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Segunda virou dia de Megiro: boteco lança almoço executivo e happy hour com samba

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Boteco dos chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca amplia funcionamento e lança menu executivo durante a semana

A semana começa diferente no Megiro Boteco, no Horto Florestal. O endereço comandado pelos chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca agora abre também às segundas-feiras, das 12h às 23h, trazendo duas novidades que prometem movimentar o início da semana em Salvador: menu executivo no almoço e happy hour com samba ao vivo à noite.

A proposta reforça a essência do Megiro — um boteco contemporâneo que revisita a tradição dos bares baianos de décadas passadas, com pratos que celebram sabores afetivos e ingredientes locais.

megiro 08 fabricio lemos e lisiane arouca

Menu executivo valoriza clássicos da cozinha brasileira

Durante o almoço de segunda a sexta, o restaurante passa a oferecer menu executivo por R$ 79, composto por entrada e prato principal.

A experiência começa com opções como caldinho de mariscos ou salada da horta com queijo coalho, que abrem caminho para pratos principais com forte sotaque brasileiro. Entre eles estão o picadinho brasileiro, clássico de conforto, e o bobó de camarão com arroz de coco, receita que carrega a identidade da cozinha baiana.

A ideia é oferecer uma alternativa saborosa e rápida para quem trabalha ou circula pela região do Horto Florestal durante a semana, sem abrir mão da assinatura gastronômica da dupla de chefs.

Segunda também vira noite de samba no boteco

Quando a noite chega, o Megiro ganha clima de boteco animado. A segunda-feira passa a contar com happy hour com samba ao vivo, comandado pelo músico Dan Nascimento, das 19h às 22h.

Para acompanhar a música, Fabricio Lemos criou uma série de combos pensados para compartilhar, reforçando o espírito descontraído do bar.

Entre eles estão:

  • Começo Certo — pastel de bobó, pastel nordestino e dois chopps Brahma (R$ 39)
  • Nordestino — arrumadinho nordestino e dois chopps Brahma (R$ 89)
  • Raiz Megiro — moela da casa com duas caipirinhas (R$ 99)

A combinação de samba, petiscos e bebidas transforma o espaço em um ponto de encontro para quem quer esticar o dia com música e boa comida logo no começo da semana.

Um boteco contemporâneo com alma baiana

Instalado no Horto Florestal, um dos bairros mais charmosos de Salvador, o Megiro foi criado para resgatar o espírito dos bares baianos de cerca de 50 anos atrás, reinterpretando pratos tradicionais com técnica e criatividade.

O nome do bar — “Megiro”, que é “Origem” ao contrário — traduz bem a proposta da casa: olhar para o passado da culinária de boteco da Bahia e reinventá-lo com identidade contemporânea.

O reconhecimento veio rapidamente. Em 2025, o Megiro foi eleito o 5º melhor bar do Brasil no ranking 100 Melhores Bares da Casual Exame, consolidando-se como um dos endereços gastronômicos mais interessantes da capital baiana.

Funcionamento atualizado

Com a ampliação do horário, a casa passa a operar da seguinte forma:

Megiro Boteco

Endereço
Avenida Santa Luzia, 656, loja 12 – Horto Florestal, Salvador

Horários
Segunda-feira: 12h às 23h
Quarta a sábado: 12h às 23h
Domingo: 12h às 17h

A casa passa a fechar às terças-feiras, que serão dedicadas ao descanso da equipe.

Reservas: (71) 99644-9141


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Restaurante Amado inicia celebração de 20 anos com jantar especial em Salvador

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Um dos ícones da gastronomia da cidade prepara série de encontros com chefs convidados ao longo de 2026

Poucos endereços traduzem tão bem a elegância da gastronomia de Salvador quanto o Restaurante Amado. Instalado de frente para a imensidão azul da Baía de Todos-os-Santos, o restaurante inicia em 2026 a celebração de 20 anos de história, reunindo sabores, encontros e experiências que marcaram a cena gastronômica da cidade.

Para comemorar a data, o Restaurante Amado prepara uma série de jantares especiais ao longo do ano, convidando chefs de destaque do Brasil para criar menus inéditos ao lado da equipe do Amado. A proposta é transformar cada encontro em um momento único, celebrando a trajetória do restaurante e a riqueza da culinária contemporânea brasileira.

Flavio Bandeira Filipe Rizzato Edinho Engel
Flávio Bandeira, Filipe Rizzato e Edinho Engel – divulgação

Primeiro jantar da série acontece em 24 de março

O pontapé inicial das comemorações acontece no dia 24 de março, às 20h, com um jantar que reunirá três nomes da cozinha brasileira: Edinho Engel e Danilo Fernandes, chefs do Amado, e o convidado especial Filipe Rizzato, chef do renomado Palácio Tangará, em São Paulo.

Para a noite, os chefs desenvolveram um menu degustação exclusivo em seis etapas, pensado especialmente para o evento. A experiência gastronômica poderá ainda ser acompanhada por uma harmonização sugerida pela casa, ampliando os aromas e sabores de cada prato.

A proposta é conduzir os convidados por uma jornada sensorial que dialogue com a identidade do Amado, marcada pela cozinha contemporânea, ingredientes brasileiros e técnicas refinadas.

Restaurante Amado: Um clássico da alta gastronomia com vista para a Baía de Todos-os-Santos

Desde sua inauguração, o Amado consolidou-se como um dos restaurantes mais emblemáticos de Salvador. Além da localização privilegiada às margens da Baía de Todos-os-Santos, o espaço conquistou reconhecimento por unir criatividade culinária, excelência no serviço e uma atmosfera sofisticada.

Ao longo dessas duas décadas, o restaurante tornou-se parada obrigatória para amantes da alta gastronomia, chefs visitantes e viajantes que desejam experimentar a riqueza da cozinha brasileira reinterpretada com olhar contemporâneo.

A série de jantares comemorativos promete revisitar essa trajetória e, ao mesmo tempo, abrir novos capítulos para a história da casa.

Reservas

As reservas para o jantar especial do dia 24 de março podem ser feitas pelo telefone: (71) 99231-4660


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Branding Sensorial: O Café Carrega a Reputação da Sua Marca

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Café e branding sensorial: quando a experiência começa pelo aroma

Café e branding sensorial caminham cada vez mais próximos no universo da hospitalidade, do varejo e da alta gastronomia. Em um mercado onde experiência se tornou ativo estratégico, marcas entenderam que não basta comunicar valor, é preciso fazê-lo através dos sentidos.

Do design de interiores à trilha sonora, cada detalhe constrói a narrativa de posicionamento. E poucos elementos são tão poderosos quanto o aroma de um café recém-extraído. Ele prolonga a permanência, cria memória afetiva e transforma um simples momento de pausa em experiência de marca.

Na sua nova coluna do Muito Gourmet, Brenda Matos amplia o debate sobre café especial ao olhar para o papel da bebida na construção de identidade e reputação. Porque, no cenário contemporâneo, o café já não é apenas hospitalidade: ele também é estratégia.

Branding Sensorial: O Café Carrega a Reputação da Sua Marca

Se você ainda enxerga o café apenas como uma bebida para despertar de manhã, eu tenho um convite à reflexão: o café é, hoje, uma das ferramentas de branding mais poderosas do mundo.

Não é coincidência que marcas como Louis Vuitton, Dior, Prada e Tiffany & Co. tenham aberto cafés e restaurantes próprios em cidades como Paris, Tóquio, Milão e Seul. Elas entenderam que, para vender um estilo de vida, é preciso ocupar todos os sentidos do cliente. Nada é tão imersivo quanto o aroma de um café bem extraído em um ambiente onde assinatura e posicionamento de marca andam lado a lado.

Prada Caffè e seu branding sensorial
Prada Caffè (Reprodução)

O café como cor e estética

O impacto do café na cultura visual é tão latente que chegou ao topo da pirâmide do design. A Pantone elegeu o Mocha Mousse como a Cor do Ano de 2025: um tom marrom suave que remete ao conforto e à sofisticação de um café cremoso.

Para 2026, as paletas de tendência já apontam para tons como “Iced Coffee” e “Cocoa Crème”. Isso prova que o café foi além da xícara para se tornar um mood: ele comunica pausa, consciência e uma elegância despretensiosa que o consumidor contemporâneo busca.

Além da xícara: a estratégia do ponto de contato

Por que uma grife de alta costura investiria em uma máquina de espresso? A resposta está na comunicação de valor. No segmento de alto padrão, o café é o ponto de contato (touchpoint) que prolonga o tempo de permanência do cliente e constrói uma memória afetiva com a marca.

Toda essa movimentação global mostra que o café especial é, para empresas e empreendedores, a oportunidade de demonstrar rigor curatorial. Ele é o convite para o diálogo em um mundo hiperestimulado.

Entretanto, fica o alerta para o mercado local — para a nossa hotelaria e gastronomia: de nada adianta o design ser impecável se o conteúdo da xícara for medíocre. Em uma terra de grãos premiados como a nossa, negligenciar o café é deixar uma ponta solta na narrativa de excelência que você se esforça para construir.

No fim das contas, a pergunta não é mais se você deve servir café, mas sim: o que o café que você serve está dizendo sobre a sua marca?

brenda site
Branding Sensorial: O Café Carrega a Reputação da Sua Marca

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Proa Gastrôbar encerra Verão com 4ª edição do Festival de Ostras na Pituba

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Evento acontece de 11 a 13 de março e reúne criações especiais do chef Ricardo Vallari

O Festival de Ostras do Proa Gastrôbar chega à sua 4ª edição marcando a despedida da temporada de Verão 2026 em Salvador. O evento acontece entre 11 e 13 de março, sempre das 18h às 23h, na unidade da casa na Pituba, encerrando uma temporada marcada por encontros gastronômicos e pratos criativos.

Ao longo dos últimos meses, o festival se consolidou como um dos eventos gastronômicos mais comentados da estação em Salvador, reunindo chefs convidados e um público fiel interessado em experiências que exploram o potencial das ostras em diferentes interpretações culinárias.

Chef Ricardo Vallari assume a cozinha no encerramento da temporada

Para esta edição final do Festival de Ostras, o comando da cozinha fica exclusivamente com o chef Ricardo Vallari, que resgata algumas das criações que mais marcaram o festival ao longo da temporada.

A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: colocar a ostra no centro da experiência, explorando técnicas e combinações que transitam entre referências asiáticas, brasileiras e contemporâneas.

Entre os pratos que retornam ao menu especial estão:

  • Guioza de Ostra com molho Thai
  • Ostra com Molho de Moqueca
  • Dupla de Ostras Empanadas com Teriyaki e Togarashi

As receitas, que conquistaram o público nas edições anteriores, reforçam a proposta autoral da casa, onde a cozinha criativa encontra ingredientes frescos e combinações inesperadas.

Festival de Ostras encerra verão no Proa Gastrôbar - chef Ricardo Vallari
Chef Ricardo Vallari – Foto: Guiga Motta

Festival reuniu chefs convidados durante o verão

Durante a temporada 2026, o festival também ganhou um caráter colaborativo. Vallari recebeu chefs convidados que trouxeram novas leituras para o ingrediente.

Entre os nomes que passaram pela cozinha do evento estão:

  • Edu Moraes, dos restaurantes Pirambeira e Purgatório
  • José Morchón, do La Taperia
  • Ricardo Silva, do Silva Cozinha

Para a edição de encerramento, a curadoria aposta na identidade própria do Proa, reunindo pratos que tiveram maior repercussão entre os clientes ao longo do festival.

Harmonização com vinhos e cervejas artesanais

Durante os três dias do evento, o menu regular do restaurante será servido em versão reduzida, priorizando a experiência focada nas ostras.

Um dos destaques desta temporada é a carta especial de vinhos assinada pela Meus Vinhos, com rótulos selecionados para harmonizar com os pratos do festival.

As sugestões se somam às cervejas artesanais da Proa Cervejaria, servidas diretamente da fonte e já conhecidas pelo público da casa.

Festival de Ostra 2025 em Salvador
Festival de Ostras Cia do Sertão e Proa – Foto Guiga Motta

Serviço

Local: Proa Gastrôbar – Rua das Hortênsias, 288 – Pituba, Salvador
O Que: Festival de Ostras – 4ª edição
Quando: 11 a 13 de março
Horário: Das 18h às 23h

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Proa Cervejaria, de Débora Lehnen, é eleita a melhor da Bahia na semana do Dia da Mulher

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Proa Cervejaria conquista título estadual e ouro com Sour de Caju na semana do Dia da Mulher

Débora Lehnen, mestre cervejeira da Proa Cervejaria, conquistou um dos maiores reconhecimentos da cena artesanal brasileira na semana do Dia Internacional da Mulher. A marca foi eleita a melhor cervejaria da Bahia no 14º Concurso Brasileiro de Cervejas, realizado em Blumenau (SC).

O resultado foi divulgado nesta terça-feira (3), em Blumenau (SC), cidade considerada referência nacional na produção cervejeira artesanal e sede de um dos eventos mais respeitados da indústria no Brasil.

À frente da marca está a mestre cervejeira Débora Lehnen, responsável pela criação e desenvolvimento dos rótulos da casa. Além de comandar a produção da Proa, ela também integrou o corpo de jurados da competição em outras categorias, reforçando seu reconhecimento técnico dentro do mercado cervejeiro nacional.

A conquista ganha ainda mais significado por ocorrer na semana em que se celebra a presença e a atuação feminina em diferentes áreas profissionais, inclusive em um setor historicamente dominado por homens.

Debora Lehnen
Débora Lehnen (Divulgação)

Ouro para a Sour de Caju: técnica e identidade brasileira no copo

Entre os destaques da premiação está a medalha de ouro conquistada pela Sour de Caju, rótulo produzido no estilo Berliner-Style Weisse.

A cerveja chamou atenção dos jurados por unir técnica cervejeira e identidade regional, explorando o caju, fruta profundamente ligada à cultura e aos sabores do Nordeste, como protagonista da receita.

O resultado é uma cerveja leve, refrescante e marcada pela acidez equilibrada, características típicas do estilo, mas com um toque tropical que reforça a personalidade brasileira do rótulo.

Concurso reuniu quase 3 mil rótulos de todo o Brasil

A edição 2024 do Concurso Brasileiro de Cervejas reuniu cerca de 2,7 mil rótulos inscritos, com cervejarias de 15 estados brasileiros premiadas ao longo da competição.

Além das medalhas por estilo, o evento também elegeu as melhores cervejarias de cada unidade da federação, oferecendo um panorama atualizado da produção artesanal no país.

Nesse cenário altamente competitivo, o título conquistado pela Proa reforça a qualidade da produção baiana e o crescimento da cena cervejeira do estado.

A força da nova cena cervejeira baiana

Nos últimos anos, a cultura da cerveja artesanal na Bahia vem ganhando projeção nacional ao apostar em inovação, qualidade técnica e no uso criativo de ingredientes locais.

Frutas tropicais, especiarias e insumos regionais têm inspirado receitas que dialogam com o território e ajudam a construir uma identidade própria para a produção cervejeira do estado.

Para a Proa Cervejaria e sua mestre cervejeira, Débora Lehnen, o reconhecimento no Concurso Brasileiro de Cervejas simboliza mais do que uma premiação: representa o amadurecimento de um mercado que cresce em diversidade, criatividade e protagonismo, agora também marcado pela liderança feminina.

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Do Coado ao Espresso inaugura cafeteria na Pituba e coloca Salvador no mapa da melhor torrefação do Brasil

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Campeã nacional na Semana Internacional do Café abre primeira loja física e aposta em formação, experiência sensorial e valorização do café baiano

Salvador ganha, oficialmente, um novo endereço para os apaixonados por café especial. A Do Coado ao Espresso (DCAE), eleita Torrefação do Ano do Brasil, inaugura no próximo dia 3 de março sua primeira cafeteria física, na Rua das Hortênsias, nº 776, na Pituba.

O espaço já operava em fase de testes, quase em silêncio, como quem prepara o palco antes do grande espetáculo. Agora, abre as portas com a chancela que consolidou a marca no cenário nacional: o título conquistado na Semana Internacional do Café (SIC), realizada em Belo Horizonte, maior feira do setor no país. A competição reuniu 137 torrefações de todo o Brasil, com avaliação conduzida por júri técnico especializado.

A partir dessa conquista, Salvador passa a figurar de forma definitiva no mapa brasileiro dos cafés especiais.

Da advocacia à torra perfeita: a virada que mudou o rumo

À frente da DCAE está Flávio Camargos, mestre de torras, Q-Grader — certificação internacional de classificação e avaliação de cafés e Barista SCA. Mas o caminho até aqui não começou entre grãos e curvas de torra.

Foi durante uma reunião profissional, ainda na época em que atuava como advogado, que o café mudou de figura. “Foi amor ao primeiro gole”, relembra. O que encontrou na xícara não era o líquido amargo e excessivamente açucarado do cotidiano apressado, mas uma bebida com acidez equilibrada, doçura natural e camadas de sabor.

Durante a pandemia, a torra começou como hobby em casa, ao lado do sócio Matheus Maciel. Pequenos lotes vendidos a amigos rapidamente se transformaram em demanda crescente. No fim de 2020, o que era experimento virou negócio estruturado, com formação técnica, cursos de barismo, degustação, educação sensorial e visitas a produtores para compreender cada elo da cadeia.

Hoje, Flávio é responsável pela curadoria dos grãos e pelo desenvolvimento dos perfis de torra, tanto para a marca própria quanto para produtores e marcas terceirizadas.

Do Coado ao Espresso: Uma cafeteria que também é escola

O Do Coado ao Espresso nasce com propósito duplo: ser ponto de encontro para quem busca cafés de altíssima qualidade e funcionar como ambiente de formação e conscientização.

A proposta inclui cursos, degustações guiadas e explicações detalhadas sobre métodos de preparo, origens, processos e características sensoriais. Mais do que servir café, a casa quer ensinar a beber café.

Com projeto arquitetônico assinado por Kaline Macêdo e engenharia de Rafael Lordelo, o ambiente traduz a identidade da marca: técnica, acolhimento e foco na experiência.

Bahia no centro da xícara

Cerca de 90% do portfólio da torrefação é composto por cafés baianos, vindos de regiões como Chapada Diamantina, Planalto da Conquista e Serra dos Morgados. A marca mantém parceria com pequenos produtores, alguns operando em escala próxima à agricultura de subsistência.

A escolha é estratégica e afetiva. Valorizar a produção local significa gerar impacto direto na cadeia produtiva. “Sempre busco cafés que reflitam meu estudo, minha qualificação e a excelência que nossos clientes já reconhecem”, reforça Flávio.

Confeitaria autoral e harmonizações com café

Na área gastronômica, quem assume é Nayara Chaves, responsável pelo cardápio de sobremesas e acompanhamentos. Especializada em confeitaria e formada com nomes reconhecidos do mercado nacional, ela cria harmonizações pensadas para dialogar com os perfis sensoriais dos cafés.

Entre os destaques doces estão bolo de limão com cream cheese, Devil’s Cake, cheesecake com geleia de morango, banoffee e bolo de nozes com geleia de damasco e brigadeiro de especiarias.

Nas opções salgadas, assinadas pelo chef consultor Calvin Coelho, o menu traz propostas como steak tartare e sanduíche de porco com barbecue de café — combinação que reforça a versatilidade do grão além da xícara.

Operação com hospitalidade e precisão

Matheus Maciel lidera a operação diária, cuidando da logística, do sistema integrado e da gestão financeira. Presente no lobby, acompanha a rotina da casa de perto, recepcionando clientes e garantindo que cada etapa funcione com organização e hospitalidade.

Para o trio, a abertura da cafeteria representa mais que expansão: simboliza um novo capítulo.

“É uma sensação mista de orgulho e desafio. Orgulho pela consolidação da marca e desafio porque ainda temos muito a ensinar. É apenas o começo”, afirma Flávio.

Mais do que negócio, o café é visto como instrumento de transformação. “O café representa esperança. Esperança de mudar a vida de produtores, apanhadores, torrefações e cafeterias. O café transforma.”

E agora, transforma também a cena gastronômica da Pituba.

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Agricultura Regenerativa: o vinho que nasce para devolver vida

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Regenerativa não é apenas um termo técnico que começa a circular no mundo do vinho. É uma mudança de consciência. Uma inversão de lógica. Uma pergunta que antecede o aroma, a pontuação e até o prazer: o que aconteceu com a terra antes de esse vinho chegar à taça?

Na nova coluna, Carol Souzah desloca o centro da conversa. Em vez de madeira, textura ou notas de fruta, ela fala de solo vivo, biodiversidade e impacto climático. Fala de vinhedos que respiram, e de outros que se tornam desertos silenciosos. Mostra que o vinho não nasce na adega, mas na relação entre raiz e terra.

Entre o cultivo orgânico, a biodinâmica e a agricultura regenerativa, o debate deixa de ser tendência e passa a ser responsabilidade. Porque, no fim das contas, não se trata apenas de qualidade sensorial. Trata-se de futuro.

E talvez essa seja a grande virada do vinho contemporâneo: entender que levantar uma taça também é escolher que tipo de paisagem queremos sustentar.

O futuro do vinho nasce do solo: do cultivo orgânico à regeneração, o impacto no que bebemos

Existe uma parte do vinho que a gente não vê na taça. Ela está debaixo dos nossos pés.

Durante muito tempo, quando se analisava um vinho, as respostas vinham em sensações organolépticas, menções à madeira, comentários sobre textura, pontuações, era assim que se media qualidade. Hoje, pelo menos pra mim, antes de pensar em aroma ou estrutura, a pergunta que me atravessa é outra: em que tipo de solo essa videira cresceu, como esse vinho nasceu?

Porque o solo não é um detalhe agrícola, principalmente quando se fala de vinho.

Ele é uma escolha técnica, ética, sensorial e ambiental. E solo vivo não é metáfora, insisto.

É um organismo cheio de microrganismos, fungos, raízes profundas, matéria orgânica, água circulando, ar entrando. É um sistema que se alimenta e se equilibra. Quando a videira cresce ali, ela precisa cavar fundo, explorar camadas, reagir ao clima, criar defesas naturais. O vinho que nasce desse processo tem tensão, tem vibração, tem identidade.

Solo morto é outra história.

O uso contínuo de herbicidas e fertilizantes sintéticos compacta a terra, elimina a vida microbiana e transforma a planta em dependente de insumos. A raiz fica superficial, a videira para de buscar o lugar. E quando a uva perde essa relação com o ambiente, quem precisa construir o vinho depois é a técnica, a técnica da maquiagem.

Ajusta a acidez, corrige a cor, entra com levedura aromática, com madeira para dar estrutura e corrigir alguns defeitos.

Fica tudo certo.
E fica tudo igual.

Existem vinhedos onde o cheiro já não é de terra, mas de produto químico. É impossível não pensar no que isso significa quando a gente fala de prazer e de natureza dentro de uma taça.

Por outro lado, existem vinhas onde quem faz a poda da vegetação são animais soltos entre as fileiras. Ovelhas, galinhas, às vezes até cavalos. Eles comem, adubam, circulam, compactam o solo na medida certa. Não é uma cena montada para foto, é um ecossistema funcionando.

E é aqui que entra uma palavra que ainda vai aparecer muito no mundo do vinho: Agricultura regenerativa.

Ontem estive em uma degustação e provei alguns rótulos da Miguel Torres, do Chile, cultivados sob os princípios da agricultura regenerativa. Foi bonito ver o representante falar desses vinhos e do trabalho no vinhedo com tanta paixão e convicção. E a taça confirmava o discurso: vinhos vivos, de acidez vibrante, aromas precisos e cheios de frescor, tudo em equilíbrio, sem excessos.

Vou explicar um pouco, ainda que de passagem, porque muita gente confunde e é bonito perceber as diferenças. O orgânico parte da exclusão dos químicos de síntese. O biodinâmico vai além, entende o vinhedo como um organismo vivo, trabalha com preparados naturais e observa os ciclos da lua e o ritmo do cosmos para definir o momento de plantar, podar, colher, trasfegar. Pode soar poético, tem quem ache um exagero ou chame de “haribô” essa mistura de agricultura com astrologia, mas vale lembrar que o nosso calendário é lunar há milênios, que a lua move os mares e regula ciclos biológicos. Por que não influenciaria a agricultura?

E se você ainda torce o nariz para a biodinâmica, eu sinto dizer: talvez seja melhor riscar da sua lista o sonho de um dia provar um Romanée-Conti. O Domaine de la Romanée-Conti começou a conversão dos vinhedos nos anos 1990 e hoje é integralmente certificado. Sim, um dos vinhos mais desejados do planeta nasce sob os princípios que muita gente ainda insiste em chamar de “exagero”. Eu sempre penso que, no vinho como na vida, o preconceito não protege ninguém, só empobrece o repertório. Quem bebe impondo barreiras ideológicas à forma de cultivo não está defendendo qualidade, está apenas limitando a própria experiência.

Continuando pelas diferenças, chegamos ao vinho natural, que está mais ligado à intervenção mínima na adega do que propriamente a um protocolo agrícola específico, embora quase sempre venha de vinhas cultivadas com esse mesmo cuidado.

A regenerativa compartilha vários desses princípios, mas tem um foco muito claro: devolver vida ao solo, capturar carbono da atmosfera, ampliar a biodiversidade e, principalmente, recuperar paisagens empobrecidas pela agricultura convencional. No fundo, é sobre curar.

É por isso que ela se parece com a biodinâmica em alguns pontos, as duas entendem a terra como um organismo, trabalham com cobertura vegetal, respeitam ciclos naturais. Mas a regenerativa mede impacto ambiental de forma direta, fala de clima, de água, de futuro do planeta com uma objetividade que dialoga com o mundo de hoje. E isso muda tudo.

Porque a gente começa a perceber que existem vinhos que nascem de solos que estão se tornando desertos, e outros que nascem de solos que estão voltando a respirar. Os dois chegam à mesa. Mas só um devolve vida à paisagem.

Essa conversa não é técnica, ela é sensorial. E talvez essa seja uma das grandes mudanças no mundo do vinho hoje. A gente não deveria pensar apenas se o vinho é bom, mas buscar entender o que ele causou até chegar à taça. Beber sempre foi um ato cultural e, cada vez mais, se revela também um gesto ambiental.

No fim das contas, não é sobre agricultura, é sobre relação, com a terra, com o tempo e com aquilo que a gente escolhe sustentar quando levanta uma taça.

Carol Souzah sommèliere e jornalista

Sobre Linha Editorial e a Carol Souzah

Carol Souzah é sommelière, jornalista e nova colunista do Muito Gourmet.

A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas.


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iFood Move+ Salvador reúne líderes da gastronomia no Trapiche Barnabé

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O iFood Move+ Salvador chega à capital baiana no dia 29 de abril como um dos encontros mais estratégicos do ano para o setor de restaurantes do Nordeste. A primeira edição regional do maior evento de foodservice da América Latina ocupará o Trapiche Barnabé, reunindo empreendedores, gestores e líderes do mercado para discutir inovação, gestão e crescimento em um cenário cada vez mais competitivo.

O cenário escolhido não poderia ser mais simbólico: o histórico Trapiche Barnabé, no bairro do Comércio, será o ponto de encontro de somente 650 empreendedores, gestores e proprietários de restaurantes interessados em discutir o futuro da gastronomia regional, com foco em inovação, gestão e crescimento sustentável.

Um olhar estratégico para o Nordeste

O iFood Move+ nasce como uma experiência regionalizada, pensada para dialogar com as particularidades do mercado nordestino. Mais do que palestras, o evento propõe quase 12 horas de conteúdo voltado para empreendedorismo, marketing, operação, tecnologia e estratégia, que são pilares fundamentais para quem quer fortalecer o negócio em um cenário cada vez mais competitivo.

Segundo Beatriz Pentagna, diretora de marketing B2B do iFood, a escolha de Salvador para sediar a estreia do formato regional não é aleatória. A capital baiana une tradição gastronômica, cultura vibrante e um empreendedorismo resiliente que traduz a força do setor na região.

A proposta é clara: gerar conexões reais, compartilhar dados locais e oferecer insights aplicáveis à rotina dos restaurantes soteropolitanos.

Palestrantes confirmados: nomes que moldam o foodservice brasileiro

Se a gastronomia é feita de ingredientes de qualidade, o iFood Move+ aposta em um elenco de peso para temperar o debate.

Entre os palestrantes do IFood Move Salvador, confirmados estão:

  • Diego Barreto, CEO do iFood
  • Bruno Henriques, CEO do iFood Pago
  • João Branco, ex-CMO do McDonald’s Brasil (Méqui) e professor de marketing
  • Ivo Lira, CEO e fundador do HubFood
  • Marcelo Politi, fundador da Politi Academy e mentor de negócios de gastronomia
  • João Barcelos, especialista em operação de foodservice

A programação promete debates sobre eficiência operacional, rentabilidade, posicionamento de marca, inovação tecnológica e tendências que impactam diretamente o dia a dia dos restaurantes.

Do nacional ao regional: a força do iFood Move

O iFood Move+ é desdobramento do já consolidado iFood Move, que chega à sua terceira edição nacional em 2026. Realizado anteriormente no São Paulo Expo, o evento reúne milhares de empreendedores, dezenas de palestrantes e uma ampla área de negócios com produtos e soluções voltadas ao foodservice.

Ao criar a versão regional, o iFood reforça a estratégia de aproximação com mercados locais, reconhecendo que cada região brasileira carrega desafios próprios e oportunidades igualmente únicas.

Serviço

iFood Move+ Salvador
📅 29 de abril de 2026
📍 Trapiche Barnabé – Av. Jequitaia, 5 – Comércio, Salvador – BA
🎟 Ingressos disponíveis na plataforma Sympla

Para empresários da gastronomia baiana, o encontro surge como uma oportunidade estratégica de atualização, networking qualificado e visão de futuro. Esses são ingredientes essenciais para quem quer continuar fazendo a comida brasileira acontecer todos os dias.

ifood move salvador Ifood move+ salvador
Ifood Move+ Salvador acontece no dia 29 de Abril no Trapiche Barbané

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BEMVINVANT inaugura wine bar na Pituba e marca nova fase da EA Escritório Wine

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Espaço funciona no showroom da Romanzza Bahia e aposta na conexão entre vinho, cultura e negócios

A noite da última terça-feira (24) movimentou a Pituba com a inauguração do BEMVINVANT, novo wine bar idealizado pelo advogado e empresário Elivam Assunção. O espaço marca a primeira operação física da EA Escritório Wine – Experiência & Cultura Enogastronômica e passa a funcionar no showroom da Romanzza Bahia, em Salvador.

A abertura reuniu convidados, imprensa e parceiros comerciais para apresentar a proposta do empreendimento, que pretende ampliar o diálogo entre vinho, gastronomia e outros segmentos criativos da cidade.

Vinho, moda e economia criativa

Além da experiência enogastronômica, a noite apresentou uma proposta de diálogo com a moda. Looks de marcas como Mônica Anjos e Meninos Rei foram exibidos por modelos e convidados, sinalizando a intenção do espaço de funcionar como ponto de encontro entre diferentes expressões da economia criativa.

Com a abertura oficial, o BEMVINVANT já anuncia uma agenda de eventos que inclui encontros culturais, experiências gastronômicas e ativações ligadas a arquitetura, decoração e moda. A proposta é posicionar o vinho como elemento transversal, capaz de dialogar com múltiplos setores e fomentar conexões profissionais e comerciais em Salvador.

Instalado na Pituba, bairro que concentra restaurantes, lojas e serviços voltados ao público urbano da capital baiana, o wine bar passa a integrar o circuito de novos espaços dedicados à cultura do vinho na cidade.

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Deville Prime Salvador ganha prêmio internacional da Booking.com

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Reconhecimento global destaca excelência da hospitalidade baiana

O cenário é Itapuã, com seus coqueiros recortando o horizonte e a brisa que sopra do mar anunciando dias de descanso. É nesse endereço privilegiado que o Deville Prime Salvador celebra um reconhecimento internacional: a unidade foi premiada na 14ª edição do Traveller Review Awards 2026, promovido pela Booking.com.

A premiação é concedida com base em avaliações reais de hóspedes e, nesta edição, considerou mais de 372 milhões de reviews verificados na plataforma. As notas refletem a média das avaliações publicadas entre 1º de dezembro de 2022 e 30 de novembro de 2025, com cálculo final realizado em 1º de dezembro de 2025 — um recorte que reforça a consistência do serviço ao longo dos anos.

Itapuã como destino estratégico em Salvador

Instalado a cerca de 15 minutos do Aeroporto Internacional de Salvador, o hotel combina tranquilidade, contato com a natureza e localização estratégica. A partir dali, é possível chegar com facilidade tanto ao Centro Histórico quanto aos polos industriais de Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho — um diferencial que atrai turistas e viajantes corporativos.

Mas é no clima de resort urbano que o Deville Prime Salvador encontra sua assinatura. Ao longo do ano, o hotel reforça sua vocação para receber famílias em busca de conforto e lazer, com estrutura pensada para todas as idades.

Deville Prime: Estrutura completa para famílias e lazer premium

Para as crianças, o lazer tem sotaque de diversão garantida: lago com pedalinhos, Piscina Deville Kids com playground aquático, toboáguas, baldão e sprays, além de Espaço Kids com atividades monitoradas que estimulam a criatividade em ambiente seguro.

Já o público adulto encontra uma área de lazer revitalizada, onde a Piscina Praiada com hidromassagem convida ao descanso sob o sol baiano. Cinco bangalôs e uma piscina exclusiva com serviço VIP elevam a experiência a um patamar de sofisticação discreta.

O hotel ainda oferece quadras de tênis e beach tennis, trilha para caminhadas e corridas, academia equipada, além do restaurante Sabores de Itapuã — endereço que valoriza ingredientes e sabores que dialogam com a identidade gastronômica local. Uma loja de conveniência e agência de turismo com passeios pela cidade completam a experiência.

Bangalôs Deville Prime Salvador
Bangalôs – Deville Prime Salvador (Divulgação)

Tradição e consistência no setor hoteleiro

Com mais de cinco décadas de atuação, a Rede Deville reafirma, com o prêmio, a solidez de sua trajetória no setor. Presente em 10 destinos, com cerca de 1.700 acomodações e mais de 1.300 colaboradores, o grupo administra unidades próprias sob as marcas Deville Prime e Deville Express, além de franquias como o Marriott São Paulo Airport — primeira franqueada da Marriott International na América do Sul — e o The Westin São Paulo.

Segundo José Mário Espíndola, diretor de operações da Rede Deville, o reconhecimento confirma a consistência do trabalho desenvolvido ao longo dos anos e reforça o compromisso da companhia em evoluir continuamente a experiência oferecida aos hóspedes.

Em Salvador, onde hospitalidade é quase um traço cultural, o prêmio consolida o Deville Prime como uma das principais opções de hospedagem na capital baiana — seja para quem chega em busca de lazer à beira-mar, seja para quem desembarca a negócios e deseja conforto com padrão internacional.

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