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Boia completa cinco anos e Kaywa Hilton reúne oito chefs do Brasil no Horto Florestal

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Festa de 1º de novembro reúne estações de chefs de cinco estados, samba ao vivo e vinhos exclusivos

O Boia, restaurante do chef Kaywa Hilton no Horto Florestal, comemora cinco anos no domingo, 1º de novembro, com um festival que transforma o casarão da Rua José Avena em ponto de encontro de oito chefs vindos de cinco estados. Das 13h às 21h, estações gastronômicas assinadas por nomes como Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, do Origem, Claudia Krauspenhar, do K.Sa, e Caio Soter, do Pacato, dividem o espaço com o anfitrião, ao som de samba ao vivo e com vinhos da Cão Perdigueiro. O ingresso custa R$ 80 e garante apenas a entrada: comida e bebida são cobradas à parte.

Um aniversário que mede o tamanho do anfitrião

No ano passado, o Boia já havia aberto a varanda para uma festa no mesmo formato: estações gastronômicas, casa aberta o dia inteiro e oito chefs convidados, todos de Salvador. A conta deste ano se repete, oito convidados, mas o mapa mudou. Agora eles chegam de Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Santos e Santa CatarinaSanta Catarina.

A diferença diz mais sobre o Boia do que qualquer release. Em festas de aniversário de restaurante, a lista de convidados funciona como currículo do anfitrião: ninguém atravessa o país para cozinhar numa varanda alheia por protocolo. Atravessa por relação, por respeito ao trabalho do outro ou pelas duas coisas.

E o currículo está à vista. No ranking anual dos 100 melhores restaurantes do Brasil da revista Exame, divulgado em junho, o Boia ficou em 10º lugar, logo atrás de um bloco quase todo paulistano. Na mesma lista aparecem o Origem, em 4º, o K.Sa, em 19º, e o Pacato, em 35º, todos com chefs escalados para o domingo. É um pedaço do topo da gastronomia brasileira reunido, por um dia, num casarão do Horto.

Do Vale do Matutu ao Horto Florestal

A trajetória de Kaywa ajuda a explicar a rede que ele consegue mobilizar. Nascido no Vale do Matutu, no sul de Minas Gerais, cresceu entre a Normandia e Salvador e foi para Paris aos 17 anos. Passou mais de uma década circulando por cozinhas em diferentes países antes de abrir um endereço próprio.

Quando abriu, escolheu um tema que parece óbvio numa cidade de mar e que, ainda assim, pouca gente tratava com rigor: o peixe baiano. O Boia trabalha com pescados locais, frutos do mar frescos e técnicas de cura e maturação feitas numa câmara refrigerada visível logo na entrada da casa. A ideia, repetida pelo chef em entrevistas, é devolver ao baiano o peixe que ele já tem, tratado com técnica internacional e insumo regional, numa cadeia que aproxima a cozinha de produtores e pescadores.

A casa é tocada em dupla com a irmã, Thabata Hilton, sócia e responsável pela hospitalidade. A dupla também comanda o Maré, em Praia do Forte. E o Boia já apareceu por aqui em outra pauta: foi lá que nasceu o sorvete de queijo de cabra com favo de uruçu da Meldoyá, mel premiado do Recôncavo.

Quem está nas estações

Os convidados formam um retrato de diferentes registros da cozinha brasileira contemporânea:

  • Caio Soter, do Pacato, em Belo Horizonte
  • Cadu Evangelisti, do Broca, em São Paulo
  • Claudia Krauspenhar, do K.Sa, em Curitiba
  • Dário Costa, do Madê, em Santos
  • Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, do Origem, em Salvador
  • Mohamad Hindi, chef e comunicador, de São Paulo
  • Rubens Catarina, ex-D.O.M. e consultor de alimentos e bebidas, de Santa Catarina

O cardápio de cada estação não foi divulgado, e a graça do formato está justamente aí. Festivais desse tipo funcionam melhor como passeio do que como refeição: o público circula, prova, volta à estação que mais gostou e conversa com quem está do outro lado do balcão. Com o horário estendido até as 21h, dá para chegar no almoço e sair depois do pôr do sol.

Samba, vinho e a lógica do ingresso

A trilha fica com o grupo Fragmentos do Samba, que já animou a festa do ano passado, e com Nate Mônaco. Os vinhos vêm da Cão Perdigueiro, representada no evento por Arlindo Menoncin, com rótulos anunciados como exclusivos para a ocasião.

Vale entender o modelo antes de sair de casa. Os R$ 80 funcionam como passaporte de entrada, não como consumação. Cada estação e cada taça são pagas à parte, então o custo final depende de quantas paradas o visitante faz ao longo do dia. A pré-venda começou pelos canais do restaurante, e a reserva é feita pelo WhatsApp da casa.

Para Salvador, o domingo tem um significado que vai além do bolo. A cidade costuma exportar seus chefs para festivais no Sudeste. Desta vez, é o Sudeste e o Sul que sobem a ladeira do Horto.

Serviço

Aniversário de 5 anos do Boia Quando: domingo, 1º de novembro de 2026, das 13h às 21h Onde: Boia Restaurante, Rua José Avena, 1, Horto Florestal, Salvador Ingresso: R$ 80 por pessoa (somente entrada; comida e bebida à parte) Reservas: WhatsApp (71) 99694-2630 Instagram: @boiarestaurante | @kaywa_hilton

Perguntas Frequentes

Quando é o aniversário do Boia em Salvador?

A festa de cinco anos do Boia acontece no domingo, 1º de novembro de 2026, das 13h às 21h, no restaurante, na Rua José Avena, 1, Horto Florestal. O evento reúne oito chefs convidados de cinco estados, samba ao vivo e vinhos da Cão Perdigueiro.

Quanto custa o ingresso e o que está incluído?

O ingresso custa R$ 80 por pessoa e dá direito apenas à entrada no evento. As comidas das estações gastronômicas e as bebidas são cobradas à parte. A compra é feita pelo WhatsApp (71) 99694-2630.

Quem são os chefs convidados do aniversário do Boia?

Caio Soter (Pacato, BH), Cadu Evangelisti (Broca, SP), Claudia Krauspenhar (K.Sa, Curitiba), Dário Costa (Madê, Santos), Fabrício Lemos e Lisiane Arouca (Origem, Salvador), Mohamad Hindi (SP) e Rubens Catarina (ex-D.O.M., SC). O anfitrião é o chef Kaywa Hilton.

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