O que você verá na matéria:
- Os chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca preparam sugestões especiais de Sexta-feira Santa ao domingo de Páscoa, com pratos que transitam entre a tradição baiana e o cuidado autoral
- Do forno ao boteco: o bacalhau como protagonista
- Caruru, moqueca e as raízes da cozinha baiana
- Lisiane Arouca fecha a refeição com chocolate
- Orí e Megiro: duas propostas, uma mesma cozinha de origem
- Dados práticos
Os chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca preparam sugestões especiais de Sexta-feira Santa ao domingo de Páscoa, com pratos que transitam entre a tradição baiana e o cuidado autoral
O bacalhau chegou à mesa. E junto com ele, o caruru, a moqueca, o brigadeiro, a memória. Em Salvador, a Páscoa tem gosto próprio, e o Grupo Origem entende bem essa linguagem.
O restaurante Orí e o Boteco Megiro, ambos na Avenida Santa Luzia, no Horto Florestal, estão com cardápios sugeridos para todo o feriado, de sexta a domingo, assinados pelos chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca.

Do forno ao boteco: o bacalhau como protagonista
No Orí, o bacalhau aparece em duas versões. A primeira é o Arroz de Bacalhau, prato de colher que convida ao conforto e à partilha. A segunda é mais elaborada: Bacalhau do forno com vegetais grelhados, ovo cozido, azeitonas e coulis de pimentão assado, uma preparação que respeita o ingrediente sem abrir mão da personalidade autoral da casa.
O Megiro, com seu DNA de boteco que resgata a culinária de Salvador da segunda metade do século XX, aposta no Bacalhau gratinado, prato generoso, com aquele caráter de receita de família que é a marca registrada do espaço.

Caruru, moqueca e as raízes da cozinha baiana
Além do bacalhau, as duas casas oferecem o Caruru completo como sugestão de Páscoa, reconhecendo o papel central deste prato na cultura gastronômica e religiosa da Bahia. O Megiro vai além com a Moqueca de camarão, servida para duas pessoas, prato que sintetiza o espírito compartilhado do boteco: farta, aromática e sem cerimônia.
No Orí, a proposta editorial da cozinha passa pelo resgate de ingredientes simples da culinária baiana em preparações de execução cuidadosa. A intenção declarada dos chefs é provocar memória afetiva pelo paladar, e o cardápio de Páscoa não é exceção.

Lisiane Arouca fecha a refeição com chocolate
A chef confeiteira Lisiane Arouca assina as sobremesas que completam o menu festivo. No Orí, o cookie de caneca recheado de brigadeiro com calda de chocolate e sorvete de Leite Ninho é a pedida para quem quer o chocolate na forma mais afetiva possível. Já o Sweet Memory, disponível nas duas casas, é um bolo formigueiro servido com creme inglês de avelã e calda quente de brigadeiro de chocolate, sobremesa com nome e conceito: a memória em forma de colherada.
O chocolate, ingrediente símbolo da Páscoa, encontra aqui um tratamento que vai além do óbvio, integrado à identidade das casas sem forçar o tema.
Orí e Megiro: duas propostas, uma mesma cozinha de origem
O Grupo Origem opera com duas frentes distintas no mesmo endereço do Horto Florestal. O Orí é o restaurante mais casual do grupo, com cozinha que une técnica e afeto na releitura da tradição baiana. O Megiro Boteco parte da comida que circulava pelas mesas e balcões da Cidade Baixa de Salvador no século passado, farta, compartilhada, com receitas de família e aquele calor de pratos bem tradicionais.
São propostas diferentes em registro, mas com a mesma origem: a cozinha baiana como ponto de partida e de chegada.
Dados práticos
Restaurante Orí Avenida Santa Luzia, 656, loja 11 – Horto Florestal, Salvador Reservas: (71) 3276-3140 | (71) 98890-8357 Terça: 19h às 23h | Quarta a sábado: 12h às 16h e 19h às 23h | Domingo: 12h às 17h Instagram: @orisalvador
Boteco Megiro Avenida Santa Luzia, 656, loja 12 – Horto Florestal, Salvador Reservas: (71) 99644-9141 Segunda e terça: 17h às 23h | Quarta a sábado: 12h às 23h | Domingo: 12h às 17h Instagram: @megiroboteco
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