pães especiais, bem como queijos harmonizados, picles diferenciados e complexos molhos, muitas vezes combinando técnicas culinárias profissionais. Há chefs que se especializam no prato e o elevam a patamares gustativos de primeira, especialmente quando se fala de hambúrgueres artesanais.
O Dia do Hambúrguer é a ocasião perfeita para celebrar essa delícia e experimentar novas combinações de sabores, bem como para experimentar novos preparos.
Se você é um entusiasta do hambúrguer, que tal aproveitar o Dia do Hambúrguer para experimentar diferentes estilos e sabores?
Visite os melhores restaurantes da sua região ou até mesmo prepare seu próprio hambúrguer caseiro com ingredientes frescos e de qualidade. Solte a sua criatividade e crie combinações únicas de molhos, queijos, pães e acompanhamentos para desfrutar de uma experiência gastronômica inesquecível. O céu é o limite.
Hambúrgueres artesanais – Foto: Elements
Hambúrguer Espacial
Aliás, corrigindo o que dissemos, o céu não é o limite. Isso porque o hambúrguer já chegou até mesmo à Estação Espacial Internacional ISS em 2015.
Na ocasião, os astronautas, que se encontram a aproximados 400 km do planeta Terra, também criaram uma versão espacial para o hambúrguer utilizando ingredientes presentes na Estação.
O Hambúrguer foi criado em baixa gravidade pelos tripulantes espaciais com o uso de tortilhas, carne moída, queijo e catchup. O resultado não pareceu dos mais apetitosos, é verdade, mas a façanha prova tanto a popularidade quanto a atração que o alimento exerce sobre todos nós.
Além disso, o versátil hambúrguer também pode ser uma ótima opção para quem segue uma dieta vegetariana ou vegana. Atualmente, existem diversas alternativas de hambúrgueres à base de vegetais, como grão-de-bico, lentilha, cogumelos e soja. Essas opções oferecem uma alternativa saborosa e saudável para aqueles que preferem evitar carne animal.
O Dia do Hambúrguer é uma oportunidade não apenas para desfrutar dessa iguaria, mas também para apreciar a sua história e influência na cultura gastronômica. É uma celebração que une pessoas de diferentes origens e gostos em torno de um prato tão icônico, sendo que ninguém fica de fora da comemoração.
Hambúrguer de Lentilha – Imagem: Elements
Celebre o Dia do Hambúrguer
Aproveite o Dia do Hambúrguer para saborear essa delícia e apreciar a diversidade de opções disponíveis. Seja um hambúrguer clássico com queijo derretido, bacon crocante e molho especial, ou um hambúrguer vegetariano com cogumelos grelhados e queijo de cabra, há uma infinidade de combinações para experimentar e desfrutar.
Portanto, reúna seus amigos ou familiares, escolha um bom restaurante ou coloque as mãos na massa e prepare seu próprio hambúrguer em casa. Celebre o Dia do Hambúrguer com muito sabor e aproveite esse momento especial dedicado a um dos pratos mais queridos e populares do mundo.
Aproveite o Dia do Hambúrguer e desfrute de uma experiência gastronômica única e deliciosa!
O Futuro do hambúrguer é o que fizermos dele. Qual é a próxima fronteira?
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Que tal algumas sugestões de onde comer um bom rodízio japonês em Salvador? O rodízio de comida japonesa já é um velho conhecido dos brasileiros.
Porém, em Salvador, essa modalidade tem ganhado cada vez mais espaço, atraindo consumidores em busca de uma comida boa e farta.
Mas, afinal, de onde surgiu essa tradição no Brasil e como ela se adapta à cultura brasileira?
A origem do Rodízio de Japonês no Brasil
O rodízio de comida japonesa chegou ao Brasil na década de 80, trazido pelos imigrantes japoneses que vieram para cá em busca de melhores oportunidades. Há quem diga, que o “festival de comida japonesa” no formato de rodízio completo, incluindo sushi e sashimi, foi criado pelo Sushi Isao, um restaurante bem escondido, quase um easter egg no bairro da Liberdade em São Paulo, e existe há mais de 33 anos.
Com o tempo, o rodízio de comida japonesa ganhou popularidade em todo o país. E em Salvador, a tradição se adapta muito bem à cultura baiana. A verdade seja dita, nós adoramos uma mesa farta.
Hoje, os rodízios de comida japonesa em Salvador são uma ótima opção para quem busca uma experiência gastronômica completa e com uma grande variedade de opções.
O nosso Top 5 Rodízio Japonês em Salvador
Listamos os nossos 5 preferidos da cidade para você que deseja matar a vontade de comer sushi:
Takê
O Takê é um dos queridinhos quando se fala em rodízio japonês em Salvador. São 91 opções no menu degustação, dentre elas sushis, sashimis, maçaricados, hot rolls, pratos quentes, temakis e sobremesas. Só de pensar dá água na boca, não é mesmo?
Os produtos vão dos clássicos Philadelfia e Califórnia ao especial e diferenciado Takê Maki, salmão grelhado com kani, sem arroz, com enrolado de couve e finalizado com camarão marinado, molho provence e molho de rubras.
Além disso, o restaurante oferece um excelente custo-benefício. O rodízio rola para o almoço de terça-feira à sexta-feira das 12h às 15h. Sábado funciona das 12h às 16h. O jantar já acontece de segunda à quarta a partir das 18h. Sexta e sábado vai até meia noite. Domingo funciona direto até às 23h.
Na calçadinha no Rio Vermelho,encontra-se o Oriente Fast. Com um ambiente despojado e acolhedor, o restaurante oferece um rodízio que certamente agradará aos paladares mais exigentes.
Uma das grandes vantagens do Oriente Fast é a rapidez e a praticidade no atendimento. Um tablet na mesa facilita o processo de fazer os pedidos. Esse sistema, em especial em um rodízio, elimina aquele tradicional problema da demora entre um prato e outro, permitindo que todos desfrutem de uma refeição contínua e sem interrupções.
O rodízio é verdadeiramente completo. Os sushis e sashimis são frescos e entradinhas, temakis, hots, pratos quentes e sobremesas fazem parte do rodízio. Destaque para o Oriente Maki de Camarão, uma especialidade da casa que combina ingredientes tradicionais com um toque de criatividade.
O horário de funcionamento: é de segunda à sexta-feira do meio dia às 15 horas no almoço e para o jantar das 18 até 23 horas E aos sábados e domingos no almoço funciona até às 16 horas e no jantar das 18 às 23 horas.
O Gattai já pode ser considerado um restaurante tradicional de Salvador. Localizado na área gourmet do Salvador Shopping, tem essa vantagem no quesito segurança e praticidade.
Um cardápio bem completo, que vai das tradicionais entradas japonesas e incluem alguns pratos autorais como o Tataki Gattai e o Ceviche Fusion é o que você vai encontrar.
O menu especial também dispõe de Sashimis, Niguiris, Sushis especiais, Temakis (tradicionais e hot), Uramakis, Hossomakis e até Poke.
O Teppan e outros pratos quentes também estão presentes no rodízio do Gattai. Por fim, estão inclusas 4 opções deliciosas de sobremesas.
O rodízio do Gattai funciona no jantar todos os dias e para almoço nos sábados, domingos e feriados.
O Kaiyo Sushi Bar tem dois endereços para sua escolha. A primeira unidade fica na Pituba e a segunda, e mais nova, fica em Vilas do Atlântico.
A casa tem uma sequência sugerida para a degustação do rodízio, sendo que os pratos vão sendo trazidos de acordo com ela até ser finalizada com a sobremesa.
Entretanto, se você preferir, pode ir escolhendo os itens e fazendo os pedidos de pratos diretamente do menu, que tem combinados de 20 e 30 peças, sashimis e gunkans, além de pratos quentes.
Os dois restaurantes funcionam para o almoço e o jantar de terça a domingo nas modalidades de rodízio ou a la carte.
O rodízio de sushi é a principal atração do restaurante Martim Pescador, embora o local trabalhe ainda com frutos-do-mar em geral e até alguns pratos feitos com carne.
O restaurante tem dois ambientes, a varandinha logo na sua entrada e o espaço interno climatizado e com decoração marítima.
O cardápio tem opções que vão desde sashimis, temakis, niguiris além de pratos quentes para sua escolha, é só selecionar e ir pedindo.
Ele está localizado na Rua das Hortências, 246, e funciona de todos os dias, sendo o rodízio a partir das 18h.
A Cantina Volpi está celebrando seu 30º aniversário com uma série de novidades no cardápio. O restaurante deseja compartilhar essa ocasião especial com todos aqueles que contribuíram para sua história de sucesso.
Para comemorar essa importante marca, a Cantina Volpi presenteia os clientes com novos pratos no menu, assinados pelos chefs Mariana Bernardes e Bruno Ferraz.
Pratos Incríveis para Deliciar o Paladar
Ao longo dos anos, a Cantina Volpi conquistou seu reconhecimento por oferecer pratos, tanto clássicos quanto autorais, elaborados com ingredientes frescos e criteriosamente selecionados.
Agora, o cardápio foi enriquecido com uma seleção de novidades que certamente agradarão os paladares mais exigentes.
As Novidades no Cardápio da Cantina Volpi
Para melhorar a experiência dos clientes, foram adicionadas diversas opções saborosas ao cardápio da Cantina Volpi. Confira as novidades:
Novas Entradas
Arancini Caccio e Pepe
Bruschetta de Brie com parma e geleia de damasco
Bruschetta de Funghi
Bruschetta de Filé Gratinada
Carpaccio Trufado – fatia de carne, aioli trufado, queijo grana padano, alcaparras, azeite extravirgem e torradas
Muçarela crocante (palitos de muçarela empanado com molho de tomate)
Pizzeta de Calabresa com Gorgonzola
Pizzeta Trufada (Mussarela, salsa trufada e parmesão)
Pizzeta de Burrata (Burrata, presunto Parma e manjericão)
Pizzeta de Calabresa com Gorgonzola – Foto: Divulgação
Nova Salada
A Cantina Volpi também apresenta uma nova opção de salada:
Salada de Camarão Crocante – mix de alface, tomate cereja, molho de maracujá com mel, parmesão e camarões crocantes
Salada de camarão crocante – Foto: Divulgação
Novos Pratos Principais
Os pratos principais também foram renovados e trazem novos sabores:
Lasanha de Berinjela
Lasanha de Salmão
Nhoque trufado
Penne Alla Vodka com camarão
Penne com camarão ao pesto cremoso
Risotto de funghi com filé mignon
Spaghetti Carbonara tradicional
Penne Alla Vodka – Foto: Divulgação
Deliciosas Sobremesas
Para finalizar a refeição com um toque doce, a Cantina Volpi apresenta novas opções de sobremesa:
Affogato – sorvete de creme com doce de leite e café
Brownie light com sorvete zero
Torta de limão
Affogato – Foto: Divulgação
Espalhada por Salvador
Com unidades localizadas na Pituba, Itaigara (Shopping Paseo), Jardim Apipema (a primeira unidade a ser inaugurada) e Alphaville Paralela, o restaurante está aberto diariamente para almoço e jantar.
Conclusão
A Cantina Volpi celebra seu 30º aniversário com muito orgulho e alegria, compartilhando novidades deliciosas com seus clientes. Com um cardápio renovado, que combina tradição e contemporaneidade, o restaurante oferece pratos incríveis preparados pelos chefs Mariana Bernardes e Bruno Ferraz.
Portanto, não perca a oportunidade de visitar a Cantina Volpi e desfrutar de momentos especiais.
Celebre os 30 anos dessa cantina de excelência e deixe-se encantar pelos sabores e pela hospitalidade italiana que a Cantina Volpi oferece.