O que você verá na matéria:
- Premiado como o licor brasileiro mais reconhecido do planeta, a marca nascida na Bahia faz seu lançamento oficial no continente europeu pelo Lisbon Bar Show e abre vendas para todo o mercado da União Europeia.
- A Bahia que viaja sem caricatura
- Da ANUGA ao Lisbon Bar Show
- O licor no copo: por que bartenders se interessam
- Brasilidade líquida, agora também europeia
- Onde encontrar e como comprar
Premiado como o licor brasileiro mais reconhecido do planeta, a marca nascida na Bahia faz seu lançamento oficial no continente europeu pelo Lisbon Bar Show e abre vendas para todo o mercado da União Europeia.
Royal Charlotte é o primeiro e único licor fino de mel de cacau com infusão de especiarias do mundo, criado na Bahia depois de cinco anos de desenvolvimento, e acaba de cruzar o Atlântico para iniciar sua operação oficial na Europa. O lançamento acontece em Lisboa, durante o Lisbon Bar Show, considerado o maior encontro de bebidas, coquetelaria e hospitalidade de Portugal. A partir de agora, o licor passa a ser comercializado em marketplaces, empórios especializados, bares e restaurantes de todo o continente europeu.
A chegada à Europa coroa uma trajetória que começou como aposta improvável e se converteu em reconhecimento internacional. Em 2024, a marca foi consagrada campeã mundial no World Liqueur Awards, em Londres, somando cinco medalhas de ouro em design e prata em sabor. O título de licor brasileiro mais premiado do mundo deixou de ser projeção de marketing para virar argumento de prateleira em algumas das casas mais exigentes da gastronomia internacional.

A Bahia que viaja sem caricatura
A história da Royal Charlotte começa na Costa do Cacau baiana, onde fica o Banco Royal Charlotte, formação oceânica que dá nome à marca. A escolha do nome não é detalhe ornamental. Conecta o licor ao Atlântico, à fauna marinha do litoral sul da Bahia, à geografia da cabruca e ao imaginário das grandes descobertas. A garrafa branca, de presença quase escultural, e o rótulo com camadas de referências traduzem visualmente essa narrativa.
A matéria-prima é o mel de cacau, néctar que escorre da polpa fresca do fruto durante a fermentação inicial das amêndoas. É um líquido raro, de doçura delicada, leve acidez cítrica e perfil aromático único, historicamente desperdiçado pela cadeia produtiva do chocolate. Transformar esse subproduto em licor premium é gesto técnico e simbólico ao mesmo tempo: revaloriza um insumo da agricultura baiana e propõe ao mundo uma leitura sofisticada do que o Brasil pode produzir quando deixa de copiar e passa a inventar.
“Levar a Royal Charlotte para a Europa é levar um pedaço da Bahia, mas não de forma caricata. É apresentar um Brasil sofisticado, criativo, sensorial e capaz de competir com os melhores produtos do mundo”, afirma Gérson Almeida, fundador e CEO da marca.

Da ANUGA ao Lisbon Bar Show
O caminho até a operação europeia foi pavimentado pela passagem da marca pela ANUGA, na Alemanha, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do planeta. A boa recepção do público profissional internacional confirmou um interesse que já vinha sendo sinalizado por compradores e curadores de bebidas. Lisboa surgiu como destino natural: porta de entrada cultural e logística para o resto da Europa, com cena de coquetelaria sofisticada e afinidade linguística com o produtor.
No Lisbon Bar Show, a Royal Charlotte ocupa estande próprio e usa a feira como vitrine para apresentar o licor a importadores, distribuidores e profissionais de bar. A participação coincide com o início efetivo das vendas para todo o continente.
Para Edno Alves, sócio e CFO da Royal Charlotte, o timing é estratégico. “Consumidores e profissionais da hospitalidade buscam cada vez mais produtos com história, autenticidade e diferenciação. A Royal Charlotte não é apenas mais um licor na prateleira, mas uma nova leitura sobre o que o Brasil pode entregar ao mundo”, afirma.
O licor no copo: por que bartenders se interessam
A dimensão técnica é o que sustenta a narrativa. Royal Charlotte tem perfil aromático complexo, com notas frutadas que vêm do mel de cacau, camadas de especiarias da infusão proprietária e textura aveludada que se comporta bem em diferentes preparações. Pode ser consumido puro, com gelo, em shots, em harmonizações com sobremesas e queijos, e principalmente em coquetelaria autoral, onde encontra seu uso mais expressivo.
No Brasil, o licor já circula em endereços de referência da alta coquetelaria, como Purgatório (Salvador), Amargot (São Paulo), Nosso (Rio de Janeiro), Zimbro (Goiânia) e Âmbar (Curitiba). Essa rotação em casas de prestígio funcionou como laboratório vivo: cada bartender testou, reinterpretou e devolveu para a marca um repertório de aplicações que hoje compõe o argumento internacional.
Antes mesmo da feira, a Royal Charlotte protagoniza uma ativação especial em Lisboa. No dia 16 de maio, a marca entra como guest bartender no Barbela, casa do brasileiro Lula Mascella, sócio fundador do Picco, em São Paulo. A operação fica a cargo de Tom Oliveira, mixologista carioca à frente do Oliveira Cocktail e embaixador do sistema de carbonatação Preshh. No Oliveira Cocktail, o Banoffee, drink criado com Royal Charlotte, tornou-se um dos campeões de pedido da casa.
“Royal Charlotte me permite usar a criatividade em coquetéis dos mais variados tipos, sempre mantendo o Brasil como destaque”, resume Tom Oliveira.
Brasilidade líquida, agora também europeia
A Royal Charlotte chega à Europa cumprindo um movimento que poucas marcas brasileiras de bebidas conseguiram executar: estrear no continente já com prova social construída em casa, premiações internacionais consolidadas e uma narrativa de marca que dialoga com origem, design e técnica em pé de igualdade. Não é o licor brasileiro que pede passagem. É o licor brasileiro que chega como referência.
Para a Bahia, há um simbolismo extra. O mel de cacau que durante décadas foi descartado nos terreiros das fazendas vira ingrediente premium em coquetéis servidos em Lisboa, Londres e, em breve, em outras capitais europeias. É o tipo de história que o Atlântico atravessa com gosto.
Onde encontrar e como comprar
A partir do Lisbon Bar Show, a Royal Charlotte passa a ser distribuída em toda a Europa via marketplaces, empórios de bebidas premium, bares e restaurantes selecionados. No Brasil, segue disponível em casas parceiras e nos canais de venda direta da marca.
Perguntas Frequentes
O que é o licor Royal Charlotte?
Royal Charlotte é o primeiro e único licor fino de mel de cacau com infusão de especiarias do mundo. Foi criado na Bahia, no Brasil, e tem como base o néctar extraído da polpa fresca do cacau, conhecido como mel de cacau.
Por que a Royal Charlotte é considerada o licor brasileiro mais premiado do mundo?
A marca conquistou o título de campeã mundial no World Liqueur Awards de Londres, somando cinco medalhas de ouro em design e prata em sabor. Esse conjunto de prêmios em uma das principais premiações internacionais de licores consolidou o reconhecimento.
Onde comprar Royal Charlotte na Europa?
Após o lançamento oficial no Lisbon Bar Show, em Lisboa, a Royal Charlotte passa a ser comercializada em marketplaces, empórios especializados, bares e restaurantes de todo o continente europeu.
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