O que você verá na matéria:
- Maior evento de cafés especiais do estado acontece em agosto, no Trapiche Barnabé, com protagonismo feminino.
- Um tema sobre quem constrói o café todo dia
- 2026, o ano em que o mundo olha para a mulher do campo
- Bahia, território de café especial
- Dois dias de café, conversa e música
- Inscrições abertas para expositores
Maior evento de cafés especiais do estado acontece em agosto, no Trapiche Barnabé, com protagonismo feminino.
Salvador volta a ser o ponto de encontro da cafeicultura baiana nos dias 15 e 16 de agosto, quando o Trapiche Barnabé recebe o Festival Baiano de Cafés 2026, apontado pela organização como o maior evento do segmento no estado. Em 2026, além de reunir produtores, torrefações, cafeterias, baristas, compradores e curiosos em torno da xícara, o festival assume um recorte claro: colocar as mulheres agricultoras e as profissionais do setor no centro da programação e da conversa sobre o presente e o futuro do café.
A escolha não é aleatória. A Assembleia Geral da ONU declarou 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora, e o Festival Baiano de Cafés veste essa pauta sem rodeios. O tema desta edição, “Compromisso, Tempo e Transformação”, funciona como fio condutor de dois dias dedicados a reconhecer quem sustenta a cadeia produtiva longe dos holofotes.
Um tema sobre quem constrói o café todo dia
À frente da organização está Brenda Matos, especialista em cafés de qualidade e colunista do Muito Gourmet, que resume o espírito da edição. “O tema deste ano, ‘Compromisso, Tempo e Transformação’, propõe uma reflexão sobre os profissionais e territórios que sustentam o desenvolvimento do setor. É uma homenagem a quem constrói o café diariamente: agricultores, cooperativas, baristas, torradores, empreendedores e todos os agentes que mantêm viva uma cadeia produtiva cada vez mais reconhecida pela qualidade, sustentabilidade e inovação”, explica.
Mais do que celebrar o produto pronto, a proposta é olhar para o percurso. “Compromisso é o que faz o café existir: na mão que planta todos os anos, no barista que pratica todos os dias, na cooperativa que resiste a cada safra. Nesta edição, queremos reconhecer quem permaneceu, quem acreditou e quem ajudou a transformar a cafeicultura baiana ao longo do tempo”, destaca a organizadora.

2026, o ano em que o mundo olha para a mulher do campo
A decisão de centrar a programação nas agricultoras dialoga com um movimento internacional. Ao declarar o Ano Internacional da Mulher Agricultora pela resolução A/RES/78/279, a ONU convocou países e organizações a ampliar a visibilidade das mulheres que produzem alimentos e que, muitas vezes, seguem invisíveis nas estatísticas e nas decisões do setor. Dados da FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura encarregada de coordenar a agenda, ajudam a dimensionar esse peso: as mulheres representam cerca de 39,6% da força de trabalho agrícola global.
No café, a presença feminina atravessa toda a cadeia, da lavoura à xícara servida no balcão. Trazer essas profissionais para o palco principal do maior festival de cafés especiais da Bahia é, ao mesmo tempo, gesto simbólico e reconhecimento de uma realidade produtiva que já existe.

Bahia, território de café especial
O festival também reforça um ponto que o mercado nacional vem descobrindo aos poucos: a Bahia é potência cafeeira. Maior produtor de café do Nordeste e um dos principais estados produtores do país, o território reúne origens, terroirs e modelos produtivos distintos, dos cafés de altitude da Chapada Diamantina aos plantios do oeste baiano. Essa diversidade tem conquistado espaço crescente no mercado nacional e internacional, e o Festival Baiano de Cafés funciona como vitrine dessa produção.
Ao aproximar campo e cidade, produtores e consumidores, tradição e inovação, o evento se firma menos como feira pontual e mais como plataforma de valorização da cultura cafeeira baiana.
Dois dias de café, conversa e música
A programação da IV edição combina negócio e experiência. Ao longo dos dois dias, o público encontra palestras, rodas de conversa, oficinas, degustações guiadas, experiências sensoriais e shows musicais, além de uma feira com produtores, cafeterias, torrefações, cooperativas e marcas especializadas. É espaço tanto para o profissional que vai fechar contrato quanto para o visitante que quer entender por que aquele café custa o que custa.
A expectativa da organização dá a medida da ambição: 70 expositores confirmados, projeção de mais de 2 mil visitantes por dia e a meta de movimentar mais de R$ 500 mil em negócios, números que, se confirmados, fazem desta a maior edição do festival até aqui. O Festival Baiano de Cafés 2026 é promovido pela Rede Amo e pela Xodó Cafés Especiais.

Inscrições abertas para expositores
Quem quer expor no Festival Baiano de Cafés 2026 já pode se inscrever. As inscrições para expositores abriram em 16 de junho e seguem até 30 de junho, pelo formulário oficial disponibilizado pela organização (forms.gle/7DnvoaYufDBL1iU19).

Serviço Festival Baiano de Cafés 2026
Festival Baiano de Cafés 2026
Quando: 15 e 16 de agosto de 2026
Onde: Trapiche Barnabé, Salvador, Bahia
Tema: Compromisso, Tempo e Transformação
Programação: 70 expositores, palestras, oficinas, degustações e experiências sensoriais
Inscrições para expositores: até 30 de junho, em forms.gle/7DnvoaYufDBL1iU19
Realização: Rede Amo e Xodó Cafés Especiais
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