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Casa Iryna traz “All You Can Spritz” e clima da dolce vita para as quartas-feiras em Salvador

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All You Can Spritz: Aperol à vontade, fonte exclusiva e noite italiana no coração da Pituba

As noites de quarta-feira em Salvador acabam de ganhar um novo sabor — e ele é tipicamente italiano. O Casa Iryna, restaurante que vem se firmando como um dos endereços mais charmosos da capital baiana, apresenta o projeto “All You Can Spritz”: Aperol Spritz à vontade por R$ 120 por pessoa, das 19h às 22h, em um ambiente que combina sofisticação, acolhimento e um irresistível espírito festivo.

A proposta vai além de um simples happy hour. É uma imersão na dolce vita italiana, marcada por um detalhe que é, literalmente, único no mundo: a única fonte de Aperol chancelada pela Campari, instalada bem no centro do restaurante. Mais que um atrativo visual, ela se tornou símbolo do lifestyle que a casa propõe — descontraído, vibrante e memorável.

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Fonte de Aperol Spritz da Casa Iryna – Foto: Divulgação

Paixão italiana com toque soteropolitano

Localizado na Rua Alexandre Herculano, nº 57, na Pituba, o Casa Iryna é um projeto da empresária Iryna Podusovska, que transportou para Salvador suas memórias e experiências vividas na Itália. Cada canto do espaço revela um cuidado estético e afetivo, resultando em um ambiente que convida à celebração.

O cardápio é assinado pelo chef Theo Tapioca, que imprime um olhar contemporâneo à culinária italiana, enquanto as sobremesas são criadas pela confeiteira Luiza Vilhena. Para completar a experiência, a coquetelaria leva a assinatura do bartender premiado Jonatan Albuquerque, do Purgatório Bar — nome já reverenciado na cena mixológica.

Serviço

O que: All You Can Spritz – Aperol Spritz à vontade
Quando: Quartas-feiras, das 19h às 22h
Onde: Casa Iryna – Rua Alexandre Herculano, 57, Pituba, Salvador
Valor: R$ 120 por pessoa
Reservas: Instagram @casa.iryna


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Dia dos Pais: Quando o legado do vinho é amor e liberdade

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No fim de semana do Dia dos Pais, Carol Souzah brinda a histórias que mostram como herança e autenticidade podem caminhar juntas. Em vez de peso, o legado se torna impulso criativo para Matías Riccitelli e Filipa Pato, herdeiros de nomes consagrados que escolheram seguir o próprio compasso.

Na nova coluna do Muito Gourmet, tradição e inovação se encontram na taça para lembrar que vínculos, como grandes vinhos, ganham profundidade com o tempo e liberdade para florescer.

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Entre pais e filhos: como Matías Riccitelli e Filipa Pato reescrevem o legado do vinho com inovação e liberdade

De vez em quando, me pego pensando nessas profissões que passam de pai para filho. À primeira vista, pode parecer uma herança bonita, mas às vezes é um peso invisível. Aquele silêncio entre expectativas e amor que pressiona o coração. Filhos que se sentem impelidos a seguir um caminho que talvez não escolheriam. Mas há exceções sublimes, onde o vinho é paixão e liberdade, e o legado se torna impulso para criar.

Foi o que aconteceu com Matías Riccitelli, filho do lendário enólogo da vinícola Norton, Jorge Riccitelli, eleito Enólogo do Ano pela Wine Enthusiast. Matías jamais foi apenas “o filho de”. Montou sua própria vinícola, a Riccitelli Wines, em Mendoza, apostando em vinhos orgânicos, naturais e sustentáveis, desde a colheita manual até as fermentações em ovos de concreto, ânforas e foudres, com leveduras nativas e mínima intervenção. Essa busca por autenticidade, por vinhos que traduzem com pureza o terroir, é algo que admiro profundamente e que me aproxima do seu trabalho.

E os reconhecimentos vieram: em 2012, Matías foi eleito Melhor Enólogo do Ano pela Wine Enthusiast e, em 2021, o guia Descorchados o consagrou novamente como Enólogo do Ano. Seus vinhos, vibrantes e atléticos, como o Old Vines from Patagonia Semillón, já conquistaram notas acima de 95 pontos de críticos como Robert Parker, James Suckling e Descorchados. Para mim, eles representam a prova viva de que é possível unir excelência e respeito à natureza.

Do outro lado do oceano, outra história que me inspira é a de Filipa Pato, filha de Luís Pato, um dos mais respeitados produtores de Portugal e verdadeiro ícone da Bairrada. Filipa trabalha com vinhos orgânicos e biodinâmicos, com certificação Demeter, e não usa herbicidas desde 2009. Sua filosofia é criar vinhos autênticos, sem maquiagem, que reflitam a identidade, o solo e a alma da região. E o que eles fazem é exatamente isso: preservar o caráter da uva, respeitar o ciclo natural da vinha e traduzir, na taça, a verdade do solo e do clima da Bairrada.

Esse compromisso com a mínima intervenção e a máxima expressão do terroir é algo que me encanta e que, para mim, traduz a essência do que é um vinho com alma.

Filipa foi eleita Enóloga do Ano 2020 pela Revista de Vinhos em Portugal, sendo a primeira mulher da Bairrada a receber essa honra. Um dos seus vinhos, o Nossa Calcário Tinto 2015, foi o primeiro da região a receber 96 pontos de Robert Parker e entrou no Top 100 da Wine Spectator em 2021. Seus rótulos carregam uma elegância serena e uma precisão que me fazem voltar a eles sempre que quero me lembrar de como o vinho pode ser pura expressão do terroir.

Eu, que sou apaixonada por vinhos sustentáveis e cheios de verdade, fico maravilhada quando vejo essa união entre tradição e inovação, entre respeito e liberdade, traduzida em cada taça. São vinhos que falam de gente, lugar e escolha.

Mas o mais inspirador nessas trajetórias é perceber que, quando há amor e espaço para a criatividade, o legado deixa de ser armadilha e se transforma em força. O vinho mostra isso de forma cristalina: o tipo de solo pode ser o mesmo, o clima pode ser o mesmo, as mãos podem ser as mesmas, mas cada safra é única.

Neste Dia dos Pais, meu brinde vai para quem avança com coragem: não apenas de seguir o caminho traçado, mas de fazê-lo com autenticidade, honrando o passado e reinventando o futuro. Que encontrem, como Matías e Filipa, exemplos para ouvir, criar e expressar com alma o que sonham.

Porque vínculos, assim como os grandes vinhos, não se sustentam na repetição, mas na profundidade, na emoção e na verdade. Com alma.


Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


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Vindima na Bahia? A magia do vinho floresce em Morro do Chapéu

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Uma experiência sensorial e cultural na Chapada Diamantina que vai muito além da colheita

Vindima na Bahia? Sim, sim… Bem ali, onde o céu parece mais perto e o sertão ganha brisa fresca, Morro do Chapéu cultiva um terroir surpreendente que desafia expectativas e encanta. Entre vinhedos que recortam a paisagem rochosa e um clima raro no Nordeste, a cidade desponta como destino promissor para o enoturismo brasileiro.

Fomos até lá para testemunhar este milagre da uva no sertão: a Vindima de Inverno da Vinícola Vaz, que reuniu mais de 300 participantes pagantes em uma celebração memorável. Com ingressos em torno de R$700 (e desconto de 40% para moradores da cidade), o evento ofereceu uma experiência completa, com vinho à vontade, gastronomia regional e música, do amanhecer ao entardecer.

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Vista aérea das festividades da Vindima de Inverno da Vaz – Foto: Bruno Porciuncula

A vindima, que reuniu jornalistas especializados e influencers de gastronomia, foi mais que uma visita, foi uma imersão em um ecossistema onde vinho, cultura, ciência e tradição se entrelaçam em perfeita harmonia.

A vindima com sotaque baiano

Participar de uma vindima na Bahia tem um muito sabor especial. É um ritual sensorial: de avental e chapéu, tesoura na mão, colhemos cachos maduros sob o céu azul da Chapada. Depois, os pés na pisa da uva. Um momento simbólico e lúdico, embalado por música ao vivo e aquela energia contagiante que só a Bahia sabe oferecer.

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Pisa da Uva na Vinícola Vaz – Foto: Gabriel Brawne

A Vindima da Vaz acontece duas vezes ao ano, em fevereiro (verão) e em agosto (inverno), graças ao raro sistema de duas podas anuais, prática incomum na enologia mundial. Sob o olhar apaixonado do fundador Jairo Vaz e da jovem e talentosa enóloga Rafaella Lacerda, natural de Petrolina, o evento se transforma em celebração da terra, do trabalho e da fé no futuro.

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Jairo Vaz contando a história da vinícola – Foto: Gabriel Brawne

Muito além da uva: um roteiro de terroir

A viagem nos levou a conhecer todas as etapas da produção: da colheita ao envase. Visitamos também a Vinícola Reconvexo, onde um almoço entre vinhas nos apresentou os rótulos guiados pelo enólogo João Carlos Ramos. A paisagem, o vinho, o tempo suspenso.

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Felipe Havok e João Carlos Ramos da Vinícola Reconvexo – Foto: Gabriel Brawne

Mas o sabor da Chapada vai além da taça. Na charcutaria Sabor Latino, o mestre Maciel Aguiar nos conduziu por um passeio entre aromas curados e técnicas artesanais. Na Queijaria Gurgalha, Roney Martins, um verdadeiro alquimista do leite, nos mostrou como geologia, microbiologia e ancestralidade moldam queijos de identidade única.

A experiência sensorial se ampliou na Akã, produtora local de óleos essenciais. E, como clímax afetivo, o almoço na Comunidade Quilombola de Barra II: uma mesa farta de andú, picadinho de palma, codó de banana verde e mangará, temperada com afeto, história e acolhimento. Nosso agradecimento especial à querida Edeuzita, que nos recebeu com braços abertos e coração cheio de afeto.

Edeuzita e Felipe Havok
Edeuzita e Felipe Havok – Foto: Gabriel Brawne

O nascimento de uma nova rota do vinho

Morro do Chapéu tem potencial para ser o epicentro do enoturismo na Bahia. Ainda em fase de crescimento, a região enfrenta desafios como infraestrutura hoteleira. Há esforços do setor público para atrair investimentos e impulsionar o turismo local, ainda que os projetos de glamping, por enquanto, sejam iniciativas tímidas e pontuais.

Os vinhos da Vaz já conquistaram reconhecimento nacional. Na Grande Prova Vinhos do Brasil 2025, o Malbec Ferro Doido recebeu medalha de ouro (92 pontos), e o Sauvignon Blanc, medalha de prata (90 pontos), colocando a Chapada no mapa do novíssimo mundo do vinho.

A Vindima da Vinícola Vaz é o testemunho de uma revolução silenciosa, onde o sertão se reinventa e nos brinda com experiências que tocam o paladar, o coração e a alma.

Vindima da Vinícola Vaz
Felipe Havok – Foto: Gabriel Brawne

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Sagratto homenageia os pais com café da manhã afetivo no Bonfim

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Sabores de pai para filho: Sagratto celebra o Bonfim com café nordestino cheio de afeto

Agosto chegou com cheirinho de café passado e lembranças à mesa no Sagratto Café Bar, na Colina Sagrada do Bonfim. Para celebrar o Mês dos Pais, o chef Victor Bebé preparou uma experiência matinal que combina sabores regionais e memória afetiva: um café da manhã nordestino pensado para ser vivido a três.

Inspirado pela figura paterna que o ensinou a ver a cozinha como um gesto de amor, Victor resgata sabores da infância em um cardápio repleto de afeto. “Meu pai sempre foi meu maior incentivador. Foi ao lado dele que comecei a entender que cozinhar também é uma forma de amar”, conta o chef, que cresceu entre o aroma do café fresco e o calor do fogão aceso.

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Chef Victor Bebe – Foto: Divulgação

O café especial, servido às sextas, sábados e domingos, das 8h às 11h30, é uma verdadeira ode à mesa compartilhada. Com valor fixo para três pessoas, a experiência inclui delícias como pão francês na chapa com aioli e manteiga de limão, aipim cozido, cuscuz amanteigado, bolo do dia, queijo coalho grelhado, ovos (fritos ou mexidos), frutas frescas e café coado.

Para completar o ritual, o trio escolhe uma proteína que remete à cozinha das casas nordestinas: ensopado de moela (R$ 165), carne guisada (R$ 170) ou charque acebolada (R$ 175). Cada prato carrega a memória do chef, transformando o café em celebração, não apenas da paternidade, mas dos laços e sabores que atravessam gerações.

Com vista para o Bonfim e alma de casa de vó, o Sagratto reafirma sua vocação como espaço de encontros e afeto. Neste agosto, a mesa está posta para quem quiser transformar o café da manhã em um momento inesquecível de conexão.

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Sagratto Café – Foto: Divulgação

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Tempero Bahia 2025: Wish Hotel da Bahia é o hotel oficial do Festival

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Restaurante Passeio da Vitória apresenta prato inédito para o Tempero Bahia com sabores da Caatinga

Com sua aura artística, localização privilegiada no Campo Grande e forte elo com a cultura baiana, o Wish Hotel da Bahia reafirma sua parceria com o Festival Tempero Bahia como hotel oficial da edição 2024. Desde a primeira edição, em 2017, o hotel tem sido anfitrião dos chefs convidados, consolidando seu papel como embaixador da gastronomia e da hospitalidade na capital baiana.

Para a 8ª edição do evento, que acontece entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro, com o tema “Biomas da Bahia – Caatinga”, o Wish se destaca não só como espaço de acolhimento, mas também como vitrine da cozinha criativa com sotaque regional.

No comando do Restaurante Passeio da Vitória, o chef Ivo Sampaio, que tem uma sólida trajetória em grandes bandeiras hoteleiras, apresenta uma criação inédita e autoral para o festival: Lombo de fumeiro com molho de umbu, aligot de mandioca e crocante de tapioca com licuri. Um prato que harmoniza ingredientes emblemáticos da Caatinga com técnica refinada e apresentação impecável.

Wish Hotel da Bahia é o hotel oficial do Tempero Bahia 2025
Lombo de fumeiro com molho de umbu, aligot de mandioca e crocante de tapioca com licuri – Foto: Leonardo Freire

A experiência estará disponível durante todo o período do Festival Tempero Bahia, tanto no almoço (12h30 às 15h) quanto no jantar (19h às 22h), para hóspedes e visitantes que desejem explorar sabores singulares em um dos ambientes mais sofisticados de Salvador.

Com essa iniciativa, o Wish Hotel da Bahia não apenas celebra a biodiversidade e a riqueza da culinária baiana, como também se consolida como destino gastronômico de excelência, unindo conforto, arte e sabor no coração da cidade.


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Neurovinho: Como o nosso cérebro degusta sons e sabores

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Neurovinho? Há quem pense no vinho apenas como sabor. Mas e se ele também tivesse ritmo? E se beber fosse, no fundo, um ato de escuta?

Na nova coluna do Muito Gourmet, a sommelière Carol Souzah propõe um mergulho sensorial onde taças e trilhas sonoras se entrelaçam. Amparada por estudos da neurociência e por suas experiências pessoais, ela mostra como música e vinho compartilham mais do que prazer: compartilham presença.

Do jazz sutil ao metal visceral, passando pelas memórias que um som pode despertar no paladar, Carol nos convida a escutar com mais atenção aquilo que bebemos. Porque, afinal, degustar também é ouvir.

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Neurovinho: como som e paladar se encontram na taça

Eu bebo melhor quando ouço música. Talvez porque o vinho, assim como a música, precise de tempo e de escuta. Precise de silêncio em volta, de espaço entre os gestos, de um compasso que permita à sensação se desdobrar. Ambos pedem pausa e presença e, talvez seja isso que os torne tão irmãos.

Ambos me ensinam sobre ritmo, sobre intensidade e sobre como o que realmente importa acontece quando a gente presta atenção. Já reparou como uma música pode mudar o sabor do que você bebe? E não é só impressão: diversos estudos vêm mostrando que o ambiente sonoro interfere diretamente na forma como percebemos um vinho.

Em 2008, o pesquisador Charles Spence, da Universidade de Oxford, conduziu experimentos que comprovaram: músicas com sons graves e intensos realçam os taninos e o amargor dos tintos, enquanto músicas leves e com notas agudas tendem a acentuar doçura e frescor, especialmente em vinhos brancos ou espumantes. Ou seja: a trilha sonora da taça pode alterar nossa percepção do paladar.

Mas para além da ciência, tem algo profundamente sensível nisso tudo. Eu, por exemplo, amo beber vinho ouvindo jazz. Jazz tem silêncio, tem improviso, tem entrega. Assim como um bom vinho, que respira e se transforma na taça.

Tem noites em que um tinto ganha outra textura quando toca “Tangerine” com Chet Baker. Em outras, o vinho é uma surpresa dentro de uma surpresa, como na canção “Speak Low” cantada por Billie Holiday. É uma troca sensorial: enquanto a música mexe com o clima, o vinho responde no corpo. Um realça o outro e juntos, transformam a experiência.

E se vinho e música são experiências íntimas, também se revelam nas trocas. Tenho amigos que vivem isso comigo de jeitos muito próprios. Com Beca, que também é cantora, o vinho costuma vir acompanhado de bossa, jazz e, de vez em quando, da voz dela, que é um presente à parte. Ficamos por horas.

Guadalupe tem gosto refinado e audacioso: vai do jazz ao metal sem perder a taça, e transforma qualquer garrafa numa experiência inesperada. Ela sabe harmonizar uma taça com uma guitarra pesada como poucos. Marinho, por sua vez, é do tipo que abre uma garrafa, coloca uma boa MPB pra tocar e logo viajamos entre poemas de Adélia Prado ou paisagens de João Pessoa. Com ele, as conversas viram trilhas: trocamos músicas, versos e goles com a mesma leveza.

É nesses encontros que percebo como vinho e som se atravessam, se ampliam, e fazem da memória um lugar mais cheio de sentido.

Beber vinho é mesmo uma experiência multissensorial; o som, o olhar, o toque, o cheiro, os gostos, tudo se mistura para formar memória.

Você também já reparou que o vinho envolve muito mais que o paladar? Dos cinco sentidos, ele desperta todos e é isso que o torna tão marcante. O olfato reconhece aromas que nos remetem a lembranças afetivas, o tato percebe temperatura, textura, peso da taça. O som do vinho sendo servido ou da rolha saindo já nos prepara para o momento. Mesmo a visão importa: a luz do ambiente, a cor do vinho no copo, o rótulo, o brilho. Nada é só detalhe. Tudo soma.

Assim como existem inúmeros estilos de vinho, a música também é plural.

O que importa é o que faz sentido para você – que trilha sonora acompanha a sua taça?

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

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Terroir Itinerante celebra os vinhos da Espanha em edição especial

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Encontro enogastronômico une rótulos artesanais e menu espanhol assinado pelo chef André Brito

Vamos ter uma nova edição da Terroir Itinerante! Uma noite especial promete levar os amantes do vinho a uma verdadeira travessia sensorial pelas paisagens vinícolas da Espanha. No dia 1º de agosto, o Terroir Itinerante retorna à capital baiana com uma edição dedicada inteiramente aos vinhos espanhóis, em um encontro onde cada gole carrega história, identidade e território.

Idealizado e conduzido pela sommelière Carol Souzah, o Terroir Itinerante já conquistou seu espaço entre os eventos enogastronômicos mais instigantes da cidade. Nesta edição, que acontece no showroom da importadora Porto a Porto, a experiência ganha contornos ainda mais profundos, com a seleção de quatro rótulos espanhóis de perfis marcantes e produção artesanal.

Entre os destaques, estão um Jerez Manzanilla e vinhos biodinâmicos de baixa intervenção, autênticos representantes de uma enologia que privilegia o terroir e o respeito ao tempo. Como sempre, a condução de Carol Souzah promete mais do que explicações técnicas: ela transforma cada vinho em narrativa, conectando aromas e histórias em um fio condutor repleto de alma.

A jornada se completa com um menu em quatro etapas assinado pelo chef André Brito, que mergulha nos sabores clássicos da gastronomia espanhola. Cada prato é pensado para dialogar com os vinhos da noite.

Um verdadeiro mergulho no universo dos “vinhos vivos”, aqueles que provocam, emocionam e convidam à conversa. Uma noite para brindar, aprender e sentir.

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Carol Souzah – Foto: Divulgação

Serviço:

Terroir Itinerante – Edição Espanha
Onde: Showroom Porto a Porto – Salvador (R. Waldemar Falcão, 979 – Horto Florestal)
Quando: 1º de agosto, às 19h
Valor: R$ 280 (inclui 4 vinhos + menu harmonizado de 4 etapas)
Reservas: (71) 99957-9505


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Chef Andrea Nascimento recebe Prêmio Maria Felipa em Salvador

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Reconhecimento celebra a trajetória de resistência e excelência da chef negra no cenário gastronômico de Salvador

Na fervilhante cena do Rio Vermelho, onde o aroma dos temperos baianos se mistura ao som do mar, a chef Andrea Nascimento, do Solar Gastronomia, acaba de alcançar mais um marco em sua trajetória.

Nesta quinta-feira, 25 de julho, ela será homenageada com o Prêmio Maria Felipa, uma das mais importantes honrarias concedidas a mulheres negras que se destacam na luta por direitos e contra o racismo no Brasil.

A cerimônia ocorre às 17h, no Centro de Cultura da Câmara de Salvador, e marca o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, bem como o Dia Nacional da Mulher Negra.

A premiação é conduzida pela vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice-presidente da Comissão de Reparação.

“Uma felicidade poder ser honrada e premiada. Como empresária e chef negra, a luta é constante na busca do nosso posicionamento e independência”, afirma Andrea, cuja trajetória une talento culinário com ativismo e empreendedorismo de impacto.

Do fogão à resistência: quem é Andrea Nascimento?

Figura central da cozinha do Solar Gastronomia, Andrea Nascimento comanda um dos restaurantes mais emblemáticos de Salvador. Sua cozinha mistura técnica refinada e sabores ancestrais, com atenção especial à valorização de ingredientes afro-baianos e à formação de novas gerações de cozinheiras negras.

Não à toa, seu nome agora se junta à lista de mulheres inspiradoras que já foram contempladas pelo Prêmio Maria Felipa, como a embaixadora de Gana no Brasil, Abena Busia; a defensora dos direitos das mulheres negras na ONU, Kenia Maria; e a cantora e atual ministra da Cultura, Margareth Menezes.

O legado de Maria Felipa: resistência feminina na história baiana

Inspirando o prêmio que leva seu nome, Maria Felipa de Oliveira foi uma marisqueira e pescadora da Ilha de Itaparica que, em 1823, liderou um levante com mais de 200 pessoas – entre mulheres negras, tupinambás e tapuias – contra as tropas portuguesas durante a luta pela Independência da Bahia. Seu grupo incendiou cerca de 40 embarcações inimigas, tornando-se símbolo da resistência popular e feminina no estado.

A homenagem à chef Andrea, portanto, carrega não apenas um reconhecimento individual, mas também um elo com a ancestralidade e a força de tantas mulheres negras que moldaram, e continuam moldando a identidade cultural da Bahia.

Andrea Nascimento é destaque no Prêmio Maria Felipa 2024
Andrea Nascimento é destaque no Prêmio Maria Felipa – Foto: Leonardo Freire

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Santo Antônio Além do Carmo celebra 3 anos do Allê Varanda Bar

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Festa especial no dia 26 de julho marca o aniversário da casa, com programação que mistura samba, axé, vinho e alta gastronomia

O Allê Varanda Bar está em Festa! O Santo Antônio Além do Carmo vai ferver neste sábado, 26 de julho, com a festa de 3 anos do bar. A casa, que conquistou corações com sua vista para o pôr do sol e atmosfera boênia, preparou um dia inteiro de celebração: das 12h à meia-noite, serão 12 horas de boa música, drinques especiais e sabores inéditos.

“Três anos podem parecer pouco, mas pra gente já são muitas histórias, abraços e brindes trocados”, conta Wolton Fonseca, sócio do bar, que também apaga velinhas no mesmo dia. A ideia, segundo ele, é brindar junto com os amigos que ajudaram a escrever essa história.

Maratona musical: samba, surf music, sertanejo e axé

A programação musical passeia pelos ritmos que são a cara de Salvador. O Samba do Moreno, comandado por Danilo Moreno, dá o tom da tarde, seguido pela pegada ensolarada da Banda Cocada Beat, com Jeff Duque no vocal. O sertanejo Pedro Gabriel, assume o palco no início da noite, antes do gran finale com o axé vibrante de Camilo Doria.

Brindes, ativações e mimos gourmet

A experiência vai muito além da música. O aniversário do Allê é um verdadeiro festival de sabores e surpresas: Welcome de Coronita, shots de Pomelo Spritz circulando pelo salão, brinde coletivo de Chandon, Pepsi Black e docinho especial da Croc Puxe. Tudo pensado para surpreender. E ainda tem fotos impressas na hora e outras surpresas guardadas a sete chaves.

DiVino especial e menu comemorativo

A programação de aniver não se limita ao sábado. Durante todo o mês de julho, a casa promove eventos especiais, como o DiVino comemorativo que acontece na quinta-feira (24). Nesta edição, além do open bar de vinhos em parceria com a Decanter Salvador, o Allê oferece um jantar harmonizado exclusivo por R$ 160 por pessoa.

O menu é um show à parte, com criações como o Salame Imperiale (salame de polvo artesanal), Disc’ di Granchio (disco de coco com siri catado), Tagliata Contadina (filé mignon com batatas rústicas e cogumelos), Pappardelle del Pescatore (massa fresca com frutos do mar) e a irresistível Battito di Cocco, batida da casa.

Brinde ao futuro

Seja na varanda com vista espetacular ou no salão que vibra com energia boa, o Allê convida o público a celebrar o passado e o futuro em um sábado para ficar na memória. Mais informações: Site de reservas e no Instagram.


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Quatro restaurantes em uma noite: Rota RV retorna a Salvador

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Quatro restaurantes, uma noite e muito sabor: evento inspirado nas “rutas de tapas” retorna nos dias 5 e 6 de agosto

Depois de duas edições arrebatadoras com ingressos esgotados em poucas horas, a Rota RV está de volta ao bairro do Rio Vermelho com sua terceira edição confirmada para os dias 5 e 6 de agosto (terça e quarta-feira).

O evento que conquistou o paladar dos soteropolitanos, promove uma noite de imersão enogastronômica a preço fixo, inspirada nas tradicionais “rutas de tapas” da Espanha.

Com sessões das 19h às 23h, os participantes percorrem quatro dos mais celebrados restaurantes do bairro mais boêmio de Salvador: Ayrà Bar, La Taperia, Manga e Silva Cozinha. Por R$ 225, o passaporte dá direito a uma taça de vinho (ou drink sugerido) e uma entrada harmonizada em cada casa, assinadas por chefs renomados da cena local: Ícaro Rosa, José Morchon, Ricardo Silva, Kafe e Dante Bassi.

ROTA RV
Ícaro Rosa, Elen Luz, Dante Bassi, Kafe Bassi, Ricardo Silva, Luciana Mastique, Juli Holler e José Morchon – Foto: Gabriel Brawne

O circuito é livre, sem ordem obrigatória de visitação, permitindo que cada participante trace sua própria rota de sabores. O formato tem agradado tanto que uma das edições anteriores teve os ingressos esgotados em menos de quatro horas.

Os bastidores da alta cozinha no bairro mais boêmio de Salvador

O Ayrà Bar, estreante no evento, carrega a assinatura do chef Ícaro Rosa e da empresária e cantora Elen Luz, conhecidos pelo Jiló. O La Taperia, comandado pelo espanhol José Morchon e por Juli Holler, é um clássico da gastronomia ibérica na cidade. Já o premiado Manga, dos chefs Dante e Kafe Bassi, oferece uma experiência contemporânea e criativa. Fechando o quarteto, o Silva Cozinha tem a leveza e sofisticação de Ricardo Silva e Luciana Mastique.

Os passaportes já estão à venda pela plataforma Sympla. As vagas são limitadas:

Uma chance de vivenciar o melhor da gastronomia local em um formato descontraído, dinâmico e cheio de personalidade.

O evento conta com apoio editorial do Muito Gourmet, plataforma especializada em gastronomia de Salvador.

Rota RV terceira edição
Rota RV, o circuito enogastronômico chega em sua terceira edição. Foto: Divulgação

Serviço Rota RV

O quê: Rota RV – Circuito Enogastronômico no Rio Vermelho
Quando: 5 e 6 de agosto (terça e quarta), das 19h às 23h
Quanto: R$ 225 por pessoa (passaporte individual)
Onde: Ayrà Bar, La Taperia, Manga e Silva Cozinha
Ingressos: Sympla


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