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Tempero Bahia leva oito chefs, feira e shows de graça ao Parque Shopping no fim de semana

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Etapa Cultural do festival acontece nos dias 26 e 27 de setembro, com Cozinha Show, artesanato e música na Praça de Alimentação

A parte gratuita do Festival Tempero Bahia 2026 acontece no sábado 26 e no domingo 27 de setembro, das 13h às 20h, na Praça de Alimentação do Parque Shopping Bahia, no Piso L3. São dois dias com oito aulas-show conduzidas por chefs baianos, uma feira de arte, artesanato e gastronomia com microempreendedores e três apresentações musicais, tudo sem cobrança de ingresso. É a Etapa Cultural, o único trecho do festival aberto a quem quiser chegar sem reserva e sem consumo mínimo.

A programação fecha a nona edição do festival, que começou em 17 de setembro e movimenta restaurantes, pousadas e hotéis de seis destinos turísticos: Salvador, Lauro de Freitas, Itaparica, Vera Cruz, Feira de Santana e Vale do Capão. São 80 casas participantes, cada uma com um prato criado especialmente para o festival e com preço definido pelo próprio restaurante. A lista completa, com fotos dos pratos e informações de cada endereço, está no site oficial.

“Estou muito feliz com a constante expansão do Tempero, que começou em Salvador e cresce a cada ano, sempre valorizando ingredientes e movimentando a cadeia produtiva na Bahia”, diz Djanira Dias, da 2D Eventos, realizadora do festival.

Os Biomas da Mata Atlântica Baiana como tema

A nona edição elegeu como protagonista os Biomas da Mata Atlântica Baiana, e a escolha organiza a despensa de todo o festival: peixes e frutos do mar, siri, caranguejo, pitanga, taioba, araçá, cacau e mel de abelhas nativas. É um recorte que empurra os chefs para ingredientes que existem a poucos quilômetros das cozinhas, e não para a carta de importados.

O mel de abelha sem ferrão, um dos ingredientes citados, vive um momento particular na Bahia. Em agosto, o meliponário Meldoyá, de Jaguaripe, no Recôncavo, venceu o Concurso de Méis Código das Abelhas e levou o título de melhor mel de abelha sem ferrão do Brasil. Para este mesmo Tempero Bahia, a chef Flávia, do Deguste o Brasil, no Vale do Capão, criou o prato Transição dos Biomas, que vai da Mata Atlântica ao Sertão e usa o mel de uruçu de Jaguaripe no acabamento. O Vale do Capão, vale lembrar, é um dos seis destinos do circuito.

Cozinha Show: oito chefs, duas tardes

As aulas-show acontecem em quatro horários por dia, sempre na Praça de Alimentação. As inscrições para assistir são feitas pelo aplicativo do Parque Shopping.

No sábado, 26, abre a chef Caroline Cavalcanti, do Quilombo do Quingoma, com o tema Comida de Quilombo e um Arrumadinho Sertanejo. Na sequência vêm Vinícius Soares, do Senac-BA, com Terroir do Baixo Sul; Rafael Evangelista, do 33 Contemporâneo, que apresenta uma polenta cremosa com grano padano e ragu de linguiça ao vinho tinto; e Ana Cesário, do Cadivó, que fecha o dia com biscoitos amanteigados em aula voltada para crianças.

O domingo, 27, começa com João Sérgio Rodrigues, do Senac-BA, e uma moqueca de siri com banana da terra sob o tema Sabores de Valença. Depois entram Wiltemberg Santos, do Seen Feira do NH Hotel, com uma Picanha do Mar feita de lombo de pescada amarela laminada; a culinarista Elíbia Portela, com massa de pão delícia e focaccia; e Leo Grimaldi, que encerra a programação com o Arroz entre Marés, de camarão e sururu sobre base de moqueca, com jaca tostada e vinagrete de mel de cacau.

Mercado do Parque e a música do fim de tarde

A feira funciona em horário mais largo que o restante da Etapa Cultural: sábado das 10h às 22h e domingo das 12h às 21h. Reúne microempreendedores de gastronomia e de artesanato.

No lado da comida e bebida estão o Do Coado ao Expresso, com cafés artesanais, a Proa Cervejaria, a Kikaxassa, com cachaças da Bahia, o Chorando com Cebola, com molhos, antepastos e geleias, e a Juli Produtos Naturais. Na frente de arte e artesanato, participam Jô do Barro, com cerâmica, o Ateliê Telma Lasmar, Soraia Medeiros Crochê, Eu Tenho Art e Alcione Zanca, com arte religiosa.

A trilha fica por conta de três atrações. No sábado, às 18h, sobem os Gaiatos, com MPB e pop rock. No domingo, às 17h30, o Grupo Cultural Sambadeiras leva samba de roda, e às 18h30 entra o Duo de Chorinho Peu Souza e Estevam Dantas.

Serviço

O quê: Etapa Cultural do Festival Tempero Bahia 2026, com Cozinha Show, Mercado do Parque e shows musicais
Quando: Sábado 26 e domingo 27 de setembro, das 13h às 20h
Mercado do Parque: Sábado das 10h às 22h e domingo das 12h às 21h
Onde: Parque Shopping Bahia, Praça de Alimentação, Piso L3
Quanto: Gratuito
Inscrições para o Cozinha Show: Pelo aplicativo do Parque Shopping
Circuito Gastronômico: 80 restaurantes em seis destinos, até 27 de setembro, com preço definido por cada casa

Perguntas Frequentes

Quando e onde acontece a Etapa Cultural do Tempero Bahia 2026?

Nos dias 26 e 27 de setembro, das 13h às 20h, na Praça de Alimentação do Parque Shopping Bahia, no Piso L3. A entrada é gratuita e a feira do Mercado do Parque abre em horário estendido, das 10h às 22h no sábado e das 12h às 21h no domingo.

Como assistir às aulas do Cozinha Show?

As inscrições são feitas pelo aplicativo do Parque Shopping. São quatro aulas por dia, em horários entre 13h e 17h50, com chefs como Caroline Cavalcanti, Rafael Evangelista, Wiltemberg Santos e Leo Grimaldi.

Quanto custa comer nos restaurantes do Festival Tempero Bahia?

Não há preço único. Cada um dos 80 restaurantes participantes cria um prato exclusivo para o festival e define o próprio valor. A lista completa com fotos e informações de cada casa está no site oficial do evento.

Quais cidades participam do Tempero Bahia 2026?

O festival acontece em seis destinos turísticos: Salvador, Lauro de Freitas, Itaparica, Vera Cruz, Feira de Santana e Vale do Capão, até 27 de setembro.

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Melhores da Taça 2026: a Bahia vence no vinho, no drink e na cerveja

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Cinco prêmios levaram casas de Salvador ao palco do Salão Abrasel e colocaram o estado nos três universos da premiação.

A Bahia saiu do Melhores da Taça 2026 com cinco reconhecimentos e um feito que nenhum outro estado repetiu na mesma noite: pontuou nas três frentes que a premiação cobre, vinho, coquetelaria e cerveja. A cerimônia aconteceu na segunda-feira (14), no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, durante o Salão Abrasel, e é promovida pela revista Prazeres da Mesa para mapear quem move o mercado brasileiro de bebidas. Purgatório Bar, Silva Cozinha, Cork Wine Lab, Proa Cervejaria e a sommelière Isadora Fornari, a Isadinha, formam a lista baiana.

Purgatório Bar: melhor do Nordeste e melhor fat wash do Brasil

O Purgatório foi o grande nome da noite baiana, com duas vitórias. A primeira, Melhor Bar do Nordeste, veio em uma disputa que reuniu os conterrâneos Megiro e Minibar Gem, o Bar do Delegado, de Alagoas, e o Pina Cocktails, de Pernambuco.

A segunda tem nome, sotaque e técnica: Melhor Fat Wash, com o drink Capoeira. O fat wash é um processo de infusão em que uma gordura, manteiga, azeite, bacon, leite de coco, é incorporada ao destilado para transferir sabor e textura, e depois removida por resfriamento. É uma das técnicas mais associadas à coquetelaria contemporânea, e o coquetel baiano superou criações de bares de São Paulo, Santa Catarina e Pará. O Capoeira integra a nova carta da casa, assinada pelo diretor criativo e sócio Jonatan Albuquerque e batizada de “Confia na Bahia”.

“O prêmio de Melhor Bar do Nordeste tem um significado muito especial porque representa a nossa casa e a nossa Bahia, enquanto o reconhecimento do Melhor Fat Wash mostra que a gente consegue levar a nossa identidade para uma coquetelaria cada vez mais técnica e criativa”, celebrou Peu Magalhães, sócio do bar, presente na cerimônia ao lado da sócia, a empresária Iryna Podusovska.

A dobradinha chega em um momento de projeção da casa, que também integra a seleção dos 500 melhores bares do mundo.

melhores da taça 2026
Caporeira, Eleito o melhor Fat Wash do Brasil em 2026 – Foto: Divulgação

Duas cartas de vinho baianas no Prêmio de Excelência

O Prêmio de Excelência, categoria que reconhece cartas de bebidas de alto nível, contemplou dois endereços de Salvador.

No Silva Cozinha, restaurante do chef Ricardo Silva e da empresária Luciana Mastique, a carta assinada pela sommelière Carol Souzah foi reconhecida pelo trabalho de curadoria. Souzah recebeu o prêmio em nome da casa.

“Estou muito feliz por esse reconhecimento. Fazer cartas de vinhos é uma das coisas que eu mais gosto e agradeço, em nome do Silva Cozinha, que coloca o vinho no lugar de destaque em seu restaurante, que é o certo”, disse a sommelière.

A Cork Wine Lab, de Frederico Poli, dividiu a categoria. Inaugurada no fim de 2025 na Pituba, a casa opera em três camadas ao mesmo tempo, wine bar, loja especializada e escola de vinhos, uma proposta que ainda tem poucos equivalentes no Nordeste.

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Carol Souzah – Foto: Divulgação

Proa Cervejaria e a cerveja baiana de identidade própria

A cerveja baiana também subiu ao palco do Melhores da Taça 2026. A Proa Cervejaria, comandada pela mestre cervejeira Débora Lehnen, recebeu o Prêmio de Excelência na frente cervejeira, representada na cerimônia por Ricardo Vallari. Com fábrica em Lauro de Freitas e bar na Pituba, a Proa construiu reputação apostando em ingredientes regionais e em um time majoritariamente formado por mulheres, dois traços que a diferenciam dentro de um mercado artesanal ainda bastante homogêneo.

ricardo vallari melhores da taca 2026
Ricardo Vallari – Foto: Divulgação

Isadinha, Personalidade da Coquetelaria

O reconhecimento individual ficou com Isadora Fornari, a Isadinha, eleita Personalidade da Coquetelaria. Sommelière e consultora, ela não nasceu na Bahia, mas construiu aqui parte importante da sua obra: assina a coquetelaria de casas como Origem e Amado, formou equipes de bar em Salvador e ajudou a elevar o patamar técnico de uma cena que hoje disputa prêmio nacional de igual para igual. É também jurada do Spirits Selection do Concours Mondial de Bruxelles e trabalha há anos pela valorização dos destilados brasileiros, com a cachaça no centro do discurso. O prêmio reconhece menos um cardápio e mais uma trajetória, o que dá ao resultado baiano uma camada de profissão, não só de vitrine.

isadinha melhores da taca 2026
Isadinha – Foto: Reprodução

O que o resultado diz sobre Salvador

Premiação de bebidas costuma medir tendência antes de medir gosto. E a leitura do Melhores da Taça 2026 é direta: a Bahia deixou de ser exceção pontual em uma categoria e passou a aparecer em todas as três ao mesmo tempo. Coquetelaria com técnica de ponta, cartas de vinho com curadoria autoral e cervejaria com identidade regional são frentes que exigem repertório, investimento e público disposto a pagar por isso. As três amadureceram juntas.

Há até uma coincidência geográfica que ajuda a contar a história. Cork Wine Lab e Proa Cervejaria ficam na mesma rua da Pituba, a Rua das Hortênsias, a poucos números de distância, e o Purgatório opera no mesmo bairro. Um trecho de Salvador que, em 2026, concentra três dos endereços de bebida mais premiados do país.

Onde encontrar os premiados pelo Melhores da Taça 2026 em Salvador

Purgatório Bar
Rua Alexandre Herculano, 45, Pituba, Salvador
Quarta a sábado, a partir das 19h
Reservas: (71) 98343-2622
Instagram: @purgatorio.bar

Silva Cozinha
Rua Chile, 7, Centro Histórico, Salvador
Terça a domingo
Reservas exclusivamente por WhatsApp: (71) 99688-5535
Instagram: @silva_cozinha

Cork Wine Lab
Rua das Hortênsias, 478, Pituba, Salvador
Terça a sábado, das 18h às 23h
Contato: (71) 98802-5735
Instagram: @corkwinelab

Proa Cervejaria (bar Salvador)
Rua das Hortênsias, 288, Pituba, Salvador
Contato: (71) 99948-0674
Instagram: @proacervejaria

Perguntas Frequentes

Quem são os baianos premiados no Melhores da Taça 2026?

Purgatório Bar (Melhor Bar do Nordeste e Melhor Fat Wash), Silva Cozinha e Cork Wine Lab (Prêmio de Excelência em cartas de vinho), Proa Cervejaria (Prêmio de Excelência em cervejas) e a sommelière Isadora Fornari, a Isadinha (Personalidade da Coquetelaria).

O que é o Melhores da Taça?

É uma premiação anual da revista Prazeres da Mesa que reconhece nomes, rótulos, cartas e endereços dos universos do vinho, dos drinques e das cervejas no Brasil. Os finalistas são indicados por especialistas do setor e o resultado passa por votação aberta ao público.

O que é fat wash na coquetelaria?

É uma técnica de infusão que incorpora uma gordura, como manteiga, azeite ou leite de coco, a um destilado para transferir sabor e textura. Depois do descanso, a mistura é resfriada e a gordura solidificada é removida, deixando apenas o aroma no líquido.

Onde fica o bar baiano eleito o melhor do Nordeste?

O Purgatório Bar fica na Rua Alexandre Herculano, 45, na Pituba, em Salvador, e funciona de quarta a sábado a partir das 19h.

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Purgatório antecipa a Negroni Week 2026 e reúne três bartenders no balcão nesta terça

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Noite de guest bartender na Pituba abre a programação da casa uma semana antes da edição mundial do clássico italiano

Negroni Week 2026 chegou mais cedo! O Purgatório Bar recebe nesta terça-feira (15), a partir das 19h, uma noite de guest bartender apresentada pela Campari, com Pietra Crispim, Lucas Tomáz Gómez e Max Galvão dividindo o balcão. O encontro acontece na Rua Alexandre Herculano, 45, na Pituba, abre a programação de Negroni Week da casa e chega uma semana antes da edição mundial, marcada para 21 a 27 de setembro. As reservas são feitas pelo site do bar.

Três bartenders, um balcão só

A noite tem como fio condutor o Negroni, mas o desenho da ativação diz mais sobre o momento da coquetelaria baiana do que sobre o drink em si. Pietra Crispim, que integra o time do Purgatório, se formou na European Bartender School de Barcelona e venceu o Pato Preto Distillery Cocktail Championship de 2026. Lucas Tomáz Gómez e Max Galvão chegam pela Campari, dentro da programação que a marca desenhou para Salvador.

Colocar três profissionais em serviço simultâneo num balcão de speakeasy não é hospitalidade comum. É formato de evento de cena, o tipo de noite em que o cliente paga um drink e assiste a três repertórios diferentes trabalhando o mesmo clássico.

A casa que sempre viajou agora recebe

Há um detalhe que o calendário esconde. O Purgatório construiu boa parte da sua reputação nacional indo embora de Salvador: reuniu bartenders do Nordeste em São Paulo durante o Bar Convent Brasil e, em agosto deste ano, levou masterclass e guest bartender ao Hideout Speakeasy, em Santos. A casa é conhecida no circuito como quem visita.

A programação desta semana inverte o sinal. Quem chega é a Campari, e o balcão da Pituba vira destino. Para uma cidade que historicamente exporta talento em coquetelaria e importa pouca programação de marca, a diferença não é cosmética.

Por que antecipar uma semana

A Negroni Week 2026 chega à 14ª edição e acontece entre 21 e 27 de setembro. Criada em 2013 pela revista Imbibe em parceria com a Campari, a semana nasceu com dois objetivos simultâneos: celebrar o coquetel e transformar a venda dele em arrecadação para causas sociais, modelo que se espalhou para milhares de bares em dezenas de países.

O Purgatório optou por abrir antes. A escolha da terça-feira não é aleatória: 15 de setembro é o Dia do Cliente, e a casa amarrou as duas datas no mesmo evento. A leitura comercial é evidente, mas a leitura de cena também: antecipar significa não disputar atenção com a enxurrada de ativações que tomam o calendário nacional a partir do dia 21.

O clássico que não envelhece

Gin, Campari e vermute tinto em partes iguais. A fórmula do Negroni tem pouco mais de cem anos e resiste a todas as ondas da coquetelaria porque é, ao mesmo tempo, simples de montar e difícil de acertar. O amargo do Campari não perdoa desequilíbrio, e a escolha do gin e do vermute muda completamente o resultado no copo.

É justamente essa margem estreita que faz do drink um bom terreno para noites de guest. Com três bartenders no mesmo serviço, a graça está menos no drink servido e mais nas decisões de cada um sobre diluição, gelo, gin e casca.

negroni week 2026 em Salvador
Negroni – Purgatório Bar – Foto: Divulgação

O que mais acontece na casa

A programação especial começou nesta segunda-feira (14), com uma masterclass produzida pela Campari e conduzida por Max Galvão e Lucas Tomáz Gómez, voltada para profissionais do setor. A agenda do bar segue no dia 16 de setembro, com novas ativações ligadas à Negroni Week.

Serviço

Guest Bartender Campari no Purgatório
Quando: terça-feira, 15 de setembro, a partir das 19h Onde: Purgatório Bar, Rua Alexandre Herculano, 45, Pituba, Salvador Com: Pietra Crispim, Lucas Tomáz Gómez e Max Galvão Reservas: purgatoriobar.com.br Instagram: @purgatorio.bar

Perguntas Frequentes

Quando é a Negroni Week 2026?

A edição mundial da Negroni Week 2026 acontece de 21 a 27 de setembro. É a 14ª edição do evento, criado em 2013 pela revista Imbibe em parceria com a Campari.

Onde fica o Purgatório Bar em Salvador?

O Purgatório Bar fica na Rua Alexandre Herculano, 45, na Pituba, em Salvador. O bar funciona no formato speakeasy e as reservas são feitas pelo site purgatoriobar.com.br.

Precisa reservar para a noite de guest bartender?

Sim. As reservas para o Guest Bartender de 15 de setembro são feitas pelo site oficial do Purgatório Bar. A casa trabalha com capacidade reduzida, característica do formato speakeasy.

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KFC com Pinot Noir: o vinho saiu do pedestal

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De redes de frango frito a popstars, o vinho sai do pedestal e circula onde as pessoas estão

Sim, o KFC e o vinho se encontraram, e não foi uma vez só. No Japão, a rede fez uma parceria com a importadora Enoteca para indicar rótulos que combinam com o frango da casa, entre eles um Pinot Noir argentino. Em Londres, montou um bar temporário com vinho e balde de frango na mesma mesa. A sommelière Carol Souzah, colunista do Muito Gourmet, olhou para o episódio e viu menos uma piada de marketing e mais um sintoma: o vinho está deixando o pedestal e ocupando lugares, marcas e universos que até pouco tempo pareciam distantes dele. A seguir, a leitura dela sobre esse movimento e sobre o que muda quando a taça troca de endereço.

Frango frito KFC com Pinot Noir. Há alguns anos, talvez essa combinação parecesse uma provocação feita apenas para chamar atenção. Hoje, ela diz bastante sobre o momento que o vinho está vivendo.

KFC com Pinot Noir: por que todo mundo quer um pedaço do mundo do vinho

No Japão, o KFC se uniu à Enoteca para apresentar combinações entre produtos da rede e diferentes rótulos. Entre elas, estava a sugestão de servir o tradicional frango da marca com um Pinot Noir argentino. Segundo o comunicado do KFC Japão, a iniciativa retomava uma experiência anterior realizada no fim de 2025.

Em Londres, o KFC também promoveu uma experiência temporária, um bar chamado Coq au Vin, em parceria com a marca francesa La Vieille Ferme, conhecida nas redes como “chicken wine” por causa do galo e da galinha estampados no rótulo. Não se tratava da abertura de um bar permanente, mas de uma ação promocional de curta duração.

O mais interessante nessa história, para mim, nem é decidir se frango frito combina ou não com Pinot Noir. Mas, já que chegamos até aqui, faço uma ressalva.

Antes de pedir a garrafa, algumas perguntas

Antes que alguém ache que estou recomendando a harmonização, calma. Ela pode funcionar, sim, mas eu faria algumas perguntas antes de pedir a garrafa: que Pinot é esse? Como esse frango foi temperado? Tem molho? É mais picante, mais gorduroso? Harmonização depende muito desses detalhes. Então não digo que não funciona, apenas não seria uma combinação que eu escolheria no automático.

Só que esta coluna nem é sobre harmonização. O que me chamou atenção foi outra coisa: o vinho está cada vez mais presente em lugares, marcas e universos que antes pareciam muito distantes dele.

Snoop Dogg, Kylie Minogue, Jay-Z e o vinho como território de marca

E o KFC não está sozinho.

Em 2020, o Snoop Dogg entrou no mercado de vinhos com a 19 Crimes. Kylie Minogue transformou seu nome em uma marca que já vendeu milhões de garrafas. Jay-Z se associou ao Champagne Armand de Brignac.

Música, entretenimento, luxo, fast-food. O vinho circulando por todos esses lugares.

Os códigos continuam, a cerimônia é que afrouxou

Os códigos continuam existindo. A taça certa, a comida certa, a temperatura certa, o vocabulário certo. Tudo isso faz parte da técnica e ainda tem seu lugar. O que parece estar mudando é a seriedade com que a bebida precisa ser tratada o tempo todo. O problema não está na técnica, mas em transformá-la em uma barreira. Nem sempre o vinho precisa de uma cerimônia inteira para ser consumido. Em países onde faz parte do cotidiano, como a França, ele também é tratado como alimento: está presente nas refeições, sem que isso signifique servi-lo sempre na temperatura exata ou em uma taça de cristal. É simplesmente parte da vida.

O mercado mudou, e o consumidor também.

Hoje, o vinho disputa espaço com coquetéis, cervejas artesanais, bebidas prontas, produtos sem álcool e muitas outras opções. Precisa encontrar novas ocasiões de consumo e também novas formas de conversar com quem talvez nunca tenha se sentido convidado para esse universo.

Tirar a taça das mãos dos deuses gregos

É por isso que essas aproximações me interessam, porque sempre gostei da ideia de tornar o vinho uma bebida democrática e baseei meu trabalho como sommelière justamente nessa tentativa. Gosto de pensar em tirar a taça das mãos dos deuses gregos e colocá-la nas mãos de pessoas comuns, de todas as origens étnicas e também de diferentes condições financeiras.

Quando uma rede de frango frito fala de Pinot Noir, quando um rapper como Snoop Dogg lança uma marca de vinho ou quando uma cantora transforma seu nome em rótulo, existe marketing, obviamente. Mas existe também uma mudança de simbologia para muita gente que nunca viu o vinho como algo possível de consumir e entender.

O vinho deixa de aparecer apenas em restaurantes sofisticados, adegas especializadas e mesas mais formais e começa a circular por outros ambientes, outras linguagens e outras referências. Mesmo quando ainda está associado ao luxo, ele passa a ser apresentado por pessoas e culturas que ampliam a ideia de quem pode ocupar esse espaço.

Da alta gastronomia ao boteco

Isso não significa abrir mão de técnica, de qualidade ou de critério.

Significa apenas entender que uma garrafa não precisa esperar uma ocasião especial.

Vinho pode estar na alta gastronomia, no hambúrguer, na comida de rua ou num boteco como o Pirambeira, em Salvador, que mantém uma carta de vinhos para quem prefere uma taça à cerveja ou ao drink. E pode, claro, estar em casa numa terça-feira qualquer.

Talvez por isso tantas marcas e personalidades estejam olhando para esse mercado.

O vinho ainda carrega história, luxo, cultura e desejo, mas também começa a estar onde as pessoas estão.

tirando o vinho dos deuses
“Gosto de pensar em tirar a taça das mãos dos deuses gregos e colocá-la nas mãos de pessoas comuns”
por carol

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


Alex Atala em Salvador: o manifesto de 2006 vira menu no Amado

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Com Mara Salles, Edinho Engel e Danilo Fernandes, jantar de 15 de setembro revisita o Laboratório de Cozinha Brasileira

Alex Atala e Mara Salles vêm a Salvador para um jantar no Amado na terça-feira, 15 de setembro, às 20h. Ao lado dos anfitriões Edinho Engel e Danilo Fernandes, eles retomam o Laboratório de Cozinha Brasileira, edição especial do Paladar, caderno de gastronomia de O Estado de S. Paulo, que em setembro de 2006 reuniu Atala, Mara e Edinho em defesa de uma identidade própria para a cozinha nacional. O jornalista Luiz Américo Camargo, um dos fundadores do Paladar, volta à mesa, e o sommelier Manoel Beato assina uma das harmonizações. O menu custa R$ 480 por pessoa e integra a série 20 ANOS sendo AMADO.

O que o Laboratório de 2006 defendia

O Paladar ainda era um caderno jovem, criado no ano anterior, quando decidiu levar três cozinheiros para o centro de uma discussão que parecia acadêmica e era, na verdade, muito concreta. A edição especial reuniu receitas, reflexões e um texto de tom manifesto, com quatro pedidos claros: que o Brasil reconhecesse ter uma gastronomia própria, valorizasse seus ingredientes, entendesse as diferenças entre suas tradições regionais e aproximasse chefs, cozinheiros e pesquisadores.

A proposta nunca foi eleger pratos-símbolo ou fixar um cânone. Num país de escala continental, o raciocínio corria no sentido oposto, tratando a diversidade como traço de identidade e não como problema a ser resolvido.

Luiz Américo Camargo acompanhou essa construção por dentro da redação. Crítico de restaurantes e um dos criadores do caderno, ele participou da concepção daquela edição. Agora volta a se sentar com os mesmos três personagens, com uma diferença importante: desta vez, a conversa sai do papel e chega servida.

O manifesto virou menu

Quem ler o cardápio de 15 de setembro com o texto de 2006 ao lado vai perceber que ele funciona como resposta prática. Cada preparação aponta para um território, e o conjunto desenha um mapa.

A mesa abre com pão de nozes e multigrãos da naJanela, servido com azeite. A padaria artesanal tem Luiz Américo Camargo entre os sócios, detalhe que registramos por transparência e que também explica a presença do jornalista no menu: autor de Pão Nosso, ele é referência em panificação de fermentação natural no país.

Mara Salles, à frente do Tordesilhas, em São Paulo, casa dedicada às cozinhas regionais brasileiras, assina três momentos. O pastelzinho de angu com taioba e queijo da Mantiqueira puxa o jantar para Minas Gerais, com o milho, a folha de quintal e o queijo da serra mineira. O ceviche de lulas com pimentas e ervas da Amazônia e a costelinha de porco com tucupi, jambu e farinha d’água levam a conversa para o Norte, de onde saíram ingredientes que hoje circulam por cozinhas de várias capitais.

Alex Atala, chef do D.O.M., em São Paulo, e nome associado à projeção de ingredientes amazônicos no circuito internacional, traz a moela de tainha com caviar e a galinha caipira com salada de maxixe e ervas frescas, um prato de quintal brasileiro tratado com rigor de cozinha autoral. Também é dele o doce da noite: merengue, suspiros e morangos com manjericão, sal e azeite.

Edinho Engel e Danilo Fernandes respondem pela Bahia. O crocante de queijo de cabra com gel de umbu do sertão baiano coloca a fruta da Caatinga no centro do prato. O vermelho em folha de bananeira, com farofa úmida de camarão, banana e alcaparras, fala a língua do litoral baiano, o mesmo que se vê pelas janelas do Amado.

Manoel Beato na taça

Para acompanhar, o Amado oferece dois caminhos. A Harmonização Amado custa R$ 330 por pessoa. A Seleção do sommelier Manoel Beato, ligado ao Fasano há mais de três décadas, sai por R$ 430 por pessoa. Beato não participou do Laboratório de 2006, e é justamente essa distância que torna sua escolha interessante: ele chega como leitor novo de uma conversa com vinte anos de estrada. As harmonizações são exclusivas para maiores de 18 anos.

Vinte anos de Amado diante da baía

O Laboratório não é um episódio isolado. O Amado abriu em 2006, no Comércio, diante da Baía de Todos os Santos, no mesmo ano da edição do Paladar, e transformou o aniversário numa temporada de jantares com convidados.

A série começou em março, com Filipe Rizzato e Neusi Machado, do Palácio Tangará. Em 14 de julho, o jantar Cozinha de Produto reuniu Rafa Costa e Silva, Fabrício Lemos e Lisiane Arouca. Em 4 de agosto, Emmanuel Bassoleil e Oscar Bosch assinaram o Brasil Mediterrâneo.

Depois de setembro, restam duas etapas. Em 27 de outubro, Roberta Sudbrack e Rodrigo Oliveira chegam para o jantar Cozinha Afetiva. O encerramento, em 2 de dezembro, se chama Novos e Velhos Baianos e reúne Fabrício Lemos, Lisiane Arouca, Dante e Kafe Bassi, Kaywa Hilton, Leila Carreiro, Ricardo Britto, Laurent Rezette e Bahia Brito, devolvendo a festa à cena de Salvador.

Em 2006, o Laboratório de Cozinha Brasileira foi impresso em papel de jornal. Vinte anos depois, volta em nove preparações, a poucos metros do mar que abastece metade da despensa baiana.

Serviço

O quê: Jantar Laboratório de Cozinha Brasileira, projeto 20 ANOS sendo AMADO
Quando: terça-feira, 15 de setembro de 2026, às 20h
Onde: Restaurante Amado, Av. Lafayete Coutinho, 660, Comércio, Salvador (BA)
Com: Alex Atala, Mara Salles, Edinho Engel, Danilo Fernandes, Luiz Américo Camargo e Manoel Beato
Menu: R$ 480 por pessoa
Harmonização Amado: R$ 330 por pessoa
Seleção do sommelier Manoel Beato: R$ 430 por pessoa (harmonizações para maiores de 18 anos)
Reservas: WhatsApp, lugares limitados
Instagram: @restauranteamado.


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Festa de San Gennaro 2026 reúne 12 restaurantes em circuito gastronômico no Rio Vermelho

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Sétima edição ocupa as ruas do bairro em 19 de setembro, com pratos exclusivos entre R$15 e R$60

A Festa de San Gennaro 2026 acontece no dia 19 de setembro, das 10h às 19h, no Rio Vermelho, e transforma o trecho entre o Largo de Santana e o Largo da Mariquita em um circuito gastronômico a céu aberto com 12 restaurantes. Cada casa monta a própria barraca nas ruas Borges dos Reis, Guedes Cabral e Professora Almerinda Dultra, com cardápios exclusivos criados para a ocasião e preços entre R$15 e R$60. A entrada é livre.

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San Gennaro – Foto: Divulgação

Um circuito para caminhar, provar e repetir

A lógica da sétima edição é simples e deliberada: nada de menu fechado, nada de mesa marcada. O público circula pelo bairro, para em uma barraca, come uma porção, caminha mais um pouco e come outra coisa. É a Festa de San Gennaro operando como as festas de rua italianas operam desde sempre, com a comida servida em formato de porção justamente para que ninguém precise escolher apenas uma vez.

“A ideia é que a pessoa venha para a festa, caminhe pelo Rio Vermelho, escolha o que quer comer, prove coisas diferentes e compartilhe essa experiência. Além, claro, de curtir as atrações artísticas e musicais com a família”, afirma Valeska Calazans, sócia do Grupo Pasta em Casa e uma das idealizadoras do festival.

Participam desta edição Alfredo’Ro, Bella Napoli, Bottino, Casa Chálabi, Casa Iryna, Crema Gelato Italiano, Di Lucca, Genaro Por Vini Figueira, Isola Cucina Italiana, Manga, Pasta em Casa e Vona.

Doze cozinhas, doze leituras da mesa italiana

O que dá liga ao circuito é a curadoria. Os 12 nomes não repetem a mesma fórmula: há pizza al taglio ao lado de gnocchi com trufas, arancini de cupim dividindo rua com esfiha, gelato artesanal a poucos metros de uma lasanha de camarão. A costura é assinada por Celso Vieira, chef do Pasta em Casa e da Casa Chálabi, que responde pela curadoria gastronômica do festival.

“A comida sempre foi uma das grandes formas de celebrar a cultura italiana e, no festival, queremos criar esse encontro entre tradição e criatividade. Reunir tantos restaurantes importantes de Salvador em um mesmo espaço permite que o público conheça diferentes interpretações da gastronomia italiana”, destaca Celso.

Vale reparar em como alguns pratos negociam com a Bahia sem pedir licença. A coxinha de moqueca do Genaro Por Vini Figueira, o arroz crocante de couve com chorizo de panela e farofa de licuri, o gnocchi de banana da terra com fonduta de queijo e camarão salteado. É italiano falado com sotaque, e é exatamente isso que separa um festival de rua de uma feira de comida genérica.

O cardápio completo da Festa de San Gennaro 2026

Alfredo’Ro

Arancini di Cupim, R$28. Penne al Ragù di Toscana, R$50. Rigatoni ai Quattro Formaggi e Gamberi, R$60. Ravioli di Mozzarella al Pomodoro, R$50. Chococaramello, R$25. Merengata di Fragole, R$25.

Bella Napoli

Sanduíche de parmegiana de carne, R$55. Sanduíche de parmegiana de frango, R$50.

Bottino

Lasanha de camarão, R$60. Sanduba de pernil suíno, R$30. Creme búlgaro, R$20. Rondeli de ricota ao molho Bottino, R$45.

Casa Chálabi

Esfiha de carne ou queijo, R$15. Kibe frito, R$18. Kafta no prato com coalhada e pão, R$45. Brigadeiro de pistache, R$22.

Casa Iryna

Gnocchi Grana Padano, Gamberi Saltati e Tartufo, R$53. Gnocchi Grana Padano e Tartufo, R$49. Rigatoni al Ragù de Ossobuco, R$49. Supplì Cacio e Pepe, R$36.

Crema Gelato Italiano

Brownie, R$15. Cookie, R$15. Coffee shake, R$31. Milkshake, R$31. Gelato tamanho M, R$25. Torta salgada, R$28. Água mineral, R$8.

Di Lucca

Pizza Margherita ou Mussarela, R$42. Pizza Calabresa ou Quatro Queijos, R$44. Massas, talharim ou penne, com molhos amatriciana, sugo, quatro queijos, bolonhesa ou Di Lucca com camarão, R$35. Prato especial: ravióli verde de carne na manteiga de sálvia, R$45.

Genaro Por Vini Figueira

Coxinha de moqueca, 6 unidades, R$39. Gnocchi de banana da terra, fonduta de queijo e camarão salteado, R$55. Arroz crocante de couve, cubos de bife de chorizo de panela e farofa de licuri, R$49.

Isola Cucina Italiana

Pizza Margherita, R$25. Pizza Farcita, R$30. Semifreddo, R$25.

Manga

Picolé, R$35. Spiedino, R$45.

Pasta em Casa

Chifferi ao molho sugo e pomodoro, mini polpetas e parmesão, R$45. Pizza al taglio margherita, R$25. Cheesecake no pote, R$26. Tiramisù no pote, R$26.

Vona

Gnocchi Gamberi, R$46. Filleto Rigatoni, R$42. Picolé Merengata, R$25.

Pop Rock, Raul Seixas e o Rio Vermelho como palco

A programação artística desta edição adota o Pop Rock como tema, com shows de Larissa Luz e Pedro Pondé, teatro infantil e intervenções artísticas em homenagem a Raul Seixas. A escolha do repertório conversa diretamente com o território: o Rio Vermelho é o bairro que mais concentra memória boêmia e musical de Salvador, e Raul é um dos seus filhos mais ruidosos.

A Festa San Gennaro Salvador 2026 tem apoio institucional da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, apoio da Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo e da Saltur, e do Governo da Bahia, através da Secretaria de Turismo.

Serviço

Festa de San Gennaro 2026
Data: 19 de setembro de 2026
Horário: das 10h às 19h
Local: Rio Vermelho, ruas Borges dos Reis, Guedes Cabral e Professora Almerinda Dultra, no trecho entre o Largo de Santana e o Largo da Mariquita
Tema: Pop Rock, em homenagem a Raul Seixas
Preços: pratos de R$15 a R$60

Perguntas Frequentes

Quando e onde acontece a Festa de San Gennaro 2026?

A Festa de San Gennaro 2026 acontece em 19 de setembro, das 10h às 19h, no Rio Vermelho, em Salvador. As barracas ocupam as ruas Borges dos Reis, Guedes Cabral e Professora Almerinda Dultra, no trecho entre o Largo de Santana e o Largo da Mariquita.

Quais restaurantes participam da Festa de San Gennaro 2026?

São 12 participantes: Alfredo’Ro, Bella Napoli, Bottino, Casa Chálabi, Casa Iryna, Crema Gelato Italiano, Di Lucca, Genaro Por Vini Figueira, Isola Cucina Italiana, Manga, Pasta em Casa e Vona. Cada um monta uma barraca com cardápio exclusivo para o evento.

Quanto custa comer na Festa de San Gennaro 2026?

Os pratos custam entre R$15 e R$60. Porções e entradas ficam na faixa de R$15 a R$36, pratos principais entre R$42 e R$60, e sobremesas entre R$15 e R$26.


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Mōrea renova o Lunch Experience e transforma o almoço de fim de semana no Horto Florestal

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Novo menu em três tempos por R$ 114 é servido de sexta a domingo no rooftop do Alameda Vert

O Mōrea Asian Fusion acaba de renovar o seu Lunch Experience, o menu de almoço servido de sexta a domingo, das 12h às 15h30, no rooftop do Alameda Vert, no Horto Florestal. São três tempos, entrada, prato principal e sobremesa, por R$ 114, com escolha entre três opções em cada etapa. O novo cardápio já está em operação e as reservas são feitas pelo link dguests.com/morea. A proposta é simples de explicar e difícil de executar: entregar a cozinha autoral da casa em formato de almoço, sem transformar a experiência em versão reduzida do jantar.

A entrada já entrega o tom da casa

A escolha começa pelas entradas, e aqui está a primeira pista de que o menu não é concessão. O Ceviche de Salmão traz cubos do peixe marinados em emulsão de limão siciliano, com cebola roxa em fatias, tomate cereja, coentro e cebolinha, um começo de refeição que aposta na acidez para abrir o apetite em vez de saciar.

O Nasu Missô leva a berinjela levemente empanada ao molho missô, finalizada com gergelim e cebolinha, e resolve com elegância a demanda por uma opção vegetariana que não seja apenas o prato que sobrou.

Já o Bao de Cupim é o item que mais diz sobre a identidade do Mōrea. O pãozinho asiático aberto no vapor recebe cupim na brasa, maionese kewpie, sunomono, gergelim e coentro. É a fusão funcionando de verdade, porque o cupim não está ali como exotismo decorativo: é o corte que a Bahia entende de brasa colocado dentro da técnica que a Ásia entende de vapor.

Nos principais, três caminhos e nenhum previsível

Para o prato principal, o Combinado oferece uma seleção de 12 peças que sai do sushi bar, opção natural para quem chega ao Mōrea querendo o repertório japonês da casa.

O Noodles de Cogumelos trabalha a massa asiática com mix de cogumelos, leve toque de shoyu e tahine, uma combinação que puxa o umami para o centro do prato e dá profundidade a uma proposta sem proteína animal.

E o Bulgogi Rice traz finas fatias de filé mignon sobre gohan frito com cenoura e ervilha, acompanhado de sunomono, maionese de alho, cebolinha e gergelim. É o prato mais direto do trio e provavelmente o mais pedido, porque entrega arroz, carne e molho na temperatura exata de um almoço que precisa sustentar a tarde.

O arremate doce

A sobremesa fica entre o Namacake, fondant de chocolate cremoso servido com sorvete de baunilha bourbon e caramelo de missô, e o Picolé de Doce de Leite com Frutas Vermelhas, com coulis de frutas vermelhas, cobertura de chocolate dulcey e farofinha de pistache.

Vale reparar no caramelo de missô do Namacake. É o mesmo movimento do bao de cupim aplicado à confeitaria: o ingrediente fermentado japonês entrando onde normalmente estaria só o açúcar, e devolvendo salinidade a um doce que poderia ser apenas doce.

Por que o almoço virou o novo território da gastronomia em Salvador

Quem assina a cozinha quente do Mōrea é a chef Carolina Schaper, e a linha de chegada dela explica muita coisa do cardápio. Formada em gastronomia, com passagens pela Itália e pela Argentina, Carolina abriu um italiano em Ilhéus, sua cidade natal, e foi na cozinha de fogo que aprendeu a brasa que hoje reaparece no cupim do bao. O Mōrea abriu em novembro de 2024 como aposta do Grupo Soho para o rooftop do Alameda Vert e se firmou rápido como um dos endereços mais movimentados do Horto Florestal, bairro que deixou de ser apenas residencial para virar polo gastronômico com densidade própria.

O Lunch Experience é a resposta a um comportamento que Salvador vem consolidando: o almoço deixou de ser refeição funcional e virou programa. Sexta ao meio-dia, sábado sem pressa, domingo antes da praia ou depois dela. Um menu de três tempos com preço fechado resolve a variável que mais trava esse tipo de decisão, que é não saber quanto a conta vai dar. E faz isso em um rooftop, com luz natural entrando por um ambiente que a casa desenhou para ser vivido à noite. O Mōrea de dia é outro restaurante, e essa talvez seja a melhor razão para ir.

Serviço

Mōrea Asian Fusion
Local: Rooftop do Alameda Vert
Endereço: R. Estácio Gonzaga, 750, Horto Florestal, Salvador (esquina com a Waldemar Falcão)
Lunch Experience: sexta a domingo, das 12h às 15h30
Valor: R$ 114 (entrada, principal e sobremesa)
Reservas: dguests.com/morea

Perguntas Frequentes

Quanto custa o Lunch Experience do Mōrea?

O menu custa R$ 114 e inclui três tempos: uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, com três opções em cada etapa.

Quais dias e horários o Mōrea serve o menu de almoço?

O Lunch Experience é servido de sexta a domingo, das 12h às 15h30, no rooftop do Alameda Vert, no Horto Florestal.

Precisa reservar para almoçar no Mōrea?

A reserva é recomendada e pode ser feita pelo link dguests.com/morea. O restaurante fica no rooftop do Alameda Vert, na esquina da Rua Estácio Gonzaga com a Waldemar Falcão.

O menu tem opções vegetarianas?

Sim. É possível montar os três tempos sem proteína animal, com o Nasu Missô de entrada e o Noodles de Cogumelos como prato principal.


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Salvador Cocktail Festival: cidade ganha festival inédito de coquetelaria com bares do Brasil e do mundo

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Criado pelo Purgatório, o evento acontece de 10 a 16 de novembro e leva mais de 40 bares para a Rua Chile

Salvador vai receber, entre os dias 10 e 16 de novembro de 2026, o Salvador Cocktail Festival, primeira edição de um festival dedicado inteiramente à coquetelaria na capital baiana. A realização é do Purgatório, bar soteropolitano que integra a lista dos 500 melhores bares do mundo, e a programação se espalha por bares e restaurantes de diferentes pontos da cidade, com dois dias de festa de rua gratuita no Centro Histórico e um congresso profissional no Palacete Tira-Chapéu. Os ingressos para o congresso já estão à venda em primeiro lote.

Salvador Cocktail Festival: Uma festa de rua gratuita na Rua Chile

O ponto alto do festival acontece nos dias 14 e 15 de novembro, no Centro Histórico. A Rua Chile e o entorno do Palacete Tira-Chapéu viram uma grande festa de rua aberta ao público, com mais de 40 bares distribuídos ao longo dos dois dias e cerca de 20 casas por noite, reunindo representantes do Brasil, da América Latina, da África e da Europa.

Não é só balcão. A programação prevê bandas, shows, manifestações artísticas e praça de alimentação, transformando um dos endereços mais simbólicos de Salvador em uma espécie de praça pública da coquetelaria mundial. A escolha do lugar diz muito: a Rua Chile foi durante décadas o endereço mais elegante da cidade, e vê-la ocupada por bartenders de quatro continentes é o tipo de imagem que resume bem a proposta do festival.

O Purgatório e o gesto de criar o próprio festival

Há uma diferença importante entre um bar ser convidado para o circuito internacional e um bar decidir construir esse circuito em casa. O Salvador Cocktail Festival nasce dessa segunda ideia.

O Purgatório entrou na lista dos 500 melhores bares do mundo e, em vez de tratar a distinção como troféu de parede, resolveu usá-la como convite. Quem assina a criação do festival são os três sócios da casa: Peu Magalhães, Jonatan Albuquerque e Iryna Podusovska, todos cofundadores do evento.

“A ideia é criar um legado para Salvador, mostrando ao mundo que a Bahia produz excelência, criatividade e experiências únicas”, afirma Peu Magalhães.

A semana ainda guarda uma data particular para a casa. No dia 12 de novembro, o Purgatório comemora quatro anos, e a celebração acontece no próprio bar, com a presença de nomes importantes da cena brasileira e convidados internacionais. O aniversário funciona como uma espécie de núcleo afetivo do festival, o lembrete de onde tudo começou.

salvador cocktail festival
Salvador Cocktail Festival: cidade ganha festival inédito de coquetelaria com bares do Brasil e do mundo

Sete noites de guest bartenders espalhados pela cidade

De 10 a 16 de novembro, praticamente todas as noites terão guest bartenders ocupando balcões de bares soteropolitanos, em um formato que promove intercâmbio direto entre profissionais locais, convidados internacionais e marcas do setor.

Entre as casas já confirmadas estão Purgatório, Café e Cana, Cravinho, Pala7, Fasano, Fera Palace, Orí Rooftop, Peixe Voador, Casaría, Amado e o Preta, que funciona dentro do Palacete Tira-Chapéu. Novos endereços ainda serão incorporados ao circuito. É uma seleção que atravessa bares de hotel, rooftops, casas do Centro Histórico e restaurantes da orla, o que na prática significa que o festival não se concentra em um único bairro nem em um único perfil de público. A programação completa, bar a bar, será divulgada em breve.

O congresso: o braço profissional do festival

Nos dias 15 e 16 de novembro, o Palacete Tira-Chapéu recebe o congresso do Salvador Cocktail Festival, dois dias de imersão voltados a quem vive do outro lado do balcão. A grade reúne palestras, painéis de tendências e masterclasses com nomes do setor, incluindo profissionais ligados a casas do circuito The World’s 50 Best Bars e do Top 500.

O congresso também terá feira de expositores de destilados e lançamentos, espaço dedicado a pequenos produtores brasileiros e ambiente de networking entre empresários de bares e restaurantes, bartenders, chefes de bar e entusiastas da coquetelaria. É a parte do festival pensada para deixar residual técnico na cidade, e não apenas movimento de caixa por uma semana.

Por que Salvador, e por que agora

Salvador tem tradição de bar, mas raramente aparece nos mapas internacionais de coquetelaria com o mesmo peso que aparece nos mapas de gastronomia, música ou festa popular. Um festival dessa escala mexe exatamente nessa lacuna: coloca profissionais baianos no mesmo balcão que convidados de África, Europa e América Latina, e faz isso na frente de um público que não precisa comprar ingresso para participar.

Do ponto de vista de cidade, o cálculo é claro. Novembro é véspera da alta estação, o Centro Histórico ganha uma razão a mais para receber gente à noite, e bares, restaurantes, hotéis e produção cultural entram juntos na mesma conta. A palavra que os organizadores usam é legado, e ela só faz sentido se o festival voltar no ano seguinte.

Serviço

Salvador Cocktail Festival 2026
Quando: 10 a 16 de novembro de 2026
Festa de rua: 14 e 15 de novembro, Rua Chile e entorno do Palacete Tira-Chapéu, Centro Histórico. Entrada gratuita
Congresso: 15 e 16 de novembro, Palacete Tira-Chapéu. Ingressos em primeiro lote em ingresse.com/salvador-cocktail-festival
Aniversário de 4 anos do Purgatório: 12 de novembro, no bar
Informações: salvadorcocktailfestival.com e @salvadorcocktailfestival

Perguntas Frequentes

Quando acontece o Salvador Cocktail Festival 2026?

O festival acontece de 10 a 16 de novembro de 2026, em Salvador. A festa de rua no Centro Histórico ocorre nos dias 14 e 15, e o congresso profissional nos dias 15 e 16 de novembro.

O Salvador Cocktail Festival é gratuito?

A festa de rua, nos dias 14 e 15 de novembro, na Rua Chile e no entorno do Palacete Tira-Chapéu, tem entrada gratuita. O congresso, realizado no Palacete Tira-Chapéu, é pago e tem ingressos à venda em primeiro lote.

Quais bares participam do Salvador Cocktail Festival?

Entre as casas já anunciadas estão Purgatório, Café e Cana, Cravinho, Pala7, Fasano, Fera Palace, Orí Rooftop, Peixe Voador, Casaría, Amado e o Preta, no Palacete Tira-Chapéu. Mais de 40 bares participam da festa de rua, e novos endereços ainda serão incorporados ao circuito.

Quem criou o Salvador Cocktail Festival?

O festival foi criado pelo Purgatório, bar de Salvador que integra a lista dos 500 melhores bares do mundo. Os cofundadores são os três sócios da casa: Peu Magalhães, Jonatan Albuquerque e Iryna Podusovska.


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Fabrício Lemos leva o Megiro para o Bão Pituba em collab de sexta-feira

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Chef do Grupo Origem cozinha ao vivo em 11 de setembro, com Abarajé, Arroz de Moqueca e samba de mesa

O Bão Pituba recebe na sexta-feira, 11 de setembro, um almoço em parceria com o Megiro, boteco do chef Fabrício Lemos, do Grupo Origem. Das 12h às 15h, Fabrício assume a cozinha da casa na Rua Guillard Muniz, no coração da Pituba, e serve ao vivo um menu que reúne clássicos de boteco e pratos de assinatura baiana, entre eles o Abarajé, o pastel de casquinha de siri, o Caldo Kirimurê de frutos do mar e o Arroz de Moqueca de Camarão. Tem samba de mesa, chopp gelado e nenhuma cerimônia.

A collab começou na mesa, não na cozinha

Antes de assumir a chapa do Bão, Fabrício Lemos já frequentava a casa como cliente. É desse detalhe, e não de um briefing de marketing, que nasce a parceria. A cozinha entra depois, como consequência natural de uma relação que já existia entre a mesa e o balcão.

“Fabrício é cliente do Bão e essa collab nasceu de uma relação que já existe e que agora ganha a cozinha como ponto de encontro. A ideia é trazer o Megiro para dentro do Bão de uma forma descontraída, com o chef cozinhando ao vivo, sambinha de mesa e aquele chopp gelado que combina tanto com a nossa proposta. É um almoço para celebrar a gastronomia, mas também para reunir os amigos, trocar experiências e aproveitar o clima de sexta-feira”, diz Henrique Almeida, sócio do Bão.

A frase resume bem o que separa esta ação de tantas outras collabs de agenda. Não há aqui a lógica do jantar a quatro mãos com menu degustação e taça pareada. Há um chef premiado saindo do próprio território para cozinhar em ambiente alheio, num formato que aceita conversa alta, mesa cheia e prato dividido.

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Chef Fabrício Lemos, Grupo Origem – Foto: Leonardo Freire

O que vai sair da cozinha

O menu funciona como uma síntese portátil do Megiro. O Abarajé, releitura do chef para o acarajé, é o item mais reconhecível do repertório e chega ao Bão como cartão de visitas. O pastel de casquinha de siri opera na mesma chave: fritura de boteco por fora, memória de cozinha baiana por dentro.

O Caldo Kirimurê de frutos do mar carrega no nome uma referência que muita gente em Salvador conhece sem saber que conhece. Kirimurê é o nome tupi da Baía de Todos os Santos, a água que sustenta boa parte da despensa da cidade. Servir um caldo de frutos do mar com esse nome, num almoço de sexta na Pituba, é um gesto pequeno de arquitetura editorial que o Grupo Origem faz bem.

Fecha a seleção o Arroz de Moqueca de Camarão, prato que resolve em uma travessa a tensão entre comida de mesa farta e cozinha com assinatura. É o tipo de item que funciona igualmente bem no almoço de sexta e na fotografia do feed.

O Megiro fora do Megiro

O Megiro é a face mais solta do Grupo Origem, o mesmo grupo do chef Fabrício Lemos que projetou a cozinha baiana contemporânea para além de Salvador. Enquanto as outras casas do grupo trabalham em registro de restaurante, o Megiro assume o vocabulário do boteco: porção, copo, mesa na calçada, o prazer de comer sem protocolo.

Levar esse repertório para dentro do Bão é, portanto, um encaixe e não um contraste. Os dois projetos falam a mesma língua, com sotaques diferentes. A collab existe justamente para deixar isso audível por três horas de sexta-feira.

Sexta-feira na Pituba, com samba e chopp

O Bão Petiscaria opera hoje em três endereços em Salvador, na Pituba, no Stiep e na Barra, com uma proposta que trabalha o cruzamento entre petisco, chopp e programação musical. A unidade da Pituba, que recebe a ação, fica na Rua Guillard Muniz, 564.

A trilha do almoço é samba de mesa, formato que dispensa palco e mantém a música na altura da conversa. Combinado ao horário, das 12h às 15h, o desenho é claro: um almoço de sexta que pode terminar tarde.

Serviço Bão Pituba

O quê: Collab Megiro no Bão Pituba, com o chef Fabrício Lemos cozinhando ao vivo
Quando: Sexta-feira, 11 de setembro, das 12h às 15h
Onde: Bão Pituba, Rua Guillard Muniz, 564, Pituba, Salvador
Menu: Abarajé, pastel de casquinha de siri, Caldo Kirimurê de frutos do mar, Arroz de Moqueca de Camarão e porções de boteco
Música: Samba de mesa
Informações: @baopetiscaria

Perguntas Frequentes

Quando acontece a collab entre o Megiro e o Bão Pituba?

Na sexta-feira, 11 de setembro, das 12h às 15h, no Bão Pituba, na Rua Guillard Muniz, 564, em Salvador. O chef Fabrício Lemos cozinha ao vivo durante todo o almoço.

O que vai ter no menu do almoço?

O menu reúne porções de boteco e pratos assinados pelo chef Fabrício Lemos, entre eles o Abarajé, o pastel de casquinha de siri, o Caldo Kirimurê de frutos do mar e o Arroz de Moqueca de Camarão.

Quem é Fabrício Lemos e o que é o Megiro?

Fabrício Lemos é chef à frente do Grupo Origem, em Salvador. O Megiro é a casa do grupo em formato de boteco, com foco em porções, chopp e cozinha baiana em registro informal.

Precisa reservar mesa para o almoço?

A ação acontece em horário de almoço regular da casa. Para garantir mesa em uma sexta-feira com programação especial, a recomendação é confirmar disponibilidade diretamente pelo Instagram @baopetiscaria.


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Cozinha funcional e bar em casa: o que vale se inspirar na CASACOR Bahia 2026

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Da CASACOR para a vida real: o que eu levaria dos bares e cozinhas da mostra

Toda mostra de arquitetura produz duas categorias de ambiente: o que impressiona na foto e o que sobrevive ao uso. Dan Morais percorreu a CASACOR Bahia 2026 procurando a segunda. Gastrônomo, mixologista e sommelier de cervejas, ele olha cozinha e bar pelo avesso do acabamento: onde se apoia a garrafa, onde fica o gelo, quantos passos separam a panela quente da pia. Nesta coluna, ele destrincha cinco ambientes da mostra, de Wesley Lemos a Pedro Chezzi, e separa o que é linguagem de exposição do que cabe, de fato, dentro de um apartamento em Salvador.

Da CASACOR para a vida real: o que eu levaria dos bares e cozinhas da mostra

Quando entro numa cozinha ou encontro um bar, meu olhar naturalmente vai para a funcionalidade! Claro que reparo na pedra, na iluminação, na marcenaria e na escolha dos materiais, mas (como consultor) o que começo a pensar mesmo é no espaço funcionando: onde preparo, onde apoio, onde fica o gelo, como pego uma garrafa, para onde vai a panela quente e quanto preciso andar até conseguir lavar o que usei (que é a parte que mais odeio, confesso!).

Até porque uma cozinha pode estar linda e ser terrível para cozinhar, assim como um bar pode ter dezenas de garrafas caras iluminadas por diversos LEDs e não oferecer espaço suficiente para preparar um único drink (muito menos praticidade na limpeza).

Foi com esse olhar que percorri a CASACOR Bahia 2026: não para analisar os conceitos apresentados pelos arquitetos (até porque não me cabe), mas para perceber o que eu realmente levaria daqueles ambientes para uma casa. Esse ano me surpreendi positivamente comparando com o ano passado e algumas soluções me chamaram bastante atenção.

A Casa Bem Vivida Electrolux foi a mais completa

Entre os projetos que visitamos, a Casa Bem Vivida Electrolux, de Wesley Lemos, foi provavelmente o que melhor reuniu estética, equipamentos e funcionalidade.

A cozinha é integrada à área social, mas continua sendo claramente uma cozinha. Existe uma ilha central ampla, com bastante superfície livre para trabalhar, cuba e área de cocção. Os equipamentos aparecem concentrados na marcenaria, evitando aquela sensação de eletrodomésticos espalhados e acrescentados depois (tipo um showroom desconexo).

Quando forno, geladeira, adega, cooktop e demais equipamentos são definidos junto com o projeto (e não como uma parte secundária dele), a cozinha ganha unidade e o fluxo melhora. Você sabe onde começa o preparo, onde cozinha e onde finaliza: não precisa contornar móveis nem andar uma meia maratona a cada etapa de preparo.

A ilha também consegue cumprir uma função social sem abandonar o trabalho: quem está cozinhando permanece próximo das outras pessoas, mas ainda possui uma área própria para manipular alimentos e apoiar utensílios.

Só precisamos ter cuidado com um erro bem comum: transformar toda ilha em mesa! Se alguém está sentado exatamente diante da principal área de preparo, copos, pratos e objetos pessoais começam a disputar espaço com facas, tábuas e panelas (confiem em mim, uma hora acontece um acidente). A ilha funciona melhor quando cada lado possui uma função clara.

Outro acerto da Casa Bem Vivida é separar o bar da área principal de cocção. O bar aparece num nicho vertical, com bancada, iluminação, taças, bebidas e refrigeração inferior. É compacto, mas possui tudo o que um bar doméstico mais simples realmente precisa, além de ocupar uma parede inteira e também não invade a área em que a comida está sendo preparada.

Essa separação é muito inteligente para quem gosta de receber pessoas: enquanto uma pessoa cozinha, outra pode abrir um vinho, servir uma cerveja ou preparar uma bebida sem entrar justamente no meio da cozinha. O convidado participa do ambiente, mas não interrompe o fluxo de quem está trabalhando.

Para uma casa ou apartamento, eu levaria exatamente essa lógica: uma cozinha completa e um bar menor, próximo à convivência, mas fora da principal área de trabalho.

casa
Casa Electrolux – Foto: Acervo Dan Morais

O aproveitamento da cozinha de Nath Veloso

A cozinha do Loft A Rotina do Agora, de Nath Veloso, segue outro caminho.

Ela é mais compacta e está inserida diretamente no restante do loft: cuba, cooktop, bancada e torre de equipamentos aparecem próximos, criando uma cozinha concentrada e com poucos deslocamentos (isso pode ser muito eficiente quando bem utilizado).

Uma cozinha grande não é automaticamente melhor. Quando os equipamentos ficam distantes demais, cozinhar passa a exigir uma caminhada desnecessária. Você abre a geladeira de um lado, lava o ingrediente do outro e atravessa novamente o ambiente para chegar ao fogão.

No projeto de Nath, a proximidade entre as funções ajuda a tornar o trabalho mais direto: a torre de equipamentos aproveita a altura, libera bancada e resolve vários usos numa faixa relativamente pequena. É uma boa referência principalmente para apartamentos ou lofts em que a cozinha precisa ser completa sem dominar todo o espaço.

O ponto de atenção é justamente a integração. Quando cama, sala de estar e cozinha estão tão próximos, uma boa exaustão deixa de ser detalhe! Vapor, fumaça e gordura não desaparecem porque a cozinha é bonita: se o ambiente não estiver preparado, tudo isso vai circular pelo restante da casa (e ninguém quer passar 3 dias com a casa cheirando a dendê depois de fazer uma moqueca).

Para quem cozinha pouco ou faz preparos mais rápidos, a configuração funciona muito bem. Para quem frita, grelha ou prepara comida com frequência, a coifa, ventilação e facilidade de limpeza precisam ser prioridades. Também tem uma menção honrosa para a minha favorita: a integração da lava-louça no ambiente! Para quem (assim como eu) detesta lavar pós cozinhar, faz toda diferença!

A cuba do Águas que Acalmam

No Águas que Acalmam, da Deca, de Gabriel Magalhães, o elemento que mais me interessou não foi a dimensão da cozinha, mas a cuba.

Ela é uma cuba do tipo workstation, com acessórios e módulos que podem ser movimentados conforme a necessidade: em vez de servir apenas para lavar louça, ela se transforma numa estação para higienizar, apoiar, escorrer, cortar e organizar os ingredientes (essa é uma tecnologia que faz sentido porque altera o trabalho). Ao concentrar diferentes etapas sobre a área molhada, a cuba ajuda a manter a bancada livre e evita que água, cascas e resíduos se espalhem. Para quem cozinha bastante, a possibilidade de lavar e manipular o alimento no mesmo ponto facilita muito a rotina.

Mas o mais importante não é necessariamente comprar aquela cuba específica ou reproduzir o tamanho apresentado na mostra, é entender o princípio. Mesmo uma cuba menor pode receber tábua, escorredor e acessórios de encaixe. O importante é que esses elementos realmente sejam usados e tenham onde ficar guardados depois.

Também temos que observar o espaço inferior: cubas maiores, sistemas hidráulicos, filtros e outros equipamentos podem ocupar boa parte do armário. É preciso manter acesso para manutenção e ainda prever algum lugar para produtos de limpeza, descarte e demais itens da cozinha: não adianta ganhar funcionalidade em cima da bancada e criar um problema permanente embaixo dela. Ainda assim, entre as tecnologias que vi na mostra, essa foi uma das que mais facilmente melhorariam uma cozinha de uso intenso.

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Águas que Acalmam – Foto: Dan Morais

O bar na varanda de Dinah Lins

A Varanda Raízes iGUi, de Dinah Lins, deve ter sido o local de que mais gostei nesse ano: o bar funciona porque está localizado exatamente onde as pessoas permaneceriam! Essa parece uma observação simples, mas muitos bares domésticos são instalados no espaço que sobrou, não no lugar em que a bebida será consumida e as pessoas vão interagir (deixando o anfitrião, em muitos casos, sozinho na sua própria farra).

Se a interação acontece na varanda (próximo à piscina), faz sentido que bebidas, copos, gelo e área de apoio também estejam ali. Isso evita aquele movimento constante de entrar na cozinha, abrir a geladeira, retornar para a varanda e depois repetir todo o percurso.

O balcão oferece uma superfície real de serviço, isso é mais importante do que simplesmente ter uma prateleira bonita cheia de garrafas para massagear o ego. Num bar, é preciso apoiar a garrafa, o copo, o abridor, uma tábua, algum recipiente com gelo e aquilo que está sendo servido: se todo o espaço estiver ocupado por decoração, o preparo acaba acontecendo em outro lugar (ou pior, respingando em itens que não deveriam ser sujos).

A ideia da Varanda Raízes pode ser levada para uma casa de forma mais compacta, inclusive como uma pequena bancada gourmet. Nesse caso, é importante escolher materiais adequados à umidade, proteger as garrafas do sol e garantir ventilação para qualquer equipamento de refrigeração.

Aqui em Salvador, calor, maresia e umidade precisam fazer parte das variáveis do projeto desde o início: não adianta montar um bar externo maravilhoso e descobrir depois que o refrigerador não ventila, a madeira começou a sofrer, a coifa é só um depurador que espalha fumaça ou as bebidas passam a tarde recebendo sol.

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Dinah Lins – Foto: Dan Morais

Pedro Chezzi e o Quintal Brasis

No Quintal Brasis, de Pedro Chezzi, onde funciona a Brigaderia Belga, o que me chamou atenção foi a forma como a área de serviço se mistura à marcenaria do ambiente. A estrutura arqueada em tom bordô reúne taças, utensílios e equipamentos de refrigeração sob a bancada. Quando fica fechada, funciona quase como um grande armário decorativo, mas aberta vira uma estação de bebidas e apoio para a operação da cafeteria. Isso é interessante porque o ambiente realmente é uma cozinha funcional que tem serviço de comida e bebida. Não é apenas um showroom de cafeteria montada para uma exposição: existe uma operação acontecendo ali!

Para uma casa, eu não reproduziria necessariamente toda a estrutura (até porque essa parte específica foi feita pensando em um estabelecimento comercial), mas achei legal a ideia de esconder o bar quando ele não estiver sendo usado. As portas de vidro servem para proteger as taças e objetos da poeira sem fazê-los desaparecer. Eu também gosto da ideia da refrigeração sob a bancada: traz mais funcionalidade e a parte superior pode servir para copos, louças, e o que mais fizer sentido para o projeto.

O espaço também mostra algo importante (fica a dica para os donos de estabelecimentos): bar, restaurante e cafeteria não precisam parecer ambientes engessados que são somente pontos comerciais massificados. É sim possível incorporar equipamentos e armazenamento sem perder personalidade: a vigilância sanitária não exige que tudo seja inox, branco ou pareça um hospital sem vida.

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Pedro Chezzi – Foto: Dan Morais

O que realmente vale copiar na CASACOR

No fim, o que eu levaria da CASACOR Bahia para dentro de casa não é um ambiente inteiro, mas as soluções que realmente facilitam a rotina.

Uma ilha precisa ter uma função definida e superfície livre para trabalhar, não ser apenas uma pedra enorme colocada no meio da cozinha para impressionar. A lava-louças tem que ser planejada próxima à cuba e ao local onde pratos, copos e talheres serão guardados. Forno, geladeira, adega e cooktop precisam entrar no projeto desde o início: o projeto deve ser moldado para a funcionalidade dos equipamentos e não eles que devem entrar desconexos em uma fachada bonitinha. E a circulação deve permitir que mais de uma pessoa utilize o ambiente sem transformar cada jantar num corredor polonês.

Também acho que devemos olhar para a tecnologia pelo que ela realmente entrega, utilizando ao máximo as funcionalidades do equipamento. Um forno inteligente pode ajudar no controle de temperatura, no ponto de uma carne e em preparos com vapor, enquanto uma geladeira conectada ao Wi-Fi pode permitir ajustes de temperatura, resfriamento rápido de bebidas e outras funções úteis para quem recebe pessoas com frequência. Mas não adianta comprar o equipamento mais tecnológico disponível e não utilizar metade das funções (ou descobrir depois que ele sequer cabe direito na marcenaria). O mesmo vale para a cuba workstation, para a bancada refrigerada e para a lava-louça: são ótimas soluções quando melhoram o trabalho e estão integradas ao fluxo, não quando entram apenas para deixar a cozinha com cara de showroom.

E, para quem gosta de receber pessoas, um bar funcional precisa estar próximo ao local em que as pessoas realmente permanecem: com bancada livre, copos, bebidas, gelo e refrigeração ao alcance das mãos. Pode ser um nicho compacto, um móvel fechado ou uma estrutura maior na varanda, desde que permita preparar, servir e limpar sem precisar atravessar a casa inteira (e ficar separado dos seus convidados).

Acho que essa é a principal ideia que vale copiar da mostra: não devemos construir uma cozinha ou um bar pensando somente na fotografia instagramável, mas criar um espaço completo, bonito e funcional, onde seja possível cozinhar, beber e continuar participando da própria farra.

por dan morais
Cozinha funcional e bar em casa: o que vale se inspirar na CASACOR Bahia 2026

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